50 anos do Carioca de 1962: Botafogo e Garrincha bicampeões

DO BLOG http://mantossagrados.blogspot.com/
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Maracanã, 15/12/1962. Com seu clássico uniforme de listras alvinegras – e de mangas compridas, em dezembro, no Rio! – o Botafogo goleou o Flamengo por 3×0 e conquistou o bicampeonato carioca, numa tarde de Garrincha. Mané participou dos três gols: marcou o primeiro, fez a jogada do segundo (gol contra de Vanderlei) e fechou o placar. O Botafogo tinha o goleiro Manga, o enciclopédia Nilton Santos na lateral e um ataque com o Mané, camisa 7, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Do lado rubro-negro, Carlinhos, Dida (ídolo de Zico), Gérson. Continuar lendo “50 anos do Carioca de 1962: Botafogo e Garrincha bicampeões”

“Heleno” estreou nos EUA e ‘bombou’ no “Guardian”


Estreou nos EUA e repercutiu no jornal inglês Guardian um grande filme brasileiro sobre futebol, ou mais exatamente sobre a fama e a decadência de Heleno de Freitas, badalado jogador dos anos 40. No Brasil, já está disponível em DVD e Blu-Ray.“Heleno”, dirigid0 por José Henrique Fonseca, é uma cinebiografia livre, inspirada no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno“, de Marcos Eduardo Neves – embora com algumas licenças poéticas.
E faz poesia  com o jeito de contar o drama do temperamental craque que “abalou “gramados e noites cariocas, pegou sífilis e foi enlouquecendo, enlouquecendo, até a morte. Rodrigo Santoro – que desde “O Bicho de Sete Cabeças” prova que não é só um galã, mas um excelente ator – acertou novamente num grande papel. Impressionante sua caracterização do Heleno de Freitas doente, em Barbacena. Santoro dá show o filme todo, contracenando com a deslumbrante Alinne Moraes, que faz a mulher; Angie Cepeda, a amante; Othon Bastos, como o cartola botafoguense Carlito Rocha. Veja o trailer.


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A camisa dourada do Botafogo


Belíssima camisa dourada do Botafogo. Faz parte da campanha “Tenho estrela, sou Fogo de coração”. O lançamento será na quarta-feira, quando a fornecedora (Puma) vai começar uma ação de marketing da loja de General Severiano. Numa cabine acústica, o torcedor do Fogão será incentivado a vestir a camisa e demonstrar sua paixão pelo Glorioso, enquanto vê gols e outras imagens históricas. Os batimentos cardíacos do torcedor serão medidos e os mais acelerados vão para um ranking. Continuar lendo “A camisa dourada do Botafogo”

Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.

“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: 1911! O bigode do Kaiser estava, então em plena vigência. Mata Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de 14 anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: – grande época! grande época!”

Assim começa “O Berro Impresso das Manchetes“. Essa crônica trata do Flamengo, mas é puro Nelson Rodrigues, cujo centenário de nascimento é lembrado hoje, 23 de agosto de 2012, em todas as mídias.

O livraço é uma compilação das clássicas crônicas de Nelson Rodrigues na primeira fase da revista “Manchete Esportiva, da Bloch, entre 1955 e 1959. Foi lançado em 2007 pela editora Agir, com pesquisa de texto e informativo posfácio de Marcos Pedrosa de Souza. Continuar lendo “Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.”

Torneio Rio-São Paulo

Na superquarta com três clássicos entre times cariocas e paulistas, lembro do Torneio Rio-São Paulo, que teve muitas idas e vindas. Vamos à lista dos campeões:

  • 1933 – Palestra Itália (o Palmeiras a partir de 1942)
  • 1950 – Corinthians
  • 1951 – Palmeiras
  • 1952 – Portuguesa de Desportos
  • 1953 – Corinthians
  • 1954 – Corinthians
  • 1955 – Portuguesa de Desportos
  • 1957 – Fluminense
  • 1958 – Vasco da Gama
  • 1959 – Santos
  • 1960 – Fluminense
  • 1961 – Flamengo
  • 1962 – Botafogo
  • 1963 – Santos
  • 1964 – Botafogo e Santos
  • 1965 – Palmeiras
  • 1966 – Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco
  • 1993 – Palmeiras
  • 1997 – Santos
  • 1998 – Botafogo
  • 1999 – Vasco da Gama
  • 2000 – Palmeiras
  • 2001 – São Paulobrilhou a estrela do “molequinho” Kaká: na camisa nº30, “Cacá“.
  • 2002 – Corinthians Continuar lendo “Torneio Rio-São Paulo”

Feliz Brasileirão Novo, torcedor de carteirinha!

