Bola de Ouro 2016: e os indicados são…

O prêmio Bola de Ouro, em 2016, volta a ser apenas da revista “France Football“, que divulgou hoje os 30 indicados. Só para variar (só que não), todos os indicados atuam em clubes europeus. Neymar é o único brasileiro da lista. Argentina e França têm quatro na lista cada: Messi, Agüero, Dybala e Higuaín representam a albiceleste e Griezman, Pogba, Payet e o goleiro Lloris representam a Équipe de France. Da Alemanha, campeã do mundo, há 3 indicados: Kroos, T. Müller e o goleiro Neuer.  Mesmo número de espanhóis (Iniesta, Ramos e Koke) e portugueses, campeões da Euro: o goleiro Rui Patrício, o zagueiro Pepe e o CR7.

Dificilmente o Ballor d’Or não ficará novamente com Cristiano Ronaldo, que além de campeão da Euro, ganhou mais uma Champions pelo Real Madrid – os blancos têm mais cinco jogadores na lista (o decisivo Sergio Ramos, Pepe, Modric, Kroos e Bale.

Messi, Suárez, Neymar e Iniesta representam o Barça no prêmio.

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Geneton, um craque da arte de entrevistar.

O Brasil já não é um país muito preocupado com memória e esta semana perdeu um obstinado pelos grandes fatos da história. Morreu o jornalista e escritor pernambucano Geneton Moraes Neto. Partiu cedo demais. Deixou mulher, três filhos, quatro netos … e onze livros. Entre eles, Dossiê 50. O subtítulo explica: “um repórter em busca dos onze jogadores que entraram em campo para serem campeões do mundo em 1950, mas se tornaram personagens do maior drama da história do futebol brasileiro”.

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Foi frango de Barbosa? O lateral Bigode deveria ter cometido falta em Ghiggia? Nilton Santos deveria ter jogado? Houve falha de cobertura de Juvenal? Obdulio Varela deu um tapa em Bigode? A troca de concentração atrapalhou o sossego do elenco? E o clima de ‘já-ganhou’? Geneton deu voz aos 11 titulares da seleção de 1950 – Barbosa, Augusto, Juvenal, Bigode, Bauer, Danilo, Zizinho, Friaça, Jair Rosa Pinto, Ademir Menezes e Chico – e também ao treinador Flávio Costa. Para a caprichada reedição de 2013, lançada pela Maquinária Editora, entrevistou também o uruguaio Alcides Ghiggia, autor do gol do título. O livro virou filme, exibido na GloboNews e no festival CINEfoot.
E como se não bastasse todo o esforço de reportagem de ouvir todos os personagens, o texto ainda é espetacular.

Geneton batalhou pela “anistia” aos onze condenados do Maracanazo (especialmente Barbosa e Juvenal). Isso, antes do 7×1 no Mineirão, que libertou de vez a seleção de 50 (e deveria ter reabilitado também a camisa branca – como a da réplica da foto acima- amaldiçoada depois da conquista uruguaia no Rio).
Geneton morreu dois dias depois de outra grande decisão no Maracanã, guardadas as proporções entre uma final de Copa do Mundo e uma final olímpica. Continuar lendo “Geneton, um craque da arte de entrevistar.”

O Peñarol abriu seu estádio. E Diego Forlán marcou o gol inaugural.

O Peñarol abriu seu estádio. E Diego Forlán marcou o gol inaugural.

28 de março de 2016

Camiseta do Peñarol preparada a noite de gala. IMAGEM: facebook.com/OficialCAP/
Camiseta do Peñarol preparada a noite de gala. IMAGEM: facebook.com/OficialCAP/

O River Plate atravessou o rio da Prata para participar da inauguração do estádio Campeón del Siglo, o alçapão novinho em folha do Peñarol. E que festa linda em ouro e negro fez a hinchada manya. Bola rolando, o portero millonario Barovero se machucou e o dono da casa nova foi aproveitando. Tal qual um filme de Hollywood, coube exatamente a um ídolo carbonero, o camisa 10 Diego Forlán, filho de outro ídolo do Peñarol, Pablo Forlán, inaugurou o placar, aproveitando jogada de Murillo e com uma certa colaboração do goleiro reserva do time de Buenos Aires, Julio Chiarini. Depois, Forlán retribuiu e Murillo marcou o segundo. O River descontou, mas acabou levando uma goleada. Placar final do histórico jogo de inaguração: Penãrol 4×1 River.

Talvez seja tarde demais pra influenciar na campanha da Libertadores 2016. A situação aurinegra é complicada, como a de outros grandes sul-americanos. Mas certamente pode ter uma influência nas próximas copas.

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  • Capacidade: 40 mil carboneros
  • Custo: 40 milhões de dólares, 146 milhões de reais (valor de março de 2016), pechincha para os padrões das “arenas” brasileiras da Copa de 2014.

O pôr do sol é grátis! Continuar lendo “O Peñarol abriu seu estádio. E Diego Forlán marcou o gol inaugural.”

Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

O escritor Eduardo Galeano, que morreu em abril de 2015, tinha quase 10 anos quando a seleção de seu país ganhou a Copa do Mundo de 1950 (era de 3 de setembro de 1940). “Hincha” do “bolsillo”, o Nacional, tricolor de Montevidéu, e amante do futebol, mesmo que a camiseta do jogador não tivesse um bolso e fosse aurinegra, Galeano convida o leitor do clássico “Futebol ao Sol e à Sombra(L&PM) a entrar num estádio vazio.

… Pare no meio do campo e escute. Não há nada menos vazio que um estádio vazio. Não há nada menos mudo que as arquibancadas sem ninguém. O estádio Centenario, de Montevidéu, suspira de nostalgia pelas glórias do futebol uruguaio. O Maracanã continua chorando a derrota brasileira no Mundial de 50. Na Bombonera de Buenos Aires, trepidam tambores de há meio século. Das profundezas do estádio Azteca, ressoam os ecos dos cânticos cerimoniais do antigo jogo mexicano de pelota. Fala em catalão o cimento do Camp Nou, e em euskera conversam as arquibancadas do San Mamés, em Bilbao…

Não tem como entrar mais num estádio em dias sem futebol,  ou naquelas tours que alguns clubes fazem, sem lembrar de Eduardo Galeano, craque do sonhos (“jogava muito bem, era uma maravilha, mas só de noite, enquanto dormia”). O texto acima é um dos muitos gols do seu livro Futebol ao Sol e À Sombra.

Dentro do post, o texto do site da editora sobre o livro. Continuar lendo “Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.”

Nacional, campeão uruguaio! Campeão, mesmo?

É campeão! É campeão? facebook.com/nacional

O Nacional ganhou o torneio Apertura do futebol uruguaio. Na semana passada, o Peñarol, faturou o Clausura. Então, os dois rivais se classificaram para disputar o título de campeão uruguaio. O clássico deste domingo no centenário era considerado “semifinal” para o Peñarol, porque os carboneros precisavam verncer hoje para forçar mais dois jogos, já que os bolsilludos, tinham também a melhor campanha (além do título do Apertura). Mas para o pessoal dos bolsos no lado esquerdo da camisa teve gosto de final. Dramática!

O tricolor uruguaio saiu na frente. Sebastián Fernandez, Iván Alonso. O time aurinegro – com um a menos – conseguiu empatar no finalzinho do segundo tempo. Duas vezes Luis Aguiar. Prorrogação. O veterano Recoba entrou em campo. Bateu falta com perigo. Deu assistência para o terceiro gol do Nacional. Perdeu o pênalti que seria o quarto gol. Mas o juiz botou na súmula que a partida foi interrompida faltando sete minutos pra acabar a prorrogação.

O Nacional levantou taça e botou medalhas no peito. O Peñarol quer jogar os sete minutos finais. O Tapetão decide: Nacional campeão ou o clássico continua?

É campeão! É campeão? facebook.com/Nacional
É campeão! É campeão?
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Valeu, Diego Forlán!

Museo del Fútbol, estádio Centenário
Museo del Fútbol, estádio Centenário

A Associação Uruguaia de Futebol divulgou uma nota em que agradece “eternamente” a Diego Forlán, que se aposentou da seleção Celeste “como um dos melhores jogadores da história do futebol uruguaio”. O filho do lateral Pablo Forlán foi o primeiro uruguaio a jogar mais de 100 partidas pela seleção principal. Na real, foram 112 jogos, em 12 anos, com 36 gols. Conquistou a Copa América em 2011 (participou também em 2004 e 2007) e, acima de tudo, brilhou na ótima campanha da Celeste Olímpica no Mundial de 2010. Diego foi considerado o melhor jogador e um dos artilheiros da Copa na África do Sul. Também atuou em 2002 e 2014.

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Novo uniforme 2 do Nacional lembra a primeira camiseta do #Decano do futebol uruguaio.

Novo uniforme 2 do Nacional lembra a primeira camiseta do #Decano do futebol uruguaio.

No finzinho de outubro de 2014, o Nacional de Montevidéu e a Umbro apresentaram o novo uniforme 2 do Decano do futebol uruguaio, o “away kit”, usado fora de casa . E como explica o texto no site do tricolor uruguaio, era vermelha a primeira camisa do Club Nacional de Football, entre 1899, ano da fundação, e 1902.

Veja neste link aqui a evolução da camisa do Nacional.

Só em 1902, apareceu a camisa branca, com um bolso, que rendeu um dos apelidos do clube: bolso, bolsillo, bolsilludo. E passou a ser a camisa titular. Esse uniforme com o #bolsillo já tinha sido resgatado na temporada 2014 pela empresa fabricante, que veste o Nacional pela terceira vez desde meados dos anos 1990 (veja no post anterior).

Mas talvez a camiseta mais bonita e curiosa, especialmente para os fãs da Celeste Olímpica como eu, foi a primeira da trilogia, lançada pela Umbro em setembro de 2013, que fez uma homenagem aos 110 anos da primeira vitória da seleção uruguaia. Em 1903, uma Celeste formada por jogadores do Nacional. Esse uniforme retrô em homenagem à primeira vitória do Uruguai tem uma faixa branca diagonal sobre o azul celeste. E entrou num top 10 das mais oriiginais do continente numa lista dos site argentino Marca de Gol.

http://www.nacional.com.uy/
http://www.nacional.com.uy/

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