O Juventus Museumtem uma extensa linha do tempo que conta a história do clube desde 1897, de cada scudetto, das estrelas acima do escudo, dos hinos…
Conta com uma grande galeria de camisas históricas dos ídolos bianconeri que usaram a camisa listada (e suas alternativas, azuis, amarelas, rosas etc) em mais de 300 partidas.
O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann
Interessante rever “O Milagre de Berna” um dia depois do tetra da Alemanha. Essa ficção que passou rapidinho pelos cinemas brasileiros no final de 2004, começo de 2005 (foi lançada em DVD) faz um paralelo entre a situação difícil de uma família alemã depois da Segunda Guerra e a campanha campeã da seleção da Alemanha (Ocidental), na Copa da Suíça, em 1954.
E pensar que na primeira fase a seleção alemã tomou de 8×3 da invencível Hungria, de Puskas e companhia! Verdade que o técnico Sepp Herberger poupou titulares.
Na final, a favorita Hungria e a Alemanha voltaram a se enfrentar. O time vermelho chegou a abrir 2×0 no placar, mas tomou a virada (tá certo que o juiz anulou um gol húngaro). Final, 3×2, Alemanha campeã do mundo pela primeira vez. E esta simpática produção alemã ajuda a entender porque jogadores como Fritz Walter e Rahn são lembrados até hoje nesta grande potência do futebol.
Chamam muita atenção as elogiadas cenas que recriam -em cores- lances decisivos da Copa do Mundo de 54, com ótima caracterização da época. Até o ator Henrik Benboom, que faz o papel de Puskas, usa aquele topete repartido ao meio do maior craque húngaro de todos os tempos… Bela a cena com o áudio de transmissão de rádio em cima das imagens da molecada jogando bola.
Nesta segunda-feira,16 de junho, 64 anos da inauguração do Maracanã, a sessão É Tudo Verdade, do Canal Brasil, passa às 22h o excelente documentário “Fla x Flu – 40 Minutos Antes no Nada“. O filme de Renato Terra (codiretor de “Uma Noite em 67”) ganhou o prêmio de melhor documentário do júri popular no Festival do Rio 2013. Tive a oportunidade de ver a pré-estreia paulistana, que em 2013 lotou o auditório Armando Nogueira, do Museu do Futebol, em pleno Pacaembu! É um tal de provocação… “Recordar é viver, Assis acabou com você” x hat–trick do Zico… Quase todas brincadeiras sadias, verbais, engraçadas, tiração de sarro como deveriam ser as rivalidades no futebol. Como sou “neutro”, devo dizer que me diverti muito, nos 85 minutos do filme. Que figuraças os entrevistados… de um lado, Sacha Rodrigues (neto rubro-negro do profeta tricolor Nelson Rodrigues), Márvio dos Anjos, Márcio da Fla-Angra, Francisco (a cara do João) Bosco, Arthur Muhlenberg, e por falar em Arthur, Zico, Júnior e Leandro. Do outro lado, Toni Platão, Pedro Bial, notórios tricolores, Heitor D´Alincourt, Márcio Trindade, o folclórico Desiré e… Assis… Assis rouba o filme! Os caras já são engraçados… e a dupla de entrevistadores, formada pelo próprio diretor, Renato Terra (FFC), e Luiz Antônio Ryff (CRF) – soube provocar, para tirar o máximo dos personagens. O objetivo do diretor não era fazer um filme cronológico, do primeiro Fla-Flu, em 1912, ao Fla-Flu do centenário. Onze clássicos considerados históricos são de alguma maneira lembrados. Renato Terra afirma que quis fazer um filme sobre a paixão, a paixão dos torcedores. E conseguiu. Depois da sessão em São Paulo, houve um bate-papo no auditório do Museu do Futebol, E uma senhora comentou que não gosta de futebol, mas se amarrou no filme. Continuar lendo “É Tudo Verdade: “Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada”, no Canal Brasil.”→
Leão, Nelinho (Zé Maria), Luís Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Piazza (Carpegiani), Rivellino e Paulo César Caju; Valdomiro, Jairzinho e Leivinha (Mirandinha ou ainda Dirceu). No papel, está muito longe de ser um time ruim. Todos eram craques que deram muitas alegrias aos torcedores de seus clubes (e olha o desperdício: do banco, Ademir da Guia só saiu para disputar o 3º lugar, contra a Polônia – Pelé só aparece nas tribunas e numa visita à concentração). Mas o “Futebol Total” do título se refere ao Carrossel Holandês, a Laranja Mecânica de Cruyff e cia, que deu um baile de bola na Copa do Mundo disputada na Alemanha Ocidental, em 1974. As câmeras do Canal 100 esperavam registrar o tetra do Brasil, 4 anos depois do tri no México. Acabaram registrando um pouco da “revolução holandesa”. E muitos motivos do fiasco brasileiro. A arrogância e o desprezo perderam feio.
