Luto no planeta rock

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Não, Aladdin Sane não era do River Plate ou do Rayo Vallecano. O genial David Bowie (1947-2016) não estava nem aí para o futebol e não torcia pra nenhum time, como o Lemmy (líder do Motörhead, que nos deixou no finalzinho de 2015). Sem grilos. O planeta bola – que hoje premiou os melhores de 2015, como o extraterrestre Lionel Messi – não deixou de prestar sua homenagens a David Robert Jones, londrino do Brixton.

Como a bela imagem que ilustra este post, arte do blog argentino La Casaca, que em 2015 adaptou a capa do  LP “Aladdin Sane” para uma camisa de futebol. Dica do Futebol no País da Música, novo blog do jornalista Beto Xavier.

Quem sabe se ele tivesse nascido mais ao norte, perto do Arsenal do Nick Hornby ou do Tottenham do pai da Amy, ou a leste de Londres, casa do West Ham United, de tantos roqueiros, do metal ao punk.

Por sinal, o eterno técnico do Arsenal,  o francês Arsene Wenger, foi perguntado sobre a morte de Bowie numa das tradicionais coletivas que os profissionais de futebol estão acostumados a dar. E falou bonito.

Sou fã da música de Bowie, claro. A mensagem que ele deu pra minha geração foi importante, depois da segunda Guerra Mundial. Seja forte o bastante para ser você mesmo”.

Depois dessa, Wenger inspirou até ilustração com a maquiagem do Aladdin Sane.

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Trilha sonora do título carioca de 1980

Em dezembro, fez 35 anos que Fluminense conquistou o campeonato carioca de 1980. Na campanha de 80, a torcida tricolor estreou nas arquibancadas do velho Maraca um de seus cantos mais conhecidos: “A benção, João de Deus” – homenagem ao papa João Paulo II, que você sabe, ao lado de Ghiggia e Frank Sinatra, silenciou o Maracanã.

Eram tempos que os clássicos levavam facilmente pelo menos 100 mil pessoas ao estádio. O gol do título – uma cobrança de falta de Edinho contra o vascaíno Mazaropi – abre um LP de vinil lançado pela CID em 80: “É Campeão – Os gols que deram o título ao tricolor” – achado num sebo de Copacabana, 35 anos depois do lançamento. O disco tem oito gols da campanha do Flu, narrados pelo garotinho José Carlos Araújo (então na rádio Nacional), e muitos sambas e marchinhas, em pout-pourris com o conjunto Explosão do Samba. Logo depois do golão de Edinho, vem o hino mais popular do Fluminense, obra de Lamartine Babo. E uma versão de “O Campeão (Meu Time)”, clássico samba de arquibancada de Neguinho da Beija-Flor, que é… rubro-negro. Entre um gol de Cláudio Adão e outro do meio-campo Gilberto, camisa 8 (ambos contratados pelo Flu naquele ano), tem marchinhas clássicas, como “Piada de Salão” e “Chiquita Bacana” e composições de João Roberto Kelly, um tricolor de coração.

Virando pro lado B…DSC07542-1 Continuar lendo “Trilha sonora do título carioca de 1980”

Borussia Dortmund, 116

O sábado do Borussia Dortmund não foi lá muito feliz em termos de Bundesliga 2015-16. O aniversariante viajou a Colônia, perdeu de virada – o segundo gol do Köln foi um presentaço da defesa visitante – e viu o arquirrival de Munique ganhar com gol de pênalti de Thomas Müller – contrato renovado até 2021! – e abrir 8 pontos de vantagem na ponta da tabela. O Bayern (ainda) de Guardiola já garantiu o simbólico título de “campeão de inverno”.

Borussia DortmundMas 116 anos de história do Dortmund não merecem passar em silêncio. Pra quem não viu ainda, olha este vídeo da orquestra da rádio WDR com a torcida do Borussia. Também receberam esta homenagem o Köln, o Borussia ‘Gladbach, o Bayer Leverkusen e o Schalke 04.

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Em cartaz: “Chico – Artista Brasileiro”.

