Futebol de botão do Neymar

Quantos campeonatos de futebol de botão joguei na infância e adolescência!
Hoje, o botão perde feio pro futebol virtual dos games… Mas não perco uma oportunidade de divulgar pra molecada de hoje o futebol de mesa.

Vi nas lojas de brinquedos uns times de botão com a marca do Neymar. Tem Santos – claro-, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Vasco, seleções do Brasil, Argentina, Alemanha, Espanha, França, Itália. Em várias embalagens (um time só, dois, quatro, seis ou doze).

O curioso é que todos os times vêm com uma cartela com adesivos do Neymar. Mesmo nos times dos rivais paulistas. Já pensou Neymar no time de botão do corintiano, do palmeirense ou do são-paulino? Repare na imagem abaixo.
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“Vai Pro Gol”

Desde que vi o filme de Felipe D´Andrea no CINEfoot 2012, estava louco para fazer um post sobre “Vai Pro Gol” e o futebol de botão. O post anterior foi o estalo.

“Dizem que tem mais de 100.000 botonistas no Brasil.”

Se a estimativa, citada por um dos entrevistados do documentário “Vai Pro Gol“, pode ter um quê de Nelson Rodrigues – já pensou, um Maracanã superlotado de botonistas brasileiros?- o certo é que todo fim de semana muita gente joga futebol de botão, ou futebol de mesa, esporte levado a sério pelos federados. Clubes de futebol como Corinthians, Nacional, Noroeste, Palmeiras e Santos, sociais como Círculo Militar e o Cisplatina FC ou especializados em botão como o Maria Zélia participam dos campeonatos. Fiquei impressionado com as imagens de inúmeras mesas, num campeonato disputado no belo ginásio do Círculo Militar, em São Paulo (frequentei esse clube na minha infância, mas não sabia que tinha um departamento de futebol de mesa tantas vezes campeão…).

O doc de 22 minutos, em HD, tem ritmo, bons ângulos, bom humor e uma bela trilha – sou todo elogios para o chorinho “Bola de Gude, “das meninas do Choro das 3. Não perca a oportunidade de ver “Vai Pro Gol” nos próximos festivais. Tomara que vire um longa, Felipe! Parabéns.

Veja o trailer abaixo.

  • Veja também:
  1. Meninos de Kichute
  2. Metegol
  3. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias

Por favor, quem quiser compartilhar suas memórias e histórias de botonistas, pode escrever no espaço de comentários. Eu começo!


Entre jogos de futebol de botão e leituras da “Placar” semanal, uma novela e uma trilha sonora inesquecíveis.

Texto publicado na semana do rock na Coluna de Música do Fut Pop Clube

Logotipo criado pela artista Lais Sobral para a Coluna de Música do Fut Pop Clube

“Hei, hei, é o fim/Oh cupido, pra longe de mim”

Você acha que o primeiro festival Hollywood Rock foi o de 1988? Não é bem assim. Está em cartaz no Canal Brasil o filme “Ritmo Alucinante – A Explosão do Rock no Brasil”, do diretor Marcelo França (também conhecido como Marcelo Pietsch França, falecido em 2011). É um documentário sobre um Hollywood Rock que rolou em 1975 no estádio do glorioso Botafogo, que ficava em General Severiano, local hoje dos treinamentos e da sede do clube da estrela solitária e de um shopping. O festival foi organizado pelo produtor Nelson Motta e reuniu grandes nomes do rock nacional, como Raul Seixas, Rita Lee (já com a banda Tutti Frutti, contando com guitarra espetacular de Luiz Carlini), Erasmo Carlos e o broto legal Celly Campello. A cantora era uma das pioneiras do rock´n´roll no Brasil e estouraria de novo na onda de uma inesquecível novela das 7: “Estúpido Cupido” (Rede Globo, 1976-77; a última em preto e branco, embora os 2 últimos capítulos tenham sido coloridos),  escrita pelo dramaturgo linense/palmeirense Mário Prata e dirigida por Régis Cardoso – trama e músicas deixaram muita saudade.  Na trilha, Celly Campello cantava o tema de abertura e outra deliciosa versão, “Banho de Lua”. O site Memória Globo informa que a trilha de “Estúpido Cupido” vendeu um milhão de LPs. A fita K7 (!!!) com a trilha nacional foi uma das primeiras coisas que este colunista comprou na vida, junto com jogos de futebol de botão, edições da revista “Placar” (então semanal) e camisas de times. Continuar lendo “Entre jogos de futebol de botão e leituras da “Placar” semanal, uma novela e uma trilha sonora inesquecíveis.”