É interessantíssimo ver o documentário do Canal 100 sobre o Mundial de 74 pouco antes da abertura da Copa de 2014. Futebol muito bem filmado, e ainda por cima, com um uso do slow motion, o efeito de “câmera lenta”, que transforma o jogo de bola num balé de imagens.
Por coincidência, a sessão que eu vi, no encerramento do festival CINEfoot no Espaço Itaú de Cinema, foi poucos dias depois da morte do lateral-esquerdo Marinho Chagas. O camisa 6 da seleção naquela Copa era mesmo uma das opções de ataque do escrete de Zagallo. O zagueiro Luís Pereira também.
“Futebol Total” foi dirigido por Carlos Leonan e Oswaldo Caldeira, com texto de Sergio Noronha e narração de Cid Moreira. Na trilha, rola Jimi, rola Ben, rola Milton. A montagem, inteligente, comenta com as imagens os depoimentos. Tem muitas entrevistas com torcedores e a certa altura João Saldanha (a quem Zagallo sucedeu em 1969) bate papo com Aymoré Moreira e Gerson. Preguinho, Leônidas, Domingos da Guia, Zizinho, Garrincha, Gylmar, Nilton Santos e o ‘canhotinha de ouro’ falam sobre a participação do Brasil nos mundiais de 1930 a 70. Somos brindados com muitos lances do tri.
Enfim, que bonito é… futebol filmado e editado pelo Canal 100. Valeu, CINEfoot!
Drama. Humor. Provocações. Boas histórias. Depoimentos interessantes, bem amarrados. Rico material de arquivo.
O filme “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense“ tem tudo o que um bom documentário de futebol deve ter. Estádios lotados. Craques. Grandes decisões. Golaços.
O filme, assinado pelo jornalista Mauro Beting, pelo cineasta Jaime Queiroz e pela produtora Canal Azul, se concentra nos 16 anos da história do Palmeiras. Do Paulistão de 1976 ao de 1993, já com o patrocínio da Parmalat, e o sofrido jejum entre essas conquistas. Destaca também que 2 anos antes de começar esse jejum, o Palmeiras deixou o rival Corinthians mais três anos na fila, ao vencer a decisão do estadual de 1974. Ainda eram os tempos de Ademir da Guia, divino camisa 10 reverenciado no começo do documentário, Dudu, Leivinha e Luís Pereira. Com a venda dos dois últimos para o Atlético de Madrid (onde viraram ídolos) e o fim da carreira de Dudu e Da Guia, o Palmeiras teve que se reformular. E teve cada elenco… que o bom humor dos entrevistados, muito bem escolhidos, não deixa escapar.
Claro que os palmeirenses vão se emocionar com as lembranças das grandes vitórias e também dos anos de sofrimento.
