Bate-pronto com PVC, autor de “Bola Fora”

pvc novo livroEle comenta um monte de jogos e participa de vários programas dos canais ESPN (como Loucos por Futebol) e rádio Eldorado-ESPN. Atualiza blog. Escreve duas colunas semanais na Folha de S.Paulo: uma aos domingos  e outra na segunda, essa com a prancheta do PVC. PVCO jornalista Paulo Vincius Coelho acaba de lançar o livro Bola Fora, sobre o exôdo dos jogadores brasileiros.  Prontamente, cedeu a seguinte entrevista.
FUT POP CLUBE – No final do capítulo 3 de “Bola Fora”, você escreve que a venda de Zico para a Udinese, em 83, foi o “gol com que a Europa fechou o placar do jogo contra o Brasil”. O que dizer em 2009, quando o Brasil exporta 34  jogadores e jogadoras para o Vietnã, 13 para Angola, 11 pra Tailândia e por aí vai?

Paulo Vinicius Coelho – São situações diferentes. Hoje o Brasil exporta todo mundo. Naquele tempo, não exportava. A partir do caso Zico, do caso Falcão, de Júnior, Cerezo… A situação mudou. Foi o ponto de partida para chegarmos ao nível em que estamos.

NA SEQUÊNCIA, PVC FALA DE CALENDÁRIO, COPA DO MUNDO, RIO SEM MARACA E JORNALISMO ESPORTIVO.

FUT POP CLUBE – A mudança do calendário sozinha não vai acabar com esse êxodo. O que os clubes brasileiros teriam que fazer para segurar pelo menos um pouco mais ídolos como Kaká, Robinho e Diego, que saíram muito, muito jovens daqui? O que inventar? Programas de sócios ajudam?

PVC – Eu nunca disse que a mudança do calendário vai solucionar o problema do êxodo. A mudança do calendário vai atenuar o impacto do êxodo no Campeonato Brasileiro. E isso pode criar um ciclo virtuoso. Ou seja, o Campeonato fica melhor. Os clubes entendem que vão vender melhor se forem campeões. Podem manter para ganhar o campeoanto e vender por 10, em vez de vender por 4. O campeonato melhor melhora bilhteria, publicidade, tudo… O jogador resolve ficar e só vai embora em caso de proposta irresistível de Milan, Barcelona, Real Madrid… Hoje é um ciclo vicioso. O clube quer vender, vende no meio do campeonato, o campeonato fica ruim, o público não quer ir, o patrocinador paga menos, o clube não tem dinheiro e quer vender. Esse ciclo precisa ser invertido.

FUT POP CLUBE – PVC, se você tivesse uma bola de cristal, apostaria num número de jogadores de times brasileiros que vão à Copa de 2010 na África do Sul?

PVC- Os que têm sido chamados normalmente. Digamos três.

FUT POP CLUBE – E em 2014, vamos fazer uma copa mais perto do padrão do Mundial da África do Sul ou da Copa da Alemanha?

PVC – Você quer saber em termos de estrutura dos estádios? Vamos fazer uma Copa legal. O problema é que os estádios mais modernos vão estar em lugares que o futebol brasileiro não vai usar depois do Mundial. Cuiabá, Manaus…

FUT POP CLUBE – Hoje você diria que a abertura da Copa de 2014 será em São Paulo?

PVC – Não, hoje acho que será em Brasília.

FUT POP CLUBE – E o futebol do Rio? Maracanã vai fechar para obras…

PVC – Vai se jogar no Engenhão e isso pode ser bom para o futuro do futebol do Rio, para as pessoas se adaptarem a ir a outro extremo da cidade. O Maracanã vai ficar melhor também. A questão é que você não precisa fechar o estádio para reformá-lo. Pelo menos não por tanto tempo.

_thumb_JORNALISMO-ESPORTIVOFUT POP CLUBE – No seu livro Jornalismo Esportivo, de 2003, você escreveu sobre uma falta de dramaticidade, de crônicas, enfim, de um jeito Nelson Rodrigues de ser nas coberturas sobre heróis do tetra e do penta, como Dunga, Romário e Ronaldo. Ainda sente falta dessa emoção na imprensa?

PVC –  Não era uma crítica. Eu sou um cara da informação. Acho que no passado faltava informação e sobrava literatura. Dá para tentar ter as duas coisas. O que eu sinto falta é de mais gente que fale de futebol e goste de futebol. As pessoas se desapaixonam.

FUT POP CLUBE- “Lance” e “Placar” são assuntos do seu livro sobre jornalismo esportivo. Nas bancas, há várias revistas, como “Trivela”, “Four Four Two”,” Invicto”, “Gol FC”, a própria “Fut”, do “Lance”. O mercado não comporta mesmo mais diários esportivos, além do “Lance”, o “Jornal Placar” distribuído de graça nas ruas de Sampa e o carioca “Jornal dos Sports”?

PVC –  Acho que não comporta. Mas acho que o problema maior não é esse. É esses diários não segurarem a qualidade por muito tempo.

(A ENTREVISTA CONTINUA NO POST ABAIXO)

2 comentários sobre “Bate-pronto com PVC, autor de “Bola Fora”

  1. Obrigado por visitar meu blog, mas convenhamos que o livro do PVC não tem a ver com a crise do São Paulo, certo?

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