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“The Liverpool Supporter’s Book”

Atualizado em junho de 2019

Desde a fundação, em 1892 (!), o Liverpool FC teve apenas 22 técnicos, até o atual, Jürgen Klopp (número que alguns clubes brasileiros devem atingir em menos de uma década). É uma das saborosas informações do livro inglês “The Liverpool Supporter’s Book”, Carlton Books, 2010, terceira edição de 2017), de John White, que curiosamente também escreveu um volume semelhante sobre o Manchester United, grande rival do Liverpool pela soberania (oops!) das taças na Inglaterra. Ambos livros foram encontrados pelo blogueiro numa livraria da Barra da Tijuca, no período da virada de 2018/19, enquanto os fãs da Premier League se divertiam com as rodadas próximas ao Boxing Day.

O décimo-primeiro técnico dessa lista foi Bob Paisley, herdeiro de Bill Shankly, todo um mito em Anfield (um dos portões leva seu nome, tem estátua e tudo). Paisley treinou o Liverpool que conquistou seis campeonatos ingleses, três copas da liga, três Copas/Ligas dos Campeões, uma Copa da Uefa e uma Supercopa europeia.
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#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

Destacado#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

O futebol não para. Maio de 1989. Quarenta e um dias depois da tragédia de Hillsborough (estádio do Sheffield Wednesday), que provocou a morte de 96 torcedores do Liverpool, numa tarde de semifinal de Copa da Inglaterra (contra o Nottingham Forest), o campeonato inglês de primeira divisão (que ainda não era a Premie League) chegava à sua última rodada. Disputavam o título justamente o multicampeão Liverpool, que podia até perder por 1×0, e o Arsenal, que para acabar com um um jejum de 18 anos precisava vencer por 2×0. E em pleno Anfield, a fortaleza do Liverpool (que durante a fila do time vermelho e branco de Londres, ganhou ‘apenas’ 10 ligas inglesas e 4 de suas 5 Copas dos Campeões/Champions).

A saga da temporada 1988-1989 do Arsenal, enfim campeão inglês, é o tema do filme ‘89‘, lançado ano passado na Inglaterra e que aqui pode ser visto no You Tube (aluguel ou compra, alta definição ou não). É um documentário tradicional, com excelente material de arquivo, entrevistas feitas agora e boas artes. Indicado para quem gosta de futebol inglês, fundamental para quem quer saber mais sobre a história dos gooners. Para torcedores e simpatizantes do clube então de Highbury, é ouro puro. Deleite.

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Cartaz original do filme “89”, já disponível em streaming no Brasil.

Neste dia D, ou talvez dia G, de gunners, da “final” em Anfield, os jogadores do Arsenal entraram no gramado com flores em homenagens às vítimas de Hillsborough. Tá no filme “89”, que também mostra que o técnico George Graham, contratado do Millwall, tinha participado como jogador gooner do então último campeonato inglês conquistado pelo Arsenal, em 1970-71 (ano de dobradinha, campeonato e copa). Com sua fisionomia até meio parecida com o nosso conhecido Muricy Ramalho, ele fechou o time e conseguiu segurar o Liverpool no primeiro tempo da partida decisiva – dissecada quase jogada a jogada no filme – para ganhar no segundo tempo, com direito a um autêntico gol de ouro, nos acréscimos.

George Graham ainda levaria o Arsenal a um título de Copa das Copas, a Recopa europeia, em 1994, contra o Parma.

Confira o trailer de “89” dentro do post.

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“Will – Em Busca do Sonho”

https://www.facebook.com/WillMovie
https://www.facebook.com/WillMovie

Tem toda pinta de “sessão da tarde”, né? De matinê… O drama “Will”, sobre as aventuras de Will Brennan, 11 anos, um superfã do Liverpool, rumo à Turquia pra ver a final da Champions 2005, é uma produção inglesa de 2011 e foi uma das atrações do festival Kicking + Screening em Abu Dhabi, 2015.

O filme da Ellen Perry tem no elenco Damian Lewis (o ruivo de “Homeland” é torcedor do Liverpool também na vida real) e o ótimo Bob Hoskins. Gerrard, o capitão, o ex-zagueiro Jamie Carragher, e Kenny Dalglish (ex-jogador, técnico e muito ídolo dos Reds) aparecem como eles mesmos.

Não é o único filme de ficção sobre a saga do Liverpool em Istambul, 2005… Uma “virada” sobre o Milan… Depois de estar perdendo por 3 a 0, empatou e foi campeão nos pênaltis (Serginho, Pirlo e Shevchenko perderam!).

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Os Rebeldes do Futebol (Les Rebelles du Foot) abriram o CINEfoot 2013.