Saiu a seleção do 3º CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol


O CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol – anunciou na sua página os filmes convocados para a copa, digo, para mostra competitiva, no Rio de Janeiro (entre 24 e 29 de maio no Arteplex da praia de Botafogo) e em São Paulo (de 31 de maio a 5 junho no Museu do Futebol e Reserva Cultural). Vale a Taça CINEfoot.
Bola pro mato que o jogo é de campeonato, então. Confira a lista dos longas que participam da mostra competitiva no Rio:

Longa-metragens que participam da mostra competitiva em São Paulo: Continuar lendo “Saiu a seleção do 3º CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol”

Som na Tela: Chico Buarque, Politheama e O Futebol.

Reproduzo post publicado em agosto de 2010

Capa do DVD Chico Buarque: O Futebol

No oitavo DVD da série retrospectiva dirigida por Roberto de Oliveira, o cantor, compositor (e peladeiro nas horas vagas) Chico Buarque mostra sua paixão não só pelo tricolor, mas pelo futebol de modo geral. O nome do DVD é uma referência ao sambadedicado a Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro: O Futebol, de Chico Buarque, um dos camisas 10 da paquera futebol e música no Brasil. Ou melhor, camisa 9, de Pagão, ex-jogador do Santos, ídolo de Chico – que o encontra num dos capítulos do DVD (ele também vê Pelé, Ronaldinho Gaúcho e os veteranos do Santos – que ganham do Politheama em amistoso na Vila Belmiro. Politheama é o time de pelada de Chico, que herdou o nome de seu jogo de botão. Manda seus jogos no campo Vinicius de Moraes. E como diz o hino, o Politheama cultiva a fama de não perder – fora amistosos. “Alguns empates”. Fala sério, Chico!
E ele fala de uma maneira bem divertida de futebol, ao lembrar do Maracanazo de 1950 (tem áudio de gol narrado por Edson Leite), das idas ao Pacaembu… E ainda tem uma pá de músicas que de alguma maneira citam futebol, como Conversa de Botequim (Noel Rosa/Vadico), E o Juiz Apitou (Antonio Almeida/Wilson Batista) Doze Anos (com Moreira da Silva), Pelas Tabelas, Bom Tempo (com Toquinho) etc. Para estufar o filó, mesmo. Continuar lendo “Som na Tela: Chico Buarque, Politheama e O Futebol.”

Bola na mesa

  • Mete Gol é nome de canção do Jorge Ben Jor, feita para a Copa 2006. Metegol é o nome que se dá na Argentina e outros países de língua espanhola para brinquedão que chamamos de pebolim, totó, fla-flu etc. Li que Metegol é o nome do novo filme do “hermano” Juan José Campanella, torcedor do Racing Club de Avellaneda, diretor dos espetaculares O Filho da Noiva e O Segredo dos Seus Olhos (se ainda não viu, leia meu post; e veja o filme. Recomendo!). Será um desenho animado em que os “jogadores” do tradicional 3-4-3 do totó – pebolim, metegol ou seja lá que nome você prefira – ganham vida. Vai ser muito legal isso. Você viu o que o time do Campanella fez na cena do estádio do Huracán, em O Segredo dos Seus Olhos? Então…
  • Domingo é dia de futebol de mesa no Pacaembu. Explico melhor: o Museu do Futebol promove o seu I Torneio Aberto de Futebol de Botão. São 3 categorias, para jovens botoneiros de 8 a 16 anos. A regra usada será a paulista (saiba mais no site do Museu). Mas as inscrições terminam amanhã, 12/2. Neste sábado, véspera do Torneio, o Museu vira “centro de treinamento” de futebol de botão.  Tudo de graça. Confira o serviço no site oficial e no flyer abaixo.

Politheama. Chico Buarque e O Futebol.

