25 anos da estreia do jovem Guardiola no Barça

O Barça usava uniformes da Meyba, uma fábrica de Barcelona, mesmo, quando Josep Guardiola estreou no time principal dos blaugranas. A primeira partida oficial foi em 16 de dezembro de 1990, contra o Cádiz, no Camp Nou, por La Liga. O que seria chamado de dream team treinado por Cruyff venceu por 2 a 0.

Ainda era do Barça B e tinha 19 anos. Vestiu a 10, antes de marcar época com a camisa 4.

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No ar, ou melhor, na rede, “Casual Football”.

Quinta-feira é dia de Casual Football, o programa sobre futebol gringo da loja Atrox Casual Club, que vende exclusivamente camisas e outros produtos de times internacionais (veja post anterior).

O primeiro programa da série Casual Football falou do glorioso West Ham United, desde a fundação, como Thames Ironworks FC, a mudança das cores, os ídolos, as revelações da “academia de futebol”, a paixão de roqueiros como o Steve Harris, o baixista mais rápido da zona leste de Londres, e os punks do Cockney Rejects e uma coisa que não sabia: o mestre do suspense, Alfred Hitchcock, era um torcedor dos hammers!

Bem legal! O Casual Football é apresentado por Clayton Fagundes, Renato Martins e Pedro Tattoo e já colocou no ar especiais sobre o St. Pauli, o dérbi entre Celtic e Rangers (Old Firm), Eric Cantona, Newcastle United e o Napoli. Convidados especiais podem fazer uma ponta no programa contando sua experiência acompanhando os assuntos escolhidos. Continuar lendo “No ar, ou melhor, na rede, “Casual Football”.”

Dérbi sevillano

20151219_075001.jpgBetis e Sevilla fazem neste sábado no Benito Villamarín um dos dérbis de maior rivalidade na Espanha [que vai rolar também nas oitavas da Copa do Rei, em janeiro]. Curiosidade: o Betis está cobrando 45 euros dos torcedores visitantes. E o Sevilla decidiu subvencionar uma parte – 10 euros – dos abonados, os sócios-torcedores do time vermelho e branco. Ou seja, o torcedor do Sevilla que tem o carnê da temporada vai pagar 35 euros pra poder ver o jogo na casa do Betis.

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Sevilla 2015-16

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Voltaremos: pré-estreia do novo filme sobre o Juve da Mooca.

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A produção do filme Voltaremos”, primeiro longa-metragem sobre o Clube Atlético Juventus, está vendendo ingressos para a pré-estreia do doc, no comecinho de 2016. Vai ser em 30 de janeiro, um sábado, às 19h, no Teatro Gamaro, rua Dr. Almeida Lima, 1176,  Mooca, claro.
Os ingressos custam 15 reais e podem ser comprados por mensagens inbox pra página do filme “Voltaremos” no Facebook. Continuar lendo “Voltaremos: pré-estreia do novo filme sobre o Juve da Mooca.”

Em cartaz: “O Clã”.

Gostaria de dar outra dica de cinema. Por certo bem mais pesada que o documentário sobre Chico Buarque (post anterior).

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Classificação: 16 anos

“O Clã” (El Clan), de Pablo Trapero, conta em ritmo quase alucinante a história (real) dos Puccio, uma família de classe média argentina. O chefe da clã, Arquímedes Puccio, com passado de serviços aos milicos da sangrenta ditadura argentina, comandou clandestinamente já nos primeiros anos do governo Alfonsín um esquema para sequestrar gente rica, com o único objetivo de extorquir dinheiro e assim sustentar uma confortável vida de classe média. Mulher e quase todos filhos do casal ou faziam vista grossa ou participavam, de alguma maneira. Um dos filhos arrisca a carreira como jogador da seleção de rugby (os Pumas) participando das ações, que muitas vezes tinham como alvos amigos ou conhecidos da família. Vai viver um imenso dilema pessoal. Detalhe: o cativeiro das vítimas era na própria casa dos Puccio. Preste atenção nas constantes varrições que Arquímedes faz na calçada. Era pra ajudar a abafar os gritos dos reféns. Tenso filme de suspense, que deixa claro o terror psicológico e físico a que eram submetidos os sequestrados. Como no hit argentino da temporada passada, “Relatos Selvagens”, “O Clã” tem alguns dedos da produtora El Deseo, de Almodóvar.

Trapero levou o Leão de Prata de melhor direção em Veneza. O desempenho do Guilhermo Francella (vilão aqui, vítima em “O Segredo dos Seus Olhos”) como o psicopata Arquímedes Puccio é de Oscar. E a trilha sonora é muito boa: The Kinks, Creedence Clearwater Revival, Ella Fitzgerald and The Inkspots, David Lee Roth, e as bandas argentinas Seru Giran e Virus. Continuar lendo “Em cartaz: “O Clã”.”

Em cartaz: “Chico – Artista Brasileiro”.

