Os novos uniformes do Chelsea e o Gorillaz de Damon Albarn, um Blur que é blue.

O atual campeão inglês também trocou de fornecedora. O Chelsea, que vestia adidas desde 2006, passa a usar Nike – corre que o acordo vale o dobro do que o de outro clube de Londres fisgado pela marca americana, o Tottenham Hotspur (veja post anterior). A campanha de lançamento dos uniformes 2017-18 do Chelsea teve jogadores blues como Hazard, Willian e David Luiz  e uma ajudinha do Gorillaz (o cantor Damon Albarn, também do Blur, é um fanático pelo Chelsea, o que pode ajudar a explicar um pouco daquela imensa rivalidade entre fãs de Marlene e Emilinha, digo, entre Blur e Oasis – os irmãos Gallagher são torcedores fanáticos do Manchester City).

Veja o vídeo de David Luiz “contracenando” com o 2D, o Damon Albarn do Gorillaz.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Uniforme dois dentro do post:

Continuar lendo “Os novos uniformes do Chelsea e o Gorillaz de Damon Albarn, um Blur que é blue.”

Na próxima Premier League, um caçulinha veterano!

15271835_1413881975312229_4057729162999693931_o
Escudo do Huddersfield Town, via Face oficial do clube: facebook.com/htafcdotcom/

Este é o distintivo do Huddersfield Town, que ao vencer o Reading nos pênaltis na final do play-off de acesso, se somou ao Newcastle e ao Brighton & Hove Albion entre as novas camisas da Premier League 2017-18. Os #terriers têm história na elite do futebol inglês antes da Premier League (criada em 1992).

O Huddersfield Town Association Football Club, fundado em 1908, foi tricampeão inglês (de primeira divisão) entre 1923-24 e 1925-26. Mas de 1971-72 até agora andou pela segunda, terceira e até quarta divisões. Os terriers foram treinados por Herbert Chapman, o inventor do sistema WM, bicampeão com o Huddersfield e também com o Arsenal, e três décadas depois por Bill Shankly, ídolo e estátua no Liverpool.
A Premier League saudou o Huddersfield Town como a 49ª equipe a participar da competição – considerando a liga criada em 92. O Brighton também é “caçula” neste formato.

Abaixo, os 49 clubes que disputaram a Premier League desde a temporada 1992-93, incluindo os dois “caçulas” (em negrito os que vão participar da próxima temporada).

  1. Arsenal
  2. Aston Villa – 7 vezes campeão inglês, continua na Championship (segundona), pra tristeza do baixista Geezer Butler
  3. Barnsley – continua na segunda divisão.
  4. Birmingham City – também disputa a segundona
  5. Blackburn Rovers – agora rebaixado para a League One (terceira divisão)
  6. Blackpool – agora promovido para a League One
  7. Bolton Wanderers – acabou de ser promovido para a Championship
  8. Bournemouth
  9. Bradford City – está na League One (terceirona)
  10. Brighton & Hove Albion
  11. Burnley
  12. Cardiff City -hoje disputa a segundona
  13. Charlton Athletic – em grave crise, disputa a League One (terceirona)
  14. Chelsea
  15. Coventry City – agora rebaixado para a League Two, a terceirona
  16. Crystal Palace
  17. Derby County – está na segundona (Championship)
  18. Everton
  19. Fulham – continua na Championship
  20. Huddersfield Town
  21. Hull City – rebaixado agora para a Championship
  22. Ipswich Town – também na segunda divisão
  23. Leeds United – continua na Championship
  24. Leicester City
  25. Liverpool
  26. Manchester City
  27. Manchester United
  28. Middlesbrough – rebaixado para a Championship
  29. Newcastle United – de volta!
  30. Norwich City – está na Championship
  31. Nottingham Forest – o bicampeão europeu permanece na Championship, e olha, tem que agradecer, porque quase caiu!
  32. Oldham Athletic – disputa a League One (terceirona)
  33. Portsmouth -promovido para a League One
  34. Queens Park Rangers – continua na Champioship (segunda divisão)
  35. Reading – permanece na Championship
  36. Sheffield United – o time de coração do def leppard Joe Elliot foi promovido para a Championship
  37. Sheffield Wednesday – vai ter clássico na Championship!
  38. Southampton
  39. Stoke City
  40. Sunderland – rebaixado para a Championship
  41. Swansea City
  42. Swindon Town -agora rebaixado para a League Two, a terceirona
  43. Tottenham Hotspur
  44. Watford
  45. West Bromwich Albion
  46. West Ham United 
  47. Wigan Athletic – agora rebaixado para a League One
  48. Wimbledon – está na League One (terceirona)
  49. Wolverhampton Wanderers – o time que conta com a torcida do vocalista Robert Plant hoje disputa a segundona

Continuar lendo “Na próxima Premier League, um caçulinha veterano!”

Museu do Chelsea: cultura de futebol e música pop.

Museu do Chelsea: cultura de futebol e música pop.

