Quando joga a Celeste

Logo-AUFweb_biggerO Uruguai, atual campeão da Copa América, melhor sul-americano no último Mundial, participa do grupo B da Copa das Confederações (veja a tabela).
Oscar Tabárez já divulgou os convocados para a Copa das Confederações.
Goleiros: Fernando Muslera (Galatasaray), Martín Silva (Olimpia) e Juan Castillo (Danubio)
Defensores: Diego Lugano (Málaga), Diego Godín (Atlético de Madrid), Maximiliano Pereira (Benfica), Martín Cáceres (Juventus de Turim), Álvaro Pereira (Internazionale), Sebastián Coates (Liverpool), Matías Aguirregaray (Peñarol) e Andrés Scotti (Nacional)
Meio-campistas: Diego Pérez (Bologna), Egidio Arévalo Ríos (Palermo), Nicolás Lodeiro (Botafogo), Walter Gargano (Internazionale), Cristian Rodríguez (Atlético de Madrid), Sebastián Eguren (Libertad), Gastón Ramírez (Southampton) e Álvaro González (Lazio)
Atacantes: Luis Suárez (Liverpool), Edison Cavani (Napoli), Diego Forlán (Internacional) e Abel Hernández (Palermo).

A Celeste estreia dia 16 – logo contra a Espanha campeã do mundo! – na Arena Pernambuco.

  • Dica de música do amigo Roge Vasco, feliz da vida com seu Peñarol, mais uma vez campeão uruguaio: o clip do cantor uruguaio Jaime Roos no Centenário, “Cuando Juega Uruguay”, uma canção de incentivo à Celeste. Com Obdulio Varela (El Negro Jefe, capitão da campeã mundial em 1950)  e tudo. O clip é de 1992.

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“Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor. IMAGEM : Flickr.com/photos/Cinefoot
 Flickr.com/photos/Cinefoot

Em janeiro fez 31 anos que o Uruguai organizou a Copa de Ouro, mais conhecida como Mundialito. A Copa de Oro reuniu em 1981, no estádio Centenário de Montevidéu, as seleções até então campeãs mundiais de futebol. A Celeste, dona da casa, a Alemanha, a Argentina, o Brasil, a Itália e no lugar da Inglaterra, a Holanda. O Mundialito foi organizado pelo governo militar uruguaio para promover o regime, num período de plebiscito. Está num dos quatro episódios da excelente série de Lúcio de Castro, “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, que a ESPN Brasil estreou no final de 2012. E foi selecionado para a mostra competitiva do festival CINEfoot, no Rio e São Paulo.

E o episódio sobre o Uruguai é um dos melhores da série. Falando em bom português, o escritor uruguaio Eduardo Galeano – que é apaixonado por futebol – diz que, ao organizar o Mundialito com fins políticos, o governo uruguaio viu o tiro sair pela culatra. Durante a final (Uruguai 2×1, sobre o Brasil de Telê), no Centenário, o povo vaiou bandas militares e gritou o refrão:

“Se va a acabar, se va a acabar, la dictadura militar”

O episódio que mostra o uso do futebol pelo poder político-militar no Uruguai ainda tem depoimentos como os de

  • Lilian Ceriberti, sequestrada pela Operação Condor, orquestração repressiva coordenada pelas ditaduras de países como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Entre os torturadores de Lilian, estava (pasmem!) um ex-jogador de futebol brasileiro (Didi Pedalada);

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  • Gerardo Caetano, historiador, ex-jogador do Defensor Sporting, que conta como os jogos do Defensor viraram uma espécie de catalisadores dos protestos políticos, incluindo até volta olímpica pela esquerda. Parênteses: no mínimo curioso e digno de aplauso que um país tenha entre seus intelectuais um ex-jogador como Gerardo Caetano e um fã, como Eduardo Galeano!

O episódio sobre o Brasil fala, por exemplo, da derrocada de João Saldanha do comando da seleção brasileira. O da Argentina, dos gritos dos torturados na ESMA enquanto a torcida vibrava com as vitórias da seleção alviceleste no Monumental de Nuñez, na Copa de 78. E o do Chile, do centro de prisão e tortura que virou o estádio Nacional e da coragem do jogador Carlos Caszely, que se recusou a apertar a mão do ditador Pinochet. E muito mais, como a omissão de cartolas dos mais poderosos do mundo do futebol.

