“Sobre Futebol e Barreiras”

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http://www.footballandbarriers.com/

Está em cartaz em Sampa o interessante “Sobre Futebol e Barreiras” (“Football and Barriers“),filme de Arturo Hartmann, Lucas Justiniano, José Menezes e João Carlos Assumpção. Os quatro brasileiros lançam um olhar sobre o conflito Israel/Palestina, durante o período da Copa do Mundo de 2010.

Sinopse: No momento em que israelenses e palestinos torcem por times durante a Copa do Mundo de 2010, são discutidas questões-chave da história e da sociedade daquele território. Entre os personagens, um judeu israelense que torce pela Alemanha, um árabe que foi um dos principais jogadores da história do futebol de Israel e um palestino que mistura futebol e política na visão que tem de seu povo. Um filme que mostra os sentimentos de inconformismo e de esperança dos participantes, que reflete o que os distancia e ao mesmo tempo, aproxima.

“Sobre Futebol e Barreiras” já passou na Mostra de Cinema, no CINEfoot e na Mostra de Cinema Árabe. Aqui, o futebol é o pano de fundo para as histórias de vida de palestinos e israelenses. Bons personagens, boa música, boa fotografia, boa conversa. Vale conferir para tentar entender um pouco mais esse conflito.  Veja um pedacinho do documentário.

Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

“Futebol é Deus” (“Football is God”). Um filme sobre a paixão pelo Boca.

Este é um filme sobre a paixão dos torcedores do Boca Juniors, que tem como subtítulo “em nome do pai, do filho e de Diego Maradona”. É uma produção dinamarquesa dirigida por Ole Bendtzen, que foi exibida no recente festival CINEfoot no Rio e S.Paulo. Ole Bendtzen acompanha um operário fanático por Maradona (Pablo), uma senhora que a gente pode comparar àquelas torcedoras-símbolo, Paula, conhecida por todos no Boca como La Tia. E um jornalista, Hernán, que trabalha para o site do clube ‘xeneize’. A fotografia é excelente. Chegam a arrepiar as tomadas que mostram La Bombonera. E os personagens são muito bons – e por incrível que pareça, o melhor é o que é menos “povão”, Hernán. São hilários seus diálogos no divã do terapeuta.  Também é muito boa a história da lembrancinha de aniversário que La Tia decide comprar para Martín Palermo. Aperto o botão curtir para este filme.

  • Leia também:
  1. Rolê do blog pela Bombonera e pelo Museo de la Pasión Boquense.
  2. Outros filmes do CINEfoot vistos pelo blog.


Que bonito é…


A terceira edição do CINEfoot terminou em São Paulo com uma sessão em homenagem ao Canal 100, à conquista da Jules Rimet e ao bi mundial do Santos em 1962 e 63 e a premiação aos vencedores do festival (mantendo o mistério neste começo do post, um filme sobre o Bahia, um sobre a democracia corintiana e outro sobre um pequeno time da Catalunha).

A primeira atração foi um curta do clássico acervo do Canal 100 sobre o Santos bicampeão do mundo, com as imagens dos jogões contra o Benfica em 1962, da final da Libertadores de 1963, contra o Boca, em plena Bombonera (os boquenses já comemoravam com avalanche, atrás do gol), e das duas partidas realizadas no Maracanã, contra o Milan em 1963 (o Santos perdeu em Milão, venceu a partida de volta no Maracanã -sem Pelé-e também o jogo-desempate, 48 horas depois). Sempre bom ver e rever os gols geniais de Pelé, em jogadas cheias de força, arte e raça (como ele vibrava, com cada gol, pulando e dando o soco no ar), e todo o timaço do Santos. E dá-lhe “Que Bonito É (Na Cadência do Samba)”.  O segundo filme da noite também foi uma produção do Canal 100, o longa “Brasil Bom de Bola”, que conta a história do futebol tricampeão em 70. Continuar lendo “Que bonito é…”

“Meninos de Kichute” e uma chuva de gols, na rodada dupla do CINEfoot.

