Pré-temporada

Que maneiro deve ser o livro do cartunista argentino Germán Aczel que reproduz momentos marcantes dos Mundiais, em “World Cup 1930-2010″, lançado pela Sports Books, da Inglaterra. Dá para ter uma palhinha neste slideshow publicado pelo site da BBC Brasil.

Com essa nota sobre o livro do craque argentino do cartum, começo minha pré-temporada para a Copa do Mundo, digo, saio em férias, no meio desse mata-mata de arrepiar da Libertadores 2010 (nada está decidido, amigos; e qualquer que seja o resultado, tenham calma; é apenas um jogo). Pretendo diminuir o número de posts nas próximas semanas, mas se conseguir ver algum jogo muito interessante, tentarei compartilhar com os amigos leitores.

Pacaembu, 70 anos de classe

Capa do livro do professor João Fernando Ferreira

Celebramos os 70 anos do Pacaembu, onde o Santos venceu o Santo André no primeiro jogão da final do Paulista 2010 (3×2, decisão muito mais disputada do que se esperava) e no próximo domingo deve sacramentar o título. O estádio municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença de Getúlio Vargas (ditador, no período do Estado Novo, 37-45), Adhemar de Barros (interventor federal em SP) e Prestes Maia (prefeito), mas a bola só rolou no dia seguinte. Rodada dupla. O Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália. Na primeira partida, goleou o Coritiba, então campeão paranaense, por 6×2. Mas coube ao ponta Zequinha, do Coxa, a honra de marcar o 1º gol do estádio. A partida de fundo reuniu os campeões paulistas e mineiros: Corinthians 4×2 Atlético. São informações que estão no livro “A Construção do Pacaembu”, de João Fernando Ferreira (mestre em História que pesquisa futebol), lançado na Coleção São Paulo no Bolso da editora Paz e Terra. O pocket-book do professor contextualiza o nascimento do Pacaembu na história do futebol na cidade de São Paulo, com jesuítas, Charles Miller, clubes de elite x clubes populares, amadorismo x profissionalismo, uso do esporte por políticos. Para chegar à rodada dupla que inaugurou o estádio municipal. João Fernando Ferreira também dedica algumas páginas à estreia no São Paulo de Leônidas da Silva, o diamante negro, homem de borracha da Copa de 38. Foi num Majestoso contra o Corinthians, em 1942, que terminou em 3×3 e tem até hoje o recorde de público do Pacaembu: 72.018 pagantes. E olha que no lugar do horroroso tobogã de hoje, havia uma lindíssima concha acústica. No texto Pacaembu, 70 anos de emoção,  o blog Memória EC, de Marcelo Monteiro, lista os 6 jogos da Copa de 50 que o Pacaembu recebeu. E reproduz excelente reportagem do Esporte Espetacular sobre o jogaço entre Santos e Palmeiras, no Rio-São Paulo de 1958, e com suas três reviravoltas no placar, fez com que cinco torcedores sofressem infartos. Palmeiras saiu na frente, Santos virou, chegou a vencer por 5×2, Palmeiras virou para 6×5, mas o Peixe virou de novo. Santos 7×6 Palmeiras.

Bayern vai a Madri

Três vezes Olic. Três gols do croata contra o Lyon, que jogou em casa necessitado de devolver o 0x1 de Munique. E o Bayern volta à final da Champions League depois de 9 anos. Espera de camarote o adversário, no pega para capar de amanhã, entre Barça 1×3 Inter (por enquanto).

Clássicos cariocas

Paixão e arte, na 9ª rodada da série Brasil, Futebol e Livros, do Centro Cultural Banco do Brasil. Para quem estiver no centro do Rio, nesta terça, 18h30, Roberto Assaf e Clóvis Martins vão discutir a história do Campeonato Carioca e dos clássicos da competição. A dupla escreveu vários livros, como o da capinha ao lado (“Campeonato Carioca: 96 anos de história“), “Flamengo X Vasco: O Clássico dos Milhões” e “Fla-Flu: O Jogo do Século”. É de graça, mas sabe como é. Bom pegar senhas uma hora antes. Os papos da série Brasil, Futebol e Livros voltam na outra terça-feira, 11 de maio.
Em 11 de maio, Roberto Sander e Antônio Carlos Napoleão vão bater bola sobre Pesquisa e Reportagem. Sander é autor do sensacional “Anos 40: Viagem à década sem Copa” e “Sul-Americano de 1919: Quando o Brasil Descobriu o Futebol“. Napoleão escreveu “O Brasil na Taça Libertadores e no Mundial Interclubes” e, com Roberto Assaf, “Seleção Brasileira (1914 – 2006)”.

