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Coleção da Umbro liga sete clubes brasileiros a sete seleções do Mundial 2018

Umbro Nations: coleção especial de 7 clubes brasileiros, com referências a 7 países participantes do Mundial.

De olho na febre do Mundial 2018, a Umbro brasileira lançou nesta sexta-feira 13 sete novos uniformes de clubes nacionais com quem tem contrato, cada um em homenagem a uma seleção que vai disputar a Copa. Confira dentro do post.

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Retrô: Crystal Palace 1978-79.

DestacadoRetrô: Crystal Palace 1978-79.
Camisa retrô em homenagem à campanha do Crystal Palace na temporada 1978-79, que resultou na volta dos #eagles à elite do futebol inglês.

O Crystal Palace, clube azul e vermelho do sul de Londres, tinha jogado no topo da pirâmide do futebol inglês entre 1969 e 1973. Depois, chegou a cair até a terceira divisão. Sob o comando do técnico Terry Venables, conseguiu subir da terceira para segunda divisão em 1976-77. E em 1978-79, o Palace fez grande campanha na segundona -apenas quatro derrotas-e ganhou o título da Second Division. Na defesa, estava um ídolo do clube do sul de Londres: o zagueiro Jim Cannon, 660 partidas com a camisa do CPFC.

Na última rodada, um empate garantia a vaga e uma vitória também valia a taça. Jogando com uma camisa branca com a faixa diagonal vermelha e azul, feita pela marca inglesa Admiral, os #Eagles ganharam por 2 a 0 do Burnely no jogo do acesso e do título. Gols de Ian Walsh e Dave Swindlehurst.  O público foi recorde em Selhurst Park : 51.482 torcedores. A procura foi tão grande que os portões do estádio foram fechados uma hora antes do match!

Agora, essa camisa histórica que marcou a volta do Palace à primeira divisão inglesa foi resgatada no modelô retrô acima, lançado pela Score Draw, com o selo da Admiral, fornecedora dos #Eagles na época.

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Diário de bordo

DestacadoDiário de bordo

Foram dez jogos em cerca de 20 dias. Dez estádios diferentes, oito deles inéditos para o blog Fut Pop Clube. Abaixo, um resumo do #RolêDoFutPopClube, temporada 2018, por campos da Inglaterra e Espanha.

  • Tottenham Hotspur 2×0 Huddersfield Town FC, Wembley Stadium, 3 de março de 2018.

    Vitória do Tottenham em Wembley, 3 de março de 2018.

Conhecer Wembley era um sonho de muitos anos – infelizmente não visitei o estádio como era antes. A temporada inteira dos Spurs no estádio nacional da Inglaterra, casa oficial da seleção inglesa, proporcionou a oportunidade. Ok, não foi nenhum clássico, mas uma partida em que os lillywhites consolidaram a boa campanha na Premier League 2017-2018 com mais uma vitória, pela 29ª rodada. Fui pra ver Harry Kane e acabei assistindo ao sul-coreano Son brilhar, marcando os dois gols. Atmosfera muito bacana, que já começa no caminho entre a estação Wembley Park e o estádio. Tente resistir à oferta de programas, cachecóis, pins e até flâmulas nas bancas e mãos dos vendedores…

Wembley, 3/03/2018

O brasileiro Lucas Moura (São Paulo, PSG) entrou no final, puxou algumas bolas, mas não foi muito adiante em contra-ataques. 68.311 espectadores contribuíram para o belo espetáculo. Mais desse jogo no post anterior. Dias depois, os Spurs seriam eliminados da Champions pela Juve dentro de Wembley.

  • Crystal Palace 2×3 Manchester United, Selhurst Park, 5 de março de 2018
Selhurst Park, março de 2018.

