(500) Jogos com Ele (II): Rogério Ceni no Morumbi.


O goleiro-artilheiro completou neste domingo 500 jogos no estádio do Morumbi.
Se a maioria dos 105 gols de Rogério Ceni foi anotada no estádio do tricolor, algumas das melhores atuações do capitão são-paulino se deram fora de casa. Como a heroica final contra o Liverpool, no Mundial de Clubes 2005, o 2×2 contra o Cruzeiro no Mineirão, pelo Brasileirão 2006 (um pênalti defendido e dois gols marcados), e a partidaça contra o Vasco, na última quarta-feira, em São Januário.

O Canal do São Paulo FC no You Tube publicou um vídeo com os bastidores dessa partida, o que é sempre interessante. A chegada, a mistura dos sons que cada jogador gosta de ouvir, o aquecimento, a cordial confraternização com os adversários e as palavras de Rogério Ceni, que deixam no ar se o ídolo da torcida são-paulina vai pendurar as luvas e as chuteiras ou não no fim da atual temporada: “Se eu for embora, quero que vocês estejam na Libertadores. Se eu estiver aqui, eu quero estar junto com vocês na Libertadores”. A palestra de Ceni está lá pelos 4:10 do vídeo, confira dentro do post: Continuar lendo “(500) Jogos com Ele (II): Rogério Ceni no Morumbi.”

Canhoteiro

“Em rede” com a Coluna de Música do Fut Pop Clube

Logotipos novos da ‘Coluna de Música’ pela artista plástica Lais Sobral

Dica do site Memória Futebol. Há exatos 80 anos, em 24 de setembro de 1932, nasceu José Ribamar de Oliveira, “um anjo torto / um Canhoteiro / um São José de Ribamar…”. Ídolo do São Paulo Futebol Clube nos anos 50, campeão paulista em 1957, Canhoteiro era considerado  o “Garrincha da ponta-esquerda”. Rápido, habilidoso, goleador, dono de forte chute que explica o apelido – “lá vai a bola bala de canhão / seu pé direito é a bomba que distrai”. “Canhoteiro” é um dos gols de placa da MPB boleira, verdadeiro gol de ouro das músicas sobre futebol, baile de bola de Fagner (que é Fortaleza) e do santista Zeca Baleiro, em linha de passe com Fausto Nilo e Celso Borges, gravada no CD “Raimundo Fagner & Zeca Baleiro” (Indie Records, 2003).  

A bela canção começa com uma “sensacionalíssima” narração de um gol de falta de Canhoteiro contra o XV de Piracicaba, cortesia do locutor esportivo Braga Júnior. Continuar lendo “Canhoteiro”

Demonstração de força do futebol brasileiro


#BemVindoMaestro foi a #hashtag# compartilhada pelo perfil do São Paulo no Twitter, para festejar a contratação mais cara do futebol brasileiro. Paulo Henrique Ganso custou quase 24 milhões de reais. O jornal esportivo argentino “Olé” comentou que isso ratifica a força econômica do futebol brasileiro. O site do “Marca” deu a notícia em sua 1ª página… Vieram Seedorf, Forlán… Imagine se tivéssemos uma liga bem organizada, com estádios cheios, com a interrupção das rodadas toda vez que a Seleção Brasileira desfalcar os clubes da Série A …

R$ 67 bilhões é o PIB do esporte no Brasil, segundo relatório divulgado esta semana pela Pluri Consultoria. Equivale ao PIB da Sérvia, segundo a Pluri. Desse PIB do esporte brasileiro, que cresce em ritmo chinês, o futebol responde por mais da metade (53%).

Ganso, o esperado maestro que o São Paulo precisa, será apresentado às 15h, antes do jogão entre o tricolor paulista e o Cruzeiro. Um “jogo de seis pontos”, e se o São Paulo quer a vitória, é bom deixar o clima de festa só para a torcida, até porque o seu novo camisa 8 ainda não tem condições de jogo.

Para quem pensa ir ao Morumbi, é bom se planejar e sair com antecedência de casa. Com a expectativa da apresentação de Ganso, promoção de ingresso (arquibancada amarela a 10 reais), o estádio deve receber ótimo público. Hoje à tarde teve bastante fila na bilheteria do Morumbi.   Continuar lendo “Demonstração de força do futebol brasileiro”

“20 Jogos Eternos do São Paulo”


Outro lançamento da Maquinária inaugura uma nova coleção da editora: Memória de Torcedor. E o primeiro título é “20 Jogos Eternos do São Paulo“, do jornalista Fábio Matos, autor da excelente biografia de Roberto Dias, herói são-paulino dos anos 60.