Não fosse o gol de Alcides Ghiggia, aos 34 do segundo tempo, o segundo do Uruguai, a Copa do Mundo de 1950 teria sido levantada por Augusto, zagueiro do Vasco, camisa 2 e capitão da seleção brasileira. É ele quem aparece numa linda foto de José Medeiros, da revista “O Cruzeiro”, sendo consolado pelo goleiro da Celeste, bicampeã mundial, Roque Máspoli. Augusto é o tema de uma das interessantes declarações de Chico Buarque, no belo documentário de Miguel Faria Jr, Chico – Artista Brasileiro. Umas duas décadas depois do Maracanazo, o capitão da seleção de 1950 trabalhava como censor. “Tanto Mar”, letra de Chico Buarque sobre a Revolução nos Cravos, em Portugal, parou no ex-zagueiro. No doc, Chico conta que tentaram dobrar o censor com uma garrafa de whisky. Não adiantou. “Não deixava passar nenhuma bola” o ex-becão, depois censor Augusto da Costa.
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“Chico – Artista Brasileiro” tem outros momentos que reforçam a paixão de Chico 255713_129139183831817_7769166_nBuarque pelo futebol. Aparece jogando botão, jogando com craques como Zidane num jogo de amigos do português Luís Figo, goleando nas peladas do campinho do invicto Politheama com amigos e músicos como Bob Marley. A fotografia ao lado está no museu do Bob Marley na Jamaica, e Chico se diverte contando que segundo um surfista brasileiro, um guia do museu diz que, na foto, Bob está ao lado de “um cantor alemão”… Mais: Mart’nália e Adriana Calcanhotto arrasam em “Biscate”, originalmente um dueto Chico & Gal Costa, disco “Paratodos”, 1993. É uma D.R. de casal em que o cara reclama com a companheira que quer ouvir um hipotético “Flamengo x River Plate”.

Aliás, são muitos bons os números musicais, de Ney Matogrosso ao dueto da portuguesa Carminho com Milton Nascimento, com ótimos arranjos e espetacular captação de áudio.

É um belo documentário sobre a música e um tanto da vida de Chico Buarque de Hollanda. A relação com o pai, a descoberta do irmão, alemão, o casamento com Marieta, a separação. Os netos. Chico escritor. Sem falr no riquíssimo material de arquivo.

Quem se interessa por MPB não pode deixar de ver.

Dentro do post, veja o trailer e confira os cinemas que exibem o filme esta semana.

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Podcast sobre o Athletic

A nova catedraç de San Mamés. @futpopclube
A nova catedral de San Mamés. @futpopclube

Convidamos o amigo Raphael Sanz, de família basca, que nos apresentou a torcida do maior representante futebolístico do Euskadi. A forte identidade regional, as rivalidades com os clubes madrilenhos, muito folclore e rock cantado em euskara, ressonando desde a Herri Norte, que faz pulsar o renovado San Mamés.bannermenor_SDT_estreia-730x360
Por falar na série Som das Torcidas, da Central3 (veja post anterior), os podcasts que inspiraram a primeira temporada em vídeo contam com mais de 70 programa. O podcast Som das Torcidas #71 fala do Athletic Club, de Bilbao, a influência dos ingleses, a ligação com o Atlético de Madrid (que nasceu como filial do clube de Bilbao), os anos sob Franco, as principais características – como só ter jogadores de origem basca, a torcida dos leones e, claro, cantos e músicas ouvidos em San Mamés. Ao lado do convidado Raphael Sanz, os titulares do programa rolam bandas como Escorbuto, Su Ta Gar e M.C.D. (Me Cago en Dios). Confesso que não conhecia a versão em castelhano do hino do Athletic – completamente diferente do hino que se ouve na ‘catedral’.

Dá pra ouvir e baixar o programa aqui. Uma boa pra ouvir no trânsito!
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Na rede: “Som das Torcidas”, primeira temporada.

O que Tim Maia (torcedor do América-Rio), o vascaíno Martinho da Vila, o flamenguista Ary Barroso, o Jack White do White Stripes e um sucesso de Bonnie Tyler têm a ver com os times da cidade de São Paulo? Músicas de artistas como esses (mais Luiz Gonzaga, Adoniran e até fado etc etc etc) foram adaptadas por torcidas paulistanas. A relação entre música popular e futebol, os hinos, os cantos,os mantras, as batidas das torcidas são assunto da série Som das Torcidas que depois de 70 podcasts chegou ao vídeo. bannermenor_SDT_estreia-730x360Cinco curtas sobre as torcidas de times paulistanos estão na primeira temporada do Som das Torcidas, que teve uma pré-estreia no CINEfoot e desde 1º de dezembro pode ser vista na íntegra no site do programa. O pessoal da Central3 começou a série visitando estádios e conversando com torcedores de Corinthians, Juventus, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo para tratar da história, da origem e das referências das músicas cantadas nas arquibancadas. Bem legal o trabalho de pesquisa feito para os curtas por Leando Iamin, Matias Pinto e Paulo Júnior (Leandro e Paulo apresentam a versão em vídeo do Som das Torcidas). A direção dos 5 curtas é de Pedro Asbeg (premiado diretor de “Geraldinos”, “Democracia em Preto e Branco”). Que venham outras temporadas, em outras cidades, estados e, quem sabe, países!


