O Paulistão de 92 foi decidido por tricolores e alviverdes. O São Paulo comandado por Telê Santana teve que passar pelo Palmeiras já patrocinado pela Parmalat para ser bicampeão paulista. No primeiro jogo, em 5 de dezembro, um espetáculo, comandado especialmente por Raí – fazendo jus ao refrão “Raí, Raí, o terror do Morumbi”, com 3 gols – e Cafu (“terror do Pacaembu” no grito de torcida), um gol e atuação decisiva. São Paulo 4×2 no Palmeiras (que tinha Mazinho, César Sampaio, Zinho, Evair e um certo Cuca…). No intervalo de 2 semanas entre os dois jogos, o tricolor foi ao Japão e voltou com seu primeiro Mundial Interclubes, derrotando o Dream Team do Barça (aí são outros 500 posts…)
Em 20 de dezembro, com mais de 110 mil pessoas (110 mil!) no Morumbi, o campeão mundial confirmou o título estadual contra o alviverde. Müller abriu o placar, num belo gol. Toninho Cerezo ampliou. Quando o São Paulo já comemorava, debaixo de chuva, Zinho diminuiu. Tarde demais. Dois a um. São Paulo bicampeão paulista. Continuar lendo “20 anos do Paulistão de 92 – o último estadual da galeria de títulos do mestre Telê.”→
FOTO Wagner VIPCOMM Dezembro 2012FOTO Luiz Pires VIPCOMM dezembro 2012Rogério Ceni, que tem fama de fominha, empresta a faixa de capitão para Lucas erguer a taça FOTO Wagner Carmo VIPCOMM
Assim que o juiz deu o apito final na tumultuada e violenta decisão da Copa Sul-Americana 2012, o São Paulo passou a divulgar pelo placar eletrônico do Morumbi e redes sociais a hashtag #ElCampeónVolvió! Título conquistado na semana em que o tricolor paulista lembra os 20 anos do mundial de clubes 1992, uma das dez taças da era Telê Santana – mineiro como Ney Franco, o treinador campeão da Sul-Americana 2012. Dentro do post, a campanha do campeão, invicto. Mas que passou certo sufoco ao se classificar apenas pelo gol marcado fora de casa nas oitavas contra a LDU de Loja e nas semifinais contra a Universidad Católica. Continuar lendo “El campeón volvió!”→
Comparam o jogo de Lucas ao de Jairzinho, o furacão da Copa de 70.
Não tenho idade pra fazer isso.
Jairizinho marcava muitos gols. Talvez Lucas ainda jogue um tanto quanto distante da área.
Mas sei que o menino de ouro do São Paulo deu show nesta Copa Sul-Americana. Mesmo negociado, não tirou o pé. Tomou pancada até dizer chega. A torcida do São Paulo soltou um balão com a frase “Esse honra a camisa”.
Como eu torci pra você fazer o gol do título, Lucas (sim, porque se com 1×0 já ficava difícil, com 2×0 então… e não se viu mais futebol, apenas violência, consequência da cumplicidade dos árbitros escalados pela Conmebol.
Que golaço, campeão!
Boa sorte no PSG, garoto!
Estádio Nacional de Tóquio, 12 de dezembro de 1993. O São Paulo de Telê Santana, bicampeão da Libertadores, atravessou o mundo outra vez para ganhar o bi do Mundial de Clubes (ou da Copa Intercontinental, conforme o gosto do freguês), já sem o capitão Raí, vendido para o PSG. O adversário era um multinacional Milan de Fábio Capello, vice-campeão europeu (o Olympique de Marselha, campeão da Europa, estava envolvido em escândalos, e foi punido).
O livro “Saga de uma Paixão”, de Ignácio de Loyola Brandão, ganhou na época uma segunda edição (cuja capa ilustra o post) para contar mais um título.
E foi um jogo maluco maluco, carregado de emoção.
Palhinha abriu o placar. No segundo tempo, Massaro empatou. Toninho Cerezo fez 2×1. O Milan empatou de novo,com o francês Papin.
Nos últimos minutos, Müller fez um gol inacreditável. O lance do “questo gol é per te, buffone”. O “buffone” (palhaço) para o habilidoso e aqui muito sortudo atacante brasileiro era o zagueiro Costacurta.
São Paulo, bicampeão mundial. Telê nas alturas. A ficha técnica dentro do post: Continuar lendo “12 do 12… de 1993!”→
Poderia ser esse o título deste post: o livro de Raí com o jornalista André Plihal, “1992 – O Mundo em Três Cores” (Panda Books), sobre o primeiro dos três mundiais do tricolor paulista (o segundo viria quase exatamente um ano depois, em 12/12/93, já sem Raí -negociado com o PSG -contra o Milan).
Num texto leve e de qualidade muito acima da média dos lançamentos comemorativos, o eterno camisa 10 do Morumbi e o excelente repórter da ESPN contam os bastidores da conquista… os detalhes da relação fraternal Raí- mestre Telê Santana (que às vezes pegava no pé demais do Cafu, mas aliviava pro irmão do doutor)…. falam da importância de cada jogador (são destacados Zetti, Adílson, Ronaldão e Pintado) e enaltecem o trabalho em equipe, o clima de respeito e a união dentro do elenco que foi campeão de tudo.
“Já havíamos combinado de dividir o prêmio entre toda a delegação. Gostaria apenas de ter ficar com a chave gigante. Acabei não ficando, não guardando, como não guardo nada desta vida. Pelo menos nada material, que fique entendido. O sorriso do Telê em Tóquio está muito bem guardado” – Raí, em “1992 – O Mundo em Três Cores”.
