Últimos lugares: só faltam 4 jogos do Atleti por La Liga no estádio Vicente Calderón.

Últimos lugares: só faltam 4 jogos do Atleti por La Liga no estádio Vicente Calderón.

O site oficial do Atlético de Madrid avisou, nesta primeira semana de abril: faltam só quatro jogos de La Liga no estádio Vicente Calderón, que vai pro chão quando os rojiblancos enfim mudarem para o Wanda Metropolitano.

Fiesta rojiblanca

Pelas quartas de final da Champions, o Atleti recebe o Leicester no Calderón, na quarta-feira. E em caso de classificação para as semifinais, é claro que voltará a jogar em sua casa.

Adios, Calderón.

E assim, restam pouquíssimos ingressos para este cinco jogos oficiais do Atlético confirmados na temporada de despedida do cinquentão estádio del Manzanares – a final da Copa do Rei será mais uma vez no Calderón: Barcelona e Deportivo Alavés decidem a taça em 27 de maio.

No sábado, dia 8, faltavam umas quinhentas entradas, de acordo com uma rápida pesquisa no site do Atlético.

Duzentas e cinquenta e sete para as quartas da Champions, contra o Leicester, de 70 a 650 euros.

Para a partida contra o Osasuna, no sábado, 15 de abril, 66 ingressos, de 40 a 400 euros.

Para o jogo contra o Villarreal, na terça, 25 de abril, 75 entradas, de 40 a 450.

Contra o Eibar, na antepenúltima rodada, apenas 44 bilhetes, o mais barato a 200 euros.

E para a última partida de La Liga no Calderón, na rodada 38, fim de semana de 20 e 21 de maio, por coincidência ou não entre Club Atlético de Madrid e Athletic Club, de Bilbao (clube também rojiblanco que inspirou a fundação dos colchoneros, em 1903), restam na hora da pesquisa para este post 96 entradas, de 250 à bagatela de 750 euros.

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Perfil dos sócios do Atlético de Madrid

Perfil dos sócios do Atlético de Madrid
facebook.com/AtleticodeMadrid/
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O Atlético de Madrid comemorou, neste 23 de fevereiro de 2017, o número de 100.000 sócios. Catorze mil a mais do que na temporada passada.

Quarenta e oito mil atléticos têm abono, ou seja, o carnê para ver todas as partidas da atual temporada, 2016-17. Quarenta mil rojiblancos já garantiram esse tipo de abono para o novo estádio Wanda Metropolitano, para onde o Atleti deve mudar ainda este ano.

E onde estão os sócios colchoneros39% moram na cidade de Madri; 35% na Comunidade de Madri; 24% nas demais regiões da espanholas e 2% fora da Espanha. Há sócios espalhados por 74 países! Continuar lendo “Perfil dos sócios do Atlético de Madrid”

Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.

Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.
https://www2.deloitte.com/uk/en/pages/sports-business-group/articles/deloitte-football-money-league.html?id=gb:2sm:3tw:4dfml:5awa:6oth:20170119080000:duk2&linkId=33517873
As receitas, em milhões de euros: https://www2.deloitte.com/uk/

Saiu a edição 2017 do Deloitte Football Money League (DFML), e a novidade é a volta do Manchester United ao #1, superando Barça e Real Madrid. Só Real Madrid e Manchester United lideraram o relatório, em duas décadas de DFML. Mas os red devils não chegavam ao topo da ‘liga do dinheiro’ desde a temporada 2003/2004 (foram 11 relatórios seguidos com o Madrid na ponta). Em 2015-16, a receita dos diabos vermelhos foi de 689 milhões de euros – cifra$ recordes. Fruto dos grandes contratos (Chevrolet, adidas), direitos de transmissão, a grana que Old Trafford movimenta em dias de jogos (e fora deles!). E olha que o Man United não ganha a Premier League desde 2012-13 e a Champions desde 2007-08.

Na nova lista dos 20 mais ricos, estão ao todo oito clubes da Premier League: os dois de Manchester, quatro de Londres – Arsenal, Chelsea, Tottenham Hotspur e West Ham – o Liverpool e o Leicester, que entrou no Top 20 pela primeira vez. Há três clubes de La Liga até o 13º lugar (Barça, Real, Atlético). Três da Bundesliga até o 14º (Bayern, Borussia, Schalke). São quatro da série A italiana (Juve em 10º, Roma, Milan, Inter), um da liga francesa (Paris Saint-Germain) e um da liga russa (Zenit). Continuar lendo “Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.”

Cholo-propaganda

Cholo-propaganda

Neste fim de semana de grandes clássicos do futebol mundial, vamos ter daqui a pouco o último #DérbiMadrileño de campeonato espanhol no cinquentão Vicente Calderón – na próxima temporada o Atleti vai trocar o estadio del Manzanares, no sul de Madri, por um novo estádio, La Peineta. Último dérbi de Liga porque, claro, pode pintar um Atlético x Real na Copa do Rei ou quem sabe mais uma vez em mata-mata da Champions!
Bom gancho para curtir este anúncio maneiro da companhia ferroviária espanhola, a Renfe, estrelado pelo técnico que devolveu o orgulho rojiblanco aos que vão a Manzanares em busca de emoção.