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Olé! Os Rolling Stones vão tocar em 8 estádios da América do Sul em 2016.

Olé! Os Rolling Stones vão tocar em 8 estádios da América do Sul em 2016.
Mosaico com o cartaz da turnê latino-americana. na conta dos Stones no Instagram.
Mosaico com o cartaz da turnê latino-americana. na conta dos Stones no Instagram.

Em fevereiro… em fevereiro, tem Carnaval… e vai ter Rolling Stones também. A banda de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts confirmou hoje a volta à América Latina em 2016, 10 anos depois do megashow na praia de Copacabana. Aleluia! Vai ser uma turnê quase toda em estádios de futebol – com exceção da Cidade do México – para Copa Libertadores nenhuma botar defeito. E em algumas cidades, os cinquentones vão tocar pela primeira vez. Como Porto Alegre, Montevidéu, Lima e Bogotá.

  • Confira as datas da Olé Tour 2016:
  1. Chile – 3 de fevereiro de 2016 – Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos
  2. Argentina – 7 de fevereiro – Estádio Único Ciudad de La Plata
  3. Argentina – 10 de fevereiro – Estádio Único Ciudad de La Plata
  4. Argentina – 13 de fevereiro – Estádio Único Ciudad de La Plata
  5. Uruguai – 16 de fevereiro – Estádio Centenario
  6. Rio de Janeiro – 20 de fevereiro, um sábado – Maracanã
  7. São Paulo – 24 de fevereiro, uma quarta-feira  – Morumbi
  8. São Paulo – 27 de fevereiro, um sábado – Morumbi
  9. Porto Alegre – 2 de março, uma quarta-feira – Beira-Rio
  10. Peru – 6 de março – Estádio Monumental
  11. Colômbia – 10 de março – El Campín
  12. México – 14 de março – Foro Sol, Cidade do México

As vendas começam a partir de 9 de novembro. Prepare o $$$ e fique de olho no site: http://www.rollingstones.com/tickets/

Veja o vídeo promocional da Olé Tour 2016.

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Parque do rock

12144821_976801659050056_4101267090093051607_nO Allianz Parque está virando mesmo um “parque do rock”. Ontem foi confirmado que o Flight 666, o avião do Iron Maiden, vai fazer uma escala em São Paulo. Em 26 de março do ano que vem, a Donzela de Ferro vai tocar pela terceira vez no estádio do Palmeiras – que agora é uma arena, assim, state of art. O Maiden esteve na versão anterior do estádio Palestra Itália (Parque Antarctica) em 1992 – excursão do discão Fear of the Dark – e em 2008, na primeira parada da ótima turnê Somewhere Back in Time.

Lembrando que o moderno Allianz Parque foi inaugurado por Sir Paul McCartney (torcedor do Everton? Ou Liverpool? Nevermind!), também já recebeu shows do vascaíno e palmeirense Roberto Carlos, do Rod Stewart (fanático pelo Celtic) e da Katy Perry e este ano vai receber ainda a banda Muse e o guitarrista David Gimour.

Todas as datas da turnê “The Book of Souls” no Brasil dentro do post. Continuar lendo “Parque do rock”

Rock e soul na tela

amyDuas dicas sobre música no cinema para esta semana.

Amy”, sobre a ascensão e o triste fim da talentosa cantora inglesa, já passou em alguns cinemas brasileiros e tem novas sessões nesta terça. Perturbador.

Já o concerto Roger Waters The Wall tem estreia mundial nesta terça-feira. Novas sessões sábado e domingo. O trailer está sensacional.

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Funk metal alviverde

O Palmeiras apresentou hoje mais um … calma lá, o Verdão já contratou bastante este ano… O palmeirense aí da foto é o Mike Patton, vocalista do Faith No More, que começa daqui a pouco em Sampa mais uma passagem pelo Brasil, agora com a turnê do “Sol Invictus”, disco bom pacas. Patton ganhou uma camisa 10 do Palmeiras, certamente interessado em vincular cada mais mais sua moderna arena ao rock – há alguns dias, o pessoal da banda sueca At The Gates também ganhou camisetas do clube.

FOTO Gabriel Barbosa TV Palmeiras FAM
FOTO Gabriel Barbosa TV Palmeiras FAM

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