E a Taça Cinefoot 2018 foi para …

E a Taça Cinefoot 2018 foi para …

Documentários sobre ídolos da bola, grandes técnicos, torcidas, torcedores, seleções, clubes… da Portuguesa Santista à Chapecoense.

Futebol feminino.

Futebol de várzea.

E até ficção sobre futebol.

Terminou em São Paulo mais uma temporada do Cinefoot. E ao final das cinco rodadas, a Taça Cinefoot de melhor curta foi para “Todos Querem Colo-Colo”, do canal Peleja – uma bela reportagem de Murilo Megale, que foi a Santiago investigar a exploração do time mais popular do Chile pela ditadura Pinochet (1973-1990).
Filme completo aqui (vale muito a pena, são 17 minutos). Estádio Nacional, Carlos Caszely, eliminatórias da Copa de 1974, plebiscito sobre continuação do regime militar são alguns dos temas. Trailer abaixo:


Em segundo lugar na categoria curta, ficou a divertida comédia alemã “Um Bayern Diferente”.

A Taça Cinefoot de melhor longa foi para “Don Diego – Carne, Osso e Coração”, produção da SPFC Tv, canal oficial do tricolor paulista no You Tube. O doc aborda a despedida de Diego Lugano dos gramados. Sua relação com os demais jogadores, especialmente os mais jovens, num ano em que o São Paulo lutou pra não cair. Pode ser visto na íntegra neste link aqui. Trailer abaixo:

Outros premiados dentro do post. Continuar lendo “E a Taça Cinefoot 2018 foi para …”

João Saldanha | Os Subterrâneos do Futebol

Link da campanha: https://benfeitoria.com/joaosaldanha100anos

O três de julho marca o centenário de nascimento de João Saldanha, “o comentarista que o Brasil consagrou”, técnico do Botafogo (campeão carioca de 1957) e da Seleção nas Eliminatórias da Copa de 1970. A editora Lacre quer relançar o livro “Os Subterrâneos do Futebol” (1963). O projeto é de Sônia Saldanha (filha) e de Thereza Bulhões (terceira esposa). Para isso, está rolando uma campanha de crowdfunding, financiamento coletivo neste link aqui.

O livro, o único escrito pelo João Sem Medo, traz crônicas que envolvem Garrincha, Nilton Santos, Zagallo e outros craques, em estilo coloquial, como numa conversa de botequim, como eram as crônicas de Saldanha nos jornais, no rádio, na TV. Continuar lendo “João Saldanha | Os Subterrâneos do Futebol”

“Barba, Cabelo & Bigode”: 24 de janeiro, 13h30, Canal Brasil.

“Barba, Cabelo & Bigode”: 24 de janeiro, 13h30, Canal Brasil.

Afonsinho, Paulo César Caju e Nei Conceição começaram as suas carreiras em meados dos anos 1960, num momento histórico de forte repressão política no país. Originalmente na condição de companheiros de uma consagrada geração de craques do Botafogo, não abriram mão da liberdade, justo quando a ditadura militar decidiu convocar a si própria para também entrar em campo. “Barba, Cabelo & Bigode”, vencedor da Taça CineFoot no Rio, abriu a edição paulista do festival Cinefoot 2016 e passa no Canal Brasil nesta terça, 24 de janeiro, 13h30, no Canal Brasil.

14991391_1460011347377255_7275535782103572982_o
BARBA, CABELO & BIGODE. O filme de Lucio Branco abre o Cinefoot 2016 em Sampa, nesta terça, 20h, auditório do Museu do Futebol.

Deixa falar! Como pede o clássico samba de Nelson Petersen eternizado por Carmen Miranda, o documentário “Barba, Cabelo & Bigode”, de Lucio Branco, deixa Afonsinho, Paulo César Caju e Nei Conceição falarem à vontade. Deixa o trio falar e também deixa jogar… em preciosas imagens de arquivo, muitas fotos e até batendo uma bola.  Eram anos gloriosos para o Botafogo, embora Afonsinho e Caju nem sempre tenham sido tratados como deveriam pelo clube. Acabaram saindo.