Publicado em 12 de maio de 2017

Tours por estádios e museus de times são um clássico para o torcedor/simpatizante de algum time e para o fã de futebol de modo geral. Fiz a visita ao Chelsea Football Club em março de 2017 e este post aqui é sobre a parte do museu dos #blues neste tour, que pode incluir uma visita (guiada) pelo interior do estádio Stamford Bridge, com acesso ao vestiários, setor de imprensa e beirinha do gramado. Adultos pagam 19 libras pela tour que junta estádio e museu (mais recomendando para quem não conhece Stamford Bridge). Metrô: Fulham Broadway. O ponto de encontro da tour fica ao lado da Matthew Harding Standing, uma das tribunas do estádio.

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Um bom espaço é dedicado ao elenco que conquistou título europeu, a Champions League 2011-12. Na Europa, o Chelsea também tem duas Recopas, uma Supercopa e uma Liga Europa.

Com a conquista da Premier League 2016-17, o Chelsea tem seis títulos ingleses de primeira divisão. O primeiro foi o da temporada 1954-55, quando a Football League Division I era a elite. De 2004-05 para cá, foram cinco ligas. Na época da visita, eram quatro as taças da Premier League no museu.

A Premier League de 2016-17 já já se junta a estas quatro copas.

Continuar lendo “Museu do Chelsea: cultura de futebol e música pop.”

Bom programa!

Revista mensal (“Inside United”) e programa oficial de jogo do ManUtd (“United Review”), março de 2017.

Na gigantesca cultura de futebol na Inglaterra, alguns dos itens altamente colecionáveis são os programas oficiais dos jogos – revistas bacanudas que os clubes mandantes vendem a cada partida, seja de Premier League, de Copa da Inglaterra ou de Champions League. Estatísticas, histórico, tabelas, recados dos torcedores (como aniversários), lista dos jogadores relacionados para a partida em foco, as cores dos uniformes, reportagens – inclusive sobre o time adversário. É de babar para o torcedor de um “país do futebol” que praticamente só publica um jornal esportivo de alcance nacional (“Lance!”) e duas revistas de futebol (“Placar”, “Corner”).

A maioria dos grandes clubes também conta com revistas mensais, como você vê aqui na fotos com publicações do Man United e do Liverpool. Sem falar nas revistinhas independentes, editadas por torcedores, praticamente fanzines.

Revista mensal do Liverpool e programa oficial (“This is Anfield”) do jogão contra o Arsenal – março de 2017.

O Chelsea foi o primeiro clube a produzir um programa oficial consistente para dias de partida, segundo um painel informativo no museu de Stamford Bridge, que o blog visitou em março. Isso, já em setembro de 1905! Chelsea FC Chronicle era o nome do programa, editado por Fred Parker. A revista da partida de Copa da Inglaterra contra o Brentford, em janeiro de 2017, fez uma homenagem ao Chronicle de Fred Parker, com uma capa retrô. Muito legal.

O programa oficial do jogo do Chelsea contra o Brentford pela Copa da Inglaterra teve capa retrô – 28 de janeiro de 2017.

Ainda segundo o museu do Chelsea, na temporada 1912-13 o clube vendeu mais de 341 mil cópias. Em 1948, o programa chegou a 16 páginas. E segundo o Chelsea as vendas na temporada 1972-73 atingiram 99 por cento dos espectadores de Stamford Bridge. E isso o que representa para um clube de futebol? Recurso$$$$$$, claro. Desde 1905! Os clubes brasileiros certamente considerariam apenas uma despesa.

Programa oficial de um jogo de Champions que o torcedor do Arsenal certamente quer esquecer.

Cada programa custa entre 3 e 3,50 libras nas megalojas dos clubes ou em stands na frente dos estádios. E claro, na era da internet é possível baixar versões digitais dos programas, por um preço mais em conta. No fim do post, publico os sites de alguns programas dos clubes mostrados aqui.

Folheando revistas inglesas, a gente descobre sites especializados em revender essas revistinhas. Como escrevi no começo do post, uma memorabilia altamente colecionável. Bela lembrança de um jogaço, de uma grande vitória, de uma campanha campeã.

Programa do jogo do City contra o Huddersfield Town pela Copa da Inglaterra – março de 2017

Alguns links:
Continuar lendo “Bom programa!”

Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.

Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.
https://www2.deloitte.com/uk/en/pages/sports-business-group/articles/deloitte-football-money-league.html?id=gb:2sm:3tw:4dfml:5awa:6oth:20170119080000:duk2&linkId=33517873
As receitas, em milhões de euros: https://www2.deloitte.com/uk/

Saiu a edição 2017 do Deloitte Football Money League (DFML), e a novidade é a volta do Manchester United ao #1, superando Barça e Real Madrid. Só Real Madrid e Manchester United lideraram o relatório, em duas décadas de DFML. Mas os red devils não chegavam ao topo da ‘liga do dinheiro’ desde a temporada 2003/2004 (foram 11 relatórios seguidos com o Madrid na ponta). Em 2015-16, a receita dos diabos vermelhos foi de 689 milhões de euros – cifra$ recordes. Fruto dos grandes contratos (Chevrolet, adidas), direitos de transmissão, a grana que Old Trafford movimenta em dias de jogos (e fora deles!). E olha que o Man United não ganha a Premier League desde 2012-13 e a Champions desde 2007-08.