Publicado em 10 de agosto de 2010

Capa do DVD Chico Buarque: O Futebol

Ele é um dos principais personagens do filme Uma Noite em 67, excelente documentário já lançado em DVD. O time de coração de Chico Buarque está na ponta do Brasileirão, contratou Deco, Belletti, trouxe Washington de volta, manteve Conca e Fred  – e ainda contou com o Dia do Fico de Muricy Ramalho. No oitavo DVD da série retrospectiva dirigida por Roberto de Oliveira, o cantor, compositor (e peladeiro nas horas vagas) Chico Buarque mostra sua paixão não só pelo tricolor, mas pelo futebol de modo geral. O nome do DVD é uma referência ao samba dedicado a Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro: O Futebol, de Chico Buarque, um dos camisas 10 da paquera futebol e música no Brasil. Ou melhor, camisa 9, de Pagão, ex-jogador do Santos, ídolo de Chico – que o encontra num dos capítulos do DVD (ele também vê Pelé, Ronaldinho Gaúcho e os veteranos do Santos – que ganham do Politheama em amistoso na Vila Belmiro. Politheama é o time de pelada de Chico, que herdou o nome de seu jogo de botão. Manda seus jogos no campo Vinicius de Moraes. E como diz o hino, o Politheama cultiva a fama de jamais perder – fora amistosos. “Alguns empates”. Fala sério, Chico!
E ele fala de uma maneira bem divertida de futebol, ao lembrar do Maracanazo de 1950 (tem áudio de gol narrado por Edson Leite), das idas ao Pacaembu… E ainda tem uma pá de músicas que de alguma maneira citam futebol, como Conversa de Botequim (Noel Rosa/Vadico), E o Juiz Apitou (Antonio Almeida/Wilson Batista) Doze Anos (com Moreira da Silva), Pelas Tabelas, Bom Tempo (com Toquinho) etc. Para estufar o filó, mesmo.

Vida de Goleiro

ano-em-que-meus-pais-poster011O Ano em que Meus País Saíram de Férias faturou os prêmios de melhor filme pelo júri popular na Mostra e no Festival do Rio, em 2006.  Para mim, é um dos mais emocionantes filmes brasileiros recentes. E certamente uma das duas melhores ficções nacionais que abordam futebol, ao lado do primeiro Boleiros, do Giorgetti. O Ano em que Meus Pais quase se chamou Vida de Goleiro.
É que o menino Mauro (Michel Joelsas) jogava de goleiro nas peladas no Bom Retiro, bairro de judeus, italianos e outras comunidades em São Paulo, onde ele é deixado pelos pais, no período mais duro dos anos de chumbo. O ano é 1970. Tempos de Copa do Mundo no México, “Pra Frente Brasil”, “ame-o ou deixe-o”. Seleção = pátria em chuteiras. E que seleção foi aquela!  Vida de Goleiro, ou melhor, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é altamente recomendado pra quem gosta e pra quem odeia futebol. Destaque para a direção do elenco infanto-juvenil e de Germano Haiut como Shlomo. Continuar lendo “Vida de Goleiro”

“Escudos dos Times do Mundo Inteiro”

Escudos dos Times do Mundo Inteiro PANDA BOOKSMuitos anos atrás, a revista Placar publicava escudinhos para os times  de botão dos leitores fanáticos por todos os tipos de futebol. De botão (“você não mata a memória de garoto”, disse aqui o PVC), virtual, totó (ou pebolim, ou fla-flu) … lembranças pra quem nunca perde o espírito de menino.

Outra bela dica para crianças de todas as idades neste 12 de outubro é o livro”Escudos dos Times do Mundo Inteiro“(Panda Books), de  Rodolfo Rodrigues. Escudos dos Times … traz cerca de 2.500 distintivos de todos estados, países e continentes possíveis, acompanhados por uma pequena fichinha do clube. Rodolfo Rodrigues contou com a colaboração do jornalista Luiz Fernando Bindi, colecionador de escudos, que infelizmente já nos deixou. Mas o site Distintivos, que Bindi criou, continua no ar.  Vale a pena navegar (a partir de agora, o link estará sempre à direita desta página, debaixo da retranca Mundo Curioso da Bola).