
Flâmula com o belo distintivo do Vasco da Gama, que era o time de coração do poeta aniversariante. Neste 31 de outubro de 2012, lembramos os 110 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade. Várias crônicas e até cartas de Drummond sobre o planeta bola foram reunidas por dois netos na compilação “Quando É Dia de Futebol”, de 2002, tema do post anterior. Acho que com muita sorte ele pode ser encontrado em sebos, já que houve uma mudança de editora de lá pra cá e no site da anterior não aparece mais o link de “Quando É Dia de Futebol”. Aqui, você pode saber por que ele era Vascão e o que escreveu sobre outro mineirinho de outubro, um jogador que fez mil gols… Continuar lendo “Dia D | Dia Drummond”
Categoria: livros
Pracinha Futebol Clube | O Tricolor das Seringueiras
… todos devem concordar que criança brincando é igual em qualquer lugar, seja na frente da televisão com o joystick na mão, seja no campinho de terra com a bola no pé. O que conta é aquele momento de imaginação e fantasia, quando o mundo está de boca aberta assistindo o mais forte dos lutadores vencer o inimigo intergalático ou gritando o nome do maior craque de todos os tempos (VOCÊ)…
Altamente recomendado pelo Ugo Giorgetti no Estadão, o livro “Pracinha Futebol Clube – O Tricolor das Seringueiras” foi lançado pela Scortecci. O autor, o palmeirense Rubens Antonio Filippetti Vieira, conta suas lembranças de um time de meninos da zona oeste de São Paulo. Quero ler. E voltar ao assunto.

“O dia em que a poesia derrotou um ditador”. O belo filme “No”. E a flâmula de La U.
- Atualizando: este sábado, 3 de novembro, é a última chance para ver o belo filme chileno “No”, citado no fim do post. 21h40, no CineSesc, na rua Augusta.

Flâmula da Universidad de Chile, time de coração do estudante Nico, personagem central do livro “O dia em que a poesia derrotou um ditador“, do escritor chileno Antonio Skármeta (o mesmo de “O Carteiro e o Poeta”, que rendeu aquele lindo filme). No romance, que se passa em 1988, Nico é filho do professor Santos, levado pela polícia do ditador Pinochet. E namora a filha do publicitário desempregado que vai bolar a campanha do “Não” a Pinochet. Vale a pena ler o belo romance de Skármeta (será que ele também é “hincha” da U de Chile? Se alguém souber, me dá um alô, por favor). Não eram bons anos para o time, que recentemente virou o bicho-papão chileno: na última temporada, ganhou Clausura, Apertura e Copa Sul-Americana. “O dia em que a poesia derrotou um ditador” ganhou o Prêmio Ibero-Americano de Narrativa.
Por sinal, a campanha pela democracia também é tema de um dos principais filmes da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo: “No”, de Pablo Larraín, com Gael García Bernal (P.S.: o filme é emocionante, consegue prender a atenção, fazer suspense, mesmo sabendo o resultado). Confira as próximas sessões aqui.
- “No” ganhou do público da Mostra de SP o prêmio de melhor ficção estrangeira. Site oficial do filme: http://nolapelicula.cl/
Mengo Popular Brasileiro
“Nenhum time brasileiro e do mundo foi tão cantado e idolatrado como o Flamengo em gêneros que passam pelo choro, foxtrote, marcha, baião, rock, samba e samba-enredo”. Beto Xavier, no livro “Futebol no País da Música” (Panda Books)
No seu livro “Futebol no País da Música“, de 2009, o jornalista e radialista Beto Xavier, um dos principais pesquisadores de música sobre futebol, já estimava em mais de 150 as gravações sobre “os feitos, os títulos, as torcidas e até as tristezas rubro-negras”. Pois fiquei sabendo via Futebol Marketing de um projeto do Museu Flamengo e do site oficial do rubro-negro que pode adicionar (eta palavra da moda!) mais algumas canções a esse repertório: o concurso cultural Mengo Popular Brasileiro, que será também o nome de uma instalação do futuro museu do clube.
O objetivo do concurso MPB, inciais de Mengo Popular Brasileiro, é escolher um novo hit inspirado no Fla. Os interessados que tiverem uma composição inédita devem enviar seus vídeos para o site do projeto até 30 de setembro. As músicas selecionadas pelos responsáveis pelo concurso vão para uma votação na internet, em outubro.
PARTICIPE: de que músicas sobre o Flamengo você gosta mais? Deixe sua mensagem no espaço de comentários. Votação aberta a quem não é flamenguista, mas sabe reconhecer uma boa música. Eu começo.
Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.
“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: 1911! O bigode do Kaiser estava, então em plena vigência. Mata Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de 14 anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: – grande época! grande época!”
Assim começa “O Berro Impresso das Manchetes“. Essa crônica trata do Flamengo, mas é puro Nelson Rodrigues, cujo centenário de nascimento é lembrado hoje, 23 de agosto de 2012, em todas as mídias.

