25 anos do Rock in Rio I

O livro "Metendo o Pé na Lama - Os Bastidores do Rock in Rio de 1985", de Cid Castro, será relançado dia 27

Em 11 de janeiro de 1985, mais ou menos a essa hora, começava o Rock in Rio. Primeiras atrações: Ney Matogrosso, o tremendão Erasmo Carlos e Baby Consuelo+Pepeu Gomes (algo deslocados na programação da tarde/noite/madruga). O Brasil entrou de vez no circuito internacional do show bizz quando soou o hard rock do Whitesnake, com talvez sua melhor formação. O vozeirão de David Coverdale, a guitarra envenenada, cheia de efeitos, do John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixo do Neil Murray e a batida pesadaça do Cozy Powell. Showzão! Com destaque para Gulty of Love, Love Ain´t No Stranger e Slow and Easy, que tocaram até furar nas rádios brasileiras.O Whitesnake ainda participaria de mais uma noite do festival, mas a atração seguinte, não. Iron Maiden! Veio, arrebentou e voou de volta para os EUA (leia também o texto anterior). Depois, Queen, pela segunda vez no Brasil (existia um vídeo VHS Live in Rio, correto?). 300 mil espectadores, fãs de Iron, de Freddie Mercury, Brian May e cia, ou apenas gente jovem em busca de diversão. Era o primeiro de dez dias seguidos de festival!

Marcador do livro de Cid Castro

Que não era só de rock, apesar do nome. Tudo bem. Os roqueiros brasileiros tiveram a primeira oportunidade para ver AC/DC (ouvido a alguns quilômetros da Cidade do Rock!), Scorpions (no auge, um show eletrizante), Ozzy Osbourne (com o excelente guitarrista Jake E.Lee brilhando no emprego que foi do Randy Rhoads) ou o Yes (veteranos do progressivo). Havia espaço para música mais pop (Rod Stewart, James Taylor), MPB (Moraes, Alceu) e para bandas então emergentes do Rock Brasil, como Barão Vermelho (com Cazuza) e Paralamas do Sucesso (voltaremos ao assunto esta semana).
Em 2008, a Scortecci publicou o livro Metendo o Pé na Lama – Os Bastidores do Rock in Rio de 1985, do diretor de arte Cid Castro, que trabalhava na Artplan e criou a marca do festival (e os óculos, como o do marcador de livros ao lado). Num tom bem pessoal, linguagem franca e direta, Cid faz praticamente um diário da saga que foi a realização do Rock in Rio I.  O livro será relançado em 27 de janeiro, na livraria Travessa do Leblon, pela editora Tinta Negra.

Eu fui. Ao Rock in Rio I, II (em 1991, no Maracanã) e III (2001, de volta a Jacarepaguá). E você? A qual edição? Conte suas lembranças no espaço de comentários.

13 comentários sobre “25 anos do Rock in Rio I

  1. Nós estávamos lá, João! Em todos os três, na verdade.
    Inesquecível. Não haverá outro festival como esse primeiro.

  2. Bela lembrança João ! E pensar que já se passaram 25 anos…estava lá dia 11 de Janeiro de 1985.

    Meus shows inesquecíveis foram Queen, Iron, Whitesnake, Santana e Neil Young.

    Hoje no O Globo tem uma matéria falando que o Medina negocia com o Eduardo Paes uma nova edição para 2011, em um terreno da prefeitura bem próximo ao antigo local.

    Abração

  3. Pois é, Rodrigo. A gente entrou na hora que os portões foram abertos, acho que às 12h. Houve empurra-empurra, de quem chegou mais tarde e queria ficar na janela do ônibus, digo, na fila do gargarejo… 300 mil pessoas na área… meu irmão até desmaiou. Jurei nunca mais ir a um show de metal, mas no dia 15 lá estava eu para ver Ozzy, Scorpions, AC/DC…
    Serginho, o Santana fez um grande show em 91 no Maraca, embora não estivesse na onda, como na época do “Supernatural” e as várias parcerias com artistas mais pop. E o Neil Young também fez um showzaço em 2001, só que muita gente foi embora antes.
    Ah, em 91 também teve a revelação do Faith No More para quem não conhecia, Guns N´Roses no auge, Judas Priest voltando a arrepiar.
    Em 2001, o Maiden voltou, com 3 guitarras. Eu estava ao lado de gente que não acompanha metal e ficou admirada com o show do sexteto. Teve Foo Fighters (mas não consegui ver direito). E na noite do Red Hot Chili Peppers tinha gente demais!

  4. sim, estive lá. repetidamente. na verdade, participei das cobertura d todos os in Rio e até do primeiro Rock in Rio Lisboa – nome + esquisito. e + ainda: dirigia a revista Somtrês, a primeira no Brasil que juntou música (d todos os gêneros) e equipamentos, q começavam a chegar por aki. nem lembrava d toda essa estrada, até q cruzei com o Medina no in Lisboa. e ele disse q ia fazer uma festinha reunindo os poucos q tinham participado de todos os R in R.
    afinal, acho q ñ rolou. mas no meio dessa sequência, teve a série do Roliudi Rock e uma levada d grandes shows d super bandas… até no Maraca carioca lotado. + ñ sou d ficar chorando d saudade, tipus ´nakele tempo q era bom´& ‘era feliz e ñ sabia’… tô fora! tá despirocando música da hora a toda hora e pra todo lado. e hoje a informação é 100000000000 x + rápida. e música é pra sempre… né, grande JLima?