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50 anos do estádio del Manzanares (Calderón)

facebook.com/AtleticodeMadrid
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O domingo, 2 de outubro, foi de festa para o Atlético de Madrid. Os colchoneros comemoraram os 50 anos do atual estádio. Em 2 de outubro de 1966, o então estádio del Manzanares foi inaugurado numa partida contra o Valencia (1×1). Em 1971, o estádio recebeu o nome de Vicente Calderón – presidente do clube que consolidou a mudança do estádio Metropolitano para Manzanares (a propósito, recomendo um vídeo do jornalista espanhol Andres Cabrera sobre o estádio Metropolitano). O Calderón ficou pronto em 1972 e foi definitivamemte inaugurado num amistoso contra a seleção uruguaia. 2×0 para o Atlético.

Como na rodada do fim de semana o Atlético jogou em Valencia, os torcedores puderam ver em telões no estádio à beira do rio madrilenho a vitória por 2×0 em Mestalla (mesmo com os dois pênaltis defendidos pelo goleiro valencianista, o brasileiro Diego Alves, recordista no futebol espanhol). A vitória em Valencia, o empate do Real e a derrota do Barça levaram o Atleti à liderança de La Liga. Quase 12 mil rojiblancos estiveram no Calderón curtindo o domingão. Continuar lendo “50 anos do estádio del Manzanares (Calderón)”

Futebol 2×0 Alzheimer: a revista #Líbero marcou outro golaço.

21 de setembro é o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer. Oportunidade para falar de outra iniciativa da revista espanhola Líbero contra o alzheimer. No ano passado, a revista Líbero e a agência Lola criaram a campanha  Fútbol vs Alzheimer. Una pasión contra una enfermedad.  Editaram oito revistas “retrôs” – das décadas de 40, 50, 60 e 70, recuperando alguns dos melhores momentos da história do futebol, de Puskás a Cruyff. As publicações -com reportagens, material gráfico e exercícios pra memória- foram distribuídas em centros de tratamento de alzheimer de Barcelona e usadas como parte da terapia [leia mais no post anterior].

Em abril de 2016, saiu o segundo gol dessa partida. Uma rádio online, a Football Memories FM, com áudios de partidas de décadas passadas (60, 70, 80). O vídeo ajuda a entender.

Veja dentro do post uma lista de jogos presentes no acervo da Football Memories FM, da Líbero.

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O Atleti, uma década e meia depois do ‘inferno’.

O Atlético de Madrid comemorou neste 28 de junho de 2016 a marca de 87 mil sócios! Ainda há 5 mil interessados nos carnês para última temporada no estádio Vicente Calderón.

— Atlético de Madrid (@Atleti) 28 de junho de 2016

É, é verdade. O vice-campeão europeu vai mesmo mudar de estádio na temporada 2017-18. Os trabalhos estão adiantados.

Mas há quinze anos, os tempos eram de vacas magras…

Este post foi inspirado pelo leitor e parceiro do blog Clayton Fagundes Cardoso, que comanda com o Pedro Tattoo o canal Casual Football e também fala de música no I Wanna Rock.

O Atlético de Madrid, que nos últimos dois anos chegou a duas finalíssimas de Champions League, viveu num “inferno” não faz tanto tempo assim, na virada do milênio. O “inferno” da segunda divisão. Há quinze anos, os colchoneros, torcedores do Atlético de Madrid, lamentavam uma temporada em que a luta para voltar à primeira divisão bateu na trave.

Retrô: réplica do primeiro uniforme do Atlético de Madrid, que era sim azul e branco, como o Athletic Club, de Bilbao, que inspirou a criação do clube madrilenho.
Retrô: réplica do primeiro uniforme do Atlético de Madrid, que era sim azul e branco, como o Athletic Club, de Bilbao, que inspirou a criação do clube madrilenho.

No meio de uma crise política e financeira, dentro de campo o Atleti tinha sido rebaixado pra segundona espanhola na temporada 1999-2000. Pra surpresa de todos, o Atleti não conseguiu subir ao fim da Liga Adelante 2000-2001. Teve o artilheiro da segundona, Salva (20 gols), já tinha um (muito) jovem Fernando Torres. Mas ficou em quarto lugar. Mesmo número de pontos do Tenerife, perdendo no gol average (junto com os canários subiram Sevilla -campeão- e Betis).

Quem poderia imaginar? Um grande do futebol cair e não voltar na temporada seguinte!  Na Espanha, isso aconteceu com o Atlético de Madrid. Dá para imaginar as gozações dos madridistas, não?

Mas quer saber? Caiu? Levanta, sacode a poeira e dá a volta a por cima.

E foi o que o Atlético de Madrid fez. Uma vez mais com o mestre Luis Aragonés no comando, os atléticos finalmente conquistaram o título da segundona em 2001-02 e o bilhete de volta para a liga das estrelas.

Assim, o clube de Manzanares conseguiu comemorar na primeira divisão o seu centenário, em 2003. O melhor estava por vir. Continuar lendo “O Atleti, uma década e meia depois do ‘inferno’.”