Não fosse o gol de Alcides Ghiggia, aos 34 do segundo tempo, o segundo do Uruguai, a Copa do Mundo de 1950 teria sido levantada por Augusto, zagueiro do Vasco, camisa 2 e capitão da seleção brasileira. É ele quem aparece numa linda foto de José Medeiros, da revista “O Cruzeiro”, sendo consolado pelo goleiro da Celeste, bicampeã mundial, Roque Máspoli. Augusto é o tema de uma das interessantes declarações de Chico Buarque, no belo documentário de Miguel Faria Jr, Chico – Artista Brasileiro. Umas duas décadas depois do Maracanazo, o capitão da seleção de 1950 trabalhava como censor. “Tanto Mar”, letra de Chico Buarque sobre a Revolução nos Cravos, em Portugal, parou no ex-zagueiro. No doc, Chico conta que tentaram dobrar o censor com uma garrafa de whisky. Não adiantou. “Não deixava passar nenhuma bola” o ex-becão, depois censor Augusto da Costa.
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“Chico – Artista Brasileiro” tem outros momentos que reforçam a paixão de Chico 255713_129139183831817_7769166_nBuarque pelo futebol. Aparece jogando botão, jogando com craques como Zidane num jogo de amigos do português Luís Figo, goleando nas peladas do campinho do invicto Politheama com amigos e músicos como Bob Marley. A fotografia ao lado está no museu do Bob Marley na Jamaica, e Chico se diverte contando que segundo um surfista brasileiro, um guia do museu diz que, na foto, Bob está ao lado de “um cantor alemão”… Mais: Mart’nália e Adriana Calcanhotto arrasam em “Biscate”, originalmente um dueto Chico & Gal Costa, disco “Paratodos”, 1993. É uma D.R. de casal em que o cara reclama com a companheira que quer ouvir um hipotético “Flamengo x River Plate”.

Aliás, são muitos bons os números musicais, de Ney Matogrosso ao dueto da portuguesa Carminho com Milton Nascimento, com ótimos arranjos e espetacular captação de áudio.

É um belo documentário sobre a música e um tanto da vida de Chico Buarque de Hollanda. A relação com o pai, a descoberta do irmão, alemão, o casamento com Marieta, a separação. Os netos. Chico escritor. Sem falr no riquíssimo material de arquivo.

Quem se interessa por MPB não pode deixar de ver.

Dentro do post, veja o trailer e confira os cinemas que exibem o filme esta semana.

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O grand finale de um goleiro rock and roll

O grand finale de um goleiro rock and roll

Eu vi Rogério Ceni jogar.

Eu vi (pela TV) Rogério Ceni marcar seu primeiro gol, numa cobrança de falta, no interior de São Paulo.

Eu vi Rogério Ceni marcar um gol de falta numa decisão de campeonato paulista.

Vi o goleiro-artilheiro marcar dois gols de falta na mesma partida de Libertadores e perder o terceiro, que teoricamente seria mais fácil, de pênalti.

Vi o capitão do São Paulo erguer uma Copa Libertadores, edição em que marcou cinco gols. No fim do mesmo ano, levantou também o Mundial de Clubes, depois de marcar um gol numa semifinal e fazer uma partida memorável contra o Liverpool.

Vi pela TV Rogério pegar um pênalti e marcar dois gols numa mesma partida, no Mineirão,  em outra atuação nota 10, dias depois de uma das atuações mais criticadas debaixo das traves.

Vi o capitão tricolor erguer por três anos seguidos a taça de campeão brasileiro.

Vi o capitão deixar o jovem Lucas, que se despedia do futebol brasileiro rumo a Paris, levantar a Copa Sul-Americana, depois de uma violentíssima decisão, dentro e fora dos gramados.

Vi Rogério ficar decepcionado com derrotas e eliminações. Como um torcedor.

Também vi que o #M1T0 precisava pendurar as luvas e as chuteiras, infelizmente.

Também li e ouvi declarações de Ceni com as quais não necessariamente concordo. Não era de ficar em cima do muro. Há que se respeitar a opinião diferente. Algum torcedor do Santos vai deixar de idolatrar os feitos de Pelé por causa de suas opiniões e omissões?

O último dos 131 gols de Rogério Ceni como profissional foi longe do Morumbi. Foi no Castelão, de pênalti, contra o Ceará, na única competição que não conquistou, a Copa do Brasil, que ironicamente seria decidida por um gol de goleiro. Fernando Prass vai continuar batendo pênalti, vai tentar uma falta pelo Palmeiras? Tomara! O sucessor de Rogério no São Paulo, Denis, vai fazer seus golzinhos? Quem sabe? Ambos treinam bastante.

No Morumbi, em 11 de dezembro de 2015, eu vi Rogério Ceni subir e descer pela última vez o túnel do vestiário do time da casa como jogador profissional, numa noite de rock (Rogério deu uma canja no show dos são-paulinos da banda Ira!) emoção e homenagens – por coincidência na mesma semana da morte do ex-presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Que legal ver de novo em campo Raí (que infelizmente não teve uma partida de despedida), Cafu, Cerezo, Juninho Paulista, Müller, Amoroso, Josué, Mineiro, Aloísio Chulapa (rei de “assistências” pra Rogério), Lugano, Zetti batendo (e muito bem) um pênalti.

Adaptando a frase de Di Stéfano que virou título de biografia do artilheiro, agradeço a você, Rogério.

Gracias, viejo.  Continuar lendo “O grand finale de um goleiro rock and roll”