Dois dias depois do jogo do Tottenham, ainda pela rodada 29 da Premier, FutPopClube foi ao sul de Londres numa segunda-feira à noite conhecer o estádio do Crystal Palace, numa partida emocionante contra o Man United, de José Mourinho. Vinte e oito mil pessoas no Selhurst Park, que é um alçapão – tive a sensação que aquilo é um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento. Panela de pressão total, tribunas grudadas no campo. Uma torcida participante o tempo todo empurrou o Palace, que abriu 2×0. Mas quando Mourinho mandou o United pra frente, no segundo tempo, o time da casa não resistiu. E perdeu de virada no finalzinho. Claro que a torcida do azul e vermelho do sul de Londres ficou p… da vida (o time vai lutar pra não cair), mas deu show a partida toda. Ouça um dos cantos:

Não sei se por ser um jogo contra o Manchester United, mas Selhurst Park confirmou todas as expectativas e até as superou. Um dos melhores ambientes futboleros encontrados nesta viagem, se não o melhor. Parabéns, Palace! Se cair, que volte logo. Mais neste post aqui.

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#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

Destacado#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

O futebol não para. Maio de 1989. Quarenta e um dias depois da tragédia de Hillsborough (estádio do Sheffield Wednesday), que provocou a morte de 96 torcedores do Liverpool, numa tarde de semifinal de Copa da Inglaterra (contra o Nottingham Forest), o campeonato inglês de primeira divisão (que ainda não era a Premie League) chegava à sua última rodada. Disputavam o título justamente o multicampeão Liverpool, que podia até perder por 1×0, e o Arsenal, que para acabar com um um jejum de 18 anos precisava vencer por 2×0. E em pleno Anfield, a fortaleza do Liverpool (que durante a fila do time vermelho e branco de Londres, ganhou ‘apenas’ 10 ligas inglesas e 4 de suas 5 Copas dos Campeões/Champions).

A saga da temporada 1988-1989 do Arsenal, enfim campeão inglês, é o tema do filme ‘89‘, lançado ano passado na Inglaterra e que aqui pode ser visto no canal Now da Net ou no You Tube (aluguel ou compra, alta definição ou não). É um documentário tradicional, com excelente material de arquivo, entrevistas feitas agora e boas artes. Indicado para quem gosta de futebol inglês, fundamental para quem quer saber mais sobre a história dos gooners. Para torcedores e simpatizantes do clube então de Highbury, é ouro puro. Deleite.

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Cartaz original do filme “89”, já disponível em streaming no Brasil.

Neste dia D, ou talvez dia G, de gunners, da “final” em Anfield, os jogadores do Arsenal entraram no gramado com flores em homenagens às vítimas de Hillsborough. Tá no filme “89”, que também mostra que o técnico George Graham, contratado do Millwall, tinha participado como jogador gooner do então último campeonato inglês conquistado pelo Arsenal, em 1970-71 (ano de dobradinha, campeonato e copa). Com sua fisionomia até meio parecida com o nosso conhecido Muricy Ramalho, ele fechou o time e conseguiu segurar o Liverpool no primeiro tempo da partida decisiva – dissecada quase jogada a jogada no filme – para ganhar no segundo tempo, com direito a um autêntico gol de ouro, nos acréscimos.

George Graham ainda levaria o Arsenal a um título de Copa das Copas, a Recopa europeia, em 1994, contra o Parma.

Confira o trailer de “89” dentro do post.

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A última página

Nem a volta de Carlitos Tévez e Lucas Pratto ao futebol argentino (para o Boca e para o River, respectivamente) evitou o fim da edição impressa de “El Gráfico”, revista argentina reconhecida no mundo inteiro. Lamentável.

A brasileira “Placar” foi semanal no seu auge, nos anos 70 e 80. Virou mensal, parou de sair, voltou, tentou ser semanal de novo, depois mensal de vez, foi repassada a outra editora, voltou pra Abril. Continua nas bancas. Sem o impacto de décadas atrás.

Só que “El Gráfico” era ainda mais tradicional. Começou a circular em 1919! No fim dos 90, foi comprada pelo grupo Torneos. Só em 2002 passou de semanal a mensal. Vendas em queda… na base de 20 mil exemplares. Agora, no primeiro mês de um ano de copa, a notícia que leitor nenhum queria. Edição em papel, não mais. Só o site continua no ar.

No começo dos anos 2000, era possível encontrar edições de ‘El Gráfico’ em bancas de São Paulo. Lembro-me de ter comprado alguns números em comércios de Búzios, reduto de argentinos na região dos Lagos fluminense.

