“Bugrinos – O Filme do Guarani Futebol Clube”


Este é o trailer do documentário sobre o centenário do Bugre, “Bugrinos – O Filme do  Guarani Futebol Clube”, dirigindo pelo cineasta Samir Cheida, que acaba de fazer a última entrevista, com Neto. O diretor também gravou com heróis do acesso do Guarani à elite do futebol paulista, conquistado em 1949 (foi o segundo clube do interior a subir, depois do XV de Piracicaba). Campeões brasileiros de 1978, como o artilheiro Careca e o técnico Carlos Alberto Silva. Craques da belíssima campanha no Brasileirão 86 (como o ponta João Paulo, vice-campeão numa das finais mais loucas da história, com o São Paulo). E outras ´pratas da casa’, como o atacante Amoroso, que foi artilheiro do Brasileirão de 1994 – no caso, seria melhor dizer “ouro da casa”. Em 94, Amoroso ganhou da revista “Placar” a Bola de Prata de melhor atacante e a Bola de Ouro como o “MVP” do campeonato. Depois, brilhou em clubes como Verdy Kawasaki, Flamengo, Parma, Borussia Dortmund, campeão e artilheiro alemão em 2001/02, São Paulo (campeão da Libertadores e do Mundial de clubes, em 2005) e Grêmio.
O filme está em fase de montagem. A ideia de Samir Cheida é fazer uma estreia no cinema e lançar um DVD.
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“Vai Pro Gol”

Desde que vi o filme de Felipe D´Andrea no CINEfoot 2012, estava louco para fazer um post sobre “Vai Pro Gol” e o futebol de botão. O post anterior foi o estalo.

“Dizem que tem mais de 100.000 botonistas no Brasil.”

Se a estimativa, citada por um dos entrevistados do documentário “Vai Pro Gol“, pode ter um quê de Nelson Rodrigues – já pensou, um Maracanã superlotado de botonistas brasileiros?- o certo é que todo fim de semana muita gente joga futebol de botão, ou futebol de mesa, esporte levado a sério pelos federados. Clubes de futebol como Corinthians, Nacional, Noroeste, Palmeiras e Santos, sociais como Círculo Militar e o Cisplatina FC ou especializados em botão como o Maria Zélia participam dos campeonatos. Fiquei impressionado com as imagens de inúmeras mesas, num campeonato disputado no belo ginásio do Círculo Militar, em São Paulo (frequentei esse clube na minha infância, mas não sabia que tinha um departamento de futebol de mesa tantas vezes campeão…).

O doc de 22 minutos, em HD, tem ritmo, bons ângulos, bom humor e uma bela trilha – sou todo elogios para o chorinho “Bola de Gude, “das meninas do Choro das 3. Não perca a oportunidade de ver “Vai Pro Gol” nos próximos festivais. Tomara que vire um longa, Felipe! Parabéns.

Veja o trailer abaixo.

  • Veja também:
  1. Meninos de Kichute
  2. Metegol
  3. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias

Por favor, quem quiser compartilhar suas memórias e histórias de botonistas, pode escrever no espaço de comentários. Eu começo!


Sarrià, 5 de julho de 1982

Poster do Mundial de 1982

Há 30 anos, o Brasil enfrentou a Itália no estádio Sarrià, que era o campo do RCD Espanyol de Barcelona. A seleção Canarinho treinada pelo mestre Telê Santana poderia empatar, para garantir a vaga na semifinal. Mas acabou voltando para casa. A Itália de Enzo Bearzot não ficou atrás no placar. O bambino Paolo Rossi abriu o marcador aos 5. Sócrates empatou sete minutos depois.  Paolo Rossi desempatou aos 25. No segundo tempo, o Brasil empatou novamente com um golaço de Falcão. O resultado classificaria o Brasil. Mas o camisa 20 da Squadra Azzura marcou seu terceiro gol a 11 minutos do apito final.

A chamada ‘tragédia do Sarrià’ foi retratada numa foto de Reginaldo Manente, que captou o choro de um menino com a camisa amarelinha, nas arquibancadas do estádio do Espanyol. A foto ocupou quase toda a primeira página do Jornal da Tarde, do grupo Estadão, no “day after” – o dia seguinte da tragédia. Uma capa histórica (veja aqui).

Sarriá-82 – O Que Faltou ao Futebol-Arte?” é o nome de um livro lançado esta semana pela Maquinária Editora, em que Gustavo Roman e Renato Zanata Arnos tentam explicar o que aconteceu com o escrete que encantou o mundo. Continuar lendo “Sarrià, 5 de julho de 1982”

“Sobre Futebol e Barreiras”

http://www.facebook.com/pages/Sobre-Futebol-e-Barreiras/150247975020376
http://www.footballandbarriers.com/

Está em cartaz em Sampa o interessante “Sobre Futebol e Barreiras” (“Football and Barriers“),filme de Arturo Hartmann, Lucas Justiniano, José Menezes e João Carlos Assumpção. Os quatro brasileiros lançam um olhar sobre o conflito Israel/Palestina, durante o período da Copa do Mundo de 2010.

