Curta “Baghdad Messi”. Esse é pra ganhar prêmio.

Baghad Messi
Baghad Messi

Vi no site do diário Sport, de Barcelona. No curta-metragem “Baghdad Messi”, o diretor Sahim Omar Kalifa conta a história de Hamoudi, um menino de 10 anos que não tem uma perna, mas não desiste de jogar futebol. É goleiro. As muletas servem de traves. A garotada está na expectativa na final da Champions de 2009, entre Barça e Man United,  ansiosa para ver o duelo Messi x Cristiano Ronaldo. Filme de guerra com criança mutilada lutando pelos seus sonhos tem tudo para chamar a atenção, ainda mais envolvendo uma marca poderosa como a do Barcelona. O curta tem 19 minutos já passou num festival belga e é uma das atrações do Dubai International Film Festival. Vamos torcer para chegar logo por aqui. Enquanto isso, veja o trailer.

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Messi pode levar sua quarta Bola de Ouro. Neymar rumo ao bi do prêmio Puskas.

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Eis que no dia do aniversário do Barcelona, Messi e Iniesta foram apontados como finalistas do prêmio Bola de Ouro da Fifa, ao lado de Cristiano Ronaldo. O argentino ganhou as duas primeiras edições unificadas do prêmio e. em 2009, tanto da Fifa como da France Football. Dá Messi de novo, creio.

Entre as mulheres, Marta concorre com as americanas Alex Morgan e Abby Wambach.

Eis que no dia em que o Brasil perdeu Joelmir Beting, o pai do gol de placa ou da placa do gol, a Fifa indicou os três golaços finalistas do prêmio Puskas: Neymar, o colombiano Falcao Garcia, do Atlético de Madrid, e  o tcheco Miroslav Stoch, do Fenerbahçe. Por mim. Neymar ganha o bi do gol mais bonito.
É um golaço o modelo 2012 dele contra o Internacional… O segundo, no hat-trick contra o Colorado, pela Libertadores 2012, na Vila famosa. Confira nas imagens da Santos TV, canal oficial do Peixe.

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Barça x Real Madrid, “El Clásico”. E que clássico!

Foi uma noite de vários confrontos no Camp Nou. Barcelona x Real Madrid, Messi x Cristiano Ronaldo, Tito x Mourinho, Catalunha x Madrid, política x futebol. Mesmo esperadas, as manifestações pela independência da Catalunha impressionaram, com o mosaico nas cores da “senyera“, gritos estrategicamente programados para o minuto 17:14 (referência a uma data historicamente marcante para os catalães). Acompanhei o grande clássico no bar paulistano onde se reúne a Penya Barcelonista de São Paulo, a torcida “blaugrana” na cidade, que tem até escudo próprio.
Falando de futebol… que jogão, hein? Teve quase tudo o que poderia se esperar de um dos maiores clássicos do mundo – para o excelente jornal espanhol El País, “El mejor clásico de los clásicos”. Gols bonitos, gols de oportunidade, virada, bolas na trave, tensão até o último instante. O Real Madrid começou bem, poderia ter aberto 2×0. O Barça virou com Messi, mas bobeou e Ozil deixou Cristiano Ronaldo livre, leve e solto para empatar. Solidário, Messi também deu passes açucarados, mas talvez tenha faltado ao Barça um ‘9’. Podemos dizer que o empate foi justo. São dois grandes times, liderados por dois gigantes da bola.

  • No futebol internacional, merece muito destaque também o grande “golo” do colombiano Jackson Martinez, na vitória do Porto no clássico contra o Sporting. Confira comigo no replay. Belo passe de Danilo. O colombiano recebeu de costas, dominou e marcou o gol de calcanhar. Golão, golão, golão. Eee queee gooool, diriam grandes locutores brasileiros.

Jogaço em Nova Jersey. À altura do “maior clássico do futebol mundial”.


Se é verdade que a Eurocopa é uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, então, o melhor jogo internacional deste fim de semana foi ‘off-cup’, por enquanto. Quem foi ao Metlife Stadium, contruído no lugar do Giants Stadium, em Nova Jersey,  se deu muito bem. Brasil e Argentina fizeram um excelente jogo, com três viradas, sete gols – três do melhor jogador do mundo, Lionel Messi (hat-trick contra o Brasil!). No final, 4 a 3 para eles, mas valeu pelo espetáculo.  Melhor do que os quatro jogos da Eurocopa até agora (mesmo sabendo amistoso é difrente de copa,  ainda mais numa fase de grupos de 4 times, 6 jogos, apenas 2 classificados, o futebol tende a ser mais comedido do que num amistoso).