Publicado em 31 de dezembro de 2012
No período de festas, os canais de esporte aproveitaram o recesso do futebol no Brasil para estrear ou reprisar documentários quase sempre muito interessantes. Já falei aqui das séries “Memórias do Chumbo”, do Lúcio de Castro, sobre a ação das ditaduras sul-americanas na Operação Condor, e “Hei de Torcer”, sobre pequenos e simpáticos clubes cariocas. Um dos destaques dessa rodada de docs na programação de fim de ano foi também “Os Rebeldes do Futebol“, produção francesa de Gilles Perez e Gilles Rof muito bem ancorada pelo (ex?)-bad boy Eric Cantona. Ele costura as histórias de cinco rebeldes escolhidos pelo doc: Didier Drogba, colaborando para a paz na sua Costa do Marfim; o argelino Rachid Mekhloufi, que trocou o sucesso no Saint-Étienne pela causa (e time!) da Frente de Libertação Nacional no seu país, quando dominado pela França; o chileno Carlos Caszely, ex-atacante do Colo Colo, Levante, Espanyol e seleção chilena, que teve a coragem de se recusar a apertar a mão de Pinochet, quando o ditador estava no poder; o bósnio Pedrag Pasic, que encarou as consequências da guerra em Sarajevo, e encerrando o programa, o doutor Sócrates e a democracia corintiana. Emocionante!

http://lesrebellesdufoot.com/

“Rebeldes do Futebol” é bem produzido, bem filmado, tem bom arquivo. Um dos pontos altos é um vídeo da campanha do “Não” contra Pinochet. Uma senhora relata que foi vítima de tortura da ditadura chilena. A câmera abre e mostra o filho dela, Carlos Caszely. Ela foi torturada pelos milicos em retaliação contra a atitude do filho! Caszely é também personagem do episódio Chile da série “Memórias do Chumbo”. Aliás, o filme “No”, que retrata o plebiscito chileno, está em cartaz. Recomendo.

Nos créditos, os entrevistados de “Rebeldes” como Raí e Wladimir vão levantando a gola das camisas – à la Eric Cantona. Maneiro! Se passar de novo no Sportv, não perca.

Atualizando: depois do festival de Cartagena, a carreira internacional dos Rebeldes continuou no BCN Sports Film – Barcelona International Ficts Festival, entre 18 e 20 de abril, e no CINEfoot. Abre o festival no Rio, quinta, 23 de maio, 20h30, Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo. E em São Paulo, 6 de junho, 20h, Museu do Futebol.

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Eric Cantona em “À Procura de Eric”.

DestacadoEric Cantona em “À Procura de Eric”.
"Eric", o carteiro, com Eric, o Cantona. www.californiafilmes.com.br
“Eric” e Eric. http://www.californiafilmes.com.br

O filme do inglês Ken Loach que abriu a 33ª Mostra de Cinema de SP entrou em cartaz em novembro de 2009. “À Procura de Eric” é um filme leve e divertido, que toca na questão social dos trabalhadores na Inglaterra. Mas posso falar? Mesmo que você odeie futebol e não tenha a menor ideia de quem é Eric Cantona ou de quantos títulos ingleses, europeus e mundiais o Manchester United conquistou, vale a pena experimentar. E se gostar de futebol inglês então… Continuar lendo “Eric Cantona em “À Procura de Eric”.”

Flâmula do dia: Manchester City

Flâmula do dia: Manchester City
Flâmula com o escudo que o City usou entre 1997 e 2016.

Weaver, Crooks, Edghill, Wiekens, Morrison, Horlock, Brown, Whitley, Dickov, Goater, Cooke. Sob o comando do técnico Joe Royle, este foi o time do Manchester City há quase vinte anos, numa partida decisiva para sair do inferno da terceira divisão na temporada 1998-99 – a Division Two inglesa (a Premier League já era o topo da pirâmide lá, seguida pela First Division). Média de público dos sky blues ainda no velho estádio de Maine Road, na terceirona: 30 mil pessoas, segundo o site The Citizens Brasil. Ficou em terceiro… e chegou à final do play-off de acesso em Wembley contra o Gillingham, em 30 de maio de 1999. O Man City tomou dois gols depois dos 80 minutos. Diminuiu com Kevin Horlock a um minuto do fim,  empatou nos acréscimos com Paul Dickov e ganhou nos pênaltis, muito graças ao goleiro Nicky Weaver.
“Superbia in proelio” diz o mote em latim, no escudo usado entre 1997 e 2016 pelo City. Algo como “orgulho na batalha”.
Os anos 90 foram de sobe-e-desce pro lado azul de “Madchester”, enquanto o lado vermelho ganhava tudo.
O hoje bilionário City subiria de vez à Premier no final da temporada 2001/02.
Depois de dar a volta por cima, os blues de Manchester, que já tinham dois títulos ingleses de elite (1936/37 e 1967/68), ganhariam mais quatro: 2012, 2014, 2018 e agora em 2019. Esses dois últimos com o homem das oito ligas nacionais, Pep Guardiola, e compania bela.
Repare como a camisa dessa final de Wembley influenciou a camisa que o City usou ontem, na goleada sobre o Brighton, embora no away kit usado nesta campanha do bi o amarelo apareça em listras mais finas.