Sinopse: No momento em que israelenses e palestinos torcem por times durante a Copa do Mundo de 2010, são discutidas questões-chave da história e da sociedade daquele território. Entre os personagens, um judeu israelense que torce pela Alemanha, um árabe que foi um dos principais jogadores da história do futebol de Israel e um palestino que mistura futebol e política na visão que tem de seu povo. Um filme que mostra os sentimentos de inconformismo e de esperança dos participantes, que reflete o que os distancia e ao mesmo tempo, aproxima.

“Sobre Futebol e Barreiras” já passou na Mostra de Cinema, no CINEfoot e na Mostra de Cinema Árabe. Aqui, o futebol é o pano de fundo para as histórias de vida de palestinos e israelenses. Bons personagens, boa música, boa fotografia, boa conversa. Vale conferir para tentar entender um pouco mais esse conflito.  Veja um pedacinho do documentário.

Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

“Futebol é Deus” (“Football is God”). Um filme sobre a paixão pelo Boca.

Este é um filme sobre a paixão dos torcedores do Boca Juniors, que tem como subtítulo “em nome do pai, do filho e de Diego Maradona”. É uma produção dinamarquesa dirigida por Ole Bendtzen, que foi exibida no recente festival CINEfoot no Rio e S.Paulo. Ole Bendtzen acompanha um operário fanático por Maradona (Pablo), uma senhora que a gente pode comparar àquelas torcedoras-símbolo, Paula, conhecida por todos no Boca como La Tia. E um jornalista, Hernán, que trabalha para o site do clube ‘xeneize’. A fotografia é excelente. Chegam a arrepiar as tomadas que mostram La Bombonera. E os personagens são muito bons – e por incrível que pareça, o melhor é o que é menos “povão”, Hernán. São hilários seus diálogos no divã do terapeuta.  Também é muito boa a história da lembrancinha de aniversário que La Tia decide comprar para Martín Palermo. Aperto o botão curtir para este filme.

  • Leia também:
  1. Rolê do blog pela Bombonera e pelo Museo de la Pasión Boquense.
  2. Outros filmes do CINEfoot vistos pelo blog.


Que bonito é…


A terceira edição do CINEfoot terminou em São Paulo com uma sessão em homenagem ao Canal 100, à conquista da Jules Rimet e ao bi mundial do Santos em 1962 e 63 e a premiação aos vencedores do festival (mantendo o mistério neste começo do post, um filme sobre o Bahia, um sobre a democracia corintiana e outro sobre um pequeno time da Catalunha).

A primeira atração foi um curta do clássico acervo do Canal 100 sobre o Santos bicampeão do mundo, com as imagens dos jogões contra o Benfica em 1962, da final da Libertadores de 1963, contra o Boca, em plena Bombonera (os boquenses já comemoravam com avalanche, atrás do gol), e das duas partidas realizadas no Maracanã, contra o Milan em 1963 (o Santos perdeu em Milão, venceu a partida de volta no Maracanã -sem Pelé-e também o jogo-desempate, 48 horas depois). Sempre bom ver e rever os gols geniais de Pelé, em jogadas cheias de força, arte e raça (como ele vibrava, com cada gol, pulando e dando o soco no ar), e todo o timaço do Santos. E dá-lhe “Que Bonito É (Na Cadência do Samba)”.  O segundo filme da noite também foi uma produção do Canal 100, o longa “Brasil Bom de Bola”, que conta a história do futebol tricampeão em 70. Continuar lendo “Que bonito é…”

“Meninos de Kichute” e uma chuva de gols, na rodada dupla do CINEfoot.

O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em "Meninos de Kichute"
O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em “Meninos de Kichute”

(x) Gol de placa
( ) Gol bonito
( ) Bateu na trave
( ) Bola murcha
O espectador do festival CINEfoot recebe na entrada das sessões um cupom com essas opções para marcar em cada um dos filmes da mostra competitiva. E bola pro mato que o jogo é de campeonato e vale a Taça CINEfoot. “Meninos de Kichute”, longa-metragem de Luca Amberg que fechou a rodada dupla da penúltima jornada do festival em São Paulo, ganha fácil a cotação (x) Gol de placa.