O filme de Lucio Branco é mais uma produção a demonstrar a amorosa relação entre música e futebol. Por exemplo, ficamos sabendo da paixão de Paulo César Caju pela música negra e pelo discos – chegou a ter mais de 2 mil LPs de vinil. Tem Gilberto Gil e sua “Meio de Campo”, em forma de carta a Afonsinho… Bob Marley louco para jogar bola com os craques brasileiros… e os Novos Baianos que jogaram muitas peladas ao lado de Afonsinho e Nei Conceição. Inclusive o Moraes Moreira se define como uma mistura de Dario (Dadá Maravilha, Dadá Peito de Aço) e Roberto Dinamite !!! Veja o trailer:  Continuar lendo ““Barba, Cabelo & Bigode”: 24 de janeiro, 13h30, Canal Brasil.”

“Geraldinos” em São Paulo

Publicado em 29 de abril de 2016


O horário é um só. 18h10. A sala 4 do Caixa Belas Artes não é assim um Maracanã dos cinemas. Mas os torcedores dos times cariocas que moram em São Paulo e todos os ‘futboleros’ interessados nas melhores décadas do futebol brasileiro precisam ver “Geraldinos”. Os diretores Pedro Asbeg e Renato Martins (que já tinham sido premiados por “Democracia em Preto e Branco”) levantaram a taça de melhor longa tanto na edição carioca como na paulista do festival CINEfoot, em 2015, com estes 73 minutos de barulho em homenagem ao Maraca das antigas e seus ricos personagens, os geraldinos.

A equipe do filme registrou os dez últimos jogos do velho Maraca com a geral, em 2005. Uma década depois, reencontrou no estádio lipoaspirado alguns geraldinos como o “Mister M”, “Índio”, Vovó Tricolor e Edgar, um tricolor que invadiu o gramado do Maracanã num Fla-Flu de 1982 em que o time de seu coração perdia por 3×0 e foi pedir pro Zico não marcar gol. Dois anos depois, Edgar batizaria seu filho com o nome do herói tricolor num Fla-Flu decisivo: Assis.

Emoção não falta no documentário “Geraldinos”. Sem falar no riquíssimo material de arquivo, cenas de outros filmes feitos, editados num ritmo brilhante – o som do grupo Bixiga 70 está na trilha sonora. Os depoimentos são muito bons, e o apolinho Washington Rodrigues, comentarista de rádio no Rio, dá a letra: “nem eu sei quem é o dono do Maracanã. Sei que não é meu”.

“Geraldinos” toma partido, escolhe o lado. O lado do povo. Belo doc!
Continuar lendo ““Geraldinos” em São Paulo”

Botafogo, 111 anos de futebol!

facebook.com/BotafogoOficial
facebook.com/BotafogoOficial

O Blog Fut Pop Clube saúda o Botafogo de Futebol e Regatas, pelos 111 anos de bola. A história do Glorioso começa em 1894, com a fundação do Club de Regatas Botafogo. Em 12 de agosto de 1904, surgiu o Electro Club, voltado para o futebol, mas o nome durou pouco mais de um mês. Por conselho de dona Chiquitota, avó de um dos fundadores do Electro Club, o nome mudou pra Botafogo Football Club.

Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo”, disse Dona Chiquitota. Fonte: site do Botafogo.

O Botafogo Football Club (campeão carioca de 1907, 1910, 1912, 1930, 1932-33-34-35) e o Club de Regatas Botafogo se uniram em 8 de dezembro de 1942, como Botafogo de Futebol e Regatas, nome definitivo do clube que revelou pro mundo craques como Garrincha e Nilton Santos. Continuar lendo “Botafogo, 111 anos de futebol!”

“Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática”.

Era uma vez um futebol que tinha Pelé, Garrincha, Tostão, Gerson, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Félix, Coutinho etc etc etc.
E ainda era filmado (e editado) com uma classe…
As câmeras do Canal 100 são o tema de um livro de arte – de futebol-arte. “Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática” (Dois Um Produções), organizado por Carla Niemeyer (filha de Carlos Niemeyer, criador da produtora) e Cláudia Pinheiro, tem umas 300 imagens de clássicos do futebol brasileiro, que levavam ao deleite o torcedor brasileiro que ia ao cinema entre as décadas de 60 e 80. E mais recentemente, em algumas sessões de festivais como o CINEfoot.

