Não faltam estádios para turnês como a do Pearl Jam, que volta em novembro/2015.

O segundo show do PEARL JAM no Morumbi, em 2011: uma aula de rock! https://colunademusica.wordpress.com/2011/11/05/pearl-jam-morumbi-sao-paulo-04112011-aula-de-rock/
O segundo show do PEARL JAM no Morumbi, em 2011: uma aula de rock! https://colunademusica.wordpress.com/2011/11/05/pearl-jam-morumbi-sao-paulo-04112011-aula-de-rock/


Aí, sim!

O Pearl Jam anunciou as datas da sua Latin American Tour, que baixa por aqui em novembro 2015. Os cinco em estádios de futebol – três deles usados no Mundial 2014.

  • 11 de novembro – Porto Alegre – primeiro megashow de rock na Arena do Grêmio.
  • 14/11 –  S. Paulo – o Pearl Jam volta ao Morumbi, quatro anos depois de 2 shows no estádio!
  • 17/11 – Brasília – Estádio Nacional Mané Garrincha.
  • 20/11 – Belo Horizonte – Mineirão.
  • 22/11 – Rio de Janeiro – o PJ estreia no Maracanã.

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Aqui é trabalho. E respeito. E por que não, um pouco de carinho e reconhecimento.

Arte: LAIS SOBRAL https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/
Arte: LAIS https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/

Veja só, no post anterior, a confiança e mesmo idolatria que o Atlético de Madrid e os torcedores colchoneros demonstram em relação ao treinador Diego Simeone, campeão de Liga na Espanha, vice da Champions, atual campeão das últimas Copa do Rei e Supercopa de Espanha. Justíssimo. Em Madri, tem até cachecol em homenagem ao Cholo, apelido de Simeone, como eu já mostrei aqui no blog. Aí você muda o Google Earth pro Morumbi, em São Paulo, e vê parte dos torcedores organizados, de dirigentes e corneteiros em geral botarem na corda bamba toda hora o técnico Muricy Ramalho, é bom lembrar, tricampeão brasileiro pelo tricolor entre 2006 e 2008 – três títulos seguidos, sem sequer um Kaká ou Luis Fabiano no time!-, e também é muito bom lembrar, o cara que salvou o São Paulo do rebaixamento em 2013 e, em 2014, levou o time ao vice-campeonato brasileiro e de volta à Libertadores.

Mas… “Libertadores virou obrigação”… “É! Q u a r t a – f e i r a! “, toda aquela pegação no pé do Maicon … O São Paulo tem estrelas, é verdade, mas não um elenco equilibrado. Caiu no grupo da morte da Libertadores, estreando contra o maior rival, embalado depois de superar o Once Caldas, na casa dele, que é um alçapão. A diretoria tricolor comprou muitos atacantes, quase que se esqueceu da defesa. Perdeu Kaká. Mais do que a técnica do camisa 8 que ficou pra sempre no coração e na mente do torcedor são-paulino, perdeu sua raça, sua vontade, sua dedicação, que fez com que até os jogadores mais descansados do grupo marcassem o campo inteiro em 2014. É culpa do técnico? Você acha que o Muricy não gostaria de ter Kaká na Libertadores?

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Kaká. Até logo?

FOTO: Rubens Chiri / saopaulofc.net
FOTO: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Ele não foi o melhor do Brasileirão 2014, talvez não tenha sido nem o do São Paulo no campeonato, mas ninguém duvida que o time do aniversariante do domingo, Muricy Ramalho, foi um antes de Kaká e outro depois da estreia do camisa 8. Como Ganso e Pato (pelo menos até as contusões) melhoraram! Faltou fôlego ao tricolor para chegar mais perto do Cruzeiro, campeão na antepenúltima rodada, mas o time do Morumbi garantiu o vice e uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores, obsessão tricolor (sorteio dos grupos nesta terça-feira). Só que Kaká não estará mais. Depois da partida contra o Sport na Arena Pernambuco, na última rodada, o ex-Milan e Real Madrid vai jogar no Orlando City. A segunda despedida do Morumbi foi bem mais emocionante do que a primeira, em 2003, quando tomou o rumo do Milan, numa época que alguns coxinhas vaiavam o craque revelado no Morumbi. Minoria!

A festa “volta logo, Kaká” só não foi completa porque outro ídolo da casa, de contrato renovado, pisou feio na bola, e deu o gol de empate ao Mazola, do Figueirense – que aliás poderia ter vencido a partida. Ê Rogério!

