Um Fla-Flu no Festival do Rio

E por falar em clássicos que começam como uma rivalidade dentro de uma cidade, se espalham para um país e para o mundo… o filme sobre os primeiros 100 anos do Fla-Flu estreia agora no Festival do Rio. Deu no excelente blog Memória EC, do jornalista Marcelo Monteiro.

https://www.facebook.com/flafluofilme/info
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“Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada” é o nome do filme, que faz referência a uma frase do profeta tricolor Nelson Rodrigues. A direção do documentário é de Renato Terra, que fez “Uma Noite em 67”. Zico, Assis, Leandro, Júnior e Romário dão depoimentos. O doc usa imagens de arquivo de clássicos históricos e pela sinopse no site do Festival do Rio, o tom é de paixão de torcedores – dos dois lados, com muitas provocações e brincadeiras.

O filme participa da mostra competitiva do festival, Première Brasil. A primeira sessão, com muitos convidados, vai ser nesta segunda, 30/9, às 17 h, no Cine Odeon, na Cinelândia (há venda de ingressos, tente aqui). Haverá mais cinco sessões no Festival do Rio até sexta-feira (confira aqui).

A página do filme “Fla x Flu” no Facebook informa que vai ter uma pré-estreia em São Paulo também: 10 de outubro, uma quinta-feira, às 20h, no auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu. Distribuição de senhas 30 minutos antes da sessão (em se tratando de Sampa, é bom chegar beeem antes).


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O gol de barriga

942675_590932130926554_591636099_nO tricolor Paulo-Roberto Andel está lançado o livro “1995 – O Campeonato do Centenário” (editora Multifoco), sobre o Estadual de 95, conquistado pelo Fluminense de Joel Santana com um gol de barriga de Renato Gaúcho no Fla-Flu decisivo. O centenário aí do título é do Flamengo, que tinha Romário e Sávio no ataque e Luxemburgo como treinador. Continuar lendo “O gol de barriga”

Guerreiro

http://www.facebook.com/FluminenseFC
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11 de dezembro de 1983. Fla-Flu decisivo do campeonato carioca. O empate era tudo o que o rubro-negro precisava para eliminar o tricolor no triangular final que também teve o Bangu. Mas aos 45 do segundo tempo, o guerreiro Assis entra pela direita e tira do goleiro Raul. Aquele Fluminense de guerreiros acabaria sendo tricampeão estadual. 1983, 84, 85. E campeão brasileiro em 1984.

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O Fluminense apresentou na terça-feira sua nova camisa nº 2, inspirada no uniforme branco de 1983, usado por Assis no gol que acabou sendo o do título. O “carrasco” Assis, o paraguaio Romerito, craques do atual elenco, dirigentes e torcedores participaram do lançamento, com o slogan “Recordar é Viver”, que está na gola.

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Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.

“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: 1911! O bigode do Kaiser estava, então em plena vigência. Mata Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de 14 anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: – grande época! grande época!”

Assim começa “O Berro Impresso das Manchetes“. Essa crônica trata do Flamengo, mas é puro Nelson Rodrigues, cujo centenário de nascimento é lembrado hoje, 23 de agosto de 2012, em todas as mídias.

O livraço é uma compilação das clássicas crônicas de Nelson Rodrigues na primeira fase da revista “Manchete Esportiva, da Bloch, entre 1955 e 1959. Foi lançado em 2007 pela editora Agir, com pesquisa de texto e informativo posfácio de Marcos Pedrosa de Souza. Continuar lendo “Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.”

Fla-Flu. Breve, num cinema perto de você.

Fiquei sabendo na rede de um filme sobre o centenário dérbi carioca. “Fla-Flu – O Filme” está em produção. A equipe do tricolor Renato Terra (“Uma Noite em 67”) e do rubro-negro Pedro Von Krüger esteve no Engenhão, três rodadas atrás, para registrar o clássico dos 100 anos que terminou com a vitória do Fluminense por 1×0 (Fred). A produção já começou a pesquisa e procura histórias interessantes dos torcedores sobre o Fla-Flu, como a de um homem que faltou ao próprio casamento para ir ao clássico! – detalhes na página oficial do filme no Facebook. Continuar lendo “Fla-Flu. Breve, num cinema perto de você.”

100 anos de Fla-Flu

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Fluminense e Flamengo entram hoje em campo no Engenhão para jogar pela oitava rodada do Brasileirão 2012 e comemorar o centenário de Fla-Flu, completado neste sábado. Em 7 de julho de 1912, tricolores e rubro-negros jogaram o primeiro clássico das multidões, num clima de grande rivalidade, porque seis meses antes 9 jogadores trocaram o Flu pelo Fla. E deu Flu: 3×2, no simpático estádio das Laranjeiras. O jogo valeu pelo campeonato da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, que foi conquistado pelo Paysandu – o Botafogo venceu outro campeonato, da Associação de Football do Rio de Janeiro.

