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Um passeio interessante pra quem visita Buenos Aires e gosta do futebol argentino é o museu do River Plate, ao lado do estádio do clube, o Monumental de Nuñez.

Aberto das 10 às 19h. A entrada custa de 35 a 45 pesos, dependendo se inclui visita ao estádio ou não (visita que acaba às 17h). O percurso sugerido começa pelo River Infinito, uma espécie de túnel do tempo, em que a história do clube é contada ao mesmo tempo que a da Argentina e do mundo, com vídeos, memorabilia e cenários típicos de museus.

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Esta linha do tempo lembra Carlos Gardel, o peronismo, os anos de chumbo da ditadura e a volta à democracia, bem como cada conquista do River. Entre os principais, 36 certames argentinos, agora 3 Libertadores (86, 96, 2015) e o Mundial de Clubes de 86. Cada título é recordado com a campanha, um “campinho” com o time titular e vídeos ou fotos. Como o último título argentino, o do Clausura, em 2008. O time treinado por Diego Simeone (hoje no Atlético de Madrid) tinha Ortega, Buonanotte, o chileno Alexis Sanchéz (hoje marcando gols no Barça), o colombiano Radamel Falcão García (hoje dirigido por Simeone no Atlético de Madrid). O uruguaio Loco Abreu (hoje no Botafogo) estava no elenco e aparece na foto abaixo.

Depois, o percurso sugere uma passada pela sala de troféus – La Gloria- e o que para mim é o grande destaque do museu: uma sala de cinema que passa o média-metragem Crônica de uma Paixão Monumental. Um vídeo/filme com projeção 360 graus em telas múltiplas. Ídolos da história do River como Fillol, Ortega e o hoje colorado D’Alessandro resumem em cerca de 30 minutos a história do clube da “banda roja”. É institucional, claro, mas não deixa de ser emocionante até pra quem não é River. E muito bem feito tecnicamente. Não perca de jeito nenhum se for ao Museo River.
Uma locomotiva serve de homenagem a um dos maiores times do River Plate: La Máquina. Linha atacante que tinha Labruna, Moreno, Pedernera, Muñoz e Loustau (veja flâmula “retrô”). Há quem diga que se a Copa do Mundo não tivesse parado por causa da Segunda Guerra Mundial, a Argentina poderia ter papado tudo na década. O Brasil era freguês.
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Depois de uma seção que também é uma sessão de gols inesquecíveis, uma homenagem a uma grande marca riverplatense: a camisa com a faixa diagonal vermelha, a “banda roja”.image

A sala Millonarios en La Seleccion lembra especialmente os oito jogadores campeões do mundo com a Argentina quando atuavam pelo River. Em 78, o goleiro Fillol, o capitão Passarella, o meio-campo Alonso e os atacantes Luque e Ortiz. Em 86, outro goleiro, Pumpido, Ruggeri e Enrique.

E a mostra Los de Banda Roja lista exatamente todos os atletas que vestiram essa camisa. Gente como Di Stéfano e Enzo Francescoli.

Uniforme usado por Enzo Francescoli, o “príncipe”, no mundial de clubes de 1996.

El Escenario de la Pasión fala dos estádios do River: destaque para a maquete do Monumental de Nuñez. Em cima dela, uma tela passa trechinhos de shows de rock no imponente estádio. No momento em que passei por ali, “tocou” um sucesso do Soda Stereo: “De Música Ligera”, regravada por Paralamas e Capital, aqui na turnê que reuniu o grupo argentino. Foram sete shows no estádio! Renderam DVD e dois CDs ao vivo! Outro grupo que já tocou no Monumental é lembrado: o U2. O filme U2 3D foi feito aqui.

Millonarios de Exportación lustra as chuteiras do “pé-de-obra” exportado. E La Batuta de Banda Roja rende homenagem aos técnicos.
Enfim, um museu muito legal, que usa tecnologia e emoção pra contar a história de um grande time de futebol. Os clubes brasileiros deveriam se mirar no exemplo do Museo River.

  • Links:
  1. – o Expresso do Esporte do amigo Décio Lopes fez um programa inteiro sobre o museu, que me me motivou a fazer este passeio.
  2. – site do Museo River
  3. seção de história no site do RiverCamisa como a que o River usou no primeiro título argentino, em 1920

Rolê do blog pelo Monumental de Nuñez numa noite de Messi, Argentina contra a Venezuela. Eliminatórias da Copa 2010.

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