Por falar no capitão eterno do São Paulo, confesso que fiquei surpreso com a festança que a torcida fez, antes do jogo deste domingo, na praça Roberto Gomes Pedrosa (aliás, nome de um ex-goleiro tricolor), para receber o time e celebrar o fico de Rogério. Olha que 4 dias depois de uma eliminação de Copa Sul-Americana, hein?

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Um 2 de outubro tricolor

Um 2 de outubro tricolor
Arquivo Histórico do São Paulo FC : http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/morumbi/2013/10/2/morumbi-53-anos-se-e-um-sonho,-que-seja-grande!/
Arquivo Histórico do São Paulo FC | http://www.saopaulofc.net/

Com um gol de peixinho, de Peixinho (o jogador batizou o gol de mergulho), o São Paulo ganhou do Sporting Clube de Portugal por um a zero, no primeiro amistoso da inauguração da primeira parte do estádio do Morumbi, em 2 de outubro de 1960. O São Paulo tinha Poy, o artilheiro Gino Orlando, o ponta Canhoteiro… Sete dias depois, teve um segundo amistoso. O São Paulo enfrentou o Nacional do Uruguai. E fato impensável hoje em dia, teve o reforço de Djalma Santos e Julinho Botelho (emprestados pelo Palmeiras) e Almir Pernambuquinho (emprestado pelo Corinthians!). E quase que Pelé também foi emprestado, segundo o livro comentado neste post aqui. Canhoteiro e Gino Orlando (duas vezes) definiram a vitória do tricolor reforçado contra os #bolsos. 3×0.

Aliás, esta semana o departamento de comunicação do São Paulo publicou mais um e-book maneiro cheio de curiosidades sobre o Morumbi, como os shows que rolaram no estádio – pesquisa de Michael Serra.

Essa história toda é apenas um gancho para propor uma enquete para o torcedor são-paulino.

O Morumbi, que dá os sinais dos seus 54 anos de vida, apesar das recauchutagens, deveria ser demolido e reconstruído? Passar por uma reforma radical? Ou basta ganhar uma cobertura contra a chuva e um estacionamento? Vote na enquete e /ou deixe seu comentário.

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São Paulo 2014: o Kaká voltou!

São Paulo 2014: o Kaká voltou!

Atualizado em agosto de 2014.

Onze anos depois de trocar o São Paulo pelo Milan, onze anos mais “experiente”, Kaká volta a vestir a camisa 8 do São Paulo, na partida deste domingo contra o Goiás, no Serra Dourada, em Goiânia. A reestreia no Morumbi está prevista para o sábado que vem, às 18h30, contra o Criciúma ficou para o jogo contra o Vitória, domingo dos pais, 18h30.

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  • >IN>: Kaká (do Milan, via Orlando City), Alan Kardec (ex-Palmeiras e Benfica), Rafael Tolói (de volta do empréstimo da Roma), Michel Bastos (ex-Atlético Paranaense, Grêmio, Figueirense, Lyon… )
  • <OUT<: Douglas (Barça), Pabón, João Schmidt,João Felipe, Lucas Evangelista
  • Estrelas da Companhia: Rogério Ceni (último semestre do goleiro-artilheiro), Álvaro Pereira (o único jogador do São Paulo na última Copa, com a camisa da Cesleste),  Paulo Henrique Ganso, Osvaldo, Luís Fabiano e Alexandre Pato.
  • Jovens: Rodrigo Caio (sofreu ruptura do ligamento no empate contra o Criciúma, só deve voltar em 2015); Ademílson, Auro.
  • Técnico: Muricy Ramalho
  • Estádio: Morumbi (68 mil lugares)Jpeg
  • Uniformes: apresentados pela Penalty há alguns meses. A Semp – patrocinadora master – não renovou.

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Discutindo a relação: a Seleção Brasileira e o Morumbi. Veja a lista dos jogos.

