Ídolos do Racing atuam em campanha de novos sócios

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Dica do gremista Beto Xavier.

“Não tem desculpas. Vire sócio”. É assim o lema da campanha de novos sócios do Racing Club, lançada esta semana. Um ídolo eterno de La Academia, Diego Milito, e dois atacantes do atual plantel, Lisandro “Licha” López e Lautaro Martínez, deram uma de atores nos três ‘spots’ que estão em tudo quanto é rede social do primer grande. No anúncio acima, o ex-atacante Milito entra num call center, e se oferece para atender ligação enquanto o funcionário se associa ao Racing.

No anúncio abaixo, Diego Milito interpreta um caixa de supermercado. O delantero Lautaro Martínez, um frentista. E Lisandro López, um bilheteiro de cinema.


No filme publicitário, os três académicos pegam no pé de um torcedor / consumidor que tem cartão de supermercado, de posto de gasolina e de cinema, mas fica a ver navios na porta do estádio Juan Domingos Perón (El Cilindro)… porque não tem carnê de sócio do Racing. E junto com o filho.

Segundo o site do Racing, a nova campanha mira os torcedores que ainda não tem carnê de sócio, “fundamental para assegurar um lugar no Cilindro, que está cada vez mais perto de completar sua capacidade só com os sócios do clube”. O estádio comporta cerca de 50 mil pessoas.

Deixo para o fim o que me parece ser o comercial mais divertido da série. Lisandro López, o “Licha”, chega num campinho de futebol society ao lado do Cilindro e …

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O respeito necessário

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O Manchester United trocou neste 6 de fevereiro a imagem de perfil nas redes sociais. Saiu o escudo, entrou um relógio, parado na hora de uma tragédia. Há sessenta anos, 23 pessoas morreram num acidente em Munique, com o avião que trazia a delegação do United de volta de um jogo de Copa dos Campeões da Europa, em Belgrado.

Estive no museu do Manchester United, que tem um memorial dedicado às vítimas do acidente de Munique. Impossível não se emocionar nessa sala.

O respeito aos mortos na tragédia com uma equipe de futebol, funcionários, jornalistas, torcedores e tripulação é coisa séria lá, como os minutos de silêncio.  

Respeito prestado até pelos rivais, como o City.  Nem poderia ser diferente.

Que sirva de lição para nós, brasileiros e sul-americanos.

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#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

Destacado#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

O futebol não para. Maio de 1989. Quarenta e um dias depois da tragédia de Hillsborough (estádio do Sheffield Wednesday), que provocou a morte de 96 torcedores do Liverpool, numa tarde de semifinal de Copa da Inglaterra (contra o Nottingham Forest), o campeonato inglês de primeira divisão (que ainda não era a Premie League) chegava à sua última rodada. Disputavam o título justamente o multicampeão Liverpool, que podia até perder por 1×0, e o Arsenal, que para acabar com um um jejum de 18 anos precisava vencer por 2×0. E em pleno Anfield, a fortaleza do Liverpool (que durante a fila do time vermelho e branco de Londres, ganhou ‘apenas’ 10 ligas inglesas e 4 de suas 5 Copas dos Campeões/Champions).

A saga da temporada 1988-1989 do Arsenal, enfim campeão inglês, é o tema do filme ‘89‘, lançado ano passado na Inglaterra e que aqui pode ser visto no canal Now da Net ou no You Tube (aluguel ou compra, alta definição ou não). É um documentário tradicional, com excelente material de arquivo, entrevistas feitas agora e boas artes. Indicado para quem gosta de futebol inglês, fundamental para quem quer saber mais sobre a história dos gooners. Para torcedores e simpatizantes do clube então de Highbury, é ouro puro. Deleite.

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Cartaz original do filme “89”, já disponível em streaming no Brasil.

Neste dia D, ou talvez dia G, de gunners, da “final” em Anfield, os jogadores do Arsenal entraram no gramado com flores em homenagens às vítimas de Hillsborough. Tá no filme “89”, que também mostra que o técnico George Graham, contratado do Millwall, tinha participado como jogador gooner do então último campeonato inglês conquistado pelo Arsenal, em 1970-71 (ano de dobradinha, campeonato e copa). Com sua fisionomia até meio parecida com o nosso conhecido Muricy Ramalho, ele fechou o time e conseguiu segurar o Liverpool no primeiro tempo da partida decisiva – dissecada quase jogada a jogada no filme – para ganhar no segundo tempo, com direito a um autêntico gol de ouro, nos acréscimos.