O livraço é uma compilação das clássicas crônicas de Nelson Rodrigues na primeira fase da revista “Manchete Esportiva, da Bloch, entre 1955 e 1959. Foi lançado em 2007 pela editora Agir, com pesquisa de texto e informativo posfácio de Marcos Pedrosa de Souza. Continuar lendo “Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.”
Personagem da Semana: Nelson Rodrigues

Meu personagem da semana poderia ser perfeitamente o bandeirinha Emerson de Carvalho, que não reparou no triplo impedimento no segundo gol do Santos no quentíssimo clássico alvinegro de domingo na Vila Belmiro, fazendo jus ao nome do livro de Celso Unzelte e Odair Cunha: “O Grande Jogo”. Hoje ele foi afastado.
Meu personagem da semana também poderia ser o Atlético Mineiro, melhor do primeiro turno do Brasileirão, a julgar pela bela campanha e pelo histórico do certame, dono de gigantesca chance de botar mais uma estrela dourada nesta flâmula aqui, olha.
Meu personagem da semana poderia ser o meia-atacante Lucas, que depois de ser deixado de lado – ou melhor, no banco – durante quase toda a campanha de prata da seleção olímpica voltou pro São Paulo e comeu a bola na goleada contra a Ponte Preta, no horário do “jogo da balada”, sábado à noite no estádio. Parecia querer dar no campo uma respoata ao técnico Mano Menezes e ao polêmico futuro colega de PSG, o falastrão Ibrahimovic. Tomara que Lucas continue assim, entortando defensores, rumo ao gol, no tricolor, na seleção, no PSG.
Meu personagem da semana era o nome da coluna de Nelson Rodrigues na primeira grande fase da revista “Manchete Esportiva“, sugestão do próprio patrão, Adolpho Bloch, explica Marcos Pedrosa de Souza, no posfácio da sensacional coletânea “O Berro Impresso das Manchetes” (editora Agir).
Meu personagem da semana é Nelson Rodrigues, o cronista da vida como ela é e do sobrenatural de almeida: 100 anos nesta semana. No sábado, dia 25/08/12, o Museu do Futebol de SP promove a palestra “Nelson Rodrigues – O Cronista e A Bola“, a partir de 10h, com o professor José Carlos Marques, autor do livro “O Futebol em Nelson Rodrigues”. Aqui, um bate-bola do site do Museu com o professor. A entrada da palestra é de graça!
A Bola e o Goleiro. Jorge Amado e o futebol.


Nesta sexta-feira, 10 de agosto, o Fut Pop Clube começa a festejar o centenário de nascimento de Jorge Amado com o distintivo do Esporte Clube Ypiranga, de Salvador, o time de coração do escritor baiano. O Ypiranga, herdeiro do Sport Clube Sete de Setembro, foi fundado em 7 de setembro de 1906. “O Mais Querido” é o terceiro time com mais títulos no futebol baiano, atrás apenas do Bahia e do Vitória: o canário aurinegro ganhou 10 campeonatos da primeira divisão estadual, o último em 1951. Sob nova direção, hoje o Ypiranga (de) Amado tenta reencontrar o seu caminho.
Como todo mundo que conhece um pouquinho da vida do escritor sabe, Jorge Amado era comunista. E no futebol, sua predileção eram os times de origem operária. Também era torcedor do Bangu Atlético Clube.
O autor de “Jubiabá”, “Capitães da Areia”, “Gabriela, Cravo e Canela”, “Dona Flor e seus Dois Maridos”, “Tieta do Agreste” etc etc etc escreveu um livro sobre futebol destinado ao público infanto-juvenil. É o delicioso “A Bola e o Goleiro”, de 1984, que curti na edição da Companhia das Letrinhas, ilustrada pelo traço colorido de Kiko Farkas. No livro, uma foto feita por Zélia Gattai mostra o escritor Amado ao lado do excelente artista plástico Carybé, no velho estádio da Fonte Nova, em Salvador. Continuar lendo “A Bola e o Goleiro. Jorge Amado e o futebol.”
“Nunca Fui Santo”, o livro oficial do Marcos.