Vale a pena ficar de olho em novas reprises. São 4 episódios. Veja o trailer aqui. O blog do Lúcio de Castro tem extenso material sobre a série.  Confira aqui as sessões de “Memórias do Chumbo” na edição carioca do CINefoot e na versão paulista do festival. Continuar lendo ““Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor””

Pedro Rocha 70

Pedro Rocha 70
FOTO Rubens Chiri | saopaulofc.net
FOTO Rubens Chiri | saopaulofc.net

O São Paulo fez um tributo a um deus da raça antes do clássico Majestoso, neste domingo, no Pacaembu. Todos os jogadores entraram com camisas com o nome do ídolo uruguaio Pedro Rocha e o número 70. El Verdugo completa 70 anos nesta segunda-feira, 3 de dezembro, e luta contra uma doença incurável.

Natural que os jovens torcedores tricolores tenham como ídolos Rogério Ceni, Lucas, Luís Fabiano. Mas também é legal conhecer a importância deste conterrâneo de Lugano.

saopaulofc.net
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Rocha chegou ao São Paulo com 28 anos, já campeão de tudo pelo Peñarol (8 títulos uruguaios, 3 Libertadores, 2 Mundiais). Foi comprado por 280 mil dólares (muita grana na época, mas os patamares eram outros, não?) logo depois da Copa de 70 (a terceira das quatro que disputou com a camisa celeste). Estreou em 27 de setembro de 1970 (num São Paulo 0x2 Flamengo, válido pelo Robertão/Taça de Prata, no Morumbi), primeiro com a 8 – o São Paulo já tinha Gerson. Marcava muitos, muitos gols para um meia. De falta, de pênalti, de cabeça, em chutes fortes de fora da área. Foram 119 pelo tricolor, segundo o site do São Paulo. Foi artilheiro do Brasileirão de 72, ao lado de Dadá Maravilha, um centroavante nato, com 19 gols. Com o São Paulo, foi campeão paulista em 1971 e em 1975. no belo time comandado por outro ídolo estrangeiro, o técnico José Poy. Na Libertadores de 1974, bateu na trave. Perdeu a final para o copeiro Independiente.

Pedro Rocha é um dos “Dez Mais do São Paulo”, no livro de Arnaldo Ribeiro. É figurinha do Álbum Histórico do clube. Com seus conterrâneos Pablo Forlán (que veio um pouco antes), Darío Pereyra e Diego Lugano, é personagem do livro “Tricolor Celeste”, do Menon – e da coleção de camisas “Deuses da Raça”, lançada pelo São Paulo e pela Reebok este ano. Aliás, Menon – que acompanha a doença do craque em seu blog – informou que a Penalty (nova fornecedora do tricoloe) deve lançar uma nova camisa em homenagem a Pedro Rocha em 2013.

Outro blog, o Futebol de Campo, publicou em 21/11 que há uma petição para que São Paulo e Penãrol façam um amistoso para Pedro Rocha(clique aqui para saber como assinar a petição). Nada mais justo (atualizando com a dica do seu Domingos: no programa “Mesa Redonda”, diretor de futebol do tricolor, Adalberto Baptista, disse que os clubes conversam pra acertar o amistoso no começo de 2013, com renda revertida para a família).

Dentro do post, mais três dicas: uma revista, um livro e um DVD com mais do Verdugo Pedro Rocha.
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Tabela da Copa das Confederações 2013

Atualizado em 10 de fevereiro de 2013

A bola Cafusa vai rolar pela Copa das Confederações a partir de 15 de junho de 2013, em seis das 12 cidades-sedes do Mundial de 2014. O Brasil, agora treinado novamente por Luiz Felipe Scolari, com Parreira como coordenador, ficou no grupo difícil, com Itália, México e Japão. A campeã do mundo e bi da Europa, La Roja, pega a Celeste, o Taiti e a Nigéria, campeã africana. Confira a agenda (horários de Brasília).