George Graham ainda levaria o Arsenal a um título de Copa das Copas, a Recopa europeia, em 1994, contra o Parma.

Confira o trailer de “89” dentro do post.

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Destacado

A última página

Nem a volta de Carlitos Tévez e Lucas Pratto ao futebol argentino (para o Boca e para o River, respectivamente) evitou o fim da edição impressa de “El Gráfico”, revista argentina reconhecida no mundo inteiro. Lamentável.

A brasileira “Placar” foi semanal no seu auge, nos anos 70 e 80. Virou mensal, parou de sair, voltou, tentou ser semanal de novo, depois mensal de vez, foi repassada a outra editora, voltou pra Abril. Continua nas bancas. Sem o impacto de décadas atrás.

Só que “El Gráfico” era ainda mais tradicional. Começou a circular em 1919! No fim dos 90, foi comprada pelo grupo Torneos. Só em 2002 passou de semanal a mensal. Vendas em queda… na base de 20 mil exemplares. Agora, no primeiro mês de um ano de copa, a notícia que leitor nenhum queria. Edição em papel, não mais. Só o site continua no ar.

No começo dos anos 2000, era possível encontrar edições de ‘El Gráfico’ em bancas de São Paulo. Lembro-me de ter comprado alguns números em comércios de Búzios, reduto de argentinos na região dos Lagos fluminense.

É dessa época a revista da capa abaixo, que tratou da 11ª rodada do torneio Apertura 2001. O Racing treinado por Reinaldo Merlo derrotou o Estudiantes na cancha do adversário, em La Plata, por 3×2 e avançou sua jornada para o 16º de 17 títulos argentinos (somando eras amadora e profissional). Não sem muita emoção até o final.

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Capa da ‘El Gráfico’ nº 4282, de 30 de outubro de 2001. Na foto de Daniel Yao, Chatruc, meio-campo do Racing.

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Livro: “À Sombra de Gigantes”

Livro: “À Sombra de Gigantes”

Madri. Paris. Londres. Berlim. Lisboa. Cinco dos principais destinos turísticos na Europa. E mais: Munique, Hamburgo, Roterdã, Turim e Glasgow. Em 50 dias, o jornalista Leandro Vignoli, gaúcho de Canoas, acompanhou os jogos de treze clubes especiais, em 10 cidades, de 8 países europeus. O foco não eram os grandes como Real Madrid, PSG, Arsenal, Chelsea, Bayern ou Juve. Mas sim aqueles que lutam para sobreviver, “À Sombra de Gigantes – Uma Viagem ao Coração das Mais Famosas Pequenas Torcidas do Futebol Europeu” – título e subtítulo do livro recém-lançado por Vignoli.

facebook.com/asombradegigantes/

É interessante, bem escrito e tem muita informação. Os ídolos, a história dos clubes, os estádios, os bairros, o perfil dos torcedores, os rivais. Cada capítulo, um time: St. Pauli, Union Berlin, Munique 1860, Fulham, Millwall, Leyton Orient, Queen’s Park (Escócia), Sparta Rotterdam, Rayo Vallecano, Espanyol, Belenenses, Torino e Red Star, de Paris. Ou seja, a viagem de Leandro Vignoli (com muitas horas de ônibus, hospedagem em hostel e dale fast food, pra economizar) é a trip dos sonhos de quem usa a hashtag “Ódio Eterno ao Futebol Moderno” e qualquer louco por futebol alternativo. Com uma pergunta em mente. Por quê? Por que torcer para times que nunca ganham títulos, ou não ganham há muito tempo?

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“Papéis ao Vento”. Veja o filme. Leia o livro.