Sob a maestria de Telê, o capitão Raí marcou 87 dos seus 128 gols pelo São Paulo. O trio “RPM” (Raí, Palhinha, Müller) mais o Cafu eram considerados insubstituíveis pelo técnico.
Tem depoimentos de colegas de Raí e a ficha de todos os jogos do ano glorioso de 1992 pro torcedor tricolor. Uma grande sacada desse lançamento da Panda Books é um flipbook, que reproduz os dois gols de Raí no jogão disputado no estádio Nacional de Tóquio. 13/12/1992, o dia em que o Dream Team do Barça (com um “certo” Pep Guardiola no meio-campo), foi “atropelado por uma Ferrari“, nas palavras do seu técnico Johann Cruyff. Raí não tem 100% certeza que o holandês pronunciou a frase, mesmo. Nesse caso, imprima-se a lenda.
O São Paulo fez um tributo a um deus da raça antes do clássico Majestoso, neste domingo, no Pacaembu. Todos os jogadores entraram com camisas com o nome do ídolo uruguaio Pedro Rocha e o número 70. El Verdugo completa 70 anos nesta segunda-feira, 3 de dezembro, e luta contra uma doença incurável.
Natural que os jovens torcedores tricolores tenham como ídolos Rogério Ceni, Lucas, Luís Fabiano. Mas também é legal conhecer a importância deste conterrâneo de Lugano.
saopaulofc.net
Rocha chegou ao São Paulo com 28 anos, já campeão de tudo pelo Peñarol (8 títulos uruguaios, 3 Libertadores, 2 Mundiais). Foi comprado por 280 mil dólares (muita grana na época, mas os patamares eram outros, não?) logo depois da Copa de 70 (a terceira das quatro que disputou com a camisa celeste). Estreou em 27 de setembro de 1970 (num São Paulo 0x2 Flamengo, válido pelo Robertão/Taça de Prata, no Morumbi), primeiro com a 8 – o São Paulo já tinha Gerson. Marcava muitos, muitos gols para um meia. De falta, de pênalti, de cabeça, em chutes fortes de fora da área. Foram 119 pelo tricolor, segundo o site do São Paulo. Foi artilheiro do Brasileirão de 72, ao lado de Dadá Maravilha, um centroavante nato, com 19 gols. Com o São Paulo, foi campeão paulista em 1971 e em 1975. no belo time comandado por outro ídolo estrangeiro, o técnico José Poy. Na Libertadores de 1974, bateu na trave. Perdeu a final para o copeiro Independiente.
Outro blog, o Futebol de Campo, publicou em 21/11 que há uma petição para que São Paulo e Penãrol façam um amistoso para Pedro Rocha(clique aqui para saber como assinar a petição). Nada mais justo (atualizando com a dica do seu Domingos: no programa “Mesa Redonda”, diretor de futebol do tricolor, Adalberto Baptista, disse que os clubes conversam pra acertar o amistoso no começo de 2013, com renda revertida para a família).
Publicado em 24/11/2012
Um rolê pelos principais pontos de futebol de São Paulo é a proposta de um roteiro temático sugerido pela empresa de turismo da cidade, que fiquei conhecendo hoje na reunião mensal do Memofut, grupo que discute memória e literatura da bola, numa apresentação de Sergio Paz e Gabriel Rostey. A saber:
Memorial Charles Miller, no SPAC, em homenagem ao artilheiro Miller, que nasceu num 24 de outubro como hoje, e foi pelo menos um dos maiores responsáveis pela introdução do futebol no Brasíl
Monumento à excursão do Paulistano à Europa, em 1925
Mackenzie, que tinha time no começo do futebol em São Paulo
Há menções às futuras arenas modernas, a do Palmeiras e a do Corinthians.
E dicas de bares e cafés: o tradicional São Cristóvão, mais José Menino, Pelé Arena Café & Futebol (centro, West Plaza e Faria Lima), bar O Torcedor no Pacamebu e Elídio Bar, na Mooca.
O número do título deste post poderia 8 – camisa de Ganso, que estreou no São Paulo aos 10 minutos do segundo tempo… Poderia ser 9, de Luís Fabiano, que empatou o jogo. Poderia ser 01, do goleiro Rogério Ceni, que virou o jogo, de pênalti – chegou a 107 gols na carreira (confira a lista). Poderia ser 6, de Cortez, que fez uma partida praticamente perfeita na parte defensiva (ele que é considerado um lateral/ala bastante ofensivo) – ou 7, de Lucas, que fez sua última partida de Brasileirão no Morumbi antes de mudar para Paris. Mas escolho 62.207 – o número de torcedores no Morumbi nesta bela tarde de domingo – recorde de público do Campeonato Brasileiro 2012.
FOTO Rubens Chiri – São Paulo FC
Taí, pra quem vivia falando mal da torcida do São Paulo… que não para de crescer. Claro que a estreia de um grande nome como Paulo Henrique Ganso, a perspectiva de voltar à Libertadores e uma boa promoção de ingressos dão uma bela força.
E mais importante que tamanho de torcida – acho eu- é torcida que vai ao estádio.
A primeira foto do post é do excelente blog Futebol de Campo, do jornalista Fábio Soares. Neste link, os lances de arquibancada de São Paulo x Náutico, no Futebol de Campo.Continuar lendo “62.207 torcedores, o recorde de público do Brasileirão 2012.”→