10464313_588986841222679_4006644258918849428_nA Seleção Brasileira e o público paulistano parecem viver uma eterna “D.R.” quando se encontram no Morumbi, pelo menos dos anos 70 ou 80 pra cá. Se o gol demora, pode ter certeza, lá vem vaia. Nos últimos anos, goleiros e centroavantes ouviram gritos de “Rogério! Rogério” e “L u í s F a b i a n o !”. Técnicos não foram poupados. Parreira ouviu “Olê, olê, olê, Telê, antes da Copa de 1994″. Mano Menezes ouviu um grito de adeus no feriado de 7 de setembro de 2012, na ‘goleada de um a zero’ sobre a África do Sul.. Por mais de uma vez, o rigoroso público paulistano não perdoou nem um símbolo como a bandeira nacional.
Mas às vezes basta a Seleção marcar um gol para rolar aquele chatinho”eu  / sou brasileiro/  com muito orgulho / com muito amor”.
O certo é que em 28 jogos, desde 1963 (o Morumbi foi inaugurado em 1960 e ampliado em 1970), marcaram gols pela Seleção no estádio nomes como Pelé (bem no dia da despedida do escrete canarinho, em 1971) Pepe, Jairzinho, Leivinha, Roberto Dinamite, Reinaldo, Rivellino, Sócrates, Zico, Tita, Careca, Bebeto, Romário, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Luís Fabiano e, agora, Fred. Ao todo, foram 18 vitórias, 9 empates e apenas uma derrota, na primeira partida.
Vamos à lista! Para este post, contei com a preciosa ajuda de Michael Serra, do arquivo histórico do São Paulo FC, a quem agradeço por mais uma gentileza.

  1. Brasil 2×3 Argentina, Copa Roca, 13/04/1963. Pepe marcou os dois gols da Seleção
  2. Brasil 4×0 Peru, amistoso, 4 de junho de 1966. Duas vezes Lima, Paraná e Pelé.
  3. Brasil 5×0 Chile, amistoso, 22 de março de 1970. Duas vezes Pelé, 2 vezes Roberto Miranda e Gérson.
  4. Brasil 0x0 Bulgária, amistoso, 26/04/1970.
  5. Brasil 1×1 Áustria, amistoso, 11/07/1971. Pelé marcou, num de seus jogos de despedida da Seleção.
  6. Brasil 3×0 Iugoslávia, Minicopa, 02/07/1972. Marcaram Leivinha (duas vezes) e Jairizinho.
  7.  Brasil 2×0 Romênia, amistoso, 17/04¹974. Edu e Leivinha.
  8. Brasil 0x0 Áustria, amistoso, 1º de maio de 1974.
  9. Brasil 1×0 Bulgária, amistoso, 23/01/1977. Roberto Dinamite.
  10. Brasil 2×0 Seleção Paulista, amistoso, 25 de janeiro de 1977 (*). Gil e Palhinha marcaram.
  11. Brasil 1×1 Seleção Paulista, amistoso, 16 de junho de 1977 (*). PC Caju marcou pro Brasil.
  12. Brasil 3×1 Polônia, amistoso, 19/06/1977. Paulo Isidoro, Reinaldo e Rivellino.
  13. Brasil 5×0 Ajax, amistoso, 21/06/1979 (*). Duas vezes Sócrates, 2 vezes Zico, Toninho.
  14.  Brasil 2×0 Bolívia, Copa América, 16/08/1979. Tita e Zico.
  15. Brasil 1×1 Polônia, amistoso, 29/06/1980. Zico.
  16. Brasil 1×1 Tchecoslováquia, amistoso, 03/03/1982. Gol de Zico.
  17. Brasil 0x0 Argentina, amistoso, 17/06/1984.
  18. Brasil 1×1 Bolívia, Eliminatórias 30/06/1985. Gol de Careca.
  19. Brasil 6×0 Venezuela, Eliminatórias, 20/08/1989. Marcaram: Careca (4), Silas e Acosta contra.
  20. Brasil 2×0 Equador, Eliminatórias, 22/08/1993. Bebeto e Dunga.
  21. Brasil 3×2 Equador, Eliminatórias, 26/06/2000. Rivaldo (2 vezes), Antônio Carlos.
  22. Brasil 3×1 Argentina, Eliminatórias, 26/07/2000. Gols: Alex e Vampeta (2).
  23. Brasil 1×0 Colômbia, Eliminatórias, 15/11/2000. Gol: Roque Júnior.
  24. Brasil 1×1 Peru, Eliminatórias, 25/04/2001. Gol do Brasil: Romário.
  25. Brasil 3×1 Bolívia, Eliminatórias, 05/09/2004. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Adriano marcaram para o Brasil.
  26. Brasil 2×1 Uruguai, Eliminatórias, 21/11/2007. Duas vezes Luís Fabiano.
  27. Brasil 1×0 África do Sul, amistoso, no 7 de setembro de 2012. Gol de Hulk.
  28. Brasil 1×0 Sérvia, amistoso – o último antes da Copa, 06/06/2014. Gol: Fred.

