Personagem: o torcedor.

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012, shopping-center na zona sul de São Paulo. Um dia depois de uma doída derrota – uma derrota no Derby, diante do arquirrival -, o jovem torcedor não deixou de sair na rua com a camisa do seu time. Não uma camisa de treino, uma polo, mas o manto sagrado, o uniforme número 1. Verde.

Na 19ª posição do Brasileirão, 20 pontos, apenas uma vitória acima do lanterna, o Atlético Goianiense; e 8 pontos abaixo do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Flamengo,  que tem um jogo a menos.

Fiquei pensando. Será que esse verdadeiro torcedor do Palmeiras partiria para violência, quebraria cadeiras no estádio, arriscando o clube a perder mandos de campo na reta final? Duvido. O que ele achou da decisão de cortar na própria carne, demitindo o técnico e ídolo Felipão? Imagino que não concordou. Pensando bem, talvez tenha concluído que não tinha mais jeito. Um tratamento de choque pode dar certo e preservar o ídolo de uma tristeza maior.

Uma coisa é certa. Esse torcedor não abandonou o Palmeiras na Série B. E não abandonará se  o alviverde imponente cair de novo para a Segundona.

Mas aposto também que esse e outros torcedores que saíram de camisa verde na segunda-feira, mesmo depois da derrota no Derby para o grande rival, que deixou o time de coração em penúltimo lugar, acredita.

Acredita que Barcos vai dar uma de Fred e o Palmeiras vai repetir o time de guerreiros do Fluminense que conseguiu escapar de uma degola.

Acredita numa arrancada… como a arrancada heroica alviverde de 1942, que ontem completou 40 anos – tema do novo livro do jornalista e historiador Fernando Razo Galuppo, “Morre Líder, Nasce Campeão!” – título inspirado pela frase de Armando Del Debbio, treinador do “Palestra que morreu líder” e “Palmeiras que nasceu campeão”.

Se eu fosse Nelson Rodrigues, cujo centenário também inspira este texto, meu personagem da semana seria o torcedor. Que vestiu uma camisa verde e saiu por aí. Continuar lendo “Personagem: o torcedor.”

“Morre Líder, Nasce Campeão!”

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Vem aí o livro do jornalista e historiador Fernando Razzo Galuppo sobre a Arrancada Heroica do Palestra/Palmeiras, rumo ao título do Campeonato Paulista de 1942: “Morre Líder, Nasce Campeão!”, pela BB Editora. Galuppo é autor de outros livros sobre o Verdão (“Alma Palestrina”,“Palmeiras Campeão do Mundo 1951“,  “O Time do Meu Coração”) e um sobre o Juventus, da Mooca (“Glórias de um Moleque Travesso”, sai ainda este ano).
Continuar lendo ““Morre Líder, Nasce Campeão!””

Livro: “Palmeiras x São Paulo – As Histórias do Choque-Rei”


Boa dica do blog do Daniel Perrone: o alviverde Gabriel Lopes Vieira e o tricolor Renato Ferreira de Souza escreveram a quatro mãos o livro sobre um clássico de gigantesca rivalidade do futebol paulista, brasileiro e por que não, mundial: “Palmeiras x São Paulo – As Histórias do Choque-Rei” (editora In House). Inclui fichas de todos os jogos e dois jogadores que atuaram dos dois lados, mais histórias de arquivos pessoas e dos clubes. Destaca os clássicos mais importantes e publica entrevistas com os grandes craques. Prefácio: Mauro Beting.  Continuar lendo “Livro: “Palmeiras x São Paulo – As Histórias do Choque-Rei””

Torneio Rio-São Paulo

Na superquarta com três clássicos entre times cariocas e paulistas, lembro do Torneio Rio-São Paulo, que teve muitas idas e vindas. Vamos à lista dos campeões:

  • 1933 – Palestra Itália (o Palmeiras a partir de 1942)
  • 1950 – Corinthians
  • 1951 – Palmeiras
  • 1952 – Portuguesa de Desportos
  • 1953 – Corinthians
  • 1954 – Corinthians
  • 1955 – Portuguesa de Desportos
  • 1957 – Fluminense
  • 1958 – Vasco da Gama
  • 1959 – Santos
  • 1960 – Fluminense
  • 1961 – Flamengo
  • 1962 – Botafogo
  • 1963 – Santos
  • 1964 – Botafogo e Santos
  • 1965 – Palmeiras
  • 1966 – Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco
  • 1993 – Palmeiras
  • 1997 – Santos
  • 1998 – Botafogo
  • 1999 – Vasco da Gama
  • 2000 – Palmeiras
  • 2001 – São Paulobrilhou a estrela do “molequinho” Kaká: na camisa nº30, “Cacá“.
  • 2002 – Corinthians Continuar lendo “Torneio Rio-São Paulo”

Palmeiras, campeão invicto da Copa do Brasil 2012!