  5. Rock in Rio autentico mesmo foi o número 1. Nunca mais o Medina consegue juntar tantos dinossauros.

    Dia 11 foi clássico. Whitesnake foi a grande surpresa, com John Sykes incendiando o palco com sua guitarra e Coverdale soltando o vozeirão.

    Maiden foi antológico.

    Dia 19 foi igualmente bom. Me lembro da felicidade dos headbangers quando os alto-falantes anunciaram: “por motivo de força maior, Erasmo Carlos não se apresentará hoje. A seguir: Whitesnake.”

    Scorpions foi , na minha opinião o melhor dessa noite. Não é à toa que o Maiden não aceitava tocar na mesma noite deles.

    Que a versão 2011 tenha bastante coisa da versão original….

  6. Valeu, Maurício. E dias depois do festival de 85, a Somtrês publicou posters com a cobertura e muitas fotos do show! Devo ter até hoje em algum lugar!

  7. Particularmente todos os foram show, principalmente quando Iron Maiden entrou no palco…

  8. Eu fui às 3 edições do Rock in Rio. As duas primeiras como espectador (bem, a segunda, como fanzineiro também) e a terceira participando da cobertura jornalística. Uma honra. O ruim é nem sempre poder estar na galera na hora do show que você quer… Ossos do ofício.

  9. Um ano inesquecível, cheguamos no Rio dia 7 de janeiro, descemos na rodoviária e pegamos um ônibus para barra da tijuca a caminho da lama, (era só o que tinha, brejo total) e acampamos em frente o quartel, um murão e um portãozão ainda em construção. No dia seguinte meu anivesário, que os colegas Marcio e o Marcão ascenderam uma vela em um bolo pullmam na barraca e cantaram os parabéns. Dia 09, começou a aparecer gente, tiraram nós onde estavamos e fomos em um camping provisado só com cerca feita no mesmo dia, em frente o local do show. Fomos os primeiros. Dia 10 lotado, cheio de camelô vendendo tudo, começou a festa. Chega o grande dia, abriu os portões se não me engano as 15 hrs e ficamos na cara do gol para ver o Iron Maidem, que era o penúltimo show. Aguentamos, depois do vira homen e lobsomem um sol de rachar,(até então só chuva, por isso a lama) o de última hora o Whitesnake, sensacional, com um dos maiores bateristas do rock (na minha opinião) Cozy Powell, arrasaram, no solo do John Sikes, um idiota acertou uma camisa bem no braço da guitarra, mas deu tudo certo, só festa. Iron Maiden, show maravilhoso, palco maravilhoso e tudo maravilhoso. Num dos momentos marcantes foi quando o Bruce Dickinson pegou o Dave Murray no onbro na hora do solo dele e saiu andando provocando o público que delirou, ao soltá-lo, bateu a testa na ponta da guitarra e cortou, jorrando sangue até perceber. No fim jogaram tantas munhequeiras e baquetas que não alcancei por estar muito perto do palco, foi demais, tanto é que depois de muito tempo ainda lembro desses fatos marcantes.É isso, agora o show que estou curtindo últimamente é dos meninos da vila. Abraço a todos que gostam de fultebol e rock in roll.

  10. Se a banda do The Who acabar, por conta do ploblema de surdez do guitarrista Pete Townshend, Roger Daltrey quer gravar com Jimmy Page, (sonho antigo) quer tocar Blues com ele, como no início de carreira, que demais não?
    O estúdio Abboe Road, que ficou famoso por gravações dos Beatles, ia ser vendido. Mas a EMI odeon desistiu e o governo Britânico descidiu tombar, assim sendo, existirá para sempre esta casa. Notícias que marcam, abraços rock in roll.

  11. Esqueci de comentar o Lobão no rock in rio 91, eu até queria vê-lo, mas os caras escalaram em dia de Heavy Metal (tão mais louco do que nóis), e aí o cururu veio com a bateria verde e rosa da mangueira, foi uma comédia. Não teve um que não jogou alguma coisa neles, do jeito que entrou os caras saíram, o Lobinho ainda ficou xinguando Deus e o mundo, e nunca mais foi o mesmo devido o ocorrido. Foi um Jão, se tivesse entrando pesado, ia ganhar o público, vacilou he he. Hoje com o rabo entre as pernas (não toca cover de ninguém e acha ruim de quem toca as músicas dele) está cantando junto com NX Zero….o mundo continua girando he he

  12. Boa pergunta… já ouvimos falar em 2010… 2011… Mais provável: 2014.
    Obrigado pela visita e comentário, Rob.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.