Clube Atlético Boca Juniors, 107 anos

image “Banderín” (flâmula) do Boca Juniors, que completa 107 anos neste 3 de abril de 2012.
Torcedores e jogadores do Boca levam o apelido de “xeneizes”, inscrição que aparece na barra de alguns uniformes. É uma referência aos genoveses que fundaram o clube, no bairro de La Boca, em 1905.
Na era profissional, os “xeneizes” conquistaram 24 títulos argentinos (somando os torneios Apertura, Clausura e os mais antigos, Nacional e Metropolitano). O arquirrival River tem mais títulos argentinos (33). Mas em número de copas internacionais, o Boca dispara. Continuar lendo “Clube Atlético Boca Juniors, 107 anos”

“Um Craque Chamado Divino”. Um DVD sobre o aniversariante Ademir da Guia.

Fut Pop Clube

DIVINO

Uma dica de filme em DVD para quem gosta da história dos grandes craques do nosso futebol (ainda que injustiçado na Seleção) e, especialmente, para a torcida do Palmeiras:  Um Craque Chamado Divino – Vida e Obra de Ademir da Guia, dirigido por Penna Filho (lançado pela Europa Filmes em 2007). Quando eu comecei a acompanhar futebol, Ademir da Guia era um dos grandes craques com o 10 às costas, ao lado de Pelé (já no Cosmos), Rivellino (já no Flu), Pedro Rocha (São Paulo) etc etc etc. No filme, é Pedro Rocha -o grande verdugo tricolor, da Celeste e do Peñarol- quem conta: no Uruguai, os boleiros não entendiam como Ademir da Guia não era convocado para a Seleção Brasileira. Na Copa de 1974, foi… mas começou jogando apenas na decisão do 3º lugar contra a Polônia (e ainda foi sacado por Zagallo). Perdemos.

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Livro: “Do Palestra ao Palmeiras”

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Fiquei sabendo no Loucos por Futebol. A designer Patrícia dos Santos Silva lançou o livro “Do Palestra ao Palmeiras – Relações entre o Design da Identidade Visual e o Contexto Histórico da SEP“. Parece interessante, ainda mais neste ano em que os alviverdes lembram os 70 anos da mudança de nome e distintivos do Palestra Itália, primeiro para Palestra de São Paulo, e enfim, para Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Giorgio Chinaglia, artilheiro da Lazio e do NY Cosmos

Chinaglia - http://www.NYCosmos.com

Quem tem idade para acompanhar pelas transmissões da antiga TV Tupi o final da campeoníssima carreira de Pelé, com as belas camisas do NY Cosmos, deve se lembrar do camisa 9 daquele galático time de “soccer”, o centroavante italiano Giorgio Chinaglia. Marcava gols à beça! Foi o maior artilheiro da história do Cosmos. O que só descobri recentemente, vendo o documentário “O Mundo a Seus Pés – A Extraordinária História do New York Cosmos“, é que o brasileiro e o italiano não se davam exatamente bem. Mas hoje é dia de saber um pouco mais sobre Chinaglia, que morreu neste domingo, de ataque cardíaco, na Flórida.  Continuar lendo “Giorgio Chinaglia, artilheiro da Lazio e do NY Cosmos”

“Heleno”, o filme. Golão do cinema brasileiro.


Estreou um grande filme brasileiro sobre futebol, ou mais exatamente sobre a fama e a decadência de Heleno de Freitas, badalado jogador dos anos 40. “Heleno”, dirigid0 por José Henrique Fonseca, é uma cinebiografia livre, inspirada no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno“, de Marcos Eduardo Neves – embora com algumas licenças poéticas. Continuar lendo ““Heleno”, o filme. Golão do cinema brasileiro.”

Ah, é Edmundo!

