“Iron Men”: documentário emocionante sobre a despedida do West Ham a Boleyn Ground.

Capinha do DVD do doc sobre a despedida a Boleyn Ground : facebook.com/IRONMEN2017

Que bom saber: a senhora Mabel Arnold, uma espécie de torcedora-símbolo do West Ham United, acabou de completar 101 anos! Cento e um! Oitenta e três como torcedora do claret and blue da zona leste de Londres. De 1968 a 2016, ela se sentou na mesma cadeira de Boleyn Ground | Upton Park, estádio do West Ham entre 1904 e 2016. “Iron Men, documentário de Paul Crompton e Suri Krishnamma (este, torcedor de carteirinha dos “Irons”) sobre os últimos dias dos 112 anos de história de Boleyn Ground e a (polêmica) mudança para o London Stadium, é um filme de personagens. O capitão do time, Mark Noble, o técnico Slaven Bilic, os donos do clube (David Gold, David Sullivan, Karren Brady)… mas são os torcedores como a centenária hammer Mabel Arnold que roubam o show. Ainda bem! Continuar lendo ““Iron Men”: documentário emocionante sobre a despedida do West Ham a Boleyn Ground.”

Estreia: “Preto no Branco – O Clássico do Século”.

Cartaz do filme de Kim Teixeira, “Preto no Branco – O Clássico do Século”.

Lá se vão 104 anos (a serem completados em 22 de junho) de clássico entre os dois maiores alvinegros do futebol paulista. “Preto no Branco – O Clássico do Século”, doc de Kim Teixeira, fala dessa rivalidade em ritmo de rap.  Ice Dee, Xis, Criminal D e Fernandinho Beat Box dão a letra para a história do clássico Corinthians vs Santos.
Está em cartaz no Museu Pelé, em Santos. Passa nesta quarta-feira (5 de abril), às 15h. Entre quinta-feira e domingo, vão ser duas sessões, ao meio-dia e às 15h. A entrada no Museu Pelé custa R$ 10. Trailer dentro do post. Continuar lendo “Estreia: “Preto no Branco – O Clássico do Século”.”

“O Milagre do Nottingham Forest”


O simplesmente belo escudo do Nottingham Forest ostenta duas estrelas, em referência ao bicampeonato da Copa dos Campeões da Europa (hoje Champions League), em 1978 e 1980.

facebook.com/officialnffc

Os anos dourados dos Reds da região inglesa de East Midlands começaram com a contratação do técnico Brian Clough >>>> – que tinha feito sucesso exatamente no rival regional do Forest, o Derby County,  e cuja passagem-relâmpago pelo Leeds já foi tema de um drama, o filme Maldito Futebol Clube (The Damned United).  Pois agora o documentário de Jonny Owen sobre a era Brian Clough no Nottingham Forest, “I Believe in Miracles”, pode ser alugado no canal Now (legendado ou dublado) e também no canal da Universal Movies no You Tube (só dublado), com o título “O Milagre do Nottingham Forest”. Era Brian Clough e Peter Taylor, bem entendido – o fiel braço-direito do “mister” reatou a amizade e a parceria.

Embalado pelo balanço de uma trilha sonora com muito soul e funk, como a gravação de “I Believe in Miracles” pelas Jackson Sisters, “O Milagre do Nottingham Forest” tem inúmeros depoimentos, do goleiro Peter Shilton e do lateral Viv Anderson ao ponta John Robertson, e claro, muitos gols. Como os quatro da goleada sobre o Manchester United – em Old Trafford!

O Forest de Clough e Taylor ficou 42 jogos sem perder entre novembro de 1977 e dezembro de 78, invencibilidade que ajudou os Reds a conquistarem seu primeiro e único título de primeira divisão do campeonato inglês, na temporada 1977-78. Antes de levantar essa taça, o Forest comandado pela dupla ganhou sua primeira copa da liga inglesa (Football League Cup), numa final em duas partidas contra o Liverpool. Em 1979, o clube levantou mais uma League Cup (conquistaria ainda essa taça em 1989 e 1990).

