Há 30 anos, o Rio acordou (ou não dormiu) com um grito: Flamengo campeão do mundo

Flâmula do Flamengo, que neste 13 de dezembro comemora (e comemora muito) os 30 anos do título mundial de clubes. Tem é que celebrar mesmo. Vai dizer que o Mundial de Clubes foi inventado em 2000? Ah, tá bom, quer dizer que o Flamengo de Zico, o Grêmio de Renato Gaúcho, o São Paulo de Telê, o Santos de Pelé, o Racing, o Estudiantes, o Nacional, o Ajax, o Bayern de Munique, o Boca Juniors, a Juve, o Manchester United e tantos outros nunca foram campeões do mundo? Então tá bom…

Estádio Nacional de Tóquio, 13/12/1981, meio-dia no Japão, meia-noite no Brasil. O Flamengo, campeão da Libertadores, goleou o Liverpool, já um tricampeão europeu: 3 a 0. Nunes, Adílio e Nunes de novo. Com seu lindo uniforme número 2, o rubro-negro se sagrou campeão mundial. Senha para ninguém dormir no Rio naquela madrugada.

O campeão jogou e venceu com Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Adílio, Andrade e Zico, Tita, Nunes e Lico. O técnico? Paulo César Carpegiani.   Continuar lendo “Há 30 anos, o Rio acordou (ou não dormiu) com um grito: Flamengo campeão do mundo”

O bi mundial do tricolor

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Capa do livro “Saga de uma Paixão”

Estádio Nacional de Tóquio, 12 de dezembro de 1993.  O São Paulo de Telê Santana, bicampeão da Libertadores, atravessou o mundo outra vez para ganhar o bi do Mundial de Clubes (ou da Copa Intercontinental, conforme o gosto do freguês), já sem o capitão Raí, vendido para o PSG. O adversário era um multinacional Milan de Fábio Capello, vice-campeão europeu (o Olympique de Marselha, campeão europeu, estava envolvido em escândalos, e foi punido).
O livro “Saga de uma Paixão”, de Ignácio de Loyola Brandão, ganhou na época uma segunda edição (cuja capa ilustra o post) para contar mais um título.
E foi um jogo maluco maluco, carregado de emoção. Continuar lendo “O bi mundial do tricolor”

35 anos do bi colorado no Brasileirão

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Beira-Rio, 12 de dezembro de 1976. Mais de 84 mil pessoas superlotaram o estádio colorado na finalíssima do Campeonato Brasileiro num domingo de muito calor. O Corinthians vinha em busca de seu primeiro Brasileirão, embalado pela classificação heroica contra a máquina do Flu de Riva no Maracanã lotado – o jogo da “invasão corintiana”. O time treinado por Duque era pura raça. Que o Internacional, em busca do bicampeonato consecutivo, também tinha de sobra. Tinha Falcão em campo. E Minelli no banco. Dario- o Dadá Maravilha-, no primeiro tempo, e Valdomiro, no segundo, marcaram os gols do Inter. Bicampeão brasileiro. Continuar lendo “35 anos do bi colorado no Brasileirão”

“O artilheiro indomável – As incríveis histórias de Serginho Chulapa”

Dica do excelente blog “Literatura na Arquibancada”, do jornalista André Ribeiro, autor das emocionantes biografias de Leônidas da Silva e Telê Santana: está saindo um livro sobre o atacante Serginho Chulapa, “o tamanduá-bandeira do futebol brasileiro” [(C)  de copyright: Osmar Santos]

O jornalista Wladimir Miranda escreveu a biografia do centroavante, entitulada “O artilheiro indomável – As incríveis histórias de Serginho Chulapa” (editora Publisher Brasil). A noite de autógrafos é  nesta segunda-feira, 12/12, a partir de 19h, no Artilheiros Bar, em São Paulo. Continuar lendo ““O artilheiro indomável – As incríveis histórias de Serginho Chulapa””

Clássicos Madri-Barcelona

Três a um. A virada do Barça no sexto clássico de 2011 contra o Real Madrid impediu a 16ª vitória (11ª na Liga) seguida dos blancos e que o clube do Santiago Bernabéu disparasse no certame. Tem campeonato! Pelo menos entre Real e Barça.

Vitória que foi definida como “aula de futebol” para o técnico Muricy Ramalho, do Santos, “banho”, por cartola do Barça,  “outra lição de futebol total”, pelo diário “Sport”, de Barcelona, e “Passeio na Castellana”, pelo diário esportivo “Marca“, que é de Madri… Paseo de la Castellana é o endereço do estádio do Real, o Santiago Bernabéu.

Hoje a liga espanhola tem outro confronto Madri-Catalunha, mais equilibrado provavelmente: o Espanyol recebe o Atlético de Madrid, no seu estádio (confira o rolê do blog por lá).

