Tostão especial no @CasualF00tball #22.

Tostão especial no @CasualF00tball #22.

Ele foi um dos maiores… numa das maiores seleções de todos os tempos. Brilhou com a camisa celeste 5 estrelas (e também com a branca) do Cruzeiro. Não teve muito tempo no Vasco. Teve que parar. Estudou medicina. Virou doutor. Doutor Eduardo. Voltou ao futebol, como comentarista de TV e depois colunista, parada obrigatória para os olhos. Tostão é o tema do novo programa Casual Football, apresentado pelos parceiros Pedro Tattoo e Clayton Fagundes. Direção de Tattoo e Felipe Duarte. Pauta: Júlio César. Clique abaixo para ver.


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“Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática”.

Era uma vez um futebol que tinha Pelé, Garrincha, Tostão, Gerson, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Félix, Coutinho etc etc etc.
E ainda era filmado (e editado) com uma classe…
As câmeras do Canal 100 são o tema de um livro de arte – de futebol-arte. “Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática” (Dois Um Produções), organizado por Carla Niemeyer (filha de Carlos Niemeyer, criador da produtora) e Cláudia Pinheiro, tem umas 300 imagens de clássicos do futebol brasileiro, que levavam ao deleite o torcedor brasileiro que ia ao cinema entre as décadas de 60 e 80. E mais recentemente, em algumas sessões de festivais como o CINEfoot.

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https://www.facebook.com/pages/DOIS-UM-Produções/

Este livraço, que saiu durante a Copa, custa 45 reais e inclui um DVD, com uns 40 minutos de gols do Canal 100. Olha só o que tem neste extra:

  • Fla-Flu de 1960, onde os rubro-negros quebraram a invencibilidade dos tricolores (de uniforme branco) no campeonato carioca, que seria o último conquistado pelo América.
  • Depois de uma reportagem do Canal 100 sobre o ‘Carnaval quatrocentão’, o DVD tem outro Fla-Flu, em Maracanã lotado. O que decidiu o título carioca de 1969. Tempos em que os uniformes clássicos (Fla de rubro-negro e Flu novamente de branco) não tinham marcas de patrocinadores. E que o goleiro também era chamado de “keeper”. Félix era o “keeper” do Flu. Rodriguez, o do Fla, dá um pique “a 100 km por hora” para reclamar do segundo gol tricolor. No final, o Flu ganhou por 3×2 e deu a volta olímpica. O técnico? Um mestre Telê Santana começando sua gloriosa carreira de treinador.
  • Depois do cinejornal sobre a visita da musa Claudia Cardinale ao Rio, para filmar “Uma Rosa para Todos” (no papel de uma mulata!), tem o clássico Botafogo x Santos no Torneio Rio São Paulo de 1964, já no começo de 1965. Do lado do glorioso, tinha Manga, Gerson, Jairznho, Garrincha… Do lado do alvinegro praiano, Gylmar, Pelé, Coutinho… E o Canal 100 ainda usava a versão instrumental de “Na Cadência do Samba”, a melô do “Que Bonito É”… Covardia…
  • A seguir, uma reportagem sobre o surf, “a nova moda das praias cariocas”, e outra toda sobre a estreia da Seleção Brasileira na Copa de 1966, contra a Bulgária, no estádio do Everton, Goodison Park. Pelé e Garrincha (com a 16), garantiram a vitória, ambos em belíssimas cobranças de falta. Pelé vibrou muito com o gol de Mané – foi o último do anjo das pernas tortas com a amarelinha.
  • Tem também um curta sobre o GP do Brasil de F1, num autódromo de Interlagos ensolarado e tomado por “150 mil pessoas” em 1973. O então campeão mundial Emerson Fittipaldi venceu de ponta a ponta, com a Lotus 72 D, aquela flecha negra, o carro mais bonito da história da Fórmula 1. Mas o segundo no pódio em Interlagos, Jackie Stewart, se recuperaria e adiaria o bi de Fittipaldi.
  • O último filme do DVD é a reportagem sobre o clássico Brasil 1×0 Inglaterra, na Copa de 1970, no México. O jogo da extraordinária defesa de Gordon Banks na cabeçada do Rei Pelé. E da jogadaça de Tostão no gol decisivo, de Jairzinho, o ‘furacão da Copa’.

O livro virou exposição em 2015. “Canal 100, uma câmera lúdica, dramática e explosiva” fica até 29 de março no Galpão das Artes – Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. Continuar lendo ““Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática”.”

E a Taça CINEfoot vai para…

Terminou na terça-feira a seleção carioca do festival CINEfoot. O diretor do documentário “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor” levantou a Taça CINEfoot – categoria longa. No post anterior, informações sobre o doc premiado.
Tostão. Pelé. Jairzinho. O curta “Três no Tri” levou a Taça CINEfoot entre os curtas.

A foto de Orlando Abrunhosa, no Flickr do CINEfoot: http://www.flickr.com/photos/cinefoot
A foto de Orlando Abrunhosa, no Flickr do CINEfoot: http://www.flickr.com/photos/cinefoot

O documentário de Eduardo Souza Lima fala desta foto clássica de Orlando Abrunhosa, publicada e republicada pelo mundo. Pelé dá seu soco no ar, sob o olhar de Tostão e Jair, na virada do Brasil sobre a Tchecoslováquia, na estreia do escrete que seria o do tri na Copa do México 70. Tente ver aqui.

