Schalke 04, 109 anos

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Flâmula do FC Schalke 04, fundado em 4 de maio de 1904 – daí o 04… O primeiro nome do clube de Gelsenkirchen foi Westfalia Schalke. A denominação atual veio em 1924. O primeiro estádio dos Royal Blues foi o Glückauf-Kampfbahn. Nos anos 70, o clube mudou para o Parkstadion, construído para o Mundial de 1974 com capacidade para 70.900 torcedores. O atual estádio, Veltins Arena, é de 2001. É aquele que tem teto retrátil e gramado removível. Comporta 52.500 fãs. As principais conquistas:
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“Día de la madre”: bela homenagem do Athletic Club ao Dia das Mães

Moreno, Sagarna, Domínguez, Imaz, Borde, Nausia, Derteano, Arana, Laskurain, Goñi e Zubeldia. Foi com esses nomes nas camisas que os rojiblancos de Bilbao entraram em campo hoje em Vigo, na partida contra o Celta, que terminou empatada (1×1). São os sobrenomes das mães dos jogadores. Moreno, por exemplo, é o “apellido” (sobrenome, em castelhano) da mão do goleiro Iraizoz. Goñi, do atacante Muniain. As imagens abaixo são do canal do Athletic no Tube.

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Mosaico no Camp Nou: “Barça, orgulho, Barça”.

Mosaico no Camp Nou: “Barça, orgulho, Barça”.

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Estas arquibancadas daí de cima devem ser o cenário de mais um gigantesco mosaico nesta temporada do futebol europeu. Depois do sucesso do binóculo da torcida do Borussia, que agora vê Wembley logo ali, em 25 de maio, o Barcelona vai distribuir 90 mil cartazes pra os torcedores culés que forem ao Camp Nou formarem o mosaico: “Barça, orgulho, Barça”.

fcbarcelona.cat
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Um mosaico de proporções semelhantes foi feito no jogo contra o Milan, em que o Barça conseguiu a “remontada” (virada) – veja no meu post, foi um recital de Messi, 4×0. Mas nesta quarta-feira a missão parece ainda mais complicada. O Barça precisa de outro 4×0 para levar a decisão para os pênaltis. Ou 5×0 para comprar bilhete para Londres. Só que o adversário é o Super Bayern, campeão alemão batendo recorde atrás de recorde. Parece quase impossível fazer 4 ou 5 gols no timaço de Jupp Heynckes sem levar nenhum… Ou não? Veremos logo mais.
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Thinking Football

A carreira do belo filme “Os Rebeldes do Futebol” fez mais uma escala. Depois de Cartagena e do BCN Sports Films, o doc ancorado por Eric Cantona abriu a programação do Thinking Football Film Festival, em Bilbao. O festival que vai até sábado é promovido pelo Athletic Club e pela fundação do clube basco. Temos aqui o querido CINEfoot, mas já imaginou um time brasileiro promovendo um festival de cinema, ainda mais sem um filme sobre o próprio umbigo? Palmas para o Athletic.
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Nesta terça-feira, o Thinking Football exibe “Cracks de Nácar”, doc argentino sobre a paixão de dois veteranos jornalistas pelo futebol de botão (confira o texto anterior). E outra produção do Cone Sul: “Manyas – La Película”, sobre a irada torcida do Penãrol (confira meus pitacos). Continuar lendo “Thinking Football”

“Cracks de Nácar”

Alguns botões nasceram com o triste destino de abotoar roupas. Uns poucos para brilhar num campo de futebol.

Poster do filme "Cracks de Nácar" (Argentina, 2011)
Poster do filme “Cracks de Nácar” (Argentina, 2011)

Vai pro gol! cartelO futebol de botão é o tema também de um filme argentino de 2011. “Cracks de Nácar”, dirigido pelos portenhos Daniel Casebé e Edgardo Dieleke, uma das atrações do festival Thinking Football, que começou hoje em Bilbao! O “doc” de 80 minutos com toques de ficção mostra a paixão de dois jornalistas (Alfredo Serra e Rómulo Berruti) pelo futebol de mesa… E não que é tem um Superclássico das Américas nos botões? Bem que poderia passar aqui… Enquanto isso, a gente confere o trailer e avisa: “Vai Pro Gol”, nome do filme do brasileiro Felipe D´Andrea. Continuar lendo ““Cracks de Nácar””

Rolê por Sarrià com Wilmar Cabrera

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Gullit? Quase! É o jornalista colombiano Wilmar Cabrera, autor do livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal”

O jornalista colombiano Wilmar Cabrera guiou o Rolê do Fut Pop Clube pelo quarteirão onde até 1997 estava o estádio que recebeu uma das maiores partidas da história das Copas. 5 de julho de 1982. O Sarrià, que pertencia ao Espanyol, de Barcelona, viu Brasil 2×3 Itália. O ex-boleiro vive há 5 anos em Barcelona, onde cursou um Master de Criação Literária na Universidade Pompeu Fabra. E seu livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal” (Editorial Milenio), tema do post anterior, mostra a qualidade do texto deste “futbolero” apaixonado pelo Millonarios, de seu país natal, simpatizante do Espanyol e do Europa, ambos de Barcelona – todos blanquiazules. E pela Squadra Azzurra.

