Rolê pelo estádio Luis Franzini | Defensor Sporting Club | Montevidéu, Uruguai

Texto publicado durante a Libertadores 2012

http://www.defensorsporting.com.uy/
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  • Publicado em 7 de fevereiro de 2012

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Imagine um jogo da Libertadores num estádio pouco maior que o da rua Javari.
O Defensor Sporting Club recebeu na sua “cancha” aqui em Montevideo o sempre perigoso Vélez Sarsfield. E não é que a torcida viola lotou as arquibancadas? Fila pra entrar, e lá dentro, torcedores se espremendo.
Com sua bonita camisa roxa, o Defensor tomou um gol após polêmica marcação do juiz.
No segundo tempo, só deu Vélez. 3 a 0. A torcida visitante cantou o tempo todo. A do Defensor batucou o jogo inteiro e cantou mais quando o jogo estava definido.
Ótima atmosfera.image

Fila pra entrar no estádio, que fica ao lado de um parque de diversões.

As arquibancadas do estádio do Defensor, pintadas de roxo.image

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Uma bola. 22 jogadores. 74 mortos. Centenas de feridos. A tragédia de Port Said.

Port Said, 1º de fevereiro de 2012. O banho de sangue durante o jogo entre o Al-Masry e o Al-Ahly pelo campeonato egípcio tomou conta do noticiário esportivo e internacional neste meio de semana.
Os relatos assustam: facas e bombas dentro do estádio, jogadores espancados, corpos nos vestiários, torcedores esmagados.
Os números arrepiam ainda mais: 74 mortos, quase mil feridos. Desta vez, não dá para jogar toda a conta da lamentável tragédia na bestial violência de torcidas fanáticas por futebol. Mas num país em convulsão política e social, esses grupos organizados têm um lado, uma escolha partidária.
E como as autoridades fizeram vista grossa, um estádio de futebol infelizmente acaba sendo um cenário fácil para uma batalha de ódio como a que vimos no Egito. Pelo jeito, um ano depois da revolta na praça Tahir, o Egito ainda longe da paz.

Uma dica de leitura que não fala dos conflitos no Egito, mas têm capítulos sobre o envolvimento de torcidas organizadas na política partidária, atuando como milícias: Continuar lendo “Uma bola. 22 jogadores. 74 mortos. Centenas de feridos. A tragédia de Port Said.”

“Heleno” – 30 de março nos cinemas


O que o Rodrigo Santoro está fazendo num blog de futebol? Para quem ainda não sabe, o eclético ator brasileiro “é” Heleno de Freitas, no esperadíssimo filme “Heleno”, de José Henrique Fonseca. Filme e performance de Santoro no papel do craque de Botafogo, Vasco, Boca etc  foram elogiados nos festivais onde a “pelí” passou. Estreia prevista para 30 de março.

FOTO: ROGERIO FAISSAL
O filme foi inpirado pela biografia do craque que a torcida adversária chamava de “Gilda”: “Nunca Houve um Homem como Heleno”, de Marcos Eduardo Neves (post anterior). Abaixo, imagem do cartaz do filme “Heleno” recentemente divulgada na internet.
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“Nunca Houve Um Homem Como Heleno”

A base do filme “Heleno” foi a biografia escrita pelo jornalista Marcos Eduardo Neves: “Nunca Houve um Homem Como Heleno” (agora pela Jorge Zahar), que descreve muito bem não só a glamourosa, atribulada e curta vida do temperamental craque, como o Rio de Janeiro dos anos 40, então capital federal. Continuar lendo ““Nunca Houve Um Homem Como Heleno””

O clássico do homem que batizava clássicos

O  jornalista Mario Filho foi quem batizou o agora centenário Fla-Flu, o clássico das multidões. É também autor de um clássico da literatura esportiva nacional: “O Negro no Futebol Brasileiro” (editado pela Mauad). Mario Filho acabou virando o nome do estádio que incentivou: o Maracanã. Ótima dica de leitura neste verão, comecinho dos campeonatos estaduais. Exatamente por explicar o início dessa era, na transição do amadorismo para o profissionalismo.

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Um novo São Paulo?

Wellington, Lucas e Piris comemoram o gol da vitória FOTO Gaspar Nóbrega VIPCOMM

Com Rogério Ceni fora por uns bons meses para se recuperar da cirurgia no ombro, o onze do São Paulo 2012 só tem um jogador do plantel de 2008, ano do último título nacional do tricolor: o volante Wellington, que no Brasileirão 2008 participou de uma partida. Continuar lendo “Um novo São Paulo?”

“Futboleros”

A superquarta que começou com a decisão da Copinha, virada do Timãozinho pra cima de um Flu que valorizou a oitava conquista da molecada corintiana, também teve campeonatos estaduais aqui, pré-Libertadores com vitória magrinha do Colorado e derrota do Fla nas alturas e copas nacionais na Europa.
A função foi arrumar um bar pra ver o clássico de Espanha – mais um – pelas quartas da Copa do Rei. Barça x Real. No bar onde se reúne a Penya (torcida) barcelonista de São Paulo, casa cheia. Gente saindo pelo ladrão. Parecia o Camp Nou. Ouvi aplausos para Iniesta como se os fãs estivessem no estádio. Mas como não dava nem pra entrar, toquei

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