Flâmula do dia: Manchester City

Flâmula do dia: Manchester City
Flâmula com o escudo que o City usou entre 1997 e 2016.

Weaver, Crooks, Edghill, Wiekens, Morrison, Horlock, Brown, Whitley, Dickov, Goater, Cooke. Sob o comando do técnico Joe Royle, este foi o time do Manchester City há quase vinte anos, numa partida decisiva para sair do inferno da terceira divisão na temporada 1998-99 – a Division Two inglesa (a Premier League já era o topo da pirâmide lá, seguida pela First Division). Média de público dos sky blues ainda no velho estádio de Maine Road, na terceirona: 30 mil pessoas, segundo o site The Citizens Brasil. Ficou em terceiro… e chegou à final do play-off de acesso em Wembley contra o Gillingham, em 30 de maio de 1999. O Man City tomou dois gols depois dos 80 minutos. Diminuiu com Kevin Horlock a um minuto do fim,  empatou nos acréscimos com Paul Dickov e ganhou nos pênaltis, muito graças ao goleiro Nicky Weaver.
“Superbia in proelio” diz o mote em latim, no escudo usado entre 1997 e 2016 pelo City. Algo como “orgulho na batalha”.
Os anos 90 foram de sobe-e-desce pro lado azul de “Madchester”, enquanto o lado vermelho ganhava tudo.
O hoje bilionário City subiria de vez à Premier no final da temporada 2001/02.
Depois de dar a volta por cima, os blues de Manchester, que já tinham dois títulos ingleses de elite (1936/37 e 1967/68), ganhariam mais quatro: 2012, 2014, 2018 e agora em 2019. Esses dois últimos com o homem das oito ligas nacionais, Pep Guardiola, e compania bela.
Repare como a camisa dessa final de Wembley influenciou a camisa que o City usou ontem, na goleada sobre o Brighton, embora no away kit usado nesta campanha do bi o amarelo apareça em listras mais finas.

Segunda camisa do bicampeãọ: Man City Away Kit 18/19, via Nike.

Continuar lendo “Flâmula do dia: Manchester City”

“Bobby Robson – More Than a Manager”


Ele era o técnico da Inglaterra que parou nas quartas-de-final da Copa de 1986, no México, diante do gol de mão e do gol da vida de Maradona. Também comandou o English Team até as semifinais na Itália, em 1990. Até chegar lá, ganhou alguns dos principais títulos da vida do Ipswich Town (Copas da Inglaterra em 1978 e da Uefa em 1981). Sir Bobby Robson treinou um conturbado Barça depois da era Cruyff técnico. Levou Ronaldo Fenômeno do PSV para o Camp Nou. Tinha como auxiliar o português José Mourinho (que faz caras hilárias enquanto ajuda o ‘boss’ a se expressar nas entrevistas).

“Bobby Robson – More Than a Manager” é um filmaço, que passou no Cinefoot SP em 2018 e logo depois chegou ao streaming. Espetacular montagem do rico material de arquivo, sem deixar de contar sobre a vida pessoal do treinador, que morreu em julho de 31 de julho de 2009, de câncer.

Pra quem curte futebol internacional, em especial o inglês e o espanhol. vale muito a pena conhecer este documentário. Confira o trailer. Continuar lendo ““Bobby Robson – More Than a Manager””

“The Liverpool Supporter’s Book”

Atualizado em junho de 2019

Desde a fundação, em 1892 (!), o Liverpool FC teve apenas 22 técnicos, até o atual, Jürgen Klopp (número que alguns clubes brasileiros devem atingir em menos de uma década). É uma das saborosas informações do livro inglês “The Liverpool Supporter’s Book”, Carlton Books, 2010, terceira edição de 2017), de John White, que curiosamente também escreveu um volume semelhante sobre o Manchester United, grande rival do Liverpool pela soberania (oops!) das taças na Inglaterra. Ambos livros foram encontrados pelo blogueiro numa livraria da Barra da Tijuca, no período da virada de 2018/19, enquanto os fãs da Premier League se divertiam com as rodadas próximas ao Boxing Day.

O décimo-primeiro técnico dessa lista foi Bob Paisley, herdeiro de Bill Shankly, todo um mito em Anfield (um dos portões leva seu nome, tem estátua e tudo). Paisley treinou o Liverpool que conquistou seis campeonatos ingleses, três copas da liga, três Copas/Ligas dos Campeões, uma Copa da Uefa e uma Supercopa europeia.
Continuar lendo ““The Liverpool Supporter’s Book””

Retrô: Crystal Palace 1978-79.

Retrô: Crystal Palace 1978-79.
Camisa retrô em homenagem à campanha do Crystal Palace na temporada 1978-79, que resultou na volta dos #eagles à elite do futebol inglês.

O Crystal Palace, clube azul e vermelho do sul de Londres, tinha jogado no topo da pirâmide do futebol inglês entre 1969 e 1973. Depois, chegou a cair até a terceira divisão. Sob o comando do técnico Terry Venables, conseguiu subir da terceira para segunda divisão em 1976-77. E em 1978-79, o Palace fez grande campanha na segundona -apenas quatro derrotas-e ganhou o título da Second Division. Na defesa, estava um ídolo do clube do sul de Londres: o zagueiro Jim Cannon, 660 partidas com a camisa do CPFC.

