Só dá Lalá! Lamartine Babo escreveu os hinos populares de Fla, Flu, Bota, Vasco, do seu Mecão e de mais 6 times.

Post inspirado pela publicação nas redes sociais do Flamengo, que em 9 de julho comemorou os 70 anos do hino popular do rubro-negro (“Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo”). Segundo o site do Fla, a composição de Lamartine Babo foi gravada pela primeira vez em 1945 por Gilberto Alves.
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Sem dúvida, é um lindo hino, que caiu na boca do povo. Mas  – confirma o site do Fla – oficialmente o hino do Mengo é a marchinha composta pelo ex-goleiro dos anos 1910 Paulo Magalhães (aquela que diz “Flamengo, Flamengo, Tua Glória é Lutar”). Agora, o que o torcedor que acompanha bem o futebol do Rio está careca de saber é que Lamartine Babo também compôs hinos para os rivais Fluminense (“Sou tricolor de coração…”), Vasco (“Vamos todos cantar de coração…”) e Botafogo (“Botafogo, Botafogo, campeão desde…”). Para o seu time de coração, o America – hino que muita gente considera o mais bonito da safra (“Hei de torcer, torcer, torcer…” adaptação da canção americana “Row Row Row”). Para o São Cristóvão, pro Bangu. Para os tradicionais times do subúrbio Bonsucesso, Madureira e Olaria e até pro Canto do Rio, lá da querida Niterói.  Onze hinos, quase que de uma canetada só! Lamartine Babo topou o desafio de Heber de Boscoli, do programa de rádio  “Trem da Alegria” (programa que passou pelas rádios Mayrink Veiga, Globo, Tupi, Mundial e novamente Mayrink). Um hino por semana, segundo o Dicionário Cravo Albin. No palco iluminado do futebol carioca da metade dos anos 40 em diante, só deu Lalá no gogó do torcedor.

E com uma homenagem a Lá Lá Lá, Lamartine, a Imperatriz Leopoldinense foi campeã carnaval carioca em 1981. O enredo se chamou “O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)”.

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Camisas do Futebol Carioca

Aproveito o domingão de Rio 450 para indicar um livro bacana que saiu pela Maquinária Editora, na época da Copa do Mundo. “Camisas do Futebol Carioca”, do museólogo e designer Auriel de Almeida.
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São reproduzidas mais de 700 camisas de times cariocas e do estado do Rio, inclusive de clubes que não existem mais e das seleções estaduais. Sim, claro, tem Botafogo, Fla, Flu, Vasco, América, mas tem muito mais, até 2014, é verdade. Uma joia para quem pesquisa ou tem interesse pessoal pelo futebol do Rio e do Brasil. Belíssima pesquisa do Auriel de Almeida, que é colaborador da RSSSF Brasil, grupo que pesquisa resultados e estatísticas do futebol.
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Futebol carioca

Por que o campeonato do Rio, que levava 120… 143… até 177 mil pessoas ao Maracanã em dia de final,… que poderia reunir mais de 100 mil num jogo entre o Flamengo e algum time do subúrbio… no ano passado teve média de 3.171 torcedores por jogo? O encolhimento do futebol carioca, “entre as glórias do passado e um futuro de incertezas”, é o tema de um artigo que gostaria de recomendar, “À Espera de Novos Gols”, do jornalista Chico Santos, publicado no caderno Eu & Fim de Semana, do jornal Valor Econômico, de sexta-feira, 13 de dezembro. Com sorte, o Valor de sexta-feira ainda pode ser encontrado nas bancas. Mas dá para ler o artigo de Chico Santos neste link aqui, mediante cadastro. Continuar lendo “Futebol carioca”

Estádio Ronaldo Luiz Nazário de Lima

Quem já passou pela Linha Vermelha, no Rio, e conseguiu ver o pequeno estádio do São Cristóvão de cima, deve ter reparado nos dizeres: “Aqui nasceu o Fenômeno”. Ronaldo começou no São Cristóvão, antes de ser transferido para o Cruzeiro.

