Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva

Você curtiu o livro A Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, obra de Ruy Castro? Aceita uma dica de outra emocionante biografia? É a sobre o artilheiro Leônidas da Silva, escrita por André Ribeiro, que está sendo relançada com novos nome, capa e editora: Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva (Cia dos Livros). O jornalista André Ribeiro – autor também de Fio de Esperança -Biografia de Telê Santana), reproduz um diálogo entre um taxista argentino e o jornalista Luís Mendes. “Pelé não é nada, nada, nada… perto de Leônidas”, diz o motorista.

O polêmico cracaço de bola carioca, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou), São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira (artiheiro da Copa do Mundo de 1938 com 7 gols, segundo site da Fifa). No fim da carreira, teve oportunidade de ser técnico no São Paulo, mas o gênio difícil atrapalhou. Depois, virou comentarista de rádio (Pan), até o Mal de Alzheimer complicar as coisas. Leônidas, ídolo de infância de Pelé, superlotou uma estação de trem quando deixou o Flamengo para jogar no São Paulo. A estreia no Tricolor, num 3×3 contra o Corinthians em 1942 é considerado até hoje a partida de maior público do Pacaembu. Leônidas morreu em 24/01/2004, na véspera dos 450 anos da cidade de S.Paulo. Aí já viu, né? O carioca que foi ídolo na cidade de São Paulo dos anos 40 não teve as homenagens que merecia.
A sala dos Gols,  do Museu do Futebol, tem a narração do primeiro gol de bicicleta do Diamante Negro no futebol paulista. Foi no terceiro jogo de Leônidas pelo São Paulo, em 14 de junho de 1942. Vitória por 2×1 do Palestra Itália, que ainda durante aquele campeonato mudaria de nome para Palmeiras (e seria campeão).  Aos 44 do primeiro tempo, Leônidas fez o gol tricolor no Pacaembu, para explosão de alegria do locutor Geraldo José de Almeida, da rádio Record: “o bonde… o bonde de 200 contos fez um gol de bicicleta“.

Diamante-Eterno-big (1)
Capa da edição anterior

O sensacional livro do André Ribeiro registra  que alguns dias antes da estreia de Leônidas, o jornal “A Hora” manchetou: “São Paulo compra Bonde de 200 contos”. O livro do André Ribeiro explica que os redatores do tablóide “A Hora” usaram a palavra “bonde”, que na época significava mau negócio, para rotular o artilheiro da Copa de 38. Leônidas chegou ao São Paulo com 29 anos, por 200 contos, depois de problemas na relação com o Flamengo. O tal “bonde de 200 anos” seria campeão paulista cinco vezes nos anos 40. Marcou 140 gols em 211 jogos pelo São Paulo. Para um “bonde”, tá bom, não?
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