Retrô: Crystal Palace 1978-79.

Retrô: Crystal Palace 1978-79.
Camisa retrô em homenagem à campanha do Crystal Palace na temporada 1978-79, que resultou na volta dos #eagles à elite do futebol inglês.

O Crystal Palace, clube azul e vermelho do sul de Londres, tinha jogado no topo da pirâmide do futebol inglês entre 1969 e 1973. Depois, chegou a cair até a terceira divisão. Sob o comando do técnico Terry Venables, conseguiu subir da terceira para segunda divisão em 1976-77. E em 1978-79, o Palace fez grande campanha na segundona -apenas quatro derrotas-e ganhou o título da Second Division. Na defesa, estava um ídolo do clube do sul de Londres: o zagueiro Jim Cannon, 660 partidas com a camisa do CPFC.

Na última rodada, um empate garantia a vaga e uma vitória também valia a taça. Jogando com uma camisa branca com a faixa diagonal vermelha e azul, feita pela marca inglesa Admiral, os #Eagles ganharam por 2 a 0 do Burnely no jogo do acesso e do título. Gols de Ian Walsh e Dave Swindlehurst. O público foi recorde em Selhurst Park : 51.482 torcedores. A procura foi tão grande que os portões do estádio foram fechados uma hora antes do match!

Agora, essa camisa histórica que marcou a volta do Palace à primeira divisão inglesa foi resgatada no modelô retrô acima, lançado pela Score Draw, com o selo da Admiral, fornecedora dos #Eagles na época.

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Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.

Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.
London Stadium, 10 de março de 2018

Começou assim.

Bolhas no ar…

Bubbles in the air

… e homenagens ao eterno capitão dos melhores anos do West Ham. Bobby Moore morreu em 1993, com apenas 51 anos. Câncer no intestino. Em 2018, um minuto de palmas. Respeito ao ídolo também da seleção inglesa, campeã mundial em 1966.

E terminou com muita confusão.

Um dos invasores do campo pegou a bandeirinha de córner e levou pro meio de campo… sem marcação nenhuma…

Primeiro tempo absolutamente truncado, jogo parado toda hora. A torcida do WHUFC apoiava, mas nas primeiras falhas, mostrava impaciência. A fase não é nada boa, na segunda temporada no novo estádio. Continuar lendo “Que fase! West Ham 0x3 Burnley, em pleno London Stadium.”

Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.

Futebol à beira do Tâmisa, em noite de Fulham 3×0 Sheffield United.
  • Publicado em 6 de março de 2018

O Fulham é de 1879 e desde 1896 os whites estão em Craven Cottage, que fica exatamente ao lado do rio Tâmisa, no sul de Londres, a uma camimhada de 15 minutos da estacção Putney Bridge. Nesta segunda-feira, um excelente público tomou grade parte do estádio mais retrô de Londres, para o jogo contra o Sheffield United, pela segundona inglesa. Tem muita música antes e depois do jogo e também no intervalo, e ainda bem que é música boa. A torcida fez um barulho danado batendo um leque de papelão que o clube distribuiu.

Come on you, whites! Come on, Fulham.

Fiquei na Riverside Stadium, paralela ao rio. Na “preleção”, a torta e a cerveja foram exatamente ao lado do rio, olhando pra outra margem. E não que a tal da torta não é de se jogar fora? Quentinha, ajudou a esquentar o corpo numa noite bem fria.

Os mil e quinhentos torcedores do Sheffield United começaram cantando forte, como costumam fazer as torcidas visitantes na Inglaterra, deram uma parada depois do primeiro gol, mas quando já estava 3 a 0, gritaram forte, rápido, como se fosse uma palavra só:

S h e f f i e l d U n i t e d ! S h e f f i e l d U n i t e d ! SheffieldUnited !

Se nas tribunas a noite foi equilibrada, no gramado só deu Fulham. O sérvio Aleksandar Mitrović marcou dois gols. Pouco depois de entrar, o brasileiro Lucas Piazon (ex-São Paulo, está emprestado pelo Chelsea) deu uma assistência pra Cairney definir o placar.
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Virada emocionante do Manchester United, em noite de casa cheia no estádio ‘raiz’ do Crystal Palace.

Virada emocionante do Manchester United, em noite de casa cheia no estádio ‘raiz’ do Crystal Palace.

Reportagens de TV, transmissões e, especialmente, uma crônica do Arthur Dapieve no Segundo Caderno do jornal O Globo já tinham chamado a atenção para a atmosfera ‘futbolera’ de Selhurst Park, o estádio do Crystal Palace, “o número 1 do Sul de Londres” para a torcida red and blue.  Ele tem jeito de estádio antigo  e hoje comporta umas 26 mil pessoas, grudadinhas ao gramado.

