50 anos do Carioca de 1962: Botafogo e Garrincha bicampeões

DO BLOG http://mantossagrados.blogspot.com/
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Maracanã, 15/12/1962. Com seu clássico uniforme de listras alvinegras – e de mangas compridas, em dezembro, no Rio! – o Botafogo goleou o Flamengo por 3×0 e conquistou o bicampeonato carioca, numa tarde de Garrincha. Mané participou dos três gols: marcou o primeiro, fez a jogada do segundo (gol contra de Vanderlei) e fechou o placar. O Botafogo tinha o goleiro Manga, o enciclopédia Nilton Santos na lateral e um ataque com o Mané, camisa 7, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Do lado rubro-negro, Carlinhos, Dida (ídolo de Zico), Gérson. Continuar lendo “50 anos do Carioca de 1962: Botafogo e Garrincha bicampeões”

Quadrinhos do Parque (Antarctica): “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País”

Atualizado em 16/12/12

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No sábado, rolou a segunda noite de autógrafos do livro “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País“, que conta a história do Parque Antarctica em quadrinhos,  assinados por Custódio (texto) e Fernandes (ilustração). Até o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, torcedor alviverde assumido e autor de Palmeiras x Corinthians 1945- O Jogo Vermelho– , apareceu por lá para prestigiar. Quem foi ganhou dedicatória personalizada, com direito a caricatura!

A página abaixo escrita por Custódio e desenhada por Fernandes mostra os grandes goleiros formados no Palmeiras, que acabou de contratar Fernando Prass (ex-Vasco).
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Dentro do post, mais uma página de “Alma”.
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A história do Parque Antarctica está no gibi.

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Vi no esporte do Estadão.
O livro em quadrinhos “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País” será lançado hoje, 11/12/12, às 19h, na HQ Mix Livraria, na rua Tinhorão, 124, pertíssimo do estádio do Pacaembu, onde São Marcos se despede.
Com texto de Custódio e ilustrações de Fernandes, a história em quadrinhos do Parque Antarctica tem 64 páginas e custa 35 reais se enviado pelo correio (saiba como comprar aqui ou pelo e-mail contato@almaolivro.com). Outra noite de lançamento: sábado, 15/12/12, às 19h, Pizzaria Prestíssimo, alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1135.

Imperdível!
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Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.

“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: 1911! O bigode do Kaiser estava, então em plena vigência. Mata Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de 14 anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: – grande época! grande época!”

Assim começa “O Berro Impresso das Manchetes“. Essa crônica trata do Flamengo, mas é puro Nelson Rodrigues, cujo centenário de nascimento é lembrado hoje, 23 de agosto de 2012, em todas as mídias.

O livraço é uma compilação das clássicas crônicas de Nelson Rodrigues na primeira fase da revista “Manchete Esportiva, da Bloch, entre 1955 e 1959. Foi lançado em 2007 pela editora Agir, com pesquisa de texto e informativo posfácio de Marcos Pedrosa de Souza. Continuar lendo “Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.”

O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.

“Não há, em toda a história das Copas, uma equipe tão bicampeã como aquela nossa. Tão gloriosa. E provo o que digo, Porque a Itália, bi em 1934 e 1938, repetiu apenas dois jogadores. Já o Brasil foi praticamente o mesmo”. Didi, bicampeão em 1958 e 1962, no livro “Didi – O Gênio da Folha-Seca”, de Péris Ribeiro.

A seleção brasileira foi bicampeã do mundo em 17 de junho de 1962 com 8 titulares da final de 1958 (“O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, belo documentário). As novidades eram: Amarildo, o “Possesso”, que substituiu Pelé a partir da terceira partida, contra a Espanha. Zózimo, reserva do zagueiro Orlando na Suécia. E seu companheiro de zaga, Mauro Ramos, reserva do capitão Bellini quatro anos antes, em 1962 virou titular na marra – e capitão do time.
Capitão, nada, primeiro-ministro, como Carlos Drummond “propôs” na deliciosa crônica “Seleção de Ouro”, publicada no extinto jornal carioca “Correio da Manhã”, em 20 de junho de 1962 (três dias depois do bicampeonato), um dos gols de letra compilados por dois netos do poeta no livro “Quando É Dia de Futebol”, editado em 2002 pela Record. Drummond também “escalou” o “velhinho sabido” Nilton Santos (o craque “enciclopédia do futebol tinha 37 anos em 1962) no ministério da Justiça. Na Fazenda, Gylmar (“defendeu a meta como o Tesouro”, justificou CDA). Carlos Drummond de Andrade definiu Zagallo como “ministro para várias pastas… dada a sua capacidade de estar em todas”. Para Garrincha, Drummond lembrou o ministério da Aeronáutica, “pois com suas fintas, dribles e arrancadas impossíveis, atravessar o mundo campo entupido de adversários é o mesmo que voar em céu desimpedido, qual passarinho”. Gol como os de Pelé, Drummond!

Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia
Estádio Nacional – Santiago,  Chile, 17/06/1962
Público: 69.000 pessoas
Brasil – Gylmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e Amarildo.
Tchecoslováquia – Schroiff, Tichy, Popluhar, Pluskal e Novak; Masopust e Pospichal; Scherer, Kvasnak, Kadabra e Jelinek.
Gols: Masopust abriu o placar para os tcheco-eslovacos; Amarildo empatou para o Brasil logo depois; no segundo tempo, o volante Zito subiu, literalmente, e marcou de cabeça; Vavá aproveitou a bobeada de Schroiff para definir a volta olímpica.
Dentro do post, a numeração dos 22 bicampeões do mundo e o clube que defendiam em 1962.  Continuar lendo “O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.”

Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

O frevo do bi (V). Há 50 anos, o Brasil batia o Chile nas semifinais da Copa.

13 de junho de 1962. Estádio Nacional, Santiago, lotado por cerca de 75 mil pessoas. O Brasil enfrentou os donos da casa e muitas provocações. Sem problemas. Tinha Garrincha. Mané fez o primeiro gol aos 9 minutos, numa bomba com a perna esquerda. Mané fez o segundo aos 32, mais uma vez de cabeça, mais uma vez aproveitando escanteio batido por Zagallo. O Chile diminuiu de bola parada. Toro, aos 42,

Dois minutos do segundo tempo. Garrincha bateu o córner e Vavá ampliou. Aos 16, pênalti para La Roja, que encostou no placar. Aos 33, novo cruzamento de Garrincha. Novo gol de Vavá. 4 a 2. Brasil na final, rumo ao bi.
Mané fez dois e participou dos outros dois. Cansado de tanto apanhar do marcador, Eladio Rojas, o camisa 7 reagiu. E acabou expulso. A Seleção não tinha Pelé (que lutava jogo a jogo contra a contusão, para tentar voltar ao time). E perderia Mané para a grande final. Aí entrou a força da CBD de João Havelange nos bastidores. O juiz peruano Arturo Yamasaki aliviou no relatório. E o bandeirinha uruguaio (Esteban Marino) que dedou a agressão de Garrincha sumiu (dizem que ganhou uma passagem para Paris). Resultado: Garrincha acabou absolvido e pode jogar a final.
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O frevo do bi (IV). O dia em que Garrincha só não fez chover.


Há 50 anos, Garrincha fez um gol de cabeça, cobrou a falta que terminou com o gol de Vavá e fez um golaço de folha-seca. Só não conseguiu pegar o cachorrinho que entrou em campo e deu baile em quase todo o mundo. O Brasil ganhou da Inglaterra por 3 a 1 em 10 de junho de 1962, pelas quartas de final do Mundial disputado no Chile. A seleção de Ouro, comandada por Mané, se despedia de Viña del Mar e se classificava para as semifinais contra os donos da casa.
www.companhiadasletras.com.br
Foi uma das maiores partidas da vida do camisa 7, afiança Ruy Castro, no clássico “Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha” (Companhia das Letras). Um dos motivos para Mané mostrar tudo que sabia (e que sabia tudo) era a presença de Elza Soares no Chile. Garrincha prometeu ganhar a Copa para a amada, conta Ruy Castro na premiada biografia. E cumpriu, como a gente vai ver nos dias 13 e 17 de junho. Continuar lendo “O frevo do bi (IV). O dia em que Garrincha só não fez chover.”

O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.


Naquele 6 de junho, o Brasil entrou com a campeã camisa Canarinho, de mangas longas, calção e meiões brancos, contra La Roja, a Espanha, numa partida crucial do grupo 3 da Copa do Mundo de 1962, no Sausalito, em Viña del Mar. Por causa do empate contra os tcheco-eslovacos, a Seleção Brasileira não podia perder para continuar a luta pelo bi. Aymoré Moreira mandou o escrete a campo com Gylmar, Djalma, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e a novidade: Amarildo, “o possesso”. O jovem jogador do Botafogo, de 21 anos, entrou no lugar de outro jovem. Um jovem que já era Rei Pelé – que sentiu uma contusão n0 0x0 contra a Tchecoeslováquia. Continuar lendo “O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.”

50 anos do Rio-São Paulo de 1962. “Botafogo, um grande campeão”.

lojabotafogo.com.br

Em 18 de março, fez meio século que o Botafogo ganhou seu primeiro Torneio Rio-São Paulo. Em 1962, o Fogão tinha Garrincha, Nílton Santos, Didi, Zagallo, Quarentinha, Amarildo, etc… Na última rodada, bateu o Palmeiras – de virada – por 3×1 no Maracanã e ficou com a taça. Gols de Quarentinha, Valdemar contra e Amarildo para os campeões. Zequinha marcou o do alviverde. Continuar lendo “50 anos do Rio-São Paulo de 1962. “Botafogo, um grande campeão”.”