É dessa época a revista da capa abaixo, que tratou da 11ª rodada do torneio Apertura 2001. O Racing treinado por Reinaldo Merlo derrotou o Estudiantes na cancha do adversário, em La Plata, por 3×2 e avançou sua jornada para o 16º de 17 títulos argentinos (somando eras amadora e profissional). Não sem muita emoção até o final.

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Capa da ‘El Gráfico’ nº 4282, de 30 de outubro de 2001. Na foto de Daniel Yao, Chatruc, meio-campo do Racing.

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Old Trafford, o teatro dos sonhos.

DestacadoOld Trafford, o teatro dos sonhos.
  • Old Trafford.
  • Dono: Manchester United
  • Inauguração: 19 de fevereiro de 1910
  • Primeiro jogo: United 3×4 Liverpool
  • Transporte: Old Trafford está perto de quatro estações da Metrolink,a rede de tram, moderno bonde de Manchester: Exchange Quays, Old Trafford, Trafford Bar e Mediacity UK. Para quem sai do centro de Manchester, pode pegar o Metrolink no sentido Altrincham.
  • Capacidade atual: 75.653 pessoas
  • 55 mil torcedores têm season tickets, ou seja, acesso garantido a todos os jogos.


No dia seguinte ao tour pelo museu do Manchester United (post anterior), um dos pontos altos destes anos todos indo a estádios de futebol. Conhecer Old Trafford, uma das catedrais da bola, o teatro dos sonhos para os torcedores red devils. Melhor ainda, durante um jogo, em que o United recebeu o Bournemouth, pela rodada #27 da Premier Leaguer 2016-17, que seria conquistada pelo Chelsea. 

Rooney na batida…

Um rápido histórico do estádio. Inaugurado em 1910, num clássico contra o Liverpool (que terminou 3×4…), Old Trafford já recebeu decisão da Copa da Inglaterra no ano seguinte. Foi devastado durante ataques aéreos alemães em 1940 e 41 (o United teve que jogar no estádio do City na época, Maine Road). Também sediou três partidas do grupo do Brasil no Mundial de 1966 (mas não do então escrete bicampeão), foi todo reformado nos anos 90 depois das grandes tragédias nos estádios ingleses e em 2003 recebeu uma final italiana da Champions, em que o Milan superou a Juve nos pênaltis. É o maior estádio de um clube na Inglaterra, com 76 mil lugares.

Teatro dos sonhos

Na partida contra o Bournemouth, em março de 2017, o United jogou com as feras quase todas. De Gea, Valencia, Phil Jones, Shawm , Carrick, Pogba, Mata, Martial, Rooney, Ibrahimovic, que perdeu um pênalti quando o jogo já estava 1×1, Fellaini, Lingard e Rashford entraram no decorrer da partida. Marcos Rojo marcou o gol do time da casa. Joshua King empatou.

Preste atenção neste homem: ele vai perder o pênalti.

O visitante jogou ‘na dele’ e conseguiu levar um pontinho para o sul da Inglaterra. Estádio quase completo, imagine 75 mil pessoas gritando, atmosfera vibrante, sim, mas o que me chamou muito a atenção foi a participação pra lá de ativa da torcida do Bournemouth. Os gritos de United! United! cresceram no segundo tempo, para empurrar os diabos vermelhos em busca de uma vitória, que no fim não rolou.

Placar final na “estreia” do blog Fut Pop Clube em Old Trafford, 4 de março de 2017.

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“Iron Men”: documentário emocionante sobre a despedida do West Ham a Boleyn Ground.

Publicado em: 4 abril de 2017

Capinha do DVD do doc sobre a despedida a Boleyn Ground : facebook.com/IRONMEN2017

Que bom saber: a senhora Mabel Arnold, uma espécie de torcedora-símbolo do West Ham United, acabou de completar 101 anos! Cento e um! Oitenta e três como torcedora do claret and blue da zona leste de Londres. De 1968 a 2016, ela se sentou na mesma cadeira de Boleyn Ground | Upton Park, estádio do West Ham entre 1904 e 2016. “Iron Men, documentário de Paul Crompton e Suri Krishnamma (este, torcedor de carteirinha dos “Irons”) sobre os últimos dias dos 112 anos de história de Boleyn Ground e a (polêmica) mudança para o London Stadium, é um filme de personagens. O capitão do time, Mark Noble, o técnico Slaven Bilic, os donos do clube (David Gold, David Sullivan, Karren Brady)… mas são os torcedores como a centenária hammer Mabel Arnold que roubam o show. Ainda bem! Continuar lendo ““Iron Men”: documentário emocionante sobre a despedida do West Ham a Boleyn Ground.”