Agora o estádio Figueira de Melo deve ser rebatizado com o nome do artilheiro. Ronaldo Luiz Nazário de Lima.

Quem sabe, isso signifique uma esperança de tempos melhores para o São Cri-Cri -que está na terceira divisão estadual -e seu estádio.

L E Ô N I D A S. 100 anos do Diamante Negro.

A bicicleta de Leônidas, no Memorial do São Paulo FC.
A bicicleta de Leônidas, no Memorial do São Paulo FC.

Ao som de “Deixa Falar”, clássico na voz da pequena notável Carmem Miranda, a gente comemora hoje o centenário do nascimento de Leônidas da Silva, o artilheiro da Copa de 1938 (também jogou a de 34) que, se não inventou o gol de bicicleta, o popularizou no Brasil. Tricampeão carioca, pentacampeão paulista, o atacante hoje foi tema do “doodle”, aquele logotipo do Google que muda, em homenagem a uma data.

www.google.com.br
http://www.google.com.br

O “crack” dos anos 30 e 40 renderia muitas manchetes de jornal se jogasse hoje. Imagine só como seus gols (média acima de um por partida no Flamengo), suas confusões fora dos campos, seus romances seriam compartilhados e curtidos (ou nção) pelas rede sociais, na era da internet. Você acha que o Neymar faz muita propaganda? Leônidas foi nome de cigarro e virou nome de chocolate, criado pela Lacta logo depois do Mundial de 1938, fabricado até hoje.

http://www.lacta.com.br/
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Nesta semana do centenário, Leônidas foi homenageado pelo Flamengo, clube que tirou da’ fila’, em 1939. O rubro-negro usou uma camisa com a hashtag #Leônidas100, na partida contra o Vitória.

https://www.facebook.com/FlamengoOficial
https://www.facebook.com/FlamengoOficial

Ao São Paulo, Leônidas chegou como astro, recebido por milhares na estação de trem, mas também visto com desconfiança, como o “o bonde de 200 contos de réis” por alguns. Saiu como cinco vezes campeão paulista na década de 40. Na quinta-feira, o tricolor jogou contra o Criciúma com uma linda camisa retrô, de tom gelo, em homenagem ao ídolo eterno.

FOTO divulgação Penalty | Vipcomm
FOTO divulgação Penalty | Vipcomm

Para saber mais sobre a vida da primeira grande celebridade do futebol brasileiro, não deixe de ler  “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva“, trabalho de fôlego do jornalista André Ribeiro.

Obrigado, Leônidas, por continuar dando a alegria e orgulho a nós, torcedores, 9 anos depois de sua morte.

“Hei de Torcer”

Não posso deixar passar batido em 2012 uma “pá” de mini-documentários da produtora Terra Vermelha para a série ESPN Filmes sobre pequenos clubes do futebol carioca: “Hei de Torcer“. Nesse período de festas, tive a oportunidade de ver num dos canais ESPN os seis episódios curtos (15 minutos) na sequência. Bangu, Bonsucesso, Madureira, Olaria, Portuguesa Carioca e São Cristóvão (campeão carioca em 1926; “aqui nasceu o Fenômeno”). E não foi só o Ronaldo que começou nesses importantes clubes para o futebol carioca e brasileiro, não, muito embora o foco  da série seja a atualidade… a dura realidade dos pequenos na era do futebol globalizado. O drama dos torcedores quase solitários dos clubes de subúrbio, em tempos de contratos milionários para poucos times e craques. Continuar lendo ““Hei de Torcer””