Sarrià, 19/04/1988 http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151564454859834&set=pb.322865159833.-2207520000.1369353063.&type=3&theater
Sarrià, 19/04/1988. O Espanyol vence o Brugge na prorrogação na semifinais da Copa da Uefa (equivalente à Europa League de hoje). Nas finais, o RCDE perdeu do Bayer Leverkusen.
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Sarrià, *1923 + 1997

Wilmar Cabrera sabe de cor e salteado onde aconteceu cada um dos cinco gols daquele “partidazo” – pra ele, uma obra-prima. O jornalista colombiano – @WcGullit no Twitter – estudou praticamente cada “take” do vídeo daquele Brasil x Itália, que nós brasileiros chamamos de “tragédia do Sarriá” (grafia do nome do bairro em castelhano). Para os torcedores do Espanyol, tragédia do Sarrià (aí em catalão) certamente foi a demolição do estádio – bem no coração de Barcelona! – por causa das dívidas do clube. O estádio foi demolido… o terreno vendido para incorporadoras imobiliárias que construíram belos prédios (foto abaixo). O clube andou pelas montanhas de Montjuic (estádio olímpico de Barcelona) até a temporada 2008/09 e finalmente inaugurou uma nova e moderna arena, na cidade vizinha de Cornellà-El Prat (confira rolê do blog num dia de Espanyol x Valladolid, com direito aos torcedores “pericos” cantando uma adaptação de um grande sucesso de Gal Costa). Mas o RCDE continua endividado…

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No lugar da emoção do futebol – e como teve emoção em 5/7/82 – um condomínio tranquilo.

Do velho estádio Sarrià, sobraram as imagens do You Tube e arquivos da Copa 82 na TV, as memórias de torcedores do Espanyol e de fissurados por bom futebol como Wilmar Cabrera, você e eu… e pouco mais. Uma placa no meio do jardim entre os edifícios residenciais…
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Praças com os nomes do goleiro Zamora, ícone da história do Espanyol e de La Roja, a seleção espanhola… e do fundador do clube, Angel Rodríguez.
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No bar inaugurado pouco antes do Mundial disputado na Espanha, já com o nome Sarriá 82, o gentil Basilio lembra com saudade da farra que os torcedores brasileiros fizeram antes da “tragédia”. Ele nunca viu tanta alegria antes… mas em compensação, depois do apito final… Pena que o bar Sarriá 82 não tenha uma flâmula, uma foto, um pedacinho de grama… Receio de provocar desavenças entre os torcedores dos rivais catalães.

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Bar Sarriá 82, no bairro Sarrià

Foi no bar que o Fut Pop Clube bateu um agradável papo sobre 1982, o futebol de hoje e o jornalismo esportivo com Wilmar Cabrera, craque das letras. Mais fotos dentro do post.
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Livro: “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal”

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Pela revista espanhola Mediapunta (ver post anterior), fiquei sabendo do livro do jornalista colombiano Wilmar Cabrera: Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal (lançado em castelhano pela Editorial Milenio, da Catalunha, em junho 2012). É uma elaborada mistura de ficção e realidade, memória e fatos, bolada pelo jornalista colombiano radicado em Barcelona há 5 anos. E como o nome sugere, o futebol brasileiro é um dos personagens principais, já que a derrota da seleção de Telê Santana para a Itália de Bearzot, Zoff, Gentile e Rossi (três vezes Paolo Rossi…) no Mundial de 1982 está em todo o livro. É o que chamamos aqui de a “tragédia do Sarrià” – para Wilmar Cabrera, guardadas as proporções o “11 de setembro do futebol brasileiro”.  Sarrià é o nome do bairro de classe média alta de Barcelona, que emprestou seu nome para o estádio do RCD Espanyol, entre 1923 e 1997. Em 21 de junho daquele ano, o Espanyol jogou sua última partida no Sarrià, Dá para imaginar a dor dos torcedores blaquiazules ao testemunhar a demolição de seu estádio. Comparável talvez à dor do torcedor brasileiro, depois da derrota para a Squadra Azzurra. Torcer para a Seleção Brasileira nunca mais foi a mesma coisa. O que o brasileiro precisa entender é que a Itália também tinha um timaço – e contava com a preferência – surpresa!- do autor, Wilmar Cabrera, por razões sentimentais. Na Colômbia, ele é torcedor dos Millonarios. No álbum da Copa de 78, escolheu uma seleção com as cores do seu time de coração. Deu Itália. Preferência mantida em 1982. Se o Brasil de Telê jogava por samba – como o “Voa Canarinho” cantado por Júnior -, para Wilmar Cabrera a Itália era uma orquestra de jazz.
Alguma editora tem a manha de lançar Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal no Brasil?
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“Mediapunta”

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Mediapunta.es/

Gostaria de aproveitar que liga espanhola 2012/13 vai chegando ao final -a questão parece ser quando e onde o Barça vai soltar o grito de campeão- para dar uma daquelas dicas do Fut Pop Clube para quem gosta do futebol espanhol (que acreditem, não se resume mesmo a Barça e Real. Tem muita história e paixão em estádios como San Mamés, Mestalla, Vicente Calderón, Sánchez Pizjuán, Cornellà-El Prat e tantos outros). Bom, depois do nariz de cera danado, lá vai. Toda rodada da liga das estrelas, a revista Mediapunta é distribuída na porta de dez desses estádios. Esta capinha é da revista da 27ª rodada, que destacava:

  • uma entrevista com Fernando Vázquez, técnico que comandou a reação do Deportivo La Coruña na fuga do rebaixamento
  • perfil do zagueiro brasileiro Miranda (ex-São Paulo), hoje no Atlético de Madrid – um “box” lembra outros brasileiros do Atleti, de Vavá a Filipe Luís, passando por Luís Pereira e Leivinha.
  • foi nesta edição 159 da Mediapunta que fiquei sabendo do livro do colobiano Wilmar Cabrera, “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal” – tema do próximo post.

Quer ler? É só baixar essa edição aqui. Outras edições anteriores neste link. A última aqui. E agora a home page da Mediapunta. Continuar lendo ““Mediapunta””