Torneio Rio-São Paulo

Na superquarta com três clássicos entre times cariocas e paulistas, lembro do Torneio Rio-São Paulo, que teve muitas idas e vindas. Vamos à lista dos campeões:

  • 1933 – Palestra Itália (o Palmeiras a partir de 1942)
  • 1950 – Corinthians
  • 1951 – Palmeiras
  • 1952 – Portuguesa de Desportos
  • 1953 – Corinthians
  • 1954 – Corinthians
  • 1955 – Portuguesa de Desportos
  • 1957 – Fluminense
  • 1958 – Vasco da Gama
  • 1959 – Santos
  • 1960 – Fluminense
  • 1961 – Flamengo
  • 1962 – Botafogo
  • 1963 – Santos
  • 1964 – Botafogo e Santos
  • 1965 – Palmeiras
  • 1966 – Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco
  • 1993 – Palmeiras
  • 1997 – Santos
  • 1998 – Botafogo
  • 1999 – Vasco da Gama
  • 2000 – Palmeiras
  • 2001 – São Paulobrilhou a estrela do “molequinho” Kaká: na camisa nº30, “Cacá“.
  • 2002 – Corinthians Continuar lendo “Torneio Rio-São Paulo”

Da Fúria à La Roja

Capa da edição inglesa do novo livro de Jimmy Burns

Fiquei sabendo via caderno de Esportes do ‘Estadão’ de um livro que pode interessar a todos os “futboleros” que se interessam pelo futebol espanhol ou se interessam por ler e pesquisar sobre história desse esporte. O jornalista e escritor Jimmy Burns, especialista em cultura, futebol e história da Espanha, lançou “La Roja – A Journey Through Spanish Football” (título da edição inglesa). A edição americana em ‘paperback’, mencionada pelo Estadão, tem o título “La Roja – How Soccer Conquered Spain and How Spanish Soccer Conquered the World“, editada pela Nation Books.
O autor nasceu em Madri, de mãe espanhola e pai inglês (jornalista, escritor, editor). Cresceu curtindo o Real Madrid de Di Stéfano no Bernabéu. Mas o Barça de Cruyff o conquistou. Jimmy Burns tem livros sobre o Barcelona (Barça – La Pasión de Un Pueblo/A People´s Passion), Maradona (La Mano de Diós/ The Hand of God), que passou como um vulcão por Barcelona antes de ser ídolo em Nápoles e, mais recentemente, sobre David Beckham e o Real galático (Cuando Beckham llegó a España: El Poder, La Galáxia y el Real Madrid).

No novo livro, La Roja, Jimmy Burns conta a história do futebol espanhol, desde que os ingleses levaram bolas para Bilbao, contextualiza a peculiar reunião de povos, culturas e línguas diferentes que é a Espanha, a vitória de Franco e sua relação com o futebol, os estrangeiros que fortaleceram os dois maiores clubes (Di Stéfano, Kubala, os holandeses do Barça), a democratização do país, Beckham e cia galática, Guardiola e, enfim, o título da Copa do Mundo.  Fúria era o apelido da seleção espanhola na era Franco. Recentemente, só leio referências à seleção como La Roja, cor da camisa. Nos tempos de Franco, que derrotou os comunistas, isso seria inimaginável. Faz sentido. Continuar lendo “Da Fúria à La Roja”

“Vai Pro Gol”

Desde que vi o filme de Felipe D´Andrea no CINEfoot 2012, estava louco para fazer um post sobre “Vai Pro Gol” e o futebol de botão. O post anterior foi o estalo.

“Dizem que tem mais de 100.000 botonistas no Brasil.”

Se a estimativa, citada por um dos entrevistados do documentário “Vai Pro Gol“, pode ter um quê de Nelson Rodrigues – já pensou, um Maracanã superlotado de botonistas brasileiros?- o certo é que todo fim de semana muita gente joga futebol de botão, ou futebol de mesa, esporte levado a sério pelos federados. Clubes de futebol como Corinthians, Nacional, Noroeste, Palmeiras e Santos, sociais como Círculo Militar e o Cisplatina FC ou especializados em botão como o Maria Zélia participam dos campeonatos. Fiquei impressionado com as imagens de inúmeras mesas, num campeonato disputado no belo ginásio do Círculo Militar, em São Paulo (frequentei esse clube na minha infância, mas não sabia que tinha um departamento de futebol de mesa tantas vezes campeão…).

O doc de 22 minutos, em HD, tem ritmo, bons ângulos, bom humor e uma bela trilha – sou todo elogios para o chorinho “Bola de Gude, “das meninas do Choro das 3. Não perca a oportunidade de ver “Vai Pro Gol” nos próximos festivais. Tomara que vire um longa, Felipe! Parabéns.

Veja o trailer abaixo.

  • Veja também:
  1. Meninos de Kichute
  2. Metegol
  3. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias

Por favor, quem quiser compartilhar suas memórias e histórias de botonistas, pode escrever no espaço de comentários. Eu começo!


Entre jogos de futebol de botão e leituras da “Placar” semanal, uma novela e uma trilha sonora inesquecíveis.