Canarinhos e alvicelestes fazem o que os autores do livraço Brasil x Argentina” chamam de “o maior clássico do futebol mundial“. No excelente blog “Literatura na Arquibancada”, o professor Newton César de Oliveira Santos justifica o subtítulo do volume e conta os bastidores de sua pesquisa e produção. Deu vontade de comprar o livro (lançado pela Scortecci), que ainda falta na minha coleção.

Brasil e Argentina voltam a se enfrentar em setembro e outubro, pelo Superclássico das Américas, novo nome da Copa Roca. As datas:

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O 14º e último título do Barcelona na épica Era Guardiola

Publicado em 25 de maio de 2012

Barcelona banderín 2007Foi um passeio em Manzanares, no estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madrid. Pedro, Messi e Pedro de novo marcaram na última partida do Barcelona sob o comando de Pep Guardiola nesta vitoriosa passagem. 3×0 e 26ª Copa do Rei “blaugrana” – o Barça é o maior campeão dessa competição, que equivale à nossa Copa do Brasil (com a diferença que lá os classificados para competições continentais sempre participaram e a final é num jogo único, geralmente em campo neutro). E Messi chegou ao 78º gol ena temporada 2011/12, um feito comparável aos de um rei da bola.

Merece louvour a participação da torcida do Athletic Club, de Bilbao, fanática apoiadora. Mesmo com um placar adverso, ovacionou os “leones” depois da partida. Alguns jogadores do time até aqui comandado por Bielsa são muito jovens e não seguraram o choro. Isso é amor à camisa, que certamente aprenderam a amar desde “chicos”. Bravo, Athletic. Valeu muito, Guardiola. Vamos sentir saudade do seu Barça nas tardes na frente da TV.

Foram três anos do melhor futebol do mundo nas últimas decadas. Da Copa do Rei 2008/2009 à Copa do Rei 2011/2012, a era Guardiola amealhou 14 taças. Veja dentro do post. Continuar lendo “O 14º e último título do Barcelona na épica Era Guardiola”

Messi x Altafini “Mazzola”. E o livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro”.

Aprendi no livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro” – de Milton Leite (locutor do canal campeão), editora Contexto – que o brasileiro Altafini, “o nosso Mazzola”, é o maior artilheiro, recordista de gols, numa só edição da Copa dos Campeões, a atual Champions League. José João Altafini – o Mazzola camisa 18 do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1958 – mudou para o “calcio”, se naturalizou italiano, jogou a Copa de 1962 pela Azzurra… Pois bem. Altafini (como é conhecido na Itália) marcou 14 gols na Copa dos Clubes Campeões da Europa 1962/63. Justamente pelo Milan, contra quem Lionel Messi igualou hoje o recorde. Só Altafini e Messi marcaram 14 gols numa só Copa/Liga dos Campeões.

Bom, José Altafini (no Brasil chamado Mazzola pela semelhança com um craque italiano dos anos 40, Valentino Mazzola) é um dos 11 centroavantes selecionados pelo livro de Milton Leite, Continuar lendo “Messi x Altafini “Mazzola”. E o livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro”.”

O jornal argentino “Olé”. “Culé” por um dia. Por causa de Messi.

www.ole.com.ar
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Boa sacada do diário esportivo argentino. A capa de hoje do “Olé” mudou a logomarca do jornal, em homenagem ao feito de Messi, maior artilheiro da vida do Barça em partidas oficiais. “Olé” virou “Culé”, referência e reverência ao singular apelido dos torcedores do Barcelona. Continuar lendo “O jornal argentino “Olé”. “Culé” por um dia. Por causa de Messi.”

O dono do “balón”

image Tive a oportunidade de ver (pela TV) o finalzinho da carreira de Pelé, no galático NY Cosmos. Como todos de minha geração, vi muita coisa de Maradona pela seleção argentina e, especialmente, pelo Nápoli, em jogos que passavam nas manhãs de domingo (embora em dado momento o Milan tenha armado um time tão legal com o trio de holandeses que a minha simpatia mudou do Sul para o Norte da Itália). Também vi a geração de Zico, Sócrates, Platini, os timaços de Telê Santana, Romário, os Ronaldos, Rivaldo Maravilha, o nosso carrasco Zidane… Vi um goleiro superar a marca de 100 gols! É um prazer ter a chance de acompanhar também o auge de um jovem gênio da bola. Lionel Messi.   Continuar lendo “O dono do “balón””

7×1, 6×3, 5×1, 5×4… “A Renascença do Futebol”