Na nova lista dos 20 mais ricos, estão ao todo oito clubes da Premier League: os dois de Manchester, quatro de Londres – Arsenal, Chelsea, Tottenham Hotspur e West Ham – o Liverpool e o Leicester, que entrou no Top 20 pela primeira vez. Há três clubes de La Liga até o 13º lugar (Barça, Real, Atlético). Três da Bundesliga até o 14º (Bayern, Borussia, Schalke). São quatro da série A italiana (Juve em 10º, Roma, Milan, Inter), um da liga francesa (Paris Saint-Germain) e um da liga russa (Zenit). Continuar lendo “Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.”

Football Money League 2016

IMG_20160121_072332Real Madrid e Barça são os times que geram mais dinheiro no planeta bola, segundo o 19º relatório Football Money League, da Deloitte, que leva em conta dados da temporada 2014-15 – aquela que terminou com o Barça levantando mais uma Champions League.

É a 11ª vez que o Real Madrid lidera a “liga do dinheiro”. Pulou de 549,5 milhões de euros pra 577 milhões de euros, entre receita comercial, direitos de TV e o que entra em dias de jogos . O Barça passou na frente do Manchester United e do Bayern, muito por causa da temporada em que ganhou quase tudo. A receita pulou de 484,8 milhões de euros para 560,8 milhões,

Os times da Premier League dominam o top 20 (são 9) e o top 30 (são 17). A Deloitte estima que a receita do Manchester United (volta à fase de grupos da Champions 2015-16, novos contratos) pode ultrapassar os gigantes de Madri e Barcelona no próximo ano.

 

Veja o top 20 na tabela. Olha aí o Paris Saint-Germain à frente do Bayern de Munique. O estádio é bem menor que os dos outros primeiros do ranking, mas o PSG arrecada muito com o departamento comercial (297 milhões de euros, contra 263 milhões do Man United, 278 do Bayer, 247 do Madrid e 244 do Barça). As novidades em relação ao relatório anterior são Roma e West Ham no Top 20.IMG_20160121_073655

Continuar lendo “Football Money League 2016”

Price of Football

pof-logoQuanto um torcedor gasta para ver uma temporada toda do time de coração no estádio? A BBC Sport divulgou esta semana Price of Football, sua pesquisa anual sobre o custo de acompanhar um time no futebol europeu: ingresso para um jogo, carnê para a temporada toda, camisas oficiais, programas de jogos, chá e até um pedaço de torta, nos estádios britânicos (diferentes divisões, futebol feminino inclusive) e também custos para torcedores de outros 27 times europeus (da Espanha, Alemanha, Itália, Portugal, França, Noruega, Dinamarca e Suécia). O Swansea City foi o único time britânico que não quis participar da pesquisa da BBC.

Na Premier League, o torcedor do Arsenal é o que paga mais pra acompanhar os gunners no Emirates: 1.014 libras custa o carnê mais barato pra temporada e 2.013 libras o mais caro (o season ticket mais caro da liga inglesa). Custo de ingresso para um jogo só no Emirates Stadium: de 27 libras (12% abaixo da média da Premier League) a 97 libras (o ingresso mais caro do campeonato inglês).

O season ticket mais em conta é o oferecido pelo Stoke City, 294 libras, um pouco menos que o carnê de temporada mais barato pro torcedor citizen: 299 libras pra ver o Manchester City o ano todo.

Já as camisas variam de 40 libras (Bournemouth) a 60 libras (as novas do Manchester United).

Na segundona inglesa, a Championship, o ingresso pra temporada mais em conta varia de 135 (Reading) a 531 libras (Hull City).

Entre os 27 times da Europa continental pesquisados pela BBC Sport, o Barça e o Benfica apresentam os carnês mais baratos, um pouco menos de 74 libras por sócio pra acompanhar a #época completa. Enquanto isso, o torcedor da Juve paga no mínimo o equivalente a 320,90 libras pra entrar no Juventus Stadium durante toda a Serie A.

No Santiago Bernabéu, o sócio madridista paga o equivalente a 166,42 libras (no mínimo) até 1.305,99 libras (máximo) pelo carnê da temporada toda de La Liga.

No Camp Nou, chama a atenção o preço mais caro de ingresso para um único jogo: o equivalente a 275,38 libras (o mais barato custa 17,16 – certamente lá no alto do imenso estádio). Lembrando que todos os dados são da pesquisa Price of Football 2015 da BBC Sport.

Continuar lendo “Price of Football”