Texto publicado na semana do rock na Coluna de Música do Fut Pop Clube

Logotipo criado pela artista Lais Sobral para a Coluna de Música do Fut Pop Clube

“Hei, hei, é o fim/Oh cupido, pra longe de mim”

Você acha que o primeiro festival Hollywood Rock foi o de 1988? Não é bem assim. Está em cartaz no Canal Brasil o filme “Ritmo Alucinante – A Explosão do Rock no Brasil”, do diretor Marcelo França (também conhecido como Marcelo Pietsch França, falecido em 2011). É um documentário sobre um Hollywood Rock que rolou em 1975 no estádio do glorioso Botafogo, que ficava em General Severiano, local hoje dos treinamentos e da sede do clube da estrela solitária e de um shopping. O festival foi organizado pelo produtor Nelson Motta e reuniu grandes nomes do rock nacional, como Raul Seixas, Rita Lee (já com a banda Tutti Frutti, contando com guitarra espetacular de Luiz Carlini), Erasmo Carlos e o broto legal Celly Campello. A cantora era uma das pioneiras do rock´n´roll no Brasil e estouraria de novo na onda de uma inesquecível novela das 7: “Estúpido Cupido” (Rede Globo, 1976-77; a última em preto e branco, embora os 2 últimos capítulos tenham sido coloridos),  escrita pelo dramaturgo linense/palmeirense Mário Prata e dirigida por Régis Cardoso – trama e músicas deixaram muita saudade.  Na trilha, Celly Campello cantava o tema de abertura e outra deliciosa versão, “Banho de Lua”. O site Memória Globo informa que a trilha de “Estúpido Cupido” vendeu um milhão de LPs. A fita K7 (!!!) com a trilha nacional foi uma das primeiras coisas que este colunista comprou na vida, junto com jogos de futebol de botão, edições da revista “Placar” (então semanal) e camisas de times. Continuar lendo “Entre jogos de futebol de botão e leituras da “Placar” semanal, uma novela e uma trilha sonora inesquecíveis.”

Sala de Troféus | Fluminense Football Club

Dica do tricolor Sergio Duarte, do programa “Rock Flu”: a nova Sala de Troféus do Fluminense, que fica na sede do clube, no simpático e histórico estádio das Laranjeiras! Tem um painel com os grandes jogadores da história vert, blanc, rouge. Linha do tempo interativa. A bola da primeira partida da Seleção Brasileira, em 1914. Maquetes das Laranjeiras. Uniformes históricos. Narrações de jogos. Jornais de épocas vitoriosas e, claro, galeria de troféus. Taí o que você queria, torcedor do Flu e maluco por futebol de modo geral! Quero conhecer! Breve, em mais um Rolê do Fut Pop Clube. Saiba um pouco mais no vídeo abaixo.


“Totalmente moderno e interativo”, comentou o amigo tricolor, que já esteve na Sala de Troféus das Laranjeiras. Continuar lendo “Sala de Troféus | Fluminense Football Club”

Feliz Brasileirão Novo, torcedor de carteirinha!

Sabe quando o brasileiro diz que o ano começa depois do Carnaval? Na verdade, não é bem assim, porque muita gente começa o ano ralando…

Bom, no futebol nacional, depois das decisões de Libertadores e da Copa do Brasil, a gente pode desejar: Feliz Brasileirão Novo! Agora, ninguém tem mais desculpa, o campeonato começa para valer – apesar dos desfalques olímpicos que vão afetar principalmente Internacional, Santos e São Paulo. Mas como na comparação do começo deste texto, quem trabalhou como formiguinha nas 8 primeiras rodadas tem uma boa “poupança” de pontos ganhos, que podem fazer toda a diferença na 38ª rodada.

Eu adoro o Brasileirão, e adoro o Brasileirão de pontos corridos, apesar de todos esses boicotes que ele sofre… e por isso  publico abaixo os links para os torcedores de carteirinha que querem acompanhar ‘in loco’ o máximo de jogos do seu time de coração neste ano. São os programas do tipo sócio-torcedor. De maneira geral, consumidor/torcedor paga uma mensalidade e tem acesso livre, prioridade ou bons descontos para ver os jogos, entre outras facilidades. Eu apoio. Evita filas, evita cambistas… Por outro lado, os clubes ainda tem que aprender a tratar bem este torcedor fiel, autêntico seguidor. Vamos lá, então, aos programas de sócios dos clubes da série A (quase todos têm algo do tipo).

Bom campeonato!


Palmeiras, campeão invicto da Copa do Brasil 2012!

Gagliardetto (flâmula) da Sociedade Esportiva Palmeiras. O alviverde é campeão – bicampeão – da Copa do Brasil. Parabéns a todos amigos palmeirenses, ao elenco, ao técnico Luiz Felipe Scolari. Que consegue o seu quarto título dessa competição, 10 anos depois do seu maior título, o penta da seleção, na Copa do Mundo de 2002. Um título muito justo e merecido, por tudo aquilo que Scolari, Valdivia e todos os torcedores palmeirenses enfrentaram nos últimos tempos.
Foram 11 passos para Libertadores 2013. Veja a campanha campeã:
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