O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em "Meninos de Kichute"
O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em “Meninos de Kichute”

(x) Gol de placa
( ) Gol bonito
( ) Bateu na trave
( ) Bola murcha
O espectador do festival CINEfoot recebe na entrada das sessões um cupom com essas opções para marcar em cada um dos filmes da mostra competitiva. E bola pro mato que o jogo é de campeonato e vale a Taça CINEfoot. “Meninos de Kichute”, longa-metragem de Luca Amberg que fechou a rodada dupla da penúltima jornada do festival em São Paulo, ganha fácil a cotação (x) Gol de placa.

O filme inspirado no livro de mesmo nome de Márcio Américo se passa nos anos do “Eu te amo meu Brasil” e parece até feito nos anos 70, de tão cuidada a reconstituição de época. Quem está na faixa dos 40 anos vai se lembrar dos tempos de aulas de Moral e Cívica, álbuns de figurinhas, revistas de mulher pelada, Magiclik, carros Brasília, Kharman Ghia, Dodge Dart, futebol, Canal 100, sonorizado com a versão instrumental de”Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, e claro, a chuteira Kichute do título – e antes que alguém identifique a primeira música do trailer e do filme com o ufanismo do “Brasil gigante”, noto que é possível identificar no papel do pai o Estado violento, repressor e mentiroso. Mesmo para uma criança criada em apartamento como este que vos bloga, é impossível não se identificar com as desventuras desses “guris”.  Ótimos diálogos, factíveis, ótimas atuações (especialmente de Werner Schünemann, Vivianne Pasmanter, Arlete Salles e o protagonista Lucas Alexandre, bem dirigido como todo o elenco “juvenil), boa trilha sonora da época, a cargo de Netinho, dos Incríveis. É certamente um dos nossos melhores filmes sobre futebol – e sobre amizade e descobertas. Referências fora do Brasil: “Conta Comigo”, clássica sessão da tarde, e a nostalgia de “Adeus Lênin”.

Veja aqui o trailer de “Meninos de Kichute”. Vida longa a este filme.

cartaz-divunet

  • “Que belo time/que belo esquadrão. Juventus amigo/do meu coração”, canta a torcida Ju-Jovem do clube grená da Mooca, presente na segunda sessão desta noite. Que belo filme, digo eu, sobre o curta “Juventus Rumo a Tóquio”, que assisti na telona pela segunda vez. E mesmo tendo visto outras vezes na internet, sinto o suspense do documentário, mesmo sabendo o resultado. Muito bom!
  • Ah, sim: o CINEfoot convidou o Divino camisa 10 Ademir da Guia para receber uma placa em homenagem aos 100 anos de nascimento do pai dele, Domingos da Guia, o Divino Mestre. Bacana!

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Luz, câmera… gol! É o CINEfoot em Sampa.


É o festival de cinema que a gente esperava desde a infância: tem filme sobre futebol de botão, kichute… só faltou um sobre pebolim, mas isso o Juan José Campanella está se encarregando de produzir. Também tem papo sério: conflito Israel-Palestina. Neste sábado, 2 de junho, o CINEfoot exibe a partir das 16h, no auditório do Museu do Futebol, o curta “Vai pro Gol” (na trilha sonora, tem música das meninas do Choro das 3, excelente grupo) e o longa “Sobre Futebol e Barreiras” – um olhar sobre o conflito Israel-Palestina em meio à última Copa do Mundo. Confira um teaser no site oficial.

  • Texto anterior, do primeiro dia de festival em SP:

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“Bahêa Minha Vida – O Filme” passa neste sábado, às 21h no #Cinefoot, em Botafogo. Dia primeiro, 19h30, em SP, no Museu do Futebol.

Fut Pop Clube

Atualizado em 6 de junho de 2012



Trailer oficial do filme “Bahêa Minha Vida”, de Márcio Cavalcanti, que acaba de conquistar a Taça CINEfoot de melhor longa-metragem, na parte paulista da terceira edição do festival de cinema de futebol! Segundo os produtores, foi o documentário nacional mais assistido em 2011. Gol!

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Neste sábado, 26 de maio, no CINEfoot, no Rio.