O filme inspirado no livro de mesmo nome de Márcio Américo se passa nos anos do “Eu te amo meu Brasil” e parece até feito nos anos 70, de tão cuidada a reconstituição de época. Quem está na faixa dos 40 anos vai se lembrar dos tempos de aulas de Moral e Cívica, álbuns de figurinhas, revistas de mulher pelada, Magiclik, carros Brasília, Kharman Ghia, Dodge Dart, futebol, Canal 100, sonorizado com a versão instrumental de”Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, e claro, a chuteira Kichute do título – e antes que alguém identifique a primeira música do trailer e do filme com o ufanismo do “Brasil gigante”, noto que é possível identificar no papel do pai o Estado violento, repressor e mentiroso. Mesmo para uma criança criada em apartamento como este que vos bloga, é impossível não se identificar com as desventuras desses “guris”.  Ótimos diálogos, factíveis, ótimas atuações (especialmente de Werner Schünemann, Vivianne Pasmanter, Arlete Salles e o protagonista Lucas Alexandre, bem dirigido como todo o elenco “juvenil), boa trilha sonora da época, a cargo de Netinho, dos Incríveis. É certamente um dos nossos melhores filmes sobre futebol – e sobre amizade e descobertas. Referências fora do Brasil: “Conta Comigo”, clássica sessão da tarde, e a nostalgia de “Adeus Lênin”.

Veja aqui o trailer de “Meninos de Kichute”. Vida longa a este filme.

cartaz-divunet

  • “Que belo time/que belo esquadrão. Juventus amigo/do meu coração”, canta a torcida Ju-Jovem do clube grená da Mooca, presente na segunda sessão desta noite. Que belo filme, digo eu, sobre o curta “Juventus Rumo a Tóquio”, que assisti na telona pela segunda vez. E mesmo tendo visto outras vezes na internet, sinto o suspense do documentário, mesmo sabendo o resultado. Muito bom!
  • Ah, sim: o CINEfoot convidou o Divino camisa 10 Ademir da Guia para receber uma placa em homenagem aos 100 anos de nascimento do pai dele, Domingos da Guia, o Divino Mestre. Bacana!

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“You´ll Never Walk Alone”. 120 anos do Liverpool FC.

store.liverpoolfc.tv
A loja online do Liverpool tem em estoque várias flâmulas comemorativas de conquistas e de ídolos históricos: http://store.liverpoolfc.tv/pennant/31/s/k/pgs

3 de junho de 2012. 120 anos da fundação oficial do Liverpool FC (a página dos “reds” na web lista 120 momentos marcantes, como 18 ligas inglesas, 5 Copas/Ligas dos Campeões europeus -a popular “the Champions”!-, 7 Copas da Inglaterra, 8 Copas da Liga Inglesas, 3 Copas da Uefa, entre outras taças – eta time copeiro!).
Por coincidência ou não, Fut Pop Clube teve o prazer de assistir, na rodada deste domingo do festival CINEfoot, em São Paulo, um divertidíssimo filme curto que tem muito a ver com o Liverpool e seu hino, “You´ll Never Walk Alone”. É o curta-metragem (17 minutos) “Home, Away” (“Dentro, Fora”), uma produção que veio das Ilhas Maurício! Sinopse: Alex é fanático pelo Manchester United e encomenda uma daquelas pequenas antenas parabólicas de TV para ver um clássico entre o Man United dele e o Liverpool, time preferido de Kenny, o menino vizinho de Alex. Para não estragar a surpresa de quem não viu, só digo que “You´ll Never Walk Alone” tem destaque no roteiro, muito bem bolado por Wassim Sookia. E mais não posso contar, para não ser “spoiler”! Mas dá pra ver o curta na íntegra aqui, olha. Ah, o diretor, roteirista e produtor executivo Wassim Sokia é um torcedor do Liverpool, como a maioria dos integrantes de sua equipe, nos informam os créditos finais. Bacana, isso! Nota dez para o curta! Continuar lendo ““You´ll Never Walk Alone”. 120 anos do Liverpool FC.”

Luz, câmera… gol! É o CINEfoot em Sampa.


É o festival de cinema que a gente esperava desde a infância: tem filme sobre futebol de botão, kichute… só faltou um sobre pebolim, mas isso o Juan José Campanella está se encarregando de produzir. Também tem papo sério: conflito Israel-Palestina. Neste sábado, 2 de junho, o CINEfoot exibe a partir das 16h, no auditório do Museu do Futebol, o curta “Vai pro Gol” (na trilha sonora, tem música das meninas do Choro das 3, excelente grupo) e o longa “Sobre Futebol e Barreiras” – um olhar sobre o conflito Israel-Palestina em meio à última Copa do Mundo. Confira um teaser no site oficial.

  • Texto anterior, do primeiro dia de festival em SP:

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