Mas “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense”não deveria ser curtido só pelos alviverdes, não. Deveria ser visto por todos que gostam de futebol emoção, talvez até por alvinegros que já tenham superado as feridas de 74 e 93. Aqui está boa parte da história do nosso futebol, na década dos últimos grandes campeonatos paulistas. Palmas.
Abaixo, um teaser divulgado na página da produtora Canal Azul no You Tube.
As livrarias receberam um caminhão de novidades e relançamentos sobre futebol e em especial Copa do Mundo. Tem muito livro bom.
O Sesc Pompeia faz uma exposição multimídia sobre futebol & música (Música de Chuteiras) e no Rio tem um musical (“Samba Futebol Clube”) – vamos falar deles ainda. Estes dias antes da Copa são ótimos tempos para quem gosta de filmes sobre futebol.
Uma excelente notícia é o lançamento em DVD da animação 3D “Um Time Show de Bola” (“Metegol”), filme dirigido por um craque argentino do cinema, Juan José Campanella, a partir de um conto de Fontanarossa, que era maluco por futebol. Bonequinhos de pebolim (totó) ganham vida e saem da mesa de jogo nesse filme pra agradar a família toda.
A gorduchinha também rola redonda nos cinemas.
O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em “Meninos de Kichute”
Uma produção brasileira que passou numa edição anterior do festival CINEfoot finalmente entra em circuito em 5 de março. “Meninos de Kichute“, de Luca Amberg. Kichute? A molecada de hoje nem sabe o que é isso, mas esse é um filme com potencial para agradar o público infanto-juvenil e ainda mais os marmanjos que vão se emocionar com as lembranças da infância nos anos 70. Como o kichute, chuteirinha algo tosca que era objeto do desejo de 10 entre 10 boleirinhos dos 70.
E a edição 2014 do CINEfoot – que já terminou no Rio – continua em São Paulo (Espaço Itaú de Cinema e CCSP) e em BH com uma programação espetacular. Pena que se o torcedor/espectador perde uma sessão de um filme em especial dificilmente terá uma segunda chance agora.
Confira a programação dos próximos dias de CINEfoot em SP. Tem filme sobre a Copa de 50, Corinthians, Palmeiras, Boca Juniors, a Holanda de 74 nas lentes do Canal 100 e mais uma chance para ver os imperdíveis “A Copa Perdida / Il Mundial Dimenticato”, “Os Rebeldes do Futebol” e “O Ano em que meus pais saíram de férias”, o favorito do blogueiro. Espaço Itaú de Cinema |Augusta (Rua Augusta, 1.475 e 1.470 – Consolação)
Domingo 01/06
19h – HOMENAGEM: JOGADORES DA COPA DE 1950 & FAMILIARES
GARRA CHARRÚA, ficção de Felipe Bravo (Espanha, 2012)
Rose Bowl, Pasadena(CA), 22 de junho de 1994. O gol contra de Andrés Escobar, zagueiro da melhor seleção colombiana até hoje, foi como uma sentença de morte. A Colômbia chegou como uma das favoritas (Pelé disse isso) e na segunda partida foi eliminada. A barra pesou, numa Colômbia em turbulência por causa do narcotráfico. Jogadores e suas famílias foram ameçados. Na volta ao país, Andrés Escobar foi morto depois de uma discussão por causa do gol contra.
Esse é o ponto de partida do ótimo documentário “The Two Escobars“, produção para a TV dos irmãos Jeff e Michael Zimbalist, que tive a oportunidade de ver na terceira quinta-feira do festival Thinking Football, promovido pela fundação do Athletic Club, em Bilbao.
O longa-metragem dos brothers Zimbalist, que costura rico arquivo de imagens com depoimentos, faz um paralelo entre a morte de Andrés Escobar com a do narcotraficante Pablo Escobar, com quem o zagueironão tinha parentesco nem ligação. E mostra como a seleção nacional colombiana foi usada tanto pelo poder do tráfico como pelo poder político constituído (claro, isso sempre aconteceu, e sempre acontecerá, em qualquer país). O que é incomum é ver jogadores de seleção visitando narcotraficantes na cadeia.