A edição contém infográficos dos gols, caricaturas + perfis dos craques das partidas escolhidas, fotos dos times. Fábio Matos autografa seu livro novo em 2 de outubro, na Saraiva do Morumbi Shopping.
Continuar lendo ““20 Jogos Eternos do São Paulo””

Deuses da Raça

Tricolor de Celeste FOTO Idário Café VIPCOMM

O São Paulo entrou em campo para o clássico contra a Portuguesa neste sábado com Waldir Perez, Pablo Forlán, Darío Pereyra, Diego Lugano, Pedro Rocha
Na verdade, Rogério, Lucas, Luís Fabiano, Jádson e cia entraram em campo com as camisas da linha casual lançadas pela Reebok que homenageiam Waldir, goleiro brasileiro, herói de decisões por pênaltis (Paulistão 75, Brasileirão 77), e os jogadores uruguaios que foram, são e sempre serão ídolos do torcedor são-paulino – a coleção Deuses da Raça. Caramba, alguém passaria vivo por essa defesa virtual formada por Pablo Forlán (paí de Diego Forlán, agora do Inter), Darío e Lugano?

Homenagem a Pablo Forlán FOTO Idário Café VIPCOMM

Lembrando que as camisas parte celeste e parte tricolor e a de Waldir Perez só foram usadas na entrada em campo e no aquecimento. Continuar lendo “Deuses da Raça”

Coleção Deuses da Raça: homenagem a quatro ídolos do tricolor e da Celeste.


Torcedores do São Paulo já são vistos na rua com camisetas da coleção casual Deuses da Raça, em homenagem a quatro ídolos uruguaios que brilharam no clube: pela ordem cronológica, Pablo Forlán, Pedro Rocha, Darío Pereyra e Diego Lugano. As camisas são semelhantes: azul celeste, com uma faixa tricolor. Têm o escudo do clube paulista, a bandeira do país vizinho, o número da camisa e a assinatura do ídolo. O post mostra detalhes da camisa casual em homenagem a  Don Darío Pereyra, que chegou como meio-campo, mas se consagrou mesmo como zagueirão de técnica e raça.

As fotos são de Luiz Pires, da Vipcomm. 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Continuar lendo “Coleção Deuses da Raça: homenagem a quatro ídolos do tricolor e da Celeste.”

O filme sobre o tri mundial do São Paulo está no CINEfoot.


Este é o cartaz do filme “Soberano 2 – A Heroica Conquista do Mundial de 2005“, que a G7 Cinema lança em 24 de agosto nos cinemas. O documentário foi feito pelo mesmo escrete de “Soberano – Seis Vezes Campeão”, que contou o hexa brasileiro do São Paulo: os diretores e roteiristas Carlos Nader e Maurício Arruda, e o compositor Nando Reis, responsável pelas canções originais – todos tricolores de carteirinha! O copeiro Liverpool, que tinha sido campeão na raça era considerado favorito contra os sul-americanos. Um filme já visto em 1992, 93… Mas o time de guerreiros, “cascudos”, que começou a ser montado por Cuca, passou pelo sempre polêmico Leão e chegou ao Japão com o bem mais calmo Paulo Autuori. Havia talentos, como Amoroso, dois alas ainda em forma, dois volantes que marcavam muito e saíam pro jogo – tanto que o camisa 7 Mineiro marcou o gol decisivo, num passe esperto de Aloísio Chulapa. Havia o sangue tricolor celeste de Diego Lugano na zaga. E acima de tudo, havia Rogério Ceni.

Confira aqui a lista dos cinemas que lançam “Soberano 2”.

Continuar lendo “O filme sobre o tri mundial do São Paulo está no CINEfoot.”

No clássico dos hexacampeões, só deu São Paulo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Era o jogo “Vamos sair da crise?”. E o hexa de casa se deu melhor. 2 vira, 4 a 1 acaba. Melhor atuação do São Paulo neste Brasileirão, com a estreia do seu capitão, o goleiro&artilheiro Rogério Ceni na edição 2012. O que contribuiu e muito para o bom público no Morumbi. Mais de 33 mil pessoas. Deveria ser proibido abrir esse estádio tão grande para menos de 20 mil pessoas. Rogério não vai jogar pra sempre. É bom o torcedor são-paulino aproveitar. Em post anterior,atualizei a lista com todos os 103 gols de Rogério Ceni.
Luís Fabiano mais tranquilo, deixou uma dobradinha, e o jovem Ademílson em grande tarde.
Olha, no Flamengo o trem tá feio. Posso estar muito enganado, mas não sei se Dorival Júnior é “o cara” para arrumar o time rubro-negro. Continuar lendo “No clássico dos hexacampeões, só deu São Paulo.”

