DVD: “Um Craque Chamado Divino”

DIVINO

Uma dica de filme em DVD para quem gosta da história dos grandes craques do nosso futebol (ainda que injustiçado na Seleção) e, especialmente, para a torcida do Palmeiras:  Um Craque Chamado Divino – Vida e Obra de Ademir da Guia, dirigido por Penna Filho (lançado pela Europa Filmes em 2007). Quando eu comecei a acompanhar futebol, Ademir da Guia era um dos grandes craques com o 10 às costas, ao lado de Pelé (já no Cosmos), Rivellino (já no Flu), Pedro Rocha (São Paulo) etc etc etc. No filme, é Pedro Rocha -o grande verdugo tricolor, da Celeste e do Peñarol- quem conta: no Uruguai, os boleiros não entendiam como Ademir da Guia não era convocado para a Seleção Brasileira. Na Copa de 1974, foi… mas começou jogando apenas na decisão do 3º lugar contra a Polônia (e ainda foi sacado por Zagallo). Perdemos.
Como acontece na maioria dos documentários sobre futebol, é um prazer ver ou rever gols que ficaram na memória dos estádios. Um Craque Chamado Divino tem um monte de lances, inclusive uma reportagem espanhola com áudio original do Troféu Ramón de Carranza, em Cádiz, 1972. Palmeiras tri, depois de vencer Zaragoza e Real Madrid. Aliás, o próprio Da Guia lembra: em 72, o Palmeiras ganhou torneio Laudo Natel, esse Ramón de Carranza e os campeonatos Paulista e Brasileiro! Quatro das 43 conquistas do Divino pelo alviverde. E por que ele tinha esse apelido?
Ademir da Guia era filho de um grande zagueiro, Domingos da Guia, que ao atuar no futebol uruguaio ganhou o apelido: Divino Mestre. Ok? Filho de Divino, Divino é. Por isso, Armando Nogueira criou o título “Nome, Sobrenome e Futebol de Craque”, na primeira crônica sobre o jovem revelado pelo Bangu – que quase foi parar no Guarani de Campinas. “Ele tinha um ar, assim, de primeiro violino”, diz o mestre Armando no documentário.
Entre os depoimentos de jornalistas, destaco ainda o saudoso Fiori Gigliotti (“nunca vi Ademir jogar mal”) e o de José Trajano (“jogava de forma tão elegante, que dava impressão de não estar jogando de uniforme. Mas que jogava de terno e gravata”). Esses depoimentos estão inclusive no trailer. O diretor  Penna Filho também compôs letra e música do lindo samba “Obrigado, Divino”, que encerra o filme, num clip com um pout-porri de alguns dos mais de 150 gols de Ademir da Guia. Samba, choro, violinos dão o tom cadenciado da trilha sonora do filme, a cargo de Renato de Sá.

Ademir jogava por música? Maestro da Academia do Palmeiras? O filme de Penna Filho mostra Alberto Gino cantando sua música “Estrela Guia” sobre e para o craque. Bolão, apelido de Da Guia no elenco da Academia alviverde, segundo Juarez Soares, é o que bate este documentário.

Há uma biografia, de autoria de Kleber Mazziero de Souza, um dos entrevistados de Penna Filho: Divino, A Vida e a Arte de Ademir da Guia (editora Gryphus), tema de um futuro post, com certeza.

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