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Dica de filme: “United”.

Em 1958, a Copa dos Campeões da Europa (competição que é hoje a Champions League) estava na sua terceira edição – que acabaria sendo a terceira conquista do Real Madrid. O campeão inglês, um jovem time do Manchester United tinha acabado de eliminar o Estrela Vermelha na fase quartas de final (vitória em Old Trafford, empate em Belgrado) e, na volta pra casa, o avião teve que fazer uma escala para reabastecer, em Munique. Duas tentativas para decolar, nada feito. Na terceira, um desastre. Vinte e três pessoas morreram (entre jornalistas, torcedores, o copiloto, uma aeromoça, 8 jogadores e 3 funcionários dos Red Devils).

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A tragédia de Munique, 6 de fevereiro de 1958, é o tema do telefilme “United”, dirigido por James Strong para a BBC em 2011 (aqui pode ser visto no canal Now, da Net, pra quem assina o pacote Claro Vídeo). No roteiro de Chris Chibnall, também estão a formação daquela equipe, que ficou conhecida como Busby Babes, e a reconstrução do Manchester United, que voltou a campo 13 dias depois da tragédia – o programa do jogo contra o Sheffield Wednesday foi impresso com a escalação do time em branco. O artilheiro Bobby Charlton, o goleiro Harry Gregg e Sir Matt Busby foram alguns dos sobreviventes. O assistente de Busby, Jimmy Murphy, que não viajou a Belgrado por outros compromissos, tem papel importante no filme “United” -que também deixa a leitura “nas entrelinhas” que o presidente da liga inglesa foi cruel ao bater o pé na questão do obedecimento ao calendário inglês.
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Livro de 2014: “A Rainha de Chuteiras – Um Ano de Futebol na Inglaterra”, de Marcos Alvito.

https://www.facebook.com/editoraapicuri
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Um antropólogo carioca – “Flamengo até morrer” – passou um ano no Reino Unido para fazer sua pesquisa sobre a paixão do inglês pelo futebol. O professor Marcos Alvito viu jogos até da Nona Divisão, amadora, mas conseguir ingresso para uma partida de Premier League que é bom, ah, você pode imaginar, isso é missão quase impossível. Tanto que numa de suas “voltas olímpicas” em torno dos estádios,  quase que como um reconhecimento do terreno, o pesquisador foi confundido com suspeito de terrorismo, parado e revistado pela polícia. Por outro lado, conseguiu entrar em jogos da Premier League para acompanhar o trabalho da Football Police Unit. Viu partidas no meio da galera – como a da torcida mais à direita dos estádios da Inglaterra, talvez do mundo.
O resultado dessa temporada do flamenguista Marcos Alvito na terra que inventou o Football Association é o livraço  A Rainha de Chuteiras – Um Ano de Futebol na Inglaterra (Apicuri Editora), que saiu em 2014. Ele é doutor em Antropologia e dá aula de História na UFF, mas o que gente lê é uma grande reportagem, em crônicas informativas e bem humoradas sobre esse ano que deve ter sido muito proveitoso para um apaixonado por futebol. A saber, Marcos Alvito trata da temporada 2007-2008, em que o Manchester United – então com o artilheiro Cristiano Ronaldo- foi campeão inglês e europeu, com o Chelsea vice nas duas competições. Mas vale demais a pena para quem  se interessa pelo futebol inglês. Muitas vezes com notas de rodapés explicando ou atualizando informações. Continuar lendo “Livro de 2014: “A Rainha de Chuteiras – Um Ano de Futebol na Inglaterra”, de Marcos Alvito.”

Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.

Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.
London Stadium, 10 de março de 2018

Começou assim.