Sessão de abertura do CINEfoot, o Festival de Cinema de Futebol, no Rio

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Um curta sobre o São Cristóvão de Futebol e Regatas e uma longa russo de ficção que tem como personagem um goleiro do Dínamo de Kiev  abrem amanhã a seleção carioca do terceiro CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol. A sessão começa às 20h30, com “Meu Glorioso São Cristóvão“, um doc de Ney Costa Santos de 1978 sobre o simpático São Cri-Cri, campeão carioca de 1926, clube onde começou o Fenômeno. Em seguida, o CINEfoot exibe o filme russo “Match”. O diretor Andrei Malyukov conta a relação atribulada entre o goleiro do Dínamo e uma grande paixão. A Segunda Guerra interfere no romance e o destino de muitas pessoas depende de uma partida de futebol. A sinopse me deixou com muita vontade de ver (abaixo, publico o trailer; a produção parece bacana). Então, “Meu Glorioso São Cristóvão” e “Match” abrem o CINEfoot no Rio, nesta quinta-feira, 24 de maio, a partir de 20h30, no Espaço Itaú de Cinema – praia de Botafogo, 316. A entrada é grátis, e por isso mesmo, é bom chegar um tempo antes para garantir um lugar.


Bem que poderia passar na seleção paulista do festival… Ou entrar logo em cartaz!
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Uma vez Fenômeno

Impressionante a repercussão no Brasil e no mundo da aposentadoria ou “primeira morte” de Ronaldo Fenômeno. Cadernos e mais cadernos especiais no Brasil. Capa do Olé, na Argentina. Destaque na primeira página do importante El País, da Espanha… “Fenômeno de mídia” era o título do post que republico abaixo, sobre um documentário que trata do fenomenal começo de carreira de Ronaldinho, até a Copa América de 1997. Bem que alguém poderia reprisá-lo… Continuar lendo “Uma vez Fenômeno”

Para Leônidas, o homem de borracha

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O homem de borracha no Memorial do SPFC"

24 de janeiro. 6 anos sem Leônidas da Silva. O primeiro brasileiro a terminar uma Copa do Mundo como artilheiro: a de 1938, na França, com 7 gols, segundo site da Fifa. Virou homem de borracha, para os franceses, encantados. Seu apelido brasileiro, diamante negro, virou nome de chocolate, inspirou o título da ótima biografia escrita por André Ribeiro. O “Pelé” antes da era Pelé, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou),  São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira. Também é personagem de um belo samba eternizado por Carmen Miranda, regravado por Marcos Sacramento, Deixa Falar, e do CD Coração de 5 Pontas, recém-lançado por Hélio Ziskind.

Leia mais sobre grande craque aqui.

Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva

Você curtiu o livro A Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, obra de Ruy Castro? Aceita uma dica de outra emocionante biografia? É a sobre o artilheiro Leônidas da Silva, escrita por André Ribeiro, que está sendo relançada com novos nome, capa e editora: Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva (Cia dos Livros). O jornalista André Ribeiro – autor também de Fio de Esperança -Biografia de Telê Santana), reproduz um diálogo entre um taxista argentino e o jornalista Luís Mendes. “Pelé não é nada, nada, nada… perto de Leônidas”, diz o motorista.

O polêmico cracaço de bola carioca, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou), São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira (artiheiro da Copa do Mundo de 1938 com 7 gols, segundo site da Fifa). No fim da carreira, teve oportunidade de ser técnico no São Paulo, mas o gênio difícil atrapalhou. Depois, virou comentarista de rádio (Pan), até o Mal de Alzheimer complicar as coisas. Leônidas, ídolo de infância de Pelé, superlotou uma estação de trem quando deixou o Flamengo para jogar no São Paulo. A estreia no Tricolor, num 3×3 contra o Corinthians em 1942 é considerado até hoje a partida de maior público do Pacaembu. Leônidas morreu em 24/01/2004, na véspera dos 450 anos da cidade de S.Paulo. Aí já viu, né? O carioca que foi ídolo na cidade de São Paulo dos anos 40 não teve as homenagens que merecia. Continuar lendo “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva”