Zito, o #gerente.

Ele foi duas vezes bicampeão mundial. Pela Seleção, em 1958 e 1962.
E como capitão do Santos, em 1962 e 63.
José Ely de Miranda, o Zito, nos deixou esta semana.

Mas não deixará a memória dos torcedores do Santos e a história da seleção brasileira.

Conta que Zito dava bronca até no Pelé, mais novo.

Por essas e outras, o capitão eterno do Santos ganhou o apelido de gerente.

facebook.com/SantosFC
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Na vitória de sábado no clássico contra o Corinthians, o Peixe de Zito entrou em campo com um camisa em homenagem ao ídolo. Bonito.
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Pedro Rocha 70

Pedro Rocha 70
FOTO Rubens Chiri | saopaulofc.net
FOTO Rubens Chiri | saopaulofc.net

O São Paulo fez um tributo a um deus da raça antes do clássico Majestoso, neste domingo, no Pacaembu. Todos os jogadores entraram com camisas com o nome do ídolo uruguaio Pedro Rocha e o número 70. El Verdugo completa 70 anos nesta segunda-feira, 3 de dezembro, e luta contra uma doença incurável.

Natural que os jovens torcedores tricolores tenham como ídolos Rogério Ceni, Lucas, Luís Fabiano. Mas também é legal conhecer a importância deste conterrâneo de Lugano.

saopaulofc.net
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Rocha chegou ao São Paulo com 28 anos, já campeão de tudo pelo Peñarol (8 títulos uruguaios, 3 Libertadores, 2 Mundiais). Foi comprado por 280 mil dólares (muita grana na época, mas os patamares eram outros, não?) logo depois da Copa de 70 (a terceira das quatro que disputou com a camisa celeste). Estreou em 27 de setembro de 1970 (num São Paulo 0x2 Flamengo, válido pelo Robertão/Taça de Prata, no Morumbi), primeiro com a 8 – o São Paulo já tinha Gerson. Marcava muitos, muitos gols para um meia. De falta, de pênalti, de cabeça, em chutes fortes de fora da área. Foram 119 pelo tricolor, segundo o site do São Paulo. Foi artilheiro do Brasileirão de 72, ao lado de Dadá Maravilha, um centroavante nato, com 19 gols. Com o São Paulo, foi campeão paulista em 1971 e em 1975. no belo time comandado por outro ídolo estrangeiro, o técnico José Poy. Na Libertadores de 1974, bateu na trave. Perdeu a final para o copeiro Independiente.

Pedro Rocha é um dos “Dez Mais do São Paulo”, no livro de Arnaldo Ribeiro. É figurinha do Álbum Histórico do clube. Com seus conterrâneos Pablo Forlán (que veio um pouco antes), Darío Pereyra e Diego Lugano, é personagem do livro “Tricolor Celeste”, do Menon – e da coleção de camisas “Deuses da Raça”, lançada pelo São Paulo e pela Reebok este ano. Aliás, Menon – que acompanha a doença do craque em seu blog – informou que a Penalty (nova fornecedora do tricoloe) deve lançar uma nova camisa em homenagem a Pedro Rocha em 2013.

Outro blog, o Futebol de Campo, publicou em 21/11 que há uma petição para que São Paulo e Penãrol façam um amistoso para Pedro Rocha(clique aqui para saber como assinar a petição). Nada mais justo (atualizando com a dica do seu Domingos: no programa “Mesa Redonda”, diretor de futebol do tricolor, Adalberto Baptista, disse que os clubes conversam pra acertar o amistoso no começo de 2013, com renda revertida para a família).

Dentro do post, mais três dicas: uma revista, um livro e um DVD com mais do Verdugo Pedro Rocha.
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Flâmula: Everton de Viña del Mar


A flâmula do dia é do Everton de Viña del Mar, fundado no glorioso 24 de junho, mas lá em 1909. Os “auriazules” foram campeões chilenos quatro vezes – a última no Torneio Apertura 2008, festejada no “banderín” que ilustra o post – mas atualmente disputam a segunda divisão. A flâmula é só um belíssimo pretexto para recomendar um post do blog Futebol de Campo, que visitou o estádio de Viña del Mar, o Sausalito, 50 anos depois da Copa do Mundo de 1962 – a seleção brasileira, que conquistou o bicampeonato no Mundial do Chile, jogou toda a primeira fase e as quartas de final no Sausalito. Êeeeta estádio pé quente! Bom, pelo menos pra seleção canarinho. Veja aqui o post do blog Futebol de Campo, muito bem ilustrado.

Aliás, o mesmo Futebol de Campo publica um texto sobre a reforma do Sausalito – e do estádio Playa Ancha, de Valparaíso, que passará a se chamar Don Elias Figueroa – para a Copa América de 2015. Hey, ho, let´s go! Continuar lendo “Flâmula: Everton de Viña del Mar”

Expo: Cinquentenário da Copa do Mundo de 1962

Poste da Copa de 192

Quem passar perto do Memorial da América Latina, em S. Paulo, pode curtir até 8 de julho uma exposição sobre os 50 anos do Mundial no Chile. Painéis de fotos, súmulas, réplica da Taça Jules Rimet, camisas de jogadores e até o VT da final contra a Tchecoslováquia podem ser vistos no Memorial das 9 às 18h. Continuar lendo “Expo: Cinquentenário da Copa do Mundo de 1962”

O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.

