O ex-bad boy da seleção francesa e do Manchester United faz uma nova investida que vira notícia aqui na seção BOLA NA TELA. Eric Cantona, que brilhou como ele mesmo na comédia “À Procura de Eric”, produziu o documentário “Les Rebelles du Foot” sobre cinco jogadores que se destacaram por alguma atuação política. E os torcedores do Corinthians e demais fãs do futebol fino já devem ter percebido pelo poster do ‘doc’ que o doutor é um dos cinco personagens escolhidos. “Les Rebelles du Foot” também são Didier Drogba, o argelino Rachid Mekhloufi (nos anos 50 trocou o futebol francês para fundar o time da Frente de Libertação Nacional na Argélia dominada pela França), Predarg Pasic (que foi da seleção iugoslava e comandou uma escola para todas as etnias, na Sararejo devastada) e o chileno Carlos Caszely (que se recusou a apertar a mão do ditador Pinochet, cujo governo torturou a mãe de Caszely e muita gente mais). Sócrates, Drogba, Mekloufi, Pasic e Caszely… Cada um à sua maneira contribuiu para a democracia, a solidariedade e a liberdade. Coisa rara no futebol. Continuar lendo ““Os rebeldes do futebol”.”→
Este é o cartaz do filme “Soberano 2 – A Heroica Conquista do Mundial de 2005“, que a G7 Cinema lança em 24 de agosto nos cinemas. O documentário foi feito pelo mesmo escrete de “Soberano – Seis Vezes Campeão”, que contou o hexa brasileiro do São Paulo: os diretores e roteiristas Carlos Nader e Maurício Arruda, e o compositor Nando Reis, responsável pelas canções originais – todos tricolores de carteirinha! O copeiro Liverpool, que tinha sido campeão na raça era considerado favorito contra os sul-americanos. Um filme já visto em 1992, 93… Mas o time de guerreiros, “cascudos”, que começou a ser montado por Cuca, passou pelo sempre polêmico Leão e chegou ao Japão com o bem mais calmo Paulo Autuori. Havia talentos, como Amoroso, dois alas ainda em forma, dois volantes que marcavam muito e saíam pro jogo – tanto que o camisa 7 Mineiro marcou o gol decisivo, num passe esperto de Aloísio Chulapa. Havia o sangue tricolor celeste de Diego Lugano na zaga. E acima de tudo, havia Rogério Ceni.
Desde que vi o filme de Felipe D´Andrea no CINEfoot 2012, estava louco para fazer um post sobre “Vai Pro Gol” e o futebol de botão. O post anterior foi o estalo.
“Dizem que tem mais de 100.000 botonistas no Brasil.”
Se a estimativa, citada por um dos entrevistados do documentário “Vai Pro Gol“, pode ter um quê de Nelson Rodrigues – já pensou, um Maracanã superlotado de botonistas brasileiros?- o certo é que todo fim de semana muita gente joga futebol de botão, ou futebol de mesa, esporte levado a sério pelos federados. Clubes de futebol como Corinthians, Nacional, Noroeste, Palmeiras e Santos, sociais como Círculo Militar e o Cisplatina FC ou especializados em botão como o Maria Zélia participam dos campeonatos. Fiquei impressionado com as imagens de inúmeras mesas, num campeonato disputado no belo ginásio do Círculo Militar, em São Paulo (frequentei esse clube na minha infância, mas não sabia que tinha um departamento de futebol de mesa tantas vezes campeão…).
O doc de 22 minutos, em HD, tem ritmo, bons ângulos, bom humor e uma bela trilha – sou todo elogios para o chorinho “Bola de Gude, “das meninas do Choro das 3. Não perca a oportunidade de ver “Vai Pro Gol” nos próximos festivais. Tomara que vire um longa, Felipe! Parabéns.
Está em cartaz em Sampa o interessante “Sobre Futebol e Barreiras” (“Football and Barriers“),filme de Arturo Hartmann, Lucas Justiniano, José Menezes e João Carlos Assumpção. Os quatro brasileiros lançam um olhar sobre o conflito Israel/Palestina, durante o período da Copa do Mundo de 2010.
Sinopse: No momento em que israelenses e palestinos torcem por times durante a Copa do Mundo de 2010, são discutidas questões-chave da história e da sociedade daquele território. Entre os personagens, um judeu israelense que torce pela Alemanha, um árabe que foi um dos principais jogadores da história do futebol de Israel e um palestino que mistura futebol e política na visão que tem de seu povo. Um filme que mostra os sentimentos de inconformismo e de esperança dos participantes, que reflete o que os distancia e ao mesmo tempo, aproxima.
“Sobre Futebol e Barreiras” já passou na Mostra de Cinema, no CINEfoot e na Mostra de Cinema Árabe. Aqui, o futebol é o pano de fundo para as histórias de vida de palestinos e israelenses. Bons personagens, boa música, boa fotografia, boa conversa. Vale conferir para tentar entender um pouco mais esse conflito. Veja um pedacinho do documentário.
Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA
Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””→
O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em “Meninos de Kichute”
(x) Gol de placa
( ) Gol bonito
( ) Bateu na trave
( ) Bola murcha
O espectador do festival CINEfoot recebe na entrada das sessões um cupom com essas opções para marcar em cada um dos filmes da mostra competitiva. E bola pro mato que o jogo é de campeonato e vale a Taça CINEfoot. “Meninos de Kichute”, longa-metragem de Luca Amberg que fechou a rodada dupla da penúltima jornada do festival em São Paulo, ganha fácil a cotação (x) Gol de placa.
O filme inspirado no livro de mesmo nome de Márcio Américo se passa nos anos do “Eu te amo meu Brasil” e parece até feito nos anos 70, de tão cuidada a reconstituição de época. Quem está na faixa dos 40 anos vai se lembrar dos tempos de aulas de Moral e Cívica, álbuns de figurinhas, revistas de mulher pelada, Magiclik, carros Brasília, Kharman Ghia, Dodge Dart, futebol, Canal 100, sonorizado com a versão instrumental de”Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, e claro, a chuteira Kichute do título – e antes que alguém identifique a primeira música do trailer e do filme com o ufanismo do “Brasil gigante”, noto que é possível identificar no papel do pai o Estado violento, repressor e mentiroso. Mesmo para uma criança criada em apartamento como este que vos bloga, é impossível não se identificar com as desventuras desses “guris”. Ótimos diálogos, factíveis, ótimas atuações (especialmente de Werner Schünemann, Vivianne Pasmanter, Arlete Salles e o protagonista Lucas Alexandre, bem dirigido como todo o elenco “juvenil), boa trilha sonora da época, a cargo de Netinho, dos Incríveis. É certamente um dos nossos melhores filmes sobre futebol – e sobre amizade e descobertas. Referências fora do Brasil: “Conta Comigo”, clássica sessão da tarde, e a nostalgia de “Adeus Lênin”.
“Que belo time/que belo esquadrão. Juventus amigo/do meu coração”, canta a torcida Ju-Jovem do clube grená da Mooca, presente na segunda sessão desta noite. Que belo filme, digo eu, sobre o curta “Juventus Rumo a Tóquio”, que assisti na telona pela segunda vez. E mesmo tendo visto outras vezes na internet, sinto o suspense do documentário, mesmo sabendo o resultado. Muito bom!
Ah, sim: o CINEfoot convidou o Divino camisa 10 Ademir da Guia para receber uma placa em homenagem aos 100 anos de nascimento do pai dele, Domingos da Guia, o Divino Mestre. Bacana!
É o festival de cinema que a gente esperava desde a infância: tem filme sobre futebol de botão, kichute… só faltou um sobre pebolim, mas isso o Juan José Campanella está se encarregando de produzir. Também tem papo sério: conflito Israel-Palestina. Neste sábado, 2 de junho, o CINEfoot exibe a partir das 16h, no auditório do Museu do Futebol, o curta “Vai pro Gol” (na trilha sonora, tem música das meninas do Choro das 3, excelente grupo) e o longa “Sobre Futebol e Barreiras” – um olhar sobre o conflito Israel-Palestina em meio à última Copa do Mundo. Confira um teaser no site oficial.
Texto anterior, do primeiro dia de festival em SP:
O CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol – anunciou na sua página os filmes convocados para a copa, digo, para mostra competitiva, no Rio de Janeiro (entre 24 e 29 de maio no Arteplex da praia de Botafogo) e em São Paulo (de 31 de maio a 5 junho no Museu do Futebol e Reserva Cultural). Vale a Taça CINEfoot.
Bola pro mato que o jogo é de campeonato, então. Confira a lista dos longas que participam da mostra competitiva no Rio:
“Rock´N Ball” (de Dmitri Prikhodko, Ucrânia, 2011)
“Santos, 100 Anos de Futebol Arte” (de Lina Chamie, SP, 2012). Veja o trailer.
“Sobre Futebol e Barreiras” (de Arturo Hartmann, Lucas Justiniano, José Menezes, João Carlos Assumpção, SP, 2011). O cotidiano de judeus e palestinos em 2010, durante a Copa do Mundo disputada na África do Sul. Como a linguagem do futebol influencia os moradores da região? Exibido na última Mostra de Cinema de SP. Confira o trailer.
A torcida do Peñarol é protagonista. Joga as partidas”. Gerardo Caetano, historiador uruguaio, no filme “Manyas – La Película“
A seção BOLA NA TELA informa: o documentário sobre o Peñarol – ou melhor, sobre os “manyas” (ou “carboneros”), os torcedores do clube uruguaio – foi uma das atrações do 3º CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol. Participou inclusive da mostra competitiva, no Rio (final de maio/2012).
Rolou em setembro de 2010, em Manchester, a avant-premiere de Blue Moon Rising, documentário sobre o time azul da cidade. Deu nos blogs Brasil Mundial FC e no Premier League Brasil. O filme é fruto de uma parceria do milionário Manchester City com a Endemol Sport Productions, braço esportivo da produtora com tentáculos em telas de vários cantos do mundo, a Endemol. Reality show? Não é à toa que as câmeras do diretor Stewart Sugg acompanham quatro torcedores do City na temporada 2009/2010, que viajaram Inglaterra afora numa mega van. Noel Gallagher, cara-metade do Oasis, torcedor fanático do Manchester City, participa do filme – e foi à pre-estreia (veja no site oficial do clube). Continuar lendo “Documentário sobre o Manchester City: “Blue Moon Rising””→