Libertadores, sua linda! 20 anos do primeiro título continental do São Paulo.

17/06/12: na camisa 10 de Jadson, a homenagem a Raí, o “capitão América” em 1992. FOTO Idário Café VIPCOMM

Morumbi, 17 de junho. O São Paulo entra em campo com Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Ronaldão e Ivan; Adílson Pintado e Raí; Müller, Palhinha e Elivélton. Saudade desses tempos, não, torcedor são-paulino? No 17 de junho de 2012, o atual time do São Paulo  entrou em campo com camisas em homenagem aos campeões da Libertadores de 1992, a primeira das três que o tricolor do Morumbi guarda orgulhosamente no seu Memorial. O goleiro Denis lembrou Zetti, um dos heróis da conquista. O camisa 10, Jádson, representou Raí. Lucas, com a 7 de Müller, que Telê substituiu durante o jogo contra o Newell´s por Macedo. Quem sabe, os homenageados de 1992 – alguns deles estiveram no Morumbi, neste domingo – não inspiram  a classe de 2012?      

Em 17 de junho de 1992, Fernando Collor ainda era o presidente do Brasil, o Rio tinha acabado de sediar a conferência Eco-92, o Nirvana revolucionava o planeta do som com o #discão “Nevermind” e o hit “Smells Like Teen Spirit”… e a flâmula do São Paulo ainda era assim, como a da foto.  Sem estrelas vermelhas em cima do escudo, só as duas douradas, que se referem aos recordes mundiais de Adhemar Ferreira da Silva, atleta tricolor, no salto triplo. O São Paulo decidiu no Morumbi superlotado (105 mil pagantes) a Copa Libertadores de 1992 contra os argentinos do Newell´s Old Boys, time treinado por Marcelo El Loco Bielsa. No primeiro jogo da final, em Rosário, o Newell´s venceu por 1×0, gol de pênalti, duvidoso como o sofrido por Macedo e convertido por Raí na partida do Morumbi.

A decisão foi para a cobrança de pênaltis. Zetti viu Berizzo e Mendoza desperdiçarem suas cobranças (pelo São Paulo, Raí, Ivan e Cafu converteram; Ronaldão perdeu). Quinta e última cobrança do Newell´s: Gamboa, melhor jogador do time. O ex-goleiro do Palmeiras, reabilitado por Telê Santana e pelo expert Valdir Joaquim de Moraes no São Paulo, voou e fez uma defesa histórica, narrada assim pelo “pai da matéria” Osmar Santos. “Zetti! Zetti! Zetti” – gritou Galvão Bueno na rede OM, em noite de recorde de audiência. Zetti se levantou, ficou parado alguns segundos e… começou a maior festa! O São Paulo era enfim campeão da Copa Libertadores! Milhares de torcedores invadiram o gramado do Morumbi para comemorar a grande conquista – é uma cena que ainda impressiona, 20 anos depois! O último clube brasileiro a levantar a Libertadores tinha sido o Grêmio, em 1983. Podemos dizer que aquele São Paulo de Telê Santana de alguma forma recolocou o futebol brasileiro no caminho dos títulos – dois anos depois, a Seleção de Parreira liderada por Romário obteve o tetra, com vários jogadores desse São Paulo de Telê no elenco: Zetti, Cafu, Ronaldo – em 94 jogando no futebol japonês – Müller, Raí – desde o meio de 93 no PSG – e Leonardo – que chegou depois.

Camisa do São Paulo na era Telê, no camarote de Raí no Morumbi, em foto de 2012.

Raí, o capitão e o eterno camisa 10 do São Paulo, ergueu a copa. Palhinha foi o artilheiro, com 7 gols. Mas o caminho do então campeão paulista e brasileiro rumo ao que aquela altura representava o maior título da história do tricolor foi acidetado, com o suor, a garra, o sofrimento e emoção que uma Libertadores exige. Veja a campanha do campeão: Continuar lendo “Libertadores, sua linda! 20 anos do primeiro título continental do São Paulo.”

A Majestosa estreia de um Diamante

Bem lembrado pelo excelente blog “Literatura na Arquibancada”, do jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas da Silva. Em 24 de maio de 1942, o homem de borracha, artilheiro da Copa de 1938, estreou no São Paulo num clássico Majestoso. A expectativa pela estreia de Leônidas ajudou a lotar o Pacaembu. Mais de 70 mil espectadores. Recorde de público do estádio. Leônidas não marcou no debut, não tardaria a mostrar que não era um bonde, mas não faltou emoção. São Paulo 3×3 Corinthians.

Continuar lendo “A Majestosa estreia de um Diamante”