Luz, câmera… gol! É o CINEfoot em Sampa.


É o festival de cinema que a gente esperava desde a infância: tem filme sobre futebol de botão, kichute… só faltou um sobre pebolim, mas isso o Juan José Campanella está se encarregando de produzir. Também tem papo sério: conflito Israel-Palestina. Neste sábado, 2 de junho, o CINEfoot exibe a partir das 16h, no auditório do Museu do Futebol, o curta “Vai pro Gol” (na trilha sonora, tem música das meninas do Choro das 3, excelente grupo) e o longa “Sobre Futebol e Barreiras” – um olhar sobre o conflito Israel-Palestina em meio à última Copa do Mundo. Confira um teaser no site oficial.

  • Texto anterior, do primeiro dia de festival em SP:

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Copa dos Campeões de 1956-57

Painel sobre a segunda das nove copas europeias do Real Madrid, no Santiago Bernabéu

30 de maio de 1957: o Real Madrid de Kopa, Di Stéfano e Gento faz 2 a 0 na Fiorentina e fatura a segunda Copa dos Campeões da Europa. Uma festa caseira: a decisão foi disputada no Santiago Bernabéu. Gols de Di Stéfano e Gento.  E como informa o site da Uefa em português, o capitão Miguel Muñoz recebeu a Copa das mãos do general Francisco Franco, o ditador espanhol. Madrid bicampeão (seria penta, até 1960; e depois ganharia mais quatro Copas/Ligas dos Campeões).

O frevo do bi. Há 50 anos, o Brasil começava a campanha do bi mundial, no Chile.

Sob a inspiração do “Frevo do Bi“, de Braz Marques e Diógenes Bezerra, consagrado por Jackson do Pandeiro, começo hoje uma série que pretende fazer uma pequena homenagem aos bicampeões mundiais, na Copa de 62, no Chile – um Mundial estranha e infelizmente meio esquecido. “Vocês vão ver como é Didi/Garrincha/Pelé dando seu baile de bola”. Bem, Pelé se machucou logo. Garrincha é que deu o baile de bola e ainda ganhou de vez, no Chile, o coração da cantora Elza Soares.  


Em 30 de maio de 1962, o Brasil começou sua luta pelo bicampeonato, no estádio Sausalito, em Viña Del Mar, no Chile. No primeiro jogo, encarou o México, e venceu por 2 a 0. Os gols saíram apenas no segundo tempo. Zagallo (belo mergulho do velho Lobo) e Pelé (na raça!).

O Brasil jogou com Gylmar, Djalma Santos, Mauro Ramos (capitão; Bellini ficou no banco), Zózimo e Nílton Santos; Zito, Didi, Zagallo; Garrincha, Pelé e Vavá (Coutinho se machucou pouco antes). Técnico: Aymoré Moreira, substituindo Vicente Feola, campeão em 1984.

Uma dica para quem estiver no Centro do Rio nesta quinta-feira, 31 de maio: na Mostra Prorrogação, o festival CINEfoot exibirá o  documentário “Viva Brasil! Bicampeão Mundial 1962” (Viva Brazil), de Albert Saedler. Começa às 19h, no CCJF (Centro Cultural Justiça Federal), na avenida Rio Branco, 241. Entrada grátis, sujeita à lotação da sala. Confira a programação da Mostra Prorrogação do CINEfoot e a seleção paulista do festival. Continuar lendo “O frevo do bi. Há 50 anos, o Brasil começava a campanha do bi mundial, no Chile.”

25 anos da primeira Taça dos Campeões do Porto


“Galhardete” (flâmula) do Futebol Clube do Porto, que está comemorando 25 anos da Taça dos Campeões – “época” 1986/87. Taça dos Campeões é como os portugueses se referiam/se referem à Copa dos Campeões Europeus, a atual Champions League. Em 27 de maio de 1987, o Porto venceu o Bayern por 2×1, em Viena. O argelino Madjer fez o primeiro gol dos dragões. De calcanhar, numa decisão! Veja e reveja o golão! Madjer cruzou e o ex-santista Juary, um dos meninos da Vila no final dos 70, fez o segundo. E o capitão João Pinto levantou a taça e não queria que ninguém pegasse… No fim do 1987, o Porto seria campeão do mundo no Japão. E já com um tal de José Mourinho, ganharia sua primeira Taça/Liga dos Campeões, na “época” 2003/04 (já na fase Champions – aqui, a lista de todos os campeões europeus).

¡Enhorabuena al Depor! O Deportivo La Coruña subiu!