A história do primeiro Fla-Flu foi contada em forma de ficção, numa minissérie exibida pelo Globo Esporte carioca, no começo de 2012 (confira aqui o vídeo – é show de bola!).
Vale conferir também o especial 100 anos de Fla-Flu, no globoesporte.com. Tem muita informação sobre a história do clássico.

  • Posts relacionados:
  1. Nomes e apelidos de outros clássicos – com dicas de dois livros sobre o Fla-Flu, também conhecido como ‘clássico das multidões’
  2. Gols Históricos do Rubro-negro
  3. Gols Históricos do tricolor
  4. Vale a pena ver de novo a minissérie História do Futebol Carioca
  5. Livraço sobre o Campeonato Carioca


Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

O clássico do homem que batizava clássicos

O  jornalista Mario Filho foi quem batizou o agora centenário Fla-Flu, o clássico das multidões. É também autor de um clássico da literatura esportiva nacional: “O Negro no Futebol Brasileiro” (editado pela Mauad). Mario Filho acabou virando o nome do estádio que incentivou: o Maracanã. Ótima dica de leitura neste verão, comecinho dos campeonatos estaduais. Exatamente por explicar o início dessa era, na transição do amadorismo para o profissionalismo.

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Vale a pena ver de novo: “História do Futebol Carioca”.

Publicado em janeiro de 2011

Foi um gol de placa do pessoal do Globo Esporte Rio ! No meio de um programa esportivo, uma minissérie – de ficção, inspirada em fatos reais, uma espécie de “docudrama”. “História do Futebol Carioca” foi ao ar no começo de 2012, em cinco capítulos:

  1. o capítulo 1 recupera o prímeiro título do Vasco da Gama na primeira divisão do futebol carioca, em 1923, vencendo o racismo e o falso amadorismo. Os comerciantes portugueses davam uma graninha para os atletas negros treinarem. Os grandes da zona sul reclamaram, reclamaram, mas o Vascão levou a melhor em 1923, na então Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.
  2. o segundo volta a 1912 para falar do primeiro Fla-Flu, o clássico das multidões que este ano completa seu centenário.
  3. o terceiro episódio conta a história do gol que deu o primeiro tricampeonato carioca do Flamengo (1942/43/44), da então Federação Metropolitana de Futebol.
  4. o capítulo 4 fala sobre o Botafogo campeão em 1948 na Federação Metropolitana de Futebol, depois de 13 anos, seu presidente Carlito Rocha e o amuleto da sorte, o cachorrinho Biriba.
  5. e o quinto capítulo contou a história do Sport Clube Mangueira, que não era verde-e-rosa, mas rubro-negro. E a contrário da Estação Primeira e do rubro-negro mais famoso, era um saco de pancadas…

Veja abaixo o primeiro episódio, sobre a bela história do Vasco da Gama, também retratada no clássico livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, de Mario Filho, vulgo Maracanã...

E mais… Continuar lendo “Vale a pena ver de novo: “História do Futebol Carioca”.”

Maracanã, 61 anos de praia

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: "Maracanã, Meio Século de Paixão", que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, apontado como local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Tantos Fla-Flus. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 10 anos atrás pela DBA.
João Máximo também dedica 3 capítulos a perfis dos craques que desfilaram futebol-arte pelo Maraca. Ele montou dois times de craques daqui: Um com Castilho, Djalma Santos, Bellini, Nílton Santos, Zito, Danilo Alvim, Garrincha, Zizinho, Ademir Menezes, Pelé, Tostão. Outro com mais Barbosa, Carlos Alberto, Mauro Ramos, Bauer (em 50, “o monstro do Maracanã”), Didi, Júnior, Julinho Botelho, Zico, Gérson, Roberto Dinamite e Rivellino.
E um de craques de fora: Sinforiano Garcia, goleiro paraguaio do Flamengo no tri carioca 53/54/55; Beckenbauer, Bobby Moore, Rodriguez Andrade (lateral uruguaio no Maracanazo), Platini, Obdulio Varela, Di Stéfano (disputou um amistoso Real Madrid x Vasco, em 1961), Ghiggia, Maradona, Puskas e Schiaffino.
Vale a pena procurar por aí esse livraço “Maracanã, Meio Século de Paixão”. Formato de livro de arte. E trata de futebol-arte.
Bom saber noEstadão de domingo que o produtor Diogo Dahl e o diretor Felipe Lacerda preparam um documentário sobre o estádio – lançamento previsto para 2013.
E que o Maracanã volte a ser a casa da Seleção Brasileira. Já acabaram com a alegria dos geraldinos…