“Didi – O Gênio da Folha-Seca”

Livro DidiAcabou a sopa deles. Agora é a nossa vez. Vamos encher a caçapa desses gringos de gols! Aqui dentro da casa deles mesmo.

A frase está no livro Didi, o Gênio da Folha-Seca . Você que se interessa pela história das Copas ou pela história do Penta já deve ter visto a imagem. Logo depois que os suecos abriram o placar na grande final da Copa de 58, o então camisa 6 da Seleção Brasileira pega a bola na defesa, levanta a poeira e comanda a volta por cima. O resultado você sabe: Brasil 5 a 2. A taça do mundo era nossa pela primeira vez. A biografia do melhor jogador da Copa 58, muito bem escrita pelo jornalista Péris Ribeiro (lançado em 2009). Comecei pelo capítulo que aborda a polêmica passagem de Didi pelo Real Madrid (no currículo, o “príncipe etíope” já era campeão carioca de 51 pelo Flu e de 57 pelo Botafogo, do Pan-Americano de 52 e da Copa de 58  pela Seleção).

Hoje o torcedor manja bem esse Real de Casillas, Raúl, Xabi Alonso, Kaká, Cristiano Ronaldo, Benzema (e ainda tem Van Nistelrooy!)… Mas em agosto de 1959, quando o inventor do chute de “folha-seca” chegou a Madri,  o time branco já era uma galáxia multinacional: Domínguez, goleiro argentino consagrado pelo Racing, Santamaría, zagueiro uruguaio, o cracaço húngaro Puskas, o espanhol Gento, os brasileiros Canário e Didi… e o argentino naturalizado espanhol Di Stéfano. Em Didi –  O Gênio da Folha Seca, fica claro que o ciúme que Di Stéfano sentiu do sucesso de Didi, que chegou ao Real arrebatando o Troféu Ramón de Carranza, contribuiu para encurtar a estadia do brasileiro por Madri. Didi acabou voltando ao Botafogo em 1960 – e foi bicampeão carioca em 61 e 62. E tornou mais uma Taça do Mundo verde-amarela. O bi, na Copa de 62, no Chile.

Em 66, jogou algumas partidas pelo São Paulo. Depois virou técnico. Dirigiu o Peru na Copa 70. Que perdeu do Brasil por 4×2.


3 comentários sobre ““Didi – O Gênio da Folha-Seca”

  1. Quem conhece e se interessa na história do futebol brasileiro sabe que Didi foi um dos melhores jogadores da história. Além de comandar um dos melhores times que já existiram junto com Garrincha e cia, treinou a melhor seleção Peruana da história.

    Parabéns pelo post

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