Publicado em 28 de maio de 2012

Flâmula do centenário do Depor, em 2006

Confesso que fiquei muito contente com esta notícia: o Deportivo La Coruña foi o campeão da Liga Adelante (a segundona da Espanha) e garantiu a volta à Liga das Estrelas, a elite do futebol espanhol! Feliz por causa do destaque que alguns brasileiros tiveram por lá (Rivaldo, Bebeto, Donato, Mauro Silva, Djalminha, Luizão, Flávio Conceição, César Sampaio e, mais recentemente, Filipe Luís); da bela cidade que é A Coruña (grafia em galego; La Coruña é em castelhano), do belo estádio (municipal) Riazor,  em frente à orla da cidade (veja a evolução do estádio, inaugurado em 1944). O Dépor foi campeão espanhol na temporada 1999/2000. Tomara que as finanças estejam mais arrumadas e o clube fique no lugar que merece: a primeira divisão.

Site oficial do Dépor: canaldeportivo.com/


Defensor, campeão do Clausura 2012 no Uruguai

Banderín (flâmula) do Defensor Sporting Club, que neste fim de semana garantiu o título do torneio Clausura 2012 no Uruguai. Com uma rodada de antecipação. Invicto por enquanto. Vem de 10 vitórias seguidas. Agora, o Defensor disputará o título de campeão uruguaio contra o Nacional, vencedor do Apertura 2012. Dentro do post, um rápido rolê pelo estádio Luis Franzini, que fica no Parque Rodó, em Montevideú, num lugar de acesso fácil aos viajantes. Continuar lendo “Defensor, campeão do Clausura 2012 no Uruguai”

Voa Canarinho. Saiu o livro “Sarriá-82 – O que Faltou ao Futebol-Arte?”.

27 de maio de 2012
Waldir Peres (depois Paulo Sérgio), Leandro, Oscar, Luizinho (Edinho) e Júnior; Falcão, Sócrates, Zico e Paulo Isidoro (Toninho Cerezo); Careca (Serginho Chulapa) e Éder (Dirceu). Com esse time, a Seleção Brasileira treinada por Telê Santana goleou o Eire (República da Irlanda) por 7 a 0, há exatos 30 anos, em 27 de maio de 1982, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Marcaram: Falcão, Sócrates (duas vezes), Serginho (também 2 gols), Luizinho e Zico!
A seleção se despedia do seu povo feliz, diante de 72.733 pagantes, para tentar buscar o tetra. Foi o último amistoso antes do voo do escrete canarinho para disputar a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Você viu aí o nome do Careca na escalação. Infelizmente, o goleador do Guarani se machucou pouco antes do Mundial. Serginho Chulapa, “o artilheiro indomável”, polêmico dentro e fora do campo, ficou com a 9. O Brasil chegou como favorito, encantou o mundo com seu quadrado mágico formado por Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico. Deu show na primeira fase. No grupo com Argentina e Itália que decidia uma vaga na final, venceu bem os hermanos, num jogo em que Maradona perdeu a cabeça: 3×1.  Contra a Itália, poderia empatar,saiu atrás, nunca esteve na frente do placar, e perdeu. 3×2. 5 de julho de 1982. O sonho do tetra foi adiado, logo com a melhor seleção que nosso futebol montou desde o tri no México 70. A falada “tragédia do Sarrià”, nome do estádio do Real Club Deportivo Espanyol de Barcelona na época (foi demolido 15 anos depois; o Espanyol usou por anos o Olímpico de Montjuic e hoje joga num moderno estádio entre Cornellà e El Prat).
A tragédia do Sarrià é o tema do livro de Gustavo Roman, futuro jornalista, colecionador de jogos de futebol (isso mesmo, ele coleciona partidas inteiras em vídeo: 5.350 partidas, de 1950 em diante!) e Renato Zanata Arnos, professor de História, pesquisador do futebol argentino (coautor do blog Futebol Argentino). “Sarriá 82 – O Que Faltou ao Futebol-Arte?”, que está para ser lançado pela Maquinária Editora. O livro já está em fase de revisão e a capa você pode ver abaixo.


Renato Zanata e Gustavo Roman assistiram, analisaram, esmiuçaram 25 dos 38 jogos (29 vitórias, 6 empates e apenas 3 derrotas) disputados pela Seleção de Telê, na primeira passagem do mestre pelo escrete canarinho. Mais os vídeos de 21 partidas da Seleção com o antecessor, Cláudio Coutinho. Total: 46 VTs. Alguns vistos e revistos.

Os autores entrevistaram Zico, os laterais Júnior e Leandro,o zagueiro Oscar, os meio-campistas Batista, Paulo Isidoro e Adílio e os jornalistas Mauro Beting, Mário Marra, André Rocha e Ariel Judas (argentino).

Parece leitura obrigatória para todos nós que sonhamos  junto com os “Pachecos” em 1982 e nunca mais choramos por derrotas de nenhuma Seleção Brasileira. Por aquela, valia a pena chorar. Como o garoto da capa (inesquecível foto, histórica primeira página) do “Jornal da Tarde”, de 6 de julho de 1982.