Na última rodada, um empate garantia a vaga e uma vitória também valia a taça. Jogando com uma camisa branca com a faixa diagonal vermelha e azul, feita pela marca inglesa Admiral, os #Eagles ganharam por 2 a 0 do Burnely no jogo do acesso e do título. Gols de Ian Walsh e Dave Swindlehurst. O público foi recorde em Selhurst Park : 51.482 torcedores. A procura foi tão grande que os portões do estádio foram fechados uma hora antes do match!

Agora, essa camisa histórica que marcou a volta do Palace à primeira divisão inglesa foi resgatada no modelô retrô acima, lançado pela Score Draw, com o selo da Admiral, fornecedora dos #Eagles na época.

Continuar lendo “Retrô: Crystal Palace 1978-79.”

Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.

Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.
London Stadium, 10 de março de 2018

Começou assim.

Bolhas no ar…

Bubbles in the air

… e homenagens ao eterno capitão dos melhores anos do West Ham. Bobby Moore morreu em 1993, com apenas 51 anos. Câncer no intestino. Em 2018, um minuto de palmas. Respeito ao ídolo também da seleção inglesa, campeã mundial em 1966.

E terminou com muita confusão.

Um dos invasores do campo pegou a bandeirinha de córner e levou pro meio de campo… sem marcação nenhuma…

Primeiro tempo absolutamente truncado, jogo parado toda hora. A torcida do WHUFC apoiava, mas nas primeiras falhas, mostrava impaciência. A fase não é nada boa, na segunda temporada no novo estádio. Continuar lendo “Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.”

Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.

Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.
  • Publicado em 6 de março de 2018

O Fulham é de 1879 e desde 1896 os whites estão em Craven Cottage, que fica exatamente ao lado do rio Tâmisa, no sul de Londres, a uma camimhada de 15 minutos da estacção Putney Bridge. Nesta segunda-feira, um excelente público tomou grade parte do estádio mais retrô de Londres, para o jogo contra o Sheffield United, pela segundona inglesa. Tem muita música antes e depois do jogo e também no intervalo, e ainda bem que é música boa. A torcida fez um barulho danado batendo um leque de papelão que o clube distribuiu.

Come on you, whites! Come on, Fulham.

Fiquei na Riverside Stadium, paralela ao rio. Na “preleção”, a torta e a cerveja foram exatamente ao lado do rio, olhando pra outra margem. E não que a tal da torta não é de se jogar fora? Quentinha, ajudou a esquentar o corpo numa noite bem fria.

Os mil e quinhentos torcedores do Sheffield United começaram cantando forte, como costumam fazer as torcidas visitantes na Inglaterra, deram uma parada depois do primeiro gol, mas quando já estava 3 a 0, gritaram forte, rápido, como se fosse uma palavra só:

S h e f f i e l d U n i t e d ! S h e f f i e l d U n i t e d ! SheffieldUnited !

Se nas tribunas a noite foi equilibrada, no gramado só deu Fulham. O sérvio Aleksandar Mitrović marcou dois gols. Pouco depois de entrar, o brasileiro Lucas Piazon (ex-São Paulo, está emprestado pelo Chelsea) deu uma assistência pra Cairney definir o placar.
Continuar lendo “Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.”

Virada emocionante do Manchester United, em noite de casa cheia no estádio ‘raiz’ do Crystal Palace.

Virada emocionante do Manchester United, em noite de casa cheia no estádio ‘raiz’ do Crystal Palace.

Reportagens de TV, transmissões e, especialmente, uma crônica do Arthur Dapieve no Segundo Caderno do jornal O Globo já tinham chamado a atenção para a atmosfera ‘futbolera’ de Selhurst Park, o estádio do Crystal Palace, “o número 1 do Sul de Londres” para a torcida red and blue.  Ele tem jeito de estádio antigo  e hoje comporta umas 26 mil pessoas, grudadinhas ao gramado.

No fechamento da rodada #29 da Premier League 2017-18, o torcedor do Manchester United cantou por último no ninho dos “eagles” londrinos. Mas o torcedor do Crystal Palace, se ficou com gosto que tomaram o doce da mão dele, não pode reclamar que não houve luta do seu elenco – muito mais humilde do que o do clube de futebol mais rico do mundo.

O Crystal Palace (também conhecido pelas iniciais, CPFC, pelo apelido “eagles”, pelas cores, red and blue) saiu na frente no primeiro tempo, com um golaço de Townsend, sem chance de defesa para De Gea. E o primeiro tempo foi isso: Pogba tentando, tentando, tentando…

No segundo, a partida pegou fogo. Mourinho começou a usar seu poderoso banco, primeiro Rashford, que já melhorou muito o visitante. Mas num contra-ataque, o Palace marcou o segundo, com o holandês Patrick van Aanholt.

O United diminuiu logo depois, Smailing. Mais qualidade no time de Manchester, Juan Mata no lugar de Ashley Young (que não teve paz com a torcida do Palace). Luke Shaw no de Valencia. Pressão total. Muito jogador bom. Pogba, Mata, Alexis Sánchez, Lukaky, Rashford… Num bololô na área, o tanque belga Lukaku empatou o jogo.

Aí foi a vez de David De Gea provar que está no Top 5 da posição, seguramente. Impediu o terceiro gol do time azul e vermelho.

Nos acréscimos, do meio da rua, Matic marcou um golaço e decretou a virada. Manchester United volta ao segundo posto. E aí, tome “Glory glory, Man United…”

Palace está em décimo-oitavo, na briga contra o rebaixamento. Continuar lendo “Virada emocionante do Manchester United, em noite de casa cheia no estádio ‘raiz’ do Crystal Palace.”