Flâmula do Juventus, disponível na loja oficial do clube, Grená e Branco.
Neste domingo, o Clube Atlético Juventuscompleta 90 anos. O Moleque Travesso foi fundado em 20 de abril de 1924 como Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube – resultado da fusão do Extra São Paulo FC e do Cavalheiro Crespi FC, clube dos trabalhadores da empresa de Rodolfo Crespi, que entrou com a sede social. As cores eram as do Extra São Paulo: vermelho, branco e preto. O terreno da rua Javari foi doado por Rodolfo Crespi um ano e quatro dias depois da fundação. Só em 19 de fevereiro de 1930 o clube adotou seu atual nome. Clube Atlético Juventus – homenagem ao time de coração de Rodolfo Crespi na Itália.
A Vecchia Signora emprestou seu nome ao Moleque Travesso.
Já as cores… como havia muitos alvinegros na liga paulista (Corinthians, Santos, Ypiranga), o #bianconero da Juve original da Itália foi trocado no clube paulistano pelo grená e branco do outro grande de Turim: o Torino. O apelido Moleque Travesso surgiu em setembro de 1930, cortesia do jornalista Tomaz Mazzoni. São explicações que estão em painéis na entrada social do clube, na Mooca, tradicional bairro paulistano.
Nos anos 80, o Moleque Travesso da Mooca conquistou um título nacional. A Taça de Prata, de 1983, equivalente a uma segunda divisão.
Nos 2000, papou a segundona – mas a estadual, em 2005. Depois do título da Copa Paulista, em 2007, que valeu vaga na Copa do Brasil, o Juventus começou uma fase de queda. Da série A-1 do estadual paulista para a A-2 (sem eufemismos, a segundona), para a A-3, sobe para a segunda divisão,cai de novo para a terceirona. O time da zona leste da capital já terminou sua participação no estadual 2014. Ficou em 13º lugar,entre 20 clubes. Ou seja, disputará a terceira divisão paulista novamente em 2015. Jogo do Juventus na Javari, agora, só no segundo semestre, na Copa Paulista. Quem sabe, hein?
Gostaria de recomendar neste aniversário um documentário de média-metragem, “Paixão Grená“, trabalho de conclusão de curso das jornalistas Carolina Garcia e Isabela Labate. O doc trata da relação do Juventus com a Mooca. Entrevista ex-jogadores (o ex-atacante Wilson Buzzone), funcionários (Elias Pássaro, massagista do clube há décadas), jornalistas (Fernando Galuppo, coautor do livro “Glórias de um Moleque Travesso”, o pessoal da Web Rádio Mooca) e torcedores: professor Pasquale, Hamilton Kuniochi, colecionador de camisas do clube e autor do blog Manto Juventino, pessoal das torcidas Ju-Jovem e Setor 2. Dá pra ver o documentário de cerca de 40 minutos neste link.
“Democracia em Preto e Branco“, o longa-metragem de Pedro Asbeg sobre o curto mas marcante período da democracia corintiana, vai passar no festival de documentários É Tudo Verdade.
Quinta, 10 de abril, 21h, cine Livraria Cultura (Conjunto Nacional, metrô: Paulista / Consolação)
E por falar em ingresso caro, um pequeno grande filme mostra a disparada nos gastos dos torcedores dos times da próspera Premier League. O curta de Kris Hofmann, diretora de animações e designer austríaca que é fã do Tottenham Hotspur, saiu na página de Op-Docs do NYTimes.com. Um ingresso pra ver o Arsenal pode custar uns 200 dólares! O delicado trabalho de arte de Kris aborda um tema sério: o pobre do bolso de quem vai ao estádio, que no fim das contas todas é o motivo da existência dos grandes clubes e dos craques milionários.