No fechamento da rodada #29 da Premier League 2017-18, o torcedor do Manchester United cantou por último no ninho dos “eagles” londrinos. Mas o torcedor do Crystal Palace, se ficou com gosto que tomaram o doce da mão dele, não pode reclamar que não houve luta do seu elenco – muito mais humilde do que o do clube de futebol mais rico do mundo.

O Crystal Palace (também conhecido pelas iniciais, CPFC, pelo apelido “eagles”, pelas cores, red and blue) saiu na frente no primeiro tempo, com um golaço de Townsend, sem chance de defesa para De Gea. E o primeiro tempo foi isso: Pogba tentando, tentando, tentando…

No segundo, a partida pegou fogo. Mourinho começou a usar seu poderoso banco, primeiro Rashford, que já melhorou muito o visitante. Mas num contra-ataque, o Palace marcou o segundo, com o holandês Patrick van Aanholt.

O United diminuiu logo depois, Smailing. Mais qualidade no time de Manchester, Juan Mata no lugar de Ashley Young (que não teve paz com a torcida do Palace). Luke Shaw no de Valencia. Pressão total. Muito jogador bom. Pogba, Mata, Alexis Sánchez, Lukaky, Rashford… Num bololô na área, o tanque belga Lukaku empatou o jogo.

Aí foi a vez de David De Gea provar que está no Top 5 da posição, seguramente. Impediu o terceiro gol do time azul e vermelho.

Nos acréscimos, do meio da rua, Matic marcou um golaço e decretou a virada. Manchester United volta ao segundo posto. E aí, tome “Glory glory, Man United…”

Palace está em décimo-oitavo, na briga contra o rebaixamento. Continuar lendo “Virada emocionante do Manchester United, em noite de casa cheia no estádio ‘raiz’ do Crystal Palace.”

Sul-coreano Son definiu a vitória do Tottenham Hotspur contra o Huddersfield, em Wembley.

Sul-coreano Son definiu a vitória do Tottenham Hotspur contra o Huddersfield, em Wembley.

Wembley, 3 de março de 2018


Camisa 7 do Tottenham, o rapidinho sul-coreano Heung-Min Son fez os dois gols na vitória dos lillywhites contra o Huddersfield Town, para 68.411 espectadores em Wembley.
No primeiro, bola de Harry Kane para Dele Alli, que deu passe açucarado para Son. O sul-coreano teve calma e classe para limpar o goleiro Jonas Lössl e tocar pro fundo das redes. Eram decorridos 27 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, quando o Huddersfield parecia querer empatar, o mesmo trio resolveu. Dele Alli recuperou a bola, Kane lançou para Son marcar de cabeça, no canto inverso do goleiro.

O brasileiro Lucas Moura entrou faltando 7-10 minutos.

Ele é rápido, tem classe”, comentaram os torcedores do Spurs perto deste que vos bloga.

Só que em vez de aproveitar essa velocidade, nos minutos em campo Lucas recuperava a bola, num rebote, e tocava para alguém puxar o contra-ataque.

Num dos quatro corners, ficou a torcida do Huddersfield, que fez barulho. Já principal canto dos torcedores do time da casa é o “come on you, Spurs” (#COYS virou hashtag) e quando berrado a plenos pulmões por quase 68 mil pessoas, ficou impressionante (a acústica de Wembley é bem marcante).

Na temporada 2017-18, o estádio nacional da Inglaterra, casa da seleção inglesa, palco de finais da Copa da Inglaterra, da Copa da Liga inglesa e das finais das divisões de acesso, é também a casa do Tottenham Hotspur, que está terminando de construir um novo e moderníssimo estádio no local do anterior, White Hart Lane. Nessa temporada, os Spurs mandam em Wembley todos os jogos caseiros, como os de Premier League e os de Champions. Bela oportunidade para o blog Fut Pop Clube conhecer o tempo do futebol, sede das Olimpíadas de 1948 e da Copa do Mundo de 1966, totalmente reconstruído nos anos 2000 (o novo Wembley foi reaberto em 2007 e comporta 90 mil espectadores).

E o estádio e suas redondezas estão completamente preparados para receber o Tottenham, como se fosse o dono da casa, mesmo. Nome e símbolos do clube do norte londrino estão espalhados dentro e fora do estádio – a loja do estádio vende tudo quanto é produto dos Spurs, mas não exclusivamente. Encontrei muitos produtos da seleção inglesa, na real a ‘dona’ da casa, e até algo de outros clubes (do rival Arsenal, Chelsea, United, City).

Wembley Park é a principal estação de metrô de acesso ao estádio, embora não a única. Dela já dá pra ver o estádio.

No fim da jornada, o supertelão externo informa o placar final da partida – alíás, um resultado completamente justo.

#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

#89. Documentário conta a saga do Arsenal, campeão inglês de 1989, nos instantes finais.

O futebol não para. Maio de 1989. Quarenta e um dias depois da tragédia de Hillsborough (estádio do Sheffield Wednesday), que provocou a morte de 96 torcedores do Liverpool, numa tarde de semifinal de Copa da Inglaterra (contra o Nottingham Forest), o campeonato inglês de primeira divisão (que ainda não era a Premie League) chegava à sua última rodada. Disputavam o título justamente o multicampeão Liverpool, que podia até perder por 1×0, e o Arsenal, que para acabar com um um jejum de 18 anos precisava vencer por 2×0. E em pleno Anfield, a fortaleza do Liverpool (que durante a fila do time vermelho e branco de Londres, ganhou ‘apenas’ 10 ligas inglesas e 4 de suas 5 Copas dos Campeões/Champions).

A saga da temporada 1988-1989 do Arsenal, enfim campeão inglês, é o tema do filme ‘89‘, lançado ano passado na Inglaterra e que aqui pode ser visto no canal Now da Net ou no You Tube (aluguel ou compra, alta definição ou não). É um documentário tradicional, com excelente material de arquivo, entrevistas feitas agora e boas artes. Indicado para quem gosta de futebol inglês, fundamental para quem quer saber mais sobre a história dos gooners. Para torcedores e simpatizantes do clube então de Highbury, é ouro puro. Deleite.

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Cartaz original do filme “89”, já disponível em streaming no Brasil.

Neste dia D, ou talvez dia G, de gunners, da “final” em Anfield, os jogadores do Arsenal entraram no gramado com flores em homenagens às vítimas de Hillsborough. Tá no filme “89”, que também mostra que o técnico George Graham, contratado do Millwall, tinha participado como jogador gooner do então último campeonato inglês conquistado pelo Arsenal, em 1970-71 (ano de dobradinha, campeonato e copa). Com sua fisionomia até meio parecida com o nosso conhecido Muricy Ramalho, ele fechou o time e conseguiu segurar o Liverpool no primeiro tempo da partida decisiva – dissecada quase jogada a jogada no filme – para ganhar no segundo tempo, com direito a um autêntico gol de ouro, nos acréscimos.

George Graham ainda levaria o Arsenal a um título de Copa das Copas, a Recopa europeia, em 1994, contra o Parma.

Confira o trailer de “89” dentro do post.

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Livro: “À Sombra de Gigantes”

Livro: “À Sombra de Gigantes”

Madri. Paris. Londres. Berlim. Lisboa. Cinco dos principais destinos turísticos na Europa. E mais: Munique, Hamburgo, Roterdã, Turim e Glasgow. Em 50 dias, o jornalista Leandro Vignoli, gaúcho de Canoas, acompanhou os jogos de treze clubes especiais, em 10 cidades, de 8 países europeus. O foco não eram os grandes como Real Madrid, PSG, Arsenal, Chelsea, Bayern ou Juve. Mas sim aqueles que lutam para sobreviver, “À Sombra de Gigantes – Uma Viagem ao Coração das Mais Famosas Pequenas Torcidas do Futebol Europeu” – título e subtítulo do livro recém-lançado por Vignoli.

facebook.com/asombradegigantes/

É interessante, bem escrito e tem muita informação. Os ídolos, a história dos clubes, os estádios, os bairros, o perfil dos torcedores, os rivais. Cada capítulo, um time: St. Pauli, Union Berlin, Munique 1860, Fulham, Millwall, Leyton Orient, Queen’s Park (Escócia), Sparta Rotterdam, Rayo Vallecano, Espanyol, Belenenses, Torino e Red Star, de Paris. Ou seja, a viagem de Leandro Vignoli (com muitas horas de ônibus, hospedagem em hostel e dale fast food, pra economizar) é a trip dos sonhos de quem usa a hashtag “Ódio Eterno ao Futebol Moderno” e qualquer louco por futebol alternativo. Com uma pergunta em mente. Por quê? Por que torcer para times que nunca ganham títulos, ou não ganham há muito tempo?

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