Leia também: meu post recente sobre apelidos desses e outros clássicos estaduais.

Em cartaz: “As Melhores Coisas do Mundo”

Foto: Beatriz Levèfre/divulgação

Estava com vontade de ver “As Melhores Coisas do Mundo”, novo filme da Laís Bodanzky, desde que estreou, aliás, desde a pré-estreia. Consegui ver hoje e não me decepcionei. Temas que interessam aos adolescentes, pais e a todo mundo que gosta de um filme para teens que não despreza a inteligência do público. Sem maniqueísmos. Interpretações acima da média do cinema brasileiro. Como a coluna trata de música, não dá para deixar de destacar a presença marcante de uma linda balada de George Harrison.  “Something”, clássico do “Abbey Road”, penúltimo disco dos Beatles, 1º lado A de compacto beatle assinado por Harrison, pontua o filme. Saiba mais no site de “As Melhores Coisas do Mundo“.

Copa de 1982

Publicado em 26 de abril de 2010
“G´Olé” é o nome original do filme da Copa de 82, que chegou às bancas, em DVD, como “Espanha 1982“. Um Mundial que começa no Camp Nou, em Barcelona, e termina no Santiago Bernabéu, em Madri. Um Mundial em que a então campeã, a Argentina, teve a estreia de um tal de Diego Armando Maradona em Copas. Um Mundial em que o jogo mais famoso não foi a final, mas a partida em que a Squadra Azzurra de Bearzot, Zoff, Scirea e Paolo Rossi eliminou o Brasil de Telê, Júnior, Falcão, Sócrates, Zico, num estádio que hoje não existe mais, o Sarriá, antigo alçapão do Espanyol de Barcelona – daí a expressão “A tragédia do Sarriá”, quase sempre lida e ouvida quando se fala da Seleção Brasileira nessa copa. Um Mundial que ainda teve Platini, Rummenigge, Boniek, Kempes… Uma Copa com tudo isso merecia um documentário melhor do que “G´olé”. Mas pelo registro histórico, todos nós fanáticos por Copas ficamos interessados. Mesmo que muitas vezes dê vontade de abaixar o volume da narração – texto demais, com comentários muitas vezes dispensáveis. Uma pena. Ah, o filme da Copa 82 tem música do tecladista Rick Wakeman, fera do rock progressivo.

“É dele a camisa número 8!”

34ª de 38 rodadas da liga espanhola 2010. Líder e vice-líder, Barcelona e Real Madrid enfrentaram os dois lanternas. De olho no jogaço contra a Inter na próxima quarta-feira (*), o Barça poupou vários titulares e, em tarde de Ibrahimovic, venceu o Xerez por 3 a 1. Chegou a 87 pontos. O Real, que começou a rodada com 1 ponto a menos que o arquirrival, visitou o desesperado Zaragoza. Empatava. 1 a 1. Isso poderia significar que a distância do Barça pularia para 3 pontos. Aí voltou a brilhar a estrela de Kaká, 8 no Real Madrid, certamente 10 do Brasil na Copa (aliás, Kaká é um dos escolhidos pelo jornalista Marcelo Barreto no recém-lançado livro Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro). Entrou aos 30 do segundo tempo (depois de 45 dias sem jogar), recebeu passe mais que açucarado de Cristiano Ronaldo, e bateu cruzado, no melhor estilo Kaká. Golão! Real 2, Zaragoza 1. Os blancos de Madri somam 86 pontos, só 1 a menos que o Barça, e estão vivos no campeonato espanhol. Jogos que faltam para o Real: Osasuna, Athletic Biblao (em casa), Mallorca e Málaga (fora). E para o Barcelona? Villareal e Sevilla (fora) Tenerife e Valladolid (casa). Se os dois poderosos terminarem com o mesmo nº de pontos, o Barça leva, porque venceu os confrontos diretos, os 2 superclássicos.
(*) sobre Barça x Inter, pela Champions: o site do jornal catalão Sport, publicou uma foto do elenco com uma camiseta que convoca a torcida: “na quarta-feira às 20h, todos no Camp Nou“. São duas frentes de batalha, as ligas europeia e a espanhola. Conseguirá o Barça mais uma dobradinha?
Ah, esta semana o Futebol Finance destacou a pesquisa da Forbes sobre os 20 times mais ricos do mundo. Manchester lidera. Real é o 2º mais rico. Arsenal, o 3º. Barça, o 4º. Veja a lista completa no Futebol Finance.