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“12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense”.

Publicado em junho de 2013, durante o festival CINEfoot, e atualizado em novembro.

Reprises na terça, 11/11,  às 15h30, na ESPN Brasil e 22h na ESPN.
Reprises na terça, 11/11, às 15h30, na ESPN Brasil e 22h na ESPN.
https://www.facebook.com/12dejunhode93ofilme
https://www.facebook.com/12dejunhode93ofilme

Drama. Humor. Provocações. Boas histórias. Depoimentos interessantes, bem amarrados. Rico material de arquivo.
O filme “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense tem tudo o que um bom documentário de futebol deve ter. Estádios lotados. Craques. Grandes decisões. Golaços.
O filme, assinado pelo jornalista Mauro Beting, pelo cineasta Jaime Queiroz e pela produtora Canal Azul, se concentra nos 16 anos da história do Palmeiras. Do Paulistão de 1976 ao de 1993, já com o patrocínio da Parmalat, e o sofrido jejum entre essas conquistas. Destaca também que 2 anos antes de começar esse jejum, o Palmeiras deixou o rival Corinthians mais três anos na fila, ao vencer a decisão do estadual de 1974. Ainda eram os tempos de Ademir da Guia, divino camisa 10 reverenciado no começo do documentário, Dudu, Leivinha e Luís Pereira. Com a venda dos dois últimos para o Atlético de Madrid (onde viraram ídolos) e o fim da carreira de Dudu e Da Guia, o Palmeiras teve que se reformular. E teve cada elenco… que o bom humor dos entrevistados, muito bem escolhidos, não deixa escapar.

Claro que os palmeirenses vão se emocionar com as lembranças das grandes vitórias e  também dos anos de sofrimento.

Mas “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense” não deveria ser curtido só pelos alviverdes, não. Deveria ser visto por todos que gostam de futebol emoção, talvez até por alvinegros que já tenham superado as feridas de 74 e 93. Aqui está boa parte da história do nosso futebol, na década dos últimos grandes campeonatos paulistas. Palmas.

Abaixo, um teaser divulgado na página da produtora Canal Azul no You Tube.

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Álvaro Pereira, #Palito, é o 16º tricolor celeste.

Foto LUIS PIRES Vipcomm
Foto LUIS PIRES | Vipcomm (setembro 2012)

O lateral-esquerdo Álvaro Pereira, o #Palito, é o 16º jogador uruguaio a vestir a camisa do São Paulo Futebol Clube, que ontem completou 84 anos de fundação. A conta é do pessoal que cuida das estatísticas e do arquivo histórico do tricolor do Morumbi. Eis a relação:

Sem dúvida, os quatro que responsáveis por essa identificação, essa mística Tricolor Celeste, que inspiraram o livro do jornalista Luís Augusto Simon, o Menon, e uma coleção de camisas, são o lateral Pablo Forlán, o saudoso meia Pedro Rocha, o volante/zagueiro Darío Pereyra e o zagueiro Diego Lugano – que aconselhou o amigo de seleção uruguaia a jogar no Morumbi para chegar melhor à “Copa das Copas” da Dilma. Continuar lendo “Álvaro Pereira, #Palito, é o 16º tricolor celeste.”

Gol de Peixinho

Arquivo Histórico do São Paulo FC : http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/morumbi/2013/10/2/morumbi-53-anos-se-e-um-sonho,-que-seja-grande!/
Arquivo Histórico do São Paulo FC : http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/morumbi/2013/10/2/morumbi-53-anos-se-e-um-sonho,-que-seja-grande!/

Dois de outubro de 1960: o são-paulino Peixinho mergulhou para fazer de cabeça o gol da vitória do tricolor contra o Sporting Clube de Portugal. Era o amistoso de inauguração do Morumbi. Arnaldo Poffo Garcia fez o primeiro tento do estádio e imortalizou a expressão ‘gol de Peixinho’.

O que pouca gente hoje em dia sabe é que o houve um segundo amistoso de inauguração, sete dias depois: São Paulo x Nacional de Montevidéu. Esse segundo amistoso aparece no cartaz acima, divulgado pelo site do São Paulo, num trabalho de Michael Serra, do Arquivo Histórico do clube, e republicado pela página oficial do ex-goleiro Zetti no Facebook.   Continuar lendo “Gol de Peixinho”