Cento e vinte e uma vezes Flamengo

O Flamengo faz aniversário em 15 de novembro. Em 2016, o rubro-negro está completando 121 anos de praia. O Fla é um dos clubes mais cantados pelo timaço da MPB FC, juntamente como o Corinthians, como já mostraram pesquisadores como Beto Xavier. São centenas de canções sobre o clube, jogadores, torcida. Em mensagem pro blog, o pesquisador Paulo Tinoco fala em 550 músicas, incluindo regravações. Separamos quatro discos de nossa coleção que fazem homenagens ao mais querido.

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O filme sobre Nilton Santos, “Ídolo”, em cartaz no Now, iTunes e Google Play.

Por falar em Alzheimer, o da poltrona já pode ver em casa o sensível documentário de Ricardo Calvet que acompanhou Nilton Santos já no fim da vida. “Ídolo” pode ser alugado no Google Play, iTunes e Now – dica do Antônio Leal, do festival CINEfoot.

O filme "Ídolo" já pode ser visto na sua casa.
O filme “Ídolo” já pode ser visto na sua casa.

Com precioso arquivo, incluindo narrações de rádio, “Ídolo” conta a carreira do craque conhecido como Enciclopédia do Futebol tanto no Botafogo como na Seleção (da reserva na Copa de 50 ao bicampeonato mundial em 58 e 62, passando pela Batalha de Berna, contra a Hungria, em 1954. A equipe de Calvet acompanhou Nilton Santos na clínica onde estava internado, o documentário tem ainda depoimentos de Zico, Junior, Evaristo de Macedo, Zagallo, Amarildo, Carlos Alberto Torres, PVC, Luiz Mendes, Just Fontaine, Dino Sani, Mengálvio, Coutinho, Pepe, Gerson e da jornalista Sandra Moreyra, que era botafoguense como o pai, Sandro, amigo de Nilton Santos e de Garrincha. Continuar lendo “O filme sobre Nilton Santos, “Ídolo”, em cartaz no Now, iTunes e Google Play.”

A despedida de um mestre do comando da Seleção (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha)*.

Não, não estou falando do Dunga, claro.

21 de junho de 1986. No estádio Jalisco, em Guadalajara, Brasil e França jogaram pelas quartas  final do Mundial 86, a segunda Copa do Mundo jogada no México. O ótimo atacante Careca marcou para o Brasil. O maestro da França, Michel Platini (dentro dos gramados, um gênio), empatou. Tensão. Pênalti a favor do Brasil. Zico, que acabara de entrar, bateu… e o goleiro francês Bats defendeu. O mata-mata foi decidido na cobrança de pênaltis. Desta vez, Zico converteu. Mas Sócrates e o bom zagueiro Júlio César perderam. O goleiro Carlos deu muito azar na cobrança de Bellone. A bola bateu na trave, nas costas de Carlos … e entrou no gol! ô zica: Brasil eliminado, França classificada pra semifinal (cairia diante da Alemanha).

Foi o último jogo com a seleção sob o comando do mestre Telê Santana, técnico do Brasil nos Mundiais de 1982 e 1986 (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha, dica do leitor Fabiano Fabrício de Lima – ver na parte de comentários do post)

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“Geraldinos” em São Paulo

Publicado em 29 de abril de 2016


O horário é um só. 18h10. A sala 4 do Caixa Belas Artes não é assim um Maracanã dos cinemas. Mas os torcedores dos times cariocas que moram em São Paulo e todos os ‘futboleros’ interessados nas melhores décadas do futebol brasileiro precisam ver “Geraldinos”. Os diretores Pedro Asbeg e Renato Martins (que já tinham sido premiados por “Democracia em Preto e Branco”) levantaram a taça de melhor longa tanto na edição carioca como na paulista do festival CINEfoot, em 2015, com estes 73 minutos de barulho em homenagem ao Maraca das antigas e seus ricos personagens, os geraldinos.

A equipe do filme registrou os dez últimos jogos do velho Maraca com a geral, em 2005. Uma década depois, reencontrou no estádio lipoaspirado alguns geraldinos como o “Mister M”, “Índio”, Vovó Tricolor e Edgar, um tricolor que invadiu o gramado do Maracanã num Fla-Flu de 1982 em que o time de seu coração perdia por 3×0 e foi pedir pro Zico não marcar gol. Dois anos depois, Edgar batizaria seu filho com o nome do herói tricolor num Fla-Flu decisivo: Assis.

Emoção não falta no documentário “Geraldinos”. Sem falar no riquíssimo material de arquivo, cenas de outros filmes feitos, editados num ritmo brilhante – o som do grupo Bixiga 70 está na trilha sonora. Os depoimentos são muito bons, e o apolinho Washington Rodrigues, comentarista de rádio no Rio, dá a letra: “nem eu sei quem é o dono do Maracanã. Sei que não é meu”.

“Geraldinos” toma partido, escolhe o lado. O lado do povo. Belo doc!
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Natal rubro-negro

https://www.facebook.com/FlamengoOficial
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Ok, não estamos mais em dezembro. Até o Carnaval já passou. Mas para a torcida do Flamengo, hoje é Natal. Aniversário de nascimento de Arthur Antunes Coimbra, o Zico. 62 anos de praia agora em 2015. Campeão mundial (sim, claro que é, deixa o freguês falar que é só Intercontinental), da Libertadores, tetra brasileiro e sete vezes campeão do Rio com a camisa 10 da Gávea. Saudades do Galinho. Zico na Rede.

Então, Feliz Natal, torcida do Flamengo!
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Futebol carioca

Por que o campeonato do Rio, que levava 120… 143… até 177 mil pessoas ao Maracanã em dia de final,… que poderia reunir mais de 100 mil num jogo entre o Flamengo e algum time do subúrbio… no ano passado teve média de 3.171 torcedores por jogo? O encolhimento do futebol carioca, “entre as glórias do passado e um futuro de incertezas”, é o tema de um artigo que gostaria de recomendar, “À Espera de Novos Gols”, do jornalista Chico Santos, publicado no caderno Eu & Fim de Semana, do jornal Valor Econômico, de sexta-feira, 13 de dezembro. Com sorte, o Valor de sexta-feira ainda pode ser encontrado nas bancas. Mas dá para ler o artigo de Chico Santos neste link aqui, mediante cadastro. Continuar lendo “Futebol carioca”

Campeonato Carioca de 1974: o 17º título do Flamengo.

Os campeões do Rio em 1974 https://www.facebook.com/FlamengoOficial?fref=ts
Os campeões do Rio em 1974 https://www.facebook.com/FlamengoOficial?fref=ts

Um pouquinho antes do Natal de 2014, o Flamengo fez uma bela surpresa para Zico, Júnior, Jayme e outros campeões cariocas de 1974. Infelizmente, alguns jogadores importantes na conquista já morreram: o meia Geraldo, o atacante argentino Doval, o volante Liminha.

O título carioca de 1974 foi o primeiro do camisa 10 da Gávea como titular. O primeiro de muitos do lateral Júnior. Também o primeiro do zagueiro Jayme e do saudoso Geraldo – que era conhecido como Assoviador. Um dos mais promissores jogadores brasileiros na época, Geraldo Assoviador morreu em 1976. Choque anafilático numa cirurgia de amígdalas.

Sabe quem estava no elenco? Um lateral esquerdo chamado Vanderlei, hoje mais conhecido pelo sobrenome: Luxemburgo. O hoje treinador era reserva, jogava às vezes. Continuar lendo “Campeonato Carioca de 1974: o 17º título do Flamengo.”