Real Madrid Club de Fútbol | estádio Santiago Bernabéu

A fachada do Bernabéu tem bandeiras dos clubes espanhóis, inclusive do Barça

Estádio: Santiago Bernabéu
Proprietário: Real Madrid Club de Fútbol
Capacidade: 80.000 espectadores
Ocupação média na temporada 2010/11: 70.295 torcedores (87,9%)
Metrô: linha 10, estação Santiago Bernabéu

A imensa casa do Real Madrid foi inaugurada em 14 de dezembro de 1947, num amistoso contra os Belenenses, de Portugal, vencido pelo anfitrião; Real 3×1. Era conhecido como estádio Chamartín, nome do bairro madrilenho onde está situado, e substitui o Viejo Chamartin, de 1924, que comportava 15 mil fãs e foi sendo ampliado até a capacidade de 25 mil pessoas.

A partir de 1955, o novo estádio passou a levar o nome de Santiago Bernabéu. E quem foi Santiago Bernabéu? Irmão de um dos fundadores do Madrid, jogou no Real como atacante entre 1912 e 1927. Mas se celebrizou mesmo como presidente do clube, de 1943 até a morte, em junho de 1978. Foi campeão de tudo e mais um pouco como real cartola máximo:  16 ligas espanholas, seis copas espanholas, seis Copas dos Campeões (hoje Liga dos Campeões, a Champions League) e um Mundial de Clubes (ou Copa Intercontinental, conforme o gosto do freguês).


O estádio recebeu a final da Eurocopa de 1964, da Copa do Mundo de 1982 e de quatro Copas/Liga dos Campeões da Europa:

  1. 1957, deu Real
  2. 1969, deu Milan
  3. 1980, deu Nottingham e
  4.  2010, deu Inter.

Na foto acima e na do lado, a fachada da megaloja que tem todo tipo do merchandising do Real Madrid, a Tienda Bernabéu.

Abaixo, republico o Rolê do Fut Pop Clube pelo estádio Santiago Bernabéu e galeria do Real Madrid.
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Ao Mestre Telê – Jogo dos Campeões

É neste sábado! Uma partida beneficente, com renda para o Fundo Social de Solidariedade, e em homenagem ao mestre Telê Santana. É O Jogo dos Campeões, a partir de 14h30, no estádio do Ibirapuera (sim, a volta do futebol ao estádio de atletismo do Ibirapuera, ao lado do ginásio). Zetti, Oscar, Dario Pereyra, Ronaldão, Muller, Careca, Viola, Djalminha e Éder estão confirmados. O ingresso é dado para quem levar alimento não-perecível aos postos de troca (confira na página do Jogo dos Campeões no “Face”). Continuar lendo “Ao Mestre Telê – Jogo dos Campeões”

Bola de Prata, Prêmio Craque do Brasileirão, Ballon d´Or da Fifa

Fernando Prass, Mário Fernandes, Dedé, Paulo André, Juninho (Figueirense), Marcos Assunção, Paulinho, Ronaldinho Gaúcho, Montillo, Neymar, Fred. Essa é a seleção do campeonato de acordo com o prêmio Bola de Prata, de “Placar” e ESPN.
Neymar também é o dono da Bola de Ouro, como melhor jogador, e de uma Chuteira de Ouro.
Borges ganhou uma Bola de Prata como artilheiro do Brasileirão 2011.

Veja agora como ficou a seleção segundo outro prêmio, o Craque Brasileirão: Continuar lendo “Bola de Prata, Prêmio Craque do Brasileirão, Ballon d´Or da Fifa”

Doutor Sócrates

Capa do livro “Democracia corintiana – a utopia em jogo”, de Sócrates e Ricardo Gozzi, pela Boitempo Editorial: http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=85-7559-021-9#

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. “8 é o número da camisa dele”, diria Osmar Santos, o locutor que não só narrou no rádio os gols mais importantes do Doutor Sócrates, como foi companheiro do “Magrão” nos comícios da campanha pelas Diretas Já.
Quis o destino que Sócrates deixasse o planeta bola no domingo em que o Corinthians se sagrou campeão, pentacampeão brasileiro, num campeonato pra lá de emocionante.
Com o doutor, morre um pedaço da história do final dos anos 70 e dos 80, não só do futebol brasileiro, como da vida do país em geral e das Copas do Mundo.
Não dá para não se emocionar com a perda dessa figura desengonçada, que fez o improvável, brilhar em competições de ponta sem ser um atleta padrão – aliás, um jogador que lutava pelos seus direitos e os dos outros também.
Um craque singular. Como não se faz mais. Valeu, doutor, por ter vivido os seus 57 anos. Continuar lendo “Doutor Sócrates”