Gagliardetto (flâmula) da Sociedade Esportiva Palmeiras. O alviverde é campeão – bicampeão – da Copa do Brasil. Parabéns a todos amigos palmeirenses, ao elenco, ao técnico Luiz Felipe Scolari. Que consegue o seu quarto título dessa competição, 10 anos depois do seu maior título, o penta da seleção, na Copa do Mundo de 2002. Um título muito justo e merecido, por tudo aquilo que Scolari, Valdivia e todos os torcedores palmeirenses enfrentaram nos últimos tempos.
Foram 11 passos para Libertadores 2013. Veja a campanha campeã:
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A Nova Arena do Palmeiras, numa animação 3D

Caramba, já se passaram dois anos do último jogo oficial no velho estádio Palestra Itália. Palmeiras 4×2 Grêmio, pelo Brasileirão 2010. Houve ainda um amistoso, em 9 de julho de 2010, em que o alviverde perdeu do Boca por 2 a 0..
Coincidência ou não, hoje a construtora W-Torre divulgou um vídeo de 5 minutos e meio com uma animação em 3D que simula como vai ficar a Nova Arena, incluindo os edifícios ao lado do estádio e até uma estátua para “São” Marcos. Um belo projeto. A previsão para entrega é novembro de 2013. Vamos torcer para dar certo. Fut Pop Clube está louco para fazer um dos seus rolês pela futura casa do Palmeiras. Continuar lendo “A Nova Arena do Palmeiras, numa animação 3D”

Livro: “Do Palestra ao Palmeiras”

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Fiquei sabendo no Loucos por Futebol. A designer Patrícia dos Santos Silva lançou o livro “Do Palestra ao Palmeiras – Relações entre o Design da Identidade Visual e o Contexto Histórico da SEP“. Parece interessante, ainda mais neste ano em que os alviverdes lembram os 70 anos da mudança de nome e distintivos do Palestra Itália, primeiro para Palestra de São Paulo, e enfim, para Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Faça humor. Não faça guerra.

Roberval Taylor no gol, camisa 1; Jovem (depois Bento Carneiro), Azambuja, Fumaça e Bozó; Divino, Justo Veríssimo, Professor Raimundo (depois Pantaleão) e Alberto Roberto (depois Popó); Gastão e Nazareno.
Com todo o respeito (e todo o bom humor), essa foi a escalação do Clube de Regatas Chico City, digo, do Vasco da Gama, que empatou com o Resende  em 1×1 neste domingo. Nazareno, ou melhor, Alecsandro, marcou o gol vascaíno. E claro, Roberval Taylor era Fernando Prass. Dedé jogou de Azambuja. Juninho Pernambucano deu uma de Professor Raimundo. Diego Souza entrou de Alberto Roberto; Felipe substituiu Professor Raimundo, digo, Juninho, como Pantaleão. Abelairas entrou de Popó, Eder Luis chegou como Bento Carneiro. Bela homenagem do Vasco a um de seus torcedores ilustres, o genial Chico Anysio, que nos deixou estes dias.

FOTO: Marcelo Sadio | Vasco.com.br
FOTO: Marcelo Sadio | http://www.Vasco.com.br
Símbolo institucional dos tempos de Palestra Itália
FONTE Palmeiras.com.br