Campeão inglês de 77-78, o Forest teve direito a participar da Copa dos Campeões da Europa na temporada seguinte. Participar só, não, ganhar! Não sem uma dose de emoção, pois estreou contra o Liverpool, então bicampeão europeu, e superou o Colônia nas semifinais, depois de estar perdendo por 2×0 em casa! Placar agregado. Volta olímpica se deu exatamente na Alemanha, no estádio Olímpico de Munique, na final contra o Malmoe. Forest campeão europeu! Esses caras fizeram história! E repetiram, na temporada seguinte, 1979-80. B i c a m p e õ e s ! Foi o penúltimo clube a conquistar Copa/Liga dos Campeões duas vezes seguidas.

Dentro do post, trailer dublado e cartaz original de “O Milagre do Nottingham Forest” (“I Believe in Miracles”). Quem gosta de futebol inglês tem que ver.

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Sir Stanley Matthews e o festival Offside

Lembro-me de uma caricatura que mostrava um jogador com a camisa branca da seleção da Inglaterra, com uma bengala e uma bola – terá sido no Manual do Zé Carioca (de 1974)? Aliás, torço para a editora Abril relançar o Manual do Zé Carioca, como fez com o do Tio Patinhas, do professor Pardal, do Mickey, do Pato Donald… O vovô dominando a bola era uma homenagem a Stanley Matthews (1915-2000), que jogou até os 50 anos! Stan Matthews, ‘o camisa 7 original’,tema de um filme que está sendo lançado em 2017 (atração do festival Offside, em Barcelona), estreou como profissional do Stoke City aos 17, ganhando 5 libras por semana, nos anos 30. No English Team, estreou em 1934, com 19 anos. Com a camisa da seleção inglesa, jogou por 23 anos. No Blackpool, Matthews conquistou a Copa da Inglaterra (FA Cup) de 1953, aos 38 anos. O segredo? A preocupação com a forma física, herança do pai. Aos 46, voltou ao Stoke City, onde pendurou as chuteiras… mas só depois de mais quatro temporadas. Foi nomeado então cavaleiro do imperio britânico e seu jogo de despedida contou com uma seleção de craques. Yashin, Puskas, Eusébio, Di Stéfano…
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O doc Matthews – The Original No. 7, de Ryan Scott Warren, é uma produção inglesa de 80 minutos. Está saindo este ano e vai ser uma das atrações do Offside Fest, festival só de documentários de futebol em Barcelona, em março – o brasileiro “Miller & Fried – As Origens do País do Futebol”, já visto aqui, está na seleção do festival catalão. Dentro do post, saiba mais sobre o Offside e veja o trailer de Matthews: Continuar lendo “Sir Stanley Matthews e o festival Offside”

Mostra Cinefoot: “Meninos de Kichute’. Canal Brasil, terça, 13h30.

Mostra Cinefoot: “Meninos de Kichute’. Canal Brasil, terça, 13h30.


Raro longa-metragem de ficção nacional sobre futebol. O filme de Luca Amberg inspirado no livro de mesmo nome de Márcio Américo se passa nos anos do “Eu te amo meu Brasil” e parece até feito nos anos 70, de tão cuidada a reconstituição de época. Quem está na faixa dos 40 anos vai se lembrar dos tempos de aulas de Moral e Cívica, álbuns de figurinhas, revistas de mulher pelada, Magiclik, carros Brasília, Kharman Ghia, Dodge Dart, Canal 100, sonorizado com a versão instrumental de ”Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, e claro, a chuteira Kichute do título – e antes que alguém identifique a primeira música do trailer e do filme com o ufanismo do “Brasil gigante”, noto que é possível identificar no papel do pai o Estado violento, repressor e mentiroso. Ótimos diálogos, ótimas atuações (especialmente de Werner Schünemann, Vivianne Pasmanter, Arlete Salles e o protagonista Lucas Alexandre, bem dirigido como todo o elenco “juvenil), boa trilha sonora da época, a cargo de Netinho, dos Incríveis: Casa das Máquinas, Secos e Molhados, Sergio Sampaio, Os Incríveis.