Bolhas no ar…

Bubbles in the air

… e homenagens ao eterno capitão dos melhores anos do West Ham. Bobby Moore morreu em 1993, com apenas 51 anos. Câncer no intestino. Em 2018, um minuto de palmas. Respeito ao ídolo também da seleção inglesa, campeã mundial em 1966.

E terminou com muita confusão.

Um dos invasores do campo pegou a bandeirinha de córner e levou pro meio de campo… sem marcação nenhuma…

Primeiro tempo absolutamente truncado, jogo parado toda hora. A torcida do WHUFC apoiava, mas nas primeiras falhas, mostrava impaciência. A fase não é nada boa, na segunda temporada no novo estádio. Continuar lendo “Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.”

Surpresa no Etihad Stadium: Manchester City 1×2 Basel.

Surpresa no Etihad Stadium: Manchester City 1×2 Basel.

Rolê do Fut Pop Clube 2018, matchday #4! Champions! Aliás, o tema da competição da Uefa foi vaiado aqui em Manchester.

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O Manchester City passou para as quartas de final da Champions (pela segunda vez na história dos citizens), ao lado do Liverpool, Real Madrid e da Juve, que virou o mata-mata diante do Tottenham Hotspur, em pleno Wembley, depois de um primeiro tempo em que Buffon só não impediu o gol – mais um! – do habilidoso e veloz sul-coreano Son (veja post anterior). No quarto #matchday desta turnê do Fut Pop Clube pelas canchas da gringa, fui ao Etihad Stadium, em Manchester, para ver o City de Josep Guardiola jogar. E vi foi uma atuação guerreira do FC Basel, para honrar a linda camisa azul e vermelha do campeão suíço depois do 0x4 na Basileia. Claro, há que levar em consideração que Pep poupou meio time, do goleiro Ederson ao artilheiro Agüero, incluindo o cérebro do time, o belga De Bruyne.

Como em muitas das experiências anteriores em partidas de futebol no exterior, a gente fica com um olho no gramado e outro na arquibancada. E nesse quesito quem deu show também foi a torcida suíça. Espetáculo pirotécnico e 90 minutos cantando sem parar, mesmo quando o dono da casa abriu o placar.

Gol do brasileiro Gabriel Jesus – que lutou (e apanhou) 90 minutos.

Goleada à vista? Não foi isso que vimos. Vimos o campeão suíço jogando direitinho, com muita raça, e uma atuação decepcionante do líder do campeonato inglês. Empatou no primeiro tempo (Mohamed Elyounoussi, livre livre na área, quase um pênalti) e virou o segundo (Michael Lang, cara a cara com o portero chileno Bravo).

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Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.

Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.

O Fulham é de 1879 e desde 1896 os whites estão em Craven Cottage, que fica exatamente ao lado do rio Tâmisa, no sul de Londres, a uma camimhada de 15 minutos da estacção Putney Bridge. Nesta segunda-feira, um excelente público tomou grade parte do estádio mais retrô de Londres, para o jogo contra o Sheffield United, pela segundona inglesa. Tem muita música antes e depois do jogo e também no intervalo, e ainda bem que é música boa. A torcida fez um barulho danado batendo um leque de papelão que o clube distribuiu.

Come on you, whites! Come on, Fulham.

Fiquei na Riverside Stadium, paralela ao rio. Na “preleção”, a torta e a cerveja foram exatamente ao lado do rio, olhando pra outra margem. E não que a tal da torta não é de se jogar fora? Quentinha, ajudou a esquentar o corpo numa noite bem fria.

Os mil e quinhentos torcedores do Sheffield United começaram cantando forte, como costumam fazer as torcidas visitantes na Inglaterra, deram uma parada depois do primeiro gol, mas quando já estava 3 a 0, gritaram forte, rápido, como se fosse uma palavra só:

S h e f f i e l d U n i t e d ! S h e f f i e l d U n i t e d ! SheffieldUnited !

Se nas tribunas a noite foi equilibrada, no gramado só deu Fulham. O sérvio Aleksandar Mitrović marcou dois gols. Pouco depois de entrar, o brasileiro Lucas Piazon (ex-São Paulo, está emprestado pelo Chelsea) deu uma assistência pra Cairney definir o placar.
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