10452813_696792713716926_2180656043747382671_o (1)
https://www.facebook.com/pages/DOIS-UM-Produções/

Este livraço, que saiu durante a Copa, custa 45 reais e inclui um DVD, com uns 40 minutos de gols do Canal 100. Olha só o que tem neste extra:

  • Fla-Flu de 1960, onde os rubro-negros quebraram a invencibilidade dos tricolores (de uniforme branco) no campeonato carioca, que seria o último conquistado pelo América.
  • Depois de uma reportagem do Canal 100 sobre o ‘Carnaval quatrocentão’, o DVD tem outro Fla-Flu, em Maracanã lotado. O que decidiu o título carioca de 1969. Tempos em que os uniformes clássicos (Fla de rubro-negro e Flu novamente de branco) não tinham marcas de patrocinadores. E que o goleiro também era chamado de “keeper”. Félix era o “keeper” do Flu. Rodriguez, o do Fla, dá um pique “a 100 km por hora” para reclamar do segundo gol tricolor. No final, o Flu ganhou por 3×2 e deu a volta olímpica. O técnico? Um mestre Telê Santana começando sua gloriosa carreira de treinador.
  • Depois do cinejornal sobre a visita da musa Claudia Cardinale ao Rio, para filmar “Uma Rosa para Todos” (no papel de uma mulata!), tem o clássico Botafogo x Santos no Torneio Rio São Paulo de 1964, já no começo de 1965. Do lado do glorioso, tinha Manga, Gerson, Jairznho, Garrincha… Do lado do alvinegro praiano, Gylmar, Pelé, Coutinho… E o Canal 100 ainda usava a versão instrumental de “Na Cadência do Samba”, a melô do “Que Bonito É”… Covardia…
  • A seguir, uma reportagem sobre o surf, “a nova moda das praias cariocas”, e outra toda sobre a estreia da Seleção Brasileira na Copa de 1966, contra a Bulgária, no estádio do Everton, Goodison Park. Pelé e Garrincha (com a 16), garantiram a vitória, ambos em belíssimas cobranças de falta. Pelé vibrou muito com o gol de Mané – foi o último do anjo das pernas tortas com a amarelinha.
  • Tem também um curta sobre o GP do Brasil de F1, num autódromo de Interlagos ensolarado e tomado por “150 mil pessoas” em 1973. O então campeão mundial Emerson Fittipaldi venceu de ponta a ponta, com a Lotus 72 D, aquela flecha negra, o carro mais bonito da história da Fórmula 1. Mas o segundo no pódio em Interlagos, Jackie Stewart, se recuperaria e adiaria o bi de Fittipaldi.
  • O último filme do DVD é a reportagem sobre o clássico Brasil 1×0 Inglaterra, na Copa de 1970, no México. O jogo da extraordinária defesa de Gordon Banks na cabeçada do Rei Pelé. E da jogadaça de Tostão no gol decisivo, de Jairzinho, o ‘furacão da Copa’.

O livro virou exposição em 2015. “Canal 100, uma câmera lúdica, dramática e explosiva” fica até 29 de março no Galpão das Artes – Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. Continuar lendo ““Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática”.”

“História (do penta) em quadrinhos”

didi
O site do Estadão começou a contar “História (do penta) em quadrinhos“. Casos reais envolvendo personagens dos cinco títulos mundiais do Brasil foram quadrinizados. Na primeira HQ virtual, Didi, o gênio da folha-seca, líder do escrete campeão em 1958, se vê em apuros. Rubens Paiva e Eduardo Asta assinam a  quadrinização; Daniel Franco responde pelos desenho e cores; a pesquisa e o roteiro são do jornalista Fábio Soares, do blog amigo Futebol de Campo. Maneiro!

Próximas quadrinizações: Garrincha (Copa de 1962), Gerson (1970), Ricardo Rocha (1994) e Ronaldo & Rivaldo (2002). Continuar lendo ““História (do penta) em quadrinhos””