Fut Pop Clube

Publicado em  22/04/2012

A torcida do Peñarol é protagonista. Joga as partidas”. Gerardo Caetano, historiador uruguaio, no filme “Manyas – La Película

A seção BOLA NA TELA informa: o documentário sobre o Peñarol – ou melhor, sobre os “manyas” (ou “carboneros”), os torcedores do clube uruguaio – foi uma das atrações do CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol. Participou inclusive da mostra competitiva, no Rio (final de maio/2012).

Em agosto/2012, o filme passou na sessão Cone Sul, do Canal Brasil.
Fut Pop Clube teve a oportunidade de ver em DVD o filme, que foi lançado em outubro de 2011, com sucesso de bilheteria no Uruguai.

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Sessão de abertura do CINEfoot, o Festival de Cinema de Futebol, no Rio

http://www.imdb.com

Um curta sobre o São Cristóvão de Futebol e Regatas e uma longa russo de ficção que tem como personagem um goleiro do Dínamo de Kiev  abrem amanhã a seleção carioca do terceiro CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol. A sessão começa às 20h30, com “Meu Glorioso São Cristóvão“, um doc de Ney Costa Santos de 1978 sobre o simpático São Cri-Cri, campeão carioca de 1926, clube onde começou o Fenômeno. Em seguida, o CINEfoot exibe o filme russo “Match”. O diretor Andrei Malyukov conta a relação atribulada entre o goleiro do Dínamo e uma grande paixão. A Segunda Guerra interfere no romance e o destino de muitas pessoas depende de uma partida de futebol. A sinopse me deixou com muita vontade de ver (abaixo, publico o trailer; a produção parece bacana). Então, “Meu Glorioso São Cristóvão” e “Match” abrem o CINEfoot no Rio, nesta quinta-feira, 24 de maio, a partir de 20h30, no Espaço Itaú de Cinema – praia de Botafogo, 316. A entrada é grátis, e por isso mesmo, é bom chegar um tempo antes para garantir um lugar.


Bem que poderia passar na seleção paulista do festival… Ou entrar logo em cartaz!
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Um bairro. Um clube de futebol. Uma identidade. “Bichos Criollos”, um filme sobre o Argentinos Juniors.

Cartaz do filme “Bichos Criollos”, sobre o Argentinos Juniors

O bairro é La Paternal, na região central de Buenos Aires. O clube, a Associación Atlética Argentinos Juniors, que revelou o genial Diego Maradona (“Los Cebollitas” era o apelido do time formado pelo treinador Francisco Cornejo) e outros craques como Juan Román Riquelme, Fernando Redondo, Esteban Cambiasso e Juan Pablo Sorín. Foi graças a um comentário de Sorín, durante transmissão de jogo do River Plate, na ESPN Brasil que fiquei sabendo do filme “Bichos Criollos”, um documentário de 75 minutos sobre o Argentinos Juniors, dirigido por Diego Lombardi. Na mesma semana em que dois campeões estaduais do futebol verde e amarelo, os fortes Fluminense e Santos, perderam nos alçapões do Boca e do Vélez, o doc “Bichos Criollos” estreou em dois cinemas de Buenos Aires. O produtor Victor Tujschinaider comentou aqui no Fut Pop Clube que tinha interesse em mostrar o filme aqui no Brasil, em cinemas ou na TV. E a boa nova: “Bichos Criollos” vai passar na mostra competitiva do festival CINEfoot 2013 tanto no Rio (23-28 de maio, no Espaço Itaú de Cinema -Praia de Botafogo e CCJF) como em São Paulo (6-11 de junho, Museu do Futebol e/ou Espaço Itaú de Cinema Augusta).

Ainda vou procurar uma edição da “El Gráfico” que tem reportagem de capa sobre Maradona, no tempo dos “cebollitas”. E atualizo o blog.

Dentro do post, republico o texto anterior, que explica o título “Bichos Criollos”. Também dá para ver o trailer.  Continuar lendo “Um bairro. Um clube de futebol. Uma identidade. “Bichos Criollos”, um filme sobre o Argentinos Juniors.”