O Palmeiras, por quem Chico Anysio torcia fervorosamente desde os tempos de Palestra Itália, também usou sua camisa para um tributo aos personagens do humorista. Justamente no dia em que se lembraram os 70 anos da última partida do clube como Palestra Itália, antes de virar Palestra de São Paulo, e enfim, Palmeiras. E foi o Professor Raimundo, digo, Marcos Assunção, que marcou o primeiro gol do grande derby paulistano e paulista deste domingo. Lá de cima, Chico Anysio certamente ficou triste ao ver a rápida virada do Corinthians, no sonolento começo de segundo tempo alviverde. Mas deve ter gostado de ver Deola com a inscrição “Chico Anysio Eterno” no uniforme de goleiro. Cicinho de “Tim Tones”. Henrique, de “Azambuja”, como o zagueiro Dedé, do Vasco. Valdívia, com a 10 de Ademir da Guia, levava na camisa o nome do personagem “Divino”. Maikon Leite, “Sudênio”. Barcos, “Pantaleão”. Ricardo Bueno entrou como “Coalhada” (pena que o Ortigoza não está mais no elenco alviverde…). E por aí vai.
O Palmeiras perdeu o Derby e a invencibilidade de 22 partidas. O Vasco só empatou com o Resende em casa. Mas a iniciativa dos dois times do coração de Chico Anysio foi de arrepiar. Podem não ter ganho os três pontos, mas ganharam a admiração de muita gente. Independentemente de vitórias, a vida não termina – ou não deveria terminar- num domingo, mesmo que seja um domingo de clássico, um domingo de Derby, um domingo de final. Perdeu hoje? Aprende e ganha amanhã, ganha no ano que vem, ou no outro…
E é isso que as torcidas “organizadas” deveriam aprender. Seja em São Paulo,em Campinas, no Rio, em Buenos Aires, na Itália…
A vida não termina num domingo, ou no fim do campeonato. Não deveria.   Continuar lendo “Faça humor. Não faça guerra.”

Campeões do CINEFoot 2011

“Apita o árbitro. Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo, torcida brasileira. Agueeenta coração”. Assim o saudoso locutor Fiori Gigliotti poderia narrar a abertura da “seleção paulista” do CineFoot, festival de cinema de futebol.

Nesta quinta, 2 de junho, a partir de 19h30, no Museu do Futebol, Pacaembu dois filmes sobre histórias de estádios: “Vivaldão, o Colosso do Norte”, sobre o Vivaldo Lima derrubado para a construção da arena da Copa, em Manaus, e uma pré-estreia de  “Primeiro Tempo”, etapa inicial do projeto Palestra Itália.doc (leia post anterior, com trailer).

Nesta sexta, 3/6, na mesma bat-hora, no mesmo bat-museu, o curta “Vila da Torres” e o longa “Soberano – Seis Vezes Campeão” (veja post anterior sobre a pré-estreia, em 2010). Programação completa aqui.

No “crepúsculo de jogo” na parte carioca do festival (no Rio, tem competição), foram anunciados os filmes vencedores. Na categoria longa-metragem, a Taça CineFoot foi para “Copa Vidigal”. Confira o trailer:


O curta-metragem que levou a Taça CineFoot para a Espanha foi “Porque Há Coisas que Nunca São Esquecidas (Porque Hay Cosas que Nunca se Olvidan)”, de Lucas Figueroa. Continuar lendo “Campeões do CINEFoot 2011”

Palestra Itália.doc: “Primeiro Tempo”

  • 21 de abril de 1917: jogo de estreia oficial do Palestra Itália no Parque Antarctica, o estádio Palestra Itália: o Palestra venceu por 5×1 o Sport Club Internacional de São Paulo, clube que tinha sido campeão paulista em 1907 (fonte: site do Palmeiras)
  • 22 de maio de 2010: última partida oficial do tradicional estádio, antes da reforma geral: Palmeiras 4×2 Grêmio (Cleiton Xavier marcou o último gol).
  • 9 de julho de 2010:, amistoso: Palmeiras 0x2 Boca Juniors.

Você torcedor do Palmeiras sente um aperto no peito quando vê fotos da demolição de parte do tradicional estádio Palestra Itália também conhecido como Parque Antarctiva, que está sendo transformado na futura Arena Palestra Itália? Posso entender porque eu também fico arrepiado. Saiu no Blog do Juca, e a Helena Tahira, codiretora de Juventus Rumo a Tóquio, me falou também do filme Primeiro Tempo. O diretor Rogério Zagallo e equipe da Oka Comunicações (mesmos nomes do excelente curta sobre o Juventus) filmaram o último jogo no Palestra (1917-2010), o cotidiano do estádio do Palmeiras e depoimentos de grandes ídolos alviverdes. Pelo trailer, só o time de goleiros… Oberdan, Valdir Joaquim de Moraes, Marcos… mais o divino Ademir da Guia e os artilheiros Cesar Maluco e Evair já deixam os torcedores do Verdão e fãs de futebol em geral com muita vontade de ver o filme pronto logo! O documentário sobre a casa do Palmeiras terá uma continuação, Segundo Tempo, sobre a futura Arena Palestra Itália – os dois docs formam o projeto PalestraItália.Doc. Faltava mesmo um filme sobre o Palmeiras!
Veja o trailer. Continuar lendo “Palestra Itália.doc: “Primeiro Tempo””