“Papéis ao Vento”. Veja o filme. Leia o livro.
Cartaz argentino de Papéis ao Vento, que passou nos cinemas em novembro de 2015. https://www.facebook.com/PapelesViento

Mario Pittilanga. Um jogador (fictício) que serviu a seleção Sub-17 da Argentina num Mundial. O jovem vai parar na terceira divisão do futebol argentino, emprestado ao Club Atlético Mitre, time que realmente existe, um aurinegro de uniforme como o do Peñarol, em Santiago del Estero, a mais de mil quilômetros a noroeste de Buenos Aires. O passe de Pittilanga está no nome da mãe de Mono e Fernando, torcedores fanáticos pelo Independiente de Avellaneda, o Rey de Copas. Mono pagou 310 mil dólares pelo passe da promessa de craque, e isso é tudo que ele deixa de herança para a filha, Guadalupe, depois de uma batalha contra um câncer no pâncreas. O mano Fernando se reúne com dois amigos de Mono – Maurício e Russo – e fazem de tudo pra tentar vender Pittilanga antes que o pibe ganhe passe libre do Platense e saia de graça. E isso inclui mudar a posição do jogador. De camisa 9 em 6. O centroavante vira zagueiro. Assim é “Papéis ao Vento”, produção argentina que passou como um ponta rápido por cinemas brasileiros no final de 2015 e está disponível nas plataformas. O filme, de Juan Taratuto, é baseado na novela “Papeles en el viento”, de Eduardo Sacheri, também roteirista da película. Sacheri, um torcedor fanático do Rojo, escreveu dois golaços dos cinema argentino, “O Segredo dos Seus Olhos” e “Metegol – Um Time Show de Bola”.

Flâmula do Independiente, El Rojo, El Rey de Copas.

Filme e livro, especialmente, são um tributo à amizade e claro, ao Independiente. As cenas no estádio Libertadores de América em dia de dérbi contra o Racing são de tirar o fôlego. Caso goste do filme e se interesse pela literatura futbolera argentina, vale a pena procurar o livro do Sacheri. Fica ainda mais clara a paixão – de Mono, dos outros personagens e do autor – pelo Rojo, pelas glórias da equipe comandada por Bochini nos 70 e 80. Aqui deixo o link para o e-book, em castelhano.

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“Messi” Christmas *

Messi amarrava tranquilamente a chuteira direita, a mesma com que deu o passe para Aleix Vidal marcar o terceiro e último gol do Barcelona contra o Real Madrid, em #ElClásico.  O técnico blaugrana, Ernesto Valverde, olhava atentamente para o seu camisa 10- um olhar de profunda admiração, de reconhecimento (tipo “sem ele, eu estaria…”).

Minutos antes, Messi tinha marcado – de pênalti – seu 25º gol na história do clássico Barça-Madrid. Seguido por mais uma pose provocadora para as lentes dos fotógrafos credenciados e dos torcedores madridistas no Bernabéu. Que as redes sociais do Barcelona aproveitaram no Tweet que inspira o título do post.

Messi, Messi, Messi… é Deus no céu e ele na terra para o torcedor culé (na verdade, um pouco mais do que isso). Mas não foi só o argentino que jogou bem. Ter Stegen, Sergi Roberto, Busquets, Rakitic, Paulinho e Suárez, que abriu o placar, já no segundo tempo.

Um jogo com dois tempos distintos. No primeiro, o Real Madrid foi claramente superior. Cristiano Ronaldo deu uma furada inacreditável para um grande colecionador de Bolas de Ouro como o notável avançado português. Benzema perdeu oportunidade claríssima. Mas o Barça teve uma grande chance nessa primeira etapa. Lançamento açucarado de Messi para Paulinho, enfiado como um centroavante – “falso 9” qual o quê!.O chute do brasileiro parou na grande defesa de Keylor Navas.

Não sei o que Valverde falou no vestiário, porque na segunda etapa quase que só deu Barça. Terceira vitória seguida do Barça na casa do rival, levando em consideração jogos de La Liga.

A rodada 17 da liga espanhola reservou outros clássicos regionais. O Valencia, terceiro colocado, perdeu em casa para o Villarreal, num dérbi valenciano (a cidade de Villarreal está na mesma comunidade). Foi a segunda derrota seguida dos “ches”, desta feita no alçapão de Mestalla.

No clássico galego, vitória do visitante também. O Celta de Vigo foi a A Coruña e venceu o Deportivo por 3×1 no chamado “O Noso Derbi” (assim mesmo, em galego).

Messi e cia asseguraram o simbólico título de “campeão de inverno” e, mais do que isso, abrem 14 pontos de vantagem sobre o Real Madrid, só o quarto colocado (que podem ser 11, porque o bicampeão europeu e mundial ainda tem um jogo atrasado contra o Leganés).  São 9 pontos acima do vice-líder, o Atlético, que na véspera derrapou em Cornellà-El Prat contra o Espanyol. Continuar lendo ““Messi” Christmas *”