FOTO Marcelo Sadio / http://www.vasco.com.br

Quarta-feira, 28 de março de 2012. Edmundo, o “animal” (copyright: Osmar Santos), se despediu oficialmente do futebol, num amistoso em que o Vasco -que o revelou e onde parou- goleou o Barcelona de Guayaquil (9×1, 2 gols de Edmundo, fora a reboladinha), num “remake da final da Libertadores de 1998. Não faltaram títulos -e confusões – na carreira do genial e genioso camisa 7, que hoje foi nota 10:

  1. Campeão invicto do estadual do Rio em 1992
  2.  Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1993, já pelo Palmeiras
  3. Campeão paulista 1993
  4. Campeão brasileiro 1993
  5. Bicampeão paulista em 1994
  6. Bicampeão brasileiro 1994
  7. Copa América 1997 – pela Seleção Brasileira
  8. Campeão Brasileiro 1997 – pelo Vasco. Edmundo fez 29 gols, recorde do campeonato que só foi batido em 2003 (Dimba, do Goiás, 31 gols)

Todo mundo tem seus defeitos. Dentro do campo -que é o que interessa aqui-, com a bola no pé, no período entre 1992 e 1997, o “animal” foi um dos melhores do mundo. Boa sorte e felicidades para Edmundo, na continuidade de sua vida.

Dentro do post, republico as lembranças de um torcedor do Vasco e do Palmeiras, e consequentemente, um superfã de Edmundo: Luiz Reginaldo Lima, “irmão do blog”. O texto de Reginaldo sobre o “animal” foi publicado no meu blog anterior, em 2008: Continuar lendo “Ah, é Edmundo!”

Faça humor. Não faça guerra.

Roberval Taylor no gol, camisa 1; Jovem (depois Bento Carneiro), Azambuja, Fumaça e Bozó; Divino, Justo Veríssimo, Professor Raimundo (depois Pantaleão) e Alberto Roberto (depois Popó); Gastão e Nazareno.
Com todo o respeito (e todo o bom humor), essa foi a escalação do Clube de Regatas Chico City, digo, do Vasco da Gama, que empatou com o Resende  em 1×1 neste domingo. Nazareno, ou melhor, Alecsandro, marcou o gol vascaíno. E claro, Roberval Taylor era Fernando Prass. Dedé jogou de Azambuja. Juninho Pernambucano deu uma de Professor Raimundo. Diego Souza entrou de Alberto Roberto; Felipe substituiu Professor Raimundo, digo, Juninho, como Pantaleão. Abelairas entrou de Popó, Eder Luis chegou como Bento Carneiro. Bela homenagem do Vasco a um de seus torcedores ilustres, o genial Chico Anysio, que nos deixou estes dias.

FOTO: Marcelo Sadio | Vasco.com.br
FOTO: Marcelo Sadio | http://www.Vasco.com.br
Símbolo institucional dos tempos de Palestra Itália
FONTE Palmeiras.com.br

O Palmeiras, por quem Chico Anysio torcia fervorosamente desde os tempos de Palestra Itália, também usou sua camisa para um tributo aos personagens do humorista. Justamente no dia em que se lembraram os 70 anos da última partida do clube como Palestra Itália, antes de virar Palestra de São Paulo, e enfim, Palmeiras. E foi o Professor Raimundo, digo, Marcos Assunção, que marcou o primeiro gol do grande derby paulistano e paulista deste domingo. Lá de cima, Chico Anysio certamente ficou triste ao ver a rápida virada do Corinthians, no sonolento começo de segundo tempo alviverde. Mas deve ter gostado de ver Deola com a inscrição “Chico Anysio Eterno” no uniforme de goleiro. Cicinho de “Tim Tones”. Henrique, de “Azambuja”, como o zagueiro Dedé, do Vasco. Valdívia, com a 10 de Ademir da Guia, levava na camisa o nome do personagem “Divino”. Maikon Leite, “Sudênio”. Barcos, “Pantaleão”. Ricardo Bueno entrou como “Coalhada” (pena que o Ortigoza não está mais no elenco alviverde…). E por aí vai.
O Palmeiras perdeu o Derby e a invencibilidade de 22 partidas. O Vasco só empatou com o Resende em casa. Mas a iniciativa dos dois times do coração de Chico Anysio foi de arrepiar. Podem não ter ganho os três pontos, mas ganharam a admiração de muita gente. Independentemente de vitórias, a vida não termina – ou não deveria terminar- num domingo, mesmo que seja um domingo de clássico, um domingo de Derby, um domingo de final. Perdeu hoje? Aprende e ganha amanhã, ganha no ano que vem, ou no outro…
E é isso que as torcidas “organizadas” deveriam aprender. Seja em São Paulo,em Campinas, no Rio, em Buenos Aires, na Itália…
A vida não termina num domingo, ou no fim do campeonato. Não deveria.   Continuar lendo “Faça humor. Não faça guerra.”