  • Grupo A:
  1. Brasil x Japão – 15 de junho, 16h, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.
  2. México x Itália – 16 de junho, 16h, no Maracanã, Rio de Janeiro.
  3. Brasil x México – 19 de junho, 16h, Castelão, em Fortaleza.
  4. Itália x Japão – 19 de junho, 19h, na Arena Pernambuco, no Recife.
  5. Itália x Brasil – 22 de junho, 16h, na Fonte Nova, em Salvador.
  6. Japão x México – 22 de junho, 16h, no Mineirão, em Belo Horizonte.
  • Grupo B:
  1. Espanha x Uruguai – 16 de junho, 19h, na Arena Pernambuco, no Recife
  2. Taiti x Nigéria – 17 de junho, 16h, no Mineirão, em Belo Horizonte
  3. Espanha x Taiti, 20 de junho, 16h, no Maracanã.
  4. Nigéria x Uruguai, 20 de junho, 19h, na Fonte Nova, em Salvador
  5. Nigéria x Espanha, 23 de junho, 16h no Castelão, em Fortaleza
  6. Uruguai x Taiti, 23 de junho, 16h, Arena Pernambuco, no Recife. Continuar lendo “Tabela da Copa das Confederações 2013”

Camisas Castelhanas do Grêmio

http://www.grêmio.net

Fiquei sabendo desta ação via site da “Placar”. O Grêmio e sua fornecedora de material esportivo (Topper) promoveram o lançamento de uma coleção de camisas em homenagem aos ídolos argentinos e uruguaios do tricolor gaúcho. A linha “alma castelhana” está em fase de pré-venda e chega às lojas depois de 20 de outubro. Confira dentro do post um pouco mais das camisas castelhanas do Grêmio, em homenagem a jogadores como o argentino Scotta (autor do 1º gol da história do Brasileirão, se a gente contá-la a partir de 1971) e os uruguaios Ancheta e Hugo De León.

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O estádio dos Carboneros

Atualizado em setembro/2014

“Banderín” (flâmula, em castelhano) do Clube Atlético Peñarol, que anunciou a construção de um estádio na região de Montevidéu. A Arena Peñarol terá capacidade para 40 mil pessoas, mas pode ser ampliada para receber 55 mil “manyas” se der certo a Copa conjunta entre Uruguai e Argentina, em 2030.
O vídeo abaixo – do canal oficial do Peñarol no You Tube- mostra o estágio das obras em agosto de 2014.


“Manyas” é um apelido dos torcedores do Peñarol e nome de um filme sobre a paixão desses “hinchas”, atração do Canal Brasil, sessão Cone Sul, à meia-noite de hoje para segunda (veja a resenha no post anterior).
Os “carboneros” mandam seus jogos no histórico estádio Centenário, sede da Copa de 1930, que já foi assunto de um rolê do Fut Pop Clube.

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A Celeste, de vermelho, no Mundial de 1962.


Está no curioso livro “A História das Camisas de Todos os Jogos da Copa do Mundo” (Panda Books), de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, atualizado até a Copa de 2006. O Uruguai usou uma camisa vermelha (às vezes, é a cor da número 2 da Celeste; atualmente, a camisa reserva é branca) pela primeira vez numa Copa do Mundo na sua estreia no Chile, em 1962. Explica o livro “A História das Camisas de Todos os Jogos da Copa do Mundo” que o uniforme vermelho da Celeste surgiu em 1932, num amistoso contra a rival alviceleste, a Argentina; e que no Sul-Americano de 1935, o Uruguai jogou sempre de vermelho – e levou o que hoje é a Copa América. Continuar lendo “A Celeste, de vermelho, no Mundial de 1962.”

Rolê do blog pelo Museo del Fútbol, no estádio Centenario.

http://www.auf.org.uy/ Asociación Uruguaya de Fútbol
Linda vista aérea do mítico estádio, em foto que está no Museo del Fútbol e no site  da Asociación Uruguaya de Fútbol: http://www.auf.org.uy/
Obra de Carlos Páez Vilaró, no Museo del Fútbol, em Montevidéu

Com este belo mural do artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró, no Museo del Fútbol do estádio Centenario, Fut Pop Clube começa o passeio pelo cenário da primeira Copa do Mundo, a de 1930 – e seu interessantíssimo museu, inaugurado em 1975. O ingresso não custa caro, não. Cerca de 10 reais. Nós brasileiros podemos pagar na nossa moeda, mesmo. Aliás, leve reais, dólares ou pesos uruguayos de sobra, porque a lojinha do museu é tentadora! O senhor que me recebeu, um “carbonero” (torcedor do Peñarol) foi super simpático, mostrou não só interesse como muito conhecimento sobre o futebol brasileiro. Falou com opinião sobre a seleção de 1982, de Telê, falou do goleiro Leão, Libertadores… Enfim, tem história para contar e muito interesse pelo futebol brasileiro, como outros torcedores uruguaios. Continuar lendo “Rolê do blog pelo Museo del Fútbol, no estádio Centenario.”