O Prêmio Porta Curtas foi para “Santos Para Sempre na Pele” (veja post anterior).  O curta espanhol “Barbeiro Futebolista (Peluquero Futbolero)” ficou com o Prêmio Premiere FC. Ainda teve o Concurso CINEfoot 100 Anos de Paixão. O minidoc sobre o Bonsucesso, “O Diamante da Leopoldina” (leia post anterior)”.  No dia 6, o CINEfoot abre as cortinas em São Paulo. Entrada: grátis. Continuar lendo “E a Taça CINEfoot vai para…”

Milton Nascimento, 70 anos

Fut Pop Clube em rede com a Coluna de Música

Embora não seja fanático por futebol, Milton Nascimento é torcedor do Cruzeiro. O  Fut Pop Clube e a Coluna de Música aproveitam o aniversário do “Bituca” para lembrar de um dos golaços da seleção brasileira de música: “Aqui é o País do Futebol”, tabelinha Milton / Fernando Brant, regravada por um monte de gente boa, brilhou na trilha sonora do filme “Tostão, A Fera de Ouro”. Quatro canções feitas para o documentário foram lançadas em compacto duplo de vinil na  época (1970). E entraram como bonus tracks nas edições mais recentes do disco “Milton”, também de 1970, inclusive na que está nas bancas agora, na série da Abril Coleções. Vale a pena ouvir de novo! Continuar lendo “Milton Nascimento, 70 anos”

Que bonito é…


A terceira edição do CINEfoot terminou em São Paulo com uma sessão em homenagem ao Canal 100, à conquista da Jules Rimet e ao bi mundial do Santos em 1962 e 63 e a premiação aos vencedores do festival (mantendo o mistério neste começo do post, um filme sobre o Bahia, um sobre a democracia corintiana e outro sobre um pequeno time da Catalunha).

A primeira atração foi um curta do clássico acervo do Canal 100 sobre o Santos bicampeão do mundo, com as imagens dos jogões contra o Benfica em 1962, da final da Libertadores de 1963, contra o Boca, em plena Bombonera (os boquenses já comemoravam com avalanche, atrás do gol), e das duas partidas realizadas no Maracanã, contra o Milan em 1963 (o Santos perdeu em Milão, venceu a partida de volta no Maracanã -sem Pelé-e também o jogo-desempate, 48 horas depois). Sempre bom ver e rever os gols geniais de Pelé, em jogadas cheias de força, arte e raça (como ele vibrava, com cada gol, pulando e dando o soco no ar), e todo o timaço do Santos. E dá-lhe “Que Bonito É (Na Cadência do Samba)”.  O segundo filme da noite também foi uma produção do Canal 100, o longa “Brasil Bom de Bola”, que conta a história do futebol tricampeão em 70. Continuar lendo “Que bonito é…”

Messi x Altafini “Mazzola”. E o livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro”.

Aprendi no livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro” – de Milton Leite (locutor do canal campeão), editora Contexto – que o brasileiro Altafini, “o nosso Mazzola”, é o maior artilheiro, recordista de gols, numa só edição da Copa dos Campeões, a atual Champions League. José João Altafini – o Mazzola camisa 18 do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1958 – mudou para o “calcio”, se naturalizou italiano, jogou a Copa de 1962 pela Azzurra… Pois bem. Altafini (como é conhecido na Itália) marcou 14 gols na Copa dos Clubes Campeões da Europa 1962/63. Justamente pelo Milan, contra quem Lionel Messi igualou hoje o recorde. Só Altafini e Messi marcaram 14 gols numa só Copa/Liga dos Campeões.

Bom, José Altafini (no Brasil chamado Mazzola pela semelhança com um craque italiano dos anos 40, Valentino Mazzola) é um dos 11 centroavantes selecionados pelo livro de Milton Leite, Continuar lendo “Messi x Altafini “Mazzola”. E o livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro”.”

De Palestra Itália a Cruzeiro

http://www.cruzeiro.com.br/

“91 anos de páginas heroicas imortais”, comemorou o site oficial da Raposa, que neste 2 de janeiro de 2012 publicou a evolução dos distintivos do clube celeste, fundado como Societá Sportiva Palestra Itália. Que virou Sociedade Sportiva Palestra Itália, depois Palestra Mineiro, Ypiranga por uma partida e, finalmente Cruzeiro Esporte Clube – campeão da Taça Brasil de 1966 (hoje equiparada ao Brasileirão),cruzeiro campeão da Libertadores em 1976 e em 1997, bicampeão da Supercopa dos Campeões da Libertadores da América em 1991/92, campeão de tudo que disputou de importante em 2003 (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro – a tríplice coroa do atual escudo), vencedor da Copa do Brasil também em 1993, 1996 e 2000. Sem falar no bi da Sul-Minas (2001/02) e em 36 títulos mineiros.
Alguns dos responsáveis por tantas taças estão no livro que o jornalista Cláudio Arreguy lançou em maio/2010: “Os Dez Mais do Cruzeiro”, o oitavo da coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora.

Arreguy escreveu os perfis dos 10 craques azuis escolhidos por um júri de especialistas em Cruzeiro.

Os eleitos: os atacantes Niginho, Tostão, o meia Dirceu Lopes, o meio-campo Piazza, o goleiro Raul, o atacante Natal, o lateral direito Nelinho, de famosa bomba no pé, o ponta-esquerda Joãozinho, o ala Sorín e o meia Alex. Continuar lendo “De Palestra Itália a Cruzeiro”