Quase um pênalti

A incrível chance de gol perdida pelo vascaíno Diego Souza, na segunda partida das quartas da Libertadores contra o Corinthians, me fez lembrar da maneira como eram decididas as partidas da North American Soccer League(NASL) nos “dancing days” do “soccer” nos Estados Unidos – e não só as finais, como o Soccer Bowl, mas outras partidas que terminavam empatadas. Os “shootouts”. Não eram pênaltis. Mas lances em que o cobrador partia com a bola de uma linha entre a grande área e o meio de campo e tinha cinco segundos para chutar. O goleiro podia não só se mexer como sair. É uma “licença poética”, claro, as situações são diferentes, no lance do Diego Souza a bola estava em jogo, com todo o peso dramático de um mata-mata da Libertadores, essa obsessão brasileira. Mas ver o vídeo abaixo (de uma decisão por “shootouts”) entre o galático NY Cosmos e os Washington Diplomats e analisar a dificuldade enfrentada por craques como o “capita” Carlos Alberto Torres e o paraguaio Romerito (que ainda seria ídolo do Fluminense) pode fazer a gente pensar se os torcedores mais irados do Vasco e demais secadores devem responsabilizar Diego Souza pela eliminação.


Os goleiros quase sempre levavam a melhor, pelos vídeos que pesquisei. Era super difícil converter o “shootout”! Não deixa de ser uma maneira interessante de decidir uma final empatada, apesar do baixo score. Curioso, porque pra as plateias americanas, mais acostumadas com basquete, NFL, beisebol, certamente um placar elevado seria mais atraente. Mas os estádios lotavam.
Que estilo do Romerito para bater, hein? Nem isso adiantou. E que catimbeiro o goleiro Irwin, dos Diplomats, hein? Waldir Perez perde… Continuar lendo “Quase um pênalti”