É certamente um dos nossos melhores filmes sobre futebol – e sobre amizade e descobertas. Uma espécie de “Conta Comigo” brasileiro. Prêmio: melhor filme do júri popular na 34ª Mostra de Cinema de São Paulo. Sexta, 23/12, às 22h. Não perca! Reprise na terça, 13h30.

Continuar lendo “Mostra Cinefoot: “Meninos de Kichute’. Canal Brasil, terça, 13h30.”

“Barba, Cabelo & Bigode”: 24 de janeiro, 13h30, Canal Brasil.

“Barba, Cabelo & Bigode”: 24 de janeiro, 13h30, Canal Brasil.

Afonsinho, Paulo César Caju e Nei Conceição começaram as suas carreiras em meados dos anos 1960, num momento histórico de forte repressão política no país. Originalmente na condição de companheiros de uma consagrada geração de craques do Botafogo, não abriram mão da liberdade, justo quando a ditadura militar decidiu convocar a si própria para também entrar em campo. “Barba, Cabelo & Bigode”, vencedor da Taça CineFoot no Rio, abriu a edição paulista do festival Cinefoot 2016 e passa no Canal Brasil nesta terça, 24 de janeiro, 13h30, no Canal Brasil.

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BARBA, CABELO & BIGODE. O filme de Lucio Branco abre o Cinefoot 2016 em Sampa, nesta terça, 20h, auditório do Museu do Futebol.

Deixa falar! Como pede o clássico samba de Nelson Petersen eternizado por Carmen Miranda, o documentário “Barba, Cabelo & Bigode”, de Lucio Branco, deixa Afonsinho, Paulo César Caju e Nei Conceição falarem à vontade. Deixa o trio falar e também deixa jogar… em preciosas imagens de arquivo, muitas fotos e até batendo uma bola.  Eram anos gloriosos para o Botafogo, embora Afonsinho e Caju nem sempre tenham sido tratados como deveriam pelo clube. Acabaram saindo.

O filme de Lucio Branco é mais uma produção a demonstrar a amorosa relação entre música e futebol. Por exemplo, ficamos sabendo da paixão de Paulo César Caju pela música negra e pelo discos – chegou a ter mais de 2 mil LPs de vinil. Tem Gilberto Gil e sua “Meio de Campo”, em forma de carta a Afonsinho… Bob Marley louco para jogar bola com os craques brasileiros… e os Novos Baianos que jogaram muitas peladas ao lado de Afonsinho e Nei Conceição. Inclusive o Moraes Moreira se define como uma mistura de Dario (Dadá Maravilha, Dadá Peito de Aço) e Roberto Dinamite !!! Veja o trailer:  Continuar lendo ““Barba, Cabelo & Bigode”: 24 de janeiro, 13h30, Canal Brasil.”

“Miller & Fried – As Origens do País do Futebol”

Menção Honrosa no Festival FICTS Sports de Milão 2016., “Miller & Fried” está na programação do 7˚CINEFOOT São Paulo, Passa em 3/12,um sábado, às 17h, no Museu do Futebol , com entrada franca. Confira comigo no replay o texto publicado na época da estreia do documentário no Belas Artes.

Fut Pop Clube

wp-1468888470167.jpg Para quem se interessa pelo futebol brasileiro, em especial o paulista, o filme “Miller & Fried – As Origens do País do Futebol”, de Luiz Ferraz, chega a ser emocionante. O 7 a 1 na Copa de 2014 está muito fresco na memória. Ver um precioso arquivo da goleada de 7 a 2 do Paulistano comandado pelo artilheiro Friedenreich sobre a seleção francesa, durante uma bem sucedida excursão à Europa, em 1925, é de encher os olhos! Fried também estava na seleção que conquistou o primeiro grande título, o Sul-Americano de 1919, num lotadíssimo estádio das Laranjeiras (é a imagem de capa do teaser abaixo).

O gol desse título, na segunda prorrogação, teve participação de um corintiano, de um palmeirense e do craque do Paulistano (que depois jogaria no chamado São Paulo da Floresta, precursor do atual tricolor paulista). O material iconográfico da decisão já valeria o ingresso do…

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