O rock das torcidas (II): “Seven Nation Army”.

Pacaembu, 7/11/2012: São Paulo 5×0 Universidad de Chile

Eis que uma tradicional melô dos estádios, inspirada pelo riff (frase) de guitarra do rock mais conhecido do White Stripes, “Seven Nation Army”, do quarto álbum da dupla, ressurge com uma provocadora letra de torcedores do São Paulo (“Sou, sou tricolor/ tenho Libertadores/não alugo estádio/sou hexa brasileiro / nunca fui rebaixado…”). Foi cantada no clássico dos tricolores, o 1×1 contra o Fluminense, no Morumbi, com recorde de público do Brasileirão 2012 (54 mil pagantes). Foi cantada no Pacaembu quase lotado (32 mil pagantes) nesta quarta-feira, na goleada do São Paulo contra La U de Chile, pela Copa Sul-Americana. No You Tube, achei registros de 3 anos atrás, por outra torcida tricolor.

É bom lembrar que a melô de “Seven Nation Army” rola nos estádios europes e brasileiros há alguns anos (a música é de 2003). No Brasil, a primeira torcida (ou uma das primeiras) a adaptar o rock para as arquibancadas foi a do Brasil de Pelotas, segundo o radialista Beto Xavier, que pesquisa futebol x música.

“Seven Nation Army” também ganhou adaptações das torcidas do Internacional…

… do Cruzeiro…

Nós somos Cruzeiro. Tricampeão Brasileiro. Nada mais interessa. Nós somos a festa.”

e do Flamengo…

Nós queremos respeito. E comprometimento. Isso aqui não é Vasco  Isso aqui é Flamengo!”

Fut Pop Clube dá a maior força para rock no estádio! O que será que o guitarrista Jack White acha de seu riff ser entoado nos estádios? Ele aprova, saca só aqui.

É dessa galera que vem a nova versão “futbolera” de “Seven Nation Army”


Um comentário sobre LA U: evidentemente, não é mais o mesmo time que faturou uma tríplice coroa na passada temporada. Nas duas partidas, que terminaram com um placar agregado de 7×0 para o clube brasileiro, fiquei impressionado como La U é um time que deixa jogar, não marcou muito. Por outro lado, merece menção e todos os elogios o fato de o time chileno ter caído de pé, sem apelar para violência, mesmo com os gritos de “olé” no velho e simpático Pacaembu.

Foi o jogo 1.001 do São Paulo no estádio cujo nome oficial é o de um ilustre empresário cartola são-paulino e da antiga CBD: Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, fundador da TV Record.

Desde 2006 o tricolor não mandava uma partida no estádio municipal – o técnico era Muricy e Alex Dias fazia e perdia gols.

E a última partida internacional do São Paulo no Pacaembu foi um amistoso contra um ainda não galático Real Madrid, em 1996. Zetti ainda era goleiro do tricolor, que fez 3×0 nos madridistas, que tinham o argentino Fernando Redondo, o colombiano Fred Rincón, o chileno Ivan Zamorano e o espanhol Guti em começo de carreira. Nada mal.

Paulo Henrique Ganso ainda nem estreou, mas a jovem torcedora já tem camisa 8 com o nome do esperado maestro tricolor.

6 comentários sobre “O rock das torcidas (II): “Seven Nation Army”.

  1. Quase fui neste jogo pois moro próximo ao Pacaembu mas preferi jogar bola na facu e vi o segundo tempo apenas, mas pensando sobre estes jogos do tricolor me veio algo, que os times chilenos e mesmo a seleção chilena padecem do mesmo mal, as equipes tem um esquema de jogo interessante com proposta de jogo ofensiva bons jogadores porém o sistema defensivo costuma ser fraco com destaque para os goleiros e acabam perdendo com resultados elásticos para os times brasileiro e também para a seleção brasileira( só não sei se é o caso da Universidad Católica atualmente).

  2. Sim, atmosfera muito legal!
    É um belo estádio, temo que seja ainda mais abandonado.
    É um estádio completamente urbano, muito perto do centro, coisa rara no mundo.

  3. Sobre a música, pesquisando no You Tube, descobri que essa letra foi lançada há 3 anos pelo Movimento São-Paulinos, que ao que me consta, se desfez. Mas como a principal organizada realmente é muito maior, o que ela canta, se espalha mais pelo estádio.
    Se versões de “Seven Nation Army” em estádio pagassem direitos autorais, o Jack White estaria mais rico que o Bono…

  4. Sempre copiando a Dupla GreNal. Depois querem dizer que “inventaram” cantar essa música..

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