“Não há, em toda a história das Copas, uma equipe tão bicampeã como aquela nossa. Tão gloriosa. E provo o que digo, Porque a Itália, bi em 1934 e 1938, repetiu apenas dois jogadores. Já o Brasil foi praticamente o mesmo”. Didi, bicampeão em 1958 e 1962, no livro “Didi – O Gênio da Folha-Seca”, de Péris Ribeiro.

A seleção brasileira foi bicampeã do mundo em 17 de junho de 1962 com 8 titulares da final de 1958 (“O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, belo documentário). As novidades eram: Amarildo, o “Possesso”, que substituiu Pelé a partir da terceira partida, contra a Espanha. Zózimo, reserva do zagueiro Orlando na Suécia. E seu companheiro de zaga, Mauro Ramos, reserva do capitão Bellini quatro anos antes, em 1962 virou titular na marra – e capitão do time.
Capitão, nada, primeiro-ministro, como Carlos Drummond “propôs” na deliciosa crônica “Seleção de Ouro”, publicada no extinto jornal carioca “Correio da Manhã”, em 20 de junho de 1962 (três dias depois do bicampeonato), um dos gols de letra compilados por dois netos do poeta no livro “Quando É Dia de Futebol”, editado em 2002 pela Record. Drummond também “escalou” o “velhinho sabido” Nilton Santos (o craque “enciclopédia do futebol tinha 37 anos em 1962) no ministério da Justiça. Na Fazenda, Gylmar (“defendeu a meta como o Tesouro”, justificou CDA). Carlos Drummond de Andrade definiu Zagallo como “ministro para várias pastas… dada a sua capacidade de estar em todas”. Para Garrincha, Drummond lembrou o ministério da Aeronáutica, “pois com suas fintas, dribles e arrancadas impossíveis, atravessar o mundo campo entupido de adversários é o mesmo que voar em céu desimpedido, qual passarinho”. Gol como os de Pelé, Drummond!

Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia
Estádio Nacional – Santiago,  Chile, 17/06/1962
Público: 69.000 pessoas
Brasil – Gylmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e Amarildo.
Tchecoslováquia – Schroiff, Tichy, Popluhar, Pluskal e Novak; Masopust e Pospichal; Scherer, Kvasnak, Kadabra e Jelinek.
Gols: Masopust abriu o placar para os tcheco-eslovacos; Amarildo empatou para o Brasil logo depois; no segundo tempo, o volante Zito subiu, literalmente, e marcou de cabeça; Vavá aproveitou a bobeada de Schroiff para definir a volta olímpica.
Dentro do post, a numeração dos 22 bicampeões do mundo e o clube que defendiam em 1962.  Continuar lendo “O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.”

O frevo do bi (IV). O dia em que Garrincha só não fez chover.


Há 50 anos, Garrincha fez um gol de cabeça, cobrou a falta que terminou com o gol de Vavá e fez um golaço de folha-seca. Só não conseguiu pegar o cachorrinho que entrou em campo e deu baile em quase todo o mundo. O Brasil ganhou da Inglaterra por 3 a 1 em 10 de junho de 1962, pelas quartas de final do Mundial disputado no Chile. A seleção de Ouro, comandada por Mané, se despedia de Viña del Mar e se classificava para as semifinais contra os donos da casa.
www.companhiadasletras.com.br
Foi uma das maiores partidas da vida do camisa 7, afiança Ruy Castro, no clássico “Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha” (Companhia das Letras). Um dos motivos para Mané mostrar tudo que sabia (e que sabia tudo) era a presença de Elza Soares no Chile. Garrincha prometeu ganhar a Copa para a amada, conta Ruy Castro na premiada biografia. E cumpriu, como a gente vai ver nos dias 13 e 17 de junho. Continuar lendo “O frevo do bi (IV). O dia em que Garrincha só não fez chover.”

O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.


Naquele 6 de junho, o Brasil entrou com a campeã camisa Canarinho, de mangas longas, calção e meiões brancos, contra La Roja, a Espanha, numa partida crucial do grupo 3 da Copa do Mundo de 1962, no Sausalito, em Viña del Mar. Por causa do empate contra os tcheco-eslovacos, a Seleção Brasileira não podia perder para continuar a luta pelo bi. Aymoré Moreira mandou o escrete a campo com Gylmar, Djalma, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e a novidade: Amarildo, “o possesso”. O jovem jogador do Botafogo, de 21 anos, entrou no lugar de outro jovem. Um jovem que já era Rei Pelé – que sentiu uma contusão n0 0x0 contra a Tchecoeslováquia. Continuar lendo “O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.”