Segunda camisa do bicampeãọ: Man City Away Kit 18/19, via Nike.

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Galeria de ídolos aurinegros, na frente do estádio Campeón del Siglo.

Galeria de ídolos aurinegros, na frente do estádio Campeón del Siglo.

O respeito à memória de um clube é algo a ser admirado. Outro exemplo que vem do exterior.

Do lado de fora da cancha do Peñarol, inaugurada em 2016, há um espaço com totens informativos sobre ídolos aurinegros. Alguns heróis da conquista da Copa do Mundo de 1950: o goleiro Máspoli, o capitão Obdulio Varela, Schiaffino, que marcou o gol de empate contra o Brasil, e Ghigghia – como alguns outros, existem pegadas do atacante, que definiu o Mundial de 1950, no Maracanã.

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Maradona em Cannes

Maradona em Cannes

“Diego Maradona”, o filme, vai estrear no festival de Cannes 2019, no mês de maio. Na metade de junho, o documentário de Asif Kapadia tem lançamento mundial.

Os produtores são os mesmos dos docs ‘Senna‘ e ‘Amy’. O diretor Kapadia nem queria mais saber de documentários esportivos, mas mudou de ideia depois de se deparar com 500 horas de material inédito sobre Maradona.
Já saiu o primeiro clip: o dia da apresentação de Diego ao Napoli, em 1984, quando a Serie A italiana dava as cartas no mundo. Confira:

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Racing campeón

Racing campeón

Com uma rodada de antecipação, o Racing Club de Avellaneda se tornou campeão argentino pela décima-oitava vez (terceiro título no novo milênio: 2001, 2014 e agora, 2019).
A Academia treinada por Eduardo Coudet liderou a Superliga argentina desde a quarta rodada.
A flâmula – de dois anos atrás – é comemorativa do primeiro título mundial de um clube da Argentina.

“Bobby Robson – More Than a Manager”


Ele era o técnico da Inglaterra que parou nas quartas-de-final da Copa de 1986, no México, diante do gol de mão e do gol da vida de Maradona. Também comandou o English Team até as semifinais na Itália, em 1990. Até chegar lá, ganhou alguns dos principais títulos da vida do Ipswich Town (Copas da Inglaterra em 1978 e da Uefa em 1981). Sir Bobby Robson treinou um conturbado Barça depois da era Cruyff técnico. Levou Ronaldo Fenômeno do PSV para o Camp Nou. Tinha como auxiliar o português José Mourinho (que faz caras hilárias enquanto ajuda o ‘boss’ a se expressar nas entrevistas).

“Bobby Robson – More Than a Manager” é um filmaço, que passou no Cinefoot SP em 2018 e logo depois chegou ao streaming. Espetacular montagem do rico material de arquivo, sem deixar de contar sobre a vida pessoal do treinador, que morreu em julho de 31 de julho de 2009, de câncer.

Pra quem curte futebol internacional, em especial o inglês e o espanhol. vale muito a pena conhecer este documentário. Confira o trailer. Continuar lendo ““Bobby Robson – More Than a Manager””

Bola na Tela: “Take the Ball, Pass the Ball”.

Bola na Tela: “Take the Ball, Pass the Ball”.

Post publicado em 9 de novembro de 2018

Take the ball, pass the ball.

O mantra repetido pelo hoje técnico do Manchester City dá o nome ao documentário coproduzido pela catalã Zoomsport e pela Universal Pictures com colaboração da Mediapro. Take the Ball, Pass the Ball (ou Toca y Pasa el Balón, no título em castelhano) trata dos quatro anos de Pep Guardiola no Barça. Passa em cinemas da Catalunha e da Inglaterra nesta sexta-feira. Ainda em novembro, vai ter sessões únicas em outras cidades da Europa (confira aqui).

Xavi, Iniesta, Piqué, Daniel Alves, Henry, Puyol, Busquets, Mascherano, Abidal, Eto’o e, claro, Messi dão seus depoimentos sobre a era Guardiola.

Duncan McMath, Graham Hunter, Marc Guillén e Víctor M. Gros assinam o documentário, baseado no livro “Barça – A Construção e a Trajetória do Melhor FC Barcelona de Todos os Tempos”, de Graham Hunter, publicado no Brasil pela Grande Área.

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