Impressionantes as fotos, as imagens e os sons ambientes do lançamento da biografia oficial de “São” Marcos”, assinada pelo “mago das palavras”, o jornalista Mauro Beting! A torcida do Palmeiras prestigiou pra valer a noite de autógrafos do grande ídolo do alviverde depois de Ademir da Guia. Um amigo do blog, o Fernando Nakajato, tirou as fotos que mostram a “muvuca” no shopping Eldorado.

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Gorduchinha 2014: Oooosmar Santos!
“É fogo no boné do guarda/Ripa na chulipa/ Pimba na Gorduchinha/Tiruli, tirulilá/Eee queee goooool!”.
Que bonito é /as bandeiras tremulando /a torcida delirando/ vendo a rede balançar! A campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 receba o carinhoso nome de Gorduchinha é “uma jogada do do do peru” do ataque formado por amigos e fãs do locutor Osmar Santos (veja as páginas da campanha Gorduchinha 2014 no Twitter e no Face). Aproveito o aniversário de Osmar Santos, o “pai da matéria”, 63 anos neste 28 de julho, para dar meu total apoio à essa campanha. Que tal eleições Diretas Já para escolher o nome da bola da Copa, hein? Alias, Diretas Já para presidente do São Paulo também!
Adoro rádio. Gosto muito de inúmeros locutores. Mas na minha opinião, Osmar Santos foi, é e sempre será o maior locutor esportivo de todos os tempos. O cara revolucionou o rádio esportivo brasileiro, nos anos 70, com transmissões cheias de humor, vinhetas e música. A escalação do trio de arbitragem, por exemplo, vinha depois de uma vinheta com um trecho de “Camisa Molhada”, clássico do tricolor Carlinhos Vergueiro e do corintiano Toquinho sobre o futebol de várzea. E os apelidos que Osmar dava? Edmundo, o “animal”. Serginho Chulapa, o “tamanduá-bandeira do futebol brasileiro”. Jorge Mendonça era o “Jojô Beleza” (há uma narração de gol do palmeirense numa das salas do Museu do Futebol’.
Sua narração “discoteque”, “livre, leve e solta” exerce influência até hoje – os que eu mais gosto de ouvir são locutores que seguem claramente a escola Osmar Santos. Vejo que o site Gorduchinha 2014 disponibiliza algumas narrações clássicas do pai da matéria para baixar no celular (confira aqui).
Na voz de Osmar, os 90 minutos eram como um gol. E o gol, então, era uma festa. Que me lembra a vinheta usada durante muitos anos pela rádio em que explodiu, a jovem rádio Jovem Pan de São Paulo.
“É gol, que felicidade! É gol, o meu time é alegria da cidade”” – “Replay”, sucesso do Trio Esperança, depois regravada pelo Trio Mocotó.

“Osmar Santos – O Milagre da Vida” é a biografia muito bem escrita por Paulo Matiussi, tema de post anterior.
By the way, o Troféu Osmar Santos (dado pelo jornal “Lance” ao melhor do 1º turno) desse ano parece que tem um favorito: o Atlético Mineiro. Bela campanha do Galo.
Um locutor que me lembrou a originalidade de Osmar Santos foi a de um xará meu português, o João Ricardo Pateiro. Dá uma olhada só no post anterior, “Golo do rádio esportivo português”.