Sabe quando o brasileiro diz que o ano começa depois do Carnaval? Na verdade, não é bem assim, porque muita gente começa o ano ralando…

Bom, no futebol nacional, depois das decisões de Libertadores e da Copa do Brasil, a gente pode desejar: Feliz Brasileirão Novo! Agora, ninguém tem mais desculpa, o campeonato começa para valer – apesar dos desfalques olímpicos que vão afetar principalmente Internacional, Santos e São Paulo. Mas como na comparação do começo deste texto, quem trabalhou como formiguinha nas 8 primeiras rodadas tem uma boa “poupança” de pontos ganhos, que podem fazer toda a diferença na 38ª rodada.

Eu adoro o Brasileirão, e adoro o Brasileirão de pontos corridos, apesar de todos esses boicotes que ele sofre… e por isso  publico abaixo os links para os torcedores de carteirinha que querem acompanhar ‘in loco’ o máximo de jogos do seu time de coração neste ano. São os programas do tipo sócio-torcedor. De maneira geral, consumidor/torcedor paga uma mensalidade e tem acesso livre, prioridade ou bons descontos para ver os jogos, entre outras facilidades. Eu apoio. Evita filas, evita cambistas… Por outro lado, os clubes ainda tem que aprender a tratar bem este torcedor fiel, autêntico seguidor. Vamos lá, então, aos programas de sócios dos clubes da série A (quase todos têm algo do tipo).

Bom campeonato!


O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.

“Não há, em toda a história das Copas, uma equipe tão bicampeã como aquela nossa. Tão gloriosa. E provo o que digo, Porque a Itália, bi em 1934 e 1938, repetiu apenas dois jogadores. Já o Brasil foi praticamente o mesmo”. Didi, bicampeão em 1958 e 1962, no livro “Didi – O Gênio da Folha-Seca”, de Péris Ribeiro.

A seleção brasileira foi bicampeã do mundo em 17 de junho de 1962 com 8 titulares da final de 1958 (“O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, belo documentário). As novidades eram: Amarildo, o “Possesso”, que substituiu Pelé a partir da terceira partida, contra a Espanha. Zózimo, reserva do zagueiro Orlando na Suécia. E seu companheiro de zaga, Mauro Ramos, reserva do capitão Bellini quatro anos antes, em 1962 virou titular na marra – e capitão do time.
Capitão, nada, primeiro-ministro, como Carlos Drummond “propôs” na deliciosa crônica “Seleção de Ouro”, publicada no extinto jornal carioca “Correio da Manhã”, em 20 de junho de 1962 (três dias depois do bicampeonato), um dos gols de letra compilados por dois netos do poeta no livro “Quando É Dia de Futebol”, editado em 2002 pela Record. Drummond também “escalou” o “velhinho sabido” Nilton Santos (o craque “enciclopédia do futebol tinha 37 anos em 1962) no ministério da Justiça. Na Fazenda, Gylmar (“defendeu a meta como o Tesouro”, justificou CDA). Carlos Drummond de Andrade definiu Zagallo como “ministro para várias pastas… dada a sua capacidade de estar em todas”. Para Garrincha, Drummond lembrou o ministério da Aeronáutica, “pois com suas fintas, dribles e arrancadas impossíveis, atravessar o mundo campo entupido de adversários é o mesmo que voar em céu desimpedido, qual passarinho”. Gol como os de Pelé, Drummond!

Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia
Estádio Nacional – Santiago,  Chile, 17/06/1962
Público: 69.000 pessoas
Brasil – Gylmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e Amarildo.
Tchecoslováquia – Schroiff, Tichy, Popluhar, Pluskal e Novak; Masopust e Pospichal; Scherer, Kvasnak, Kadabra e Jelinek.
Gols: Masopust abriu o placar para os tcheco-eslovacos; Amarildo empatou para o Brasil logo depois; no segundo tempo, o volante Zito subiu, literalmente, e marcou de cabeça; Vavá aproveitou a bobeada de Schroiff para definir a volta olímpica.
Dentro do post, a numeração dos 22 bicampeões do mundo e o clube que defendiam em 1962.  Continuar lendo “O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.”

Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.


Naquele 6 de junho, o Brasil entrou com a campeã camisa Canarinho, de mangas longas, calção e meiões brancos, contra La Roja, a Espanha, numa partida crucial do grupo 3 da Copa do Mundo de 1962, no Sausalito, em Viña del Mar. Por causa do empate contra os tcheco-eslovacos, a Seleção Brasileira não podia perder para continuar a luta pelo bi. Aymoré Moreira mandou o escrete a campo com Gylmar, Djalma, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e a novidade: Amarildo, “o possesso”. O jovem jogador do Botafogo, de 21 anos, entrou no lugar de outro jovem. Um jovem que já era Rei Pelé – que sentiu uma contusão n0 0x0 contra a Tchecoeslováquia. Continuar lendo “O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.”