O Bayern de Munique quebrou o ferolho suíço e aplicou 7×0 no Basel num jogo de oitavas da Champions League! Dias depois de enfiar 7×1 no Hoffenhein, pela liga alemã.
Mesmo placar do Barça contra o Bayer Leverkusen, na Liga dos Campeões. Com direito ao “repoker” – cinco gols – de Messi (poker seriam quatro gols). Na mesma Champions,  o Arsenal chegou a 3×0 no Milan – faltou um pra devolver o 4×0 de San Siro e tentar uma classificação heroica.
Na Espanha, o Espanyol de Barcelona deu uma “manita” (5×1) no Rayo Vallecano, uma semana depois de levar ele mesmo, Espanyol, uma “manita” do Real Madrid.
Na Itália, na rodada do fim de semana, tivemos Napoli 6 x 3 Cagliari. Na Argentina, Independiente 5×4 Boca dentro da Bombonera! Triplete de Ernesto Farías.
Em São Paulo, semanas depois de um emocionante Choque-Rei que terminou 3×3, o Palmeiras fez 6×2 no Botafogo de Ribeirão Preto.
Deu a louca no show (da bola)? Os deuses (dos estádios) devem estar loucos? Nesse festival de gols, são normais as goleadas aplicadas por times com orçamento muito maior do que o adversário. Mas e esses placares elásticos envolvendo grandes clubes, e em clássicos, como Independiente x Boca? Não faz muito tempo – segundo semestre de 2011 – tivemos Manchester United 8×2 Arsenal, depois Manchester City 6 x 1 Manchester United, sem esquecer do inesquecível Santos 4×5 Flamengo – no dia do supergol de Neymar – e na final do Mundial, de triste recordação para a torcida santista, o 0x4 para o Barcelona. Aliás, olha o Neymar aí de novo, fazendo gols como o 2º, especialmente, e o 3ª do hat-trick contra o Internacional, que já poderiam ser considerados candidatos a gol mais bonito do ano.
Impressão minha ou não podemos mais falar que são exclusivos dos arquivos, almanaques e memórias jogaços como o Santos x Palmeiras de 1958? Virou 5×2 pro Santos, depois o Palmeiras reagiu e virou para 6×5, antes de nova virada – santista – para 7×6.
Procurei a palavra de alguém que cobre o futebol do Brasil e do mundo há mais de 20 anos. O jornalista Décio Lopes, do programa + blog Expresso do Esporte.
Perguntei: o futebol voltou a ser ofensivo e não devemos mais ficar só lembrando do passado? Pelo seu twitter, Décio Lopes respondeu: “Acho que sim. A guinada mais recente é para o ataque. E o Barça é tão lindo  que faz o futebol do futuro lembrar em muitos aspectos o do passado. É a releitura. A Renascença do futebol”.
Amém, Décio, amém. Gostei. Tanto que esse termo “Renascença do futebol” foi para o título do post. Perfeito! Obrigado!

Ballon d´Or | Bola de Ouro 2011

Casillas, Daniel Alves, Piqué, Vidić e Sergio Ramos; Xabi Alonso, Xavi e Andrés Iniesta; Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Lionel Messi. Melhor técnico: Pep Guardiola. Timaço essa seleção mundial, o melhor 11 de 2011 para o colégio eleitoral da Bola de Ouro / Ballon d´Or da Fifa / France Football. Só um brasileiro… Dani Alves, um dos 5 barcelonistas do escrete, fora o “mister” – Guardiola, colecionador de copas. O Real Madrid “emprestou” quatro de seus galáticos. E o Manchester United, dois: o zagueiro sérvio Vidić e Wayne Rooney.

  1. Ballon d´Or de melhor jogador, que surpresa, Messi! Mas foi a terceira Bola dourada seguida, digamos, um hat-trick. Valeu flâmula do craque argentino do Barça aqui no Fut Pop Clube!
  2. Bola de Prata: Cristiano Ronaldo
  3. Bola de Bronze: Xavi

Mas o futebol brasileiro – e o torcedor do Santos, em particular – tem do que se orgulhar.
Joia da Vila Belmiro, Neymar, muito jovem ainda, ganhou o prêmio de gol mais bonito do ano (confira a crônica do jornalista Walace Lara, testemunha ocular da história – do gol que fez história – especial para o blog. Belo depoimento, vale ler).
É o Prêmio Puskas. Leva o nome do húngaro que foi um dos maiores craques da história, um senhor goleador! Olha a responsa, hein, “moleque“? Prêmio Puskas!!!
Os outros prêmios: Continuar lendo “Ballon d´Or | Bola de Ouro 2011”