Já está na lista dos meus links favoritos, na coluna à direita deste texto. O jornalista Beto Xavier, autor de “Futebol no País da Música” (Panda Books, 2009) – capa acima – lançou um blog, com o mesmo nome do livro. É uma ótima pedida, mesmo, poder ler com frequência os textos cheios de informação de Beto Xavier sobre essas duas grandes paixões do brasileiro. Ele sabe do que está falando, porque é daqueles colecionadores alucinados por futebol -fã da Holanda desde os anos 70- que sempre vai ao estádio (arena, agora) e compra revistas antigas, dos tempos em que “Placar” era semanal. E com a música, a relação não é muito diferente, já que Beto trabalha como locutor de rádio e é capaz de investir parte considerável de seu orçamento em busca de algum disco raro. Futebol no País da Música, o blog, está no site da rádio Itapema FM de Porto Alegre, onde Beto Xavier apresenta os programas “Som do Brasil Bonito”, “Wake Up” e “Aboadica”, das 6 às 11h da manhã. Lá vamos encontrar boas histórias sobre clássicos da música popular que falam de futebol e sonoras novidades. Para ler o novo blog, clique aqui. Continuar lendo “Leia o livro e curta o blog: “Futebol no País da Música”, de Beto Xavier.”→
Dos 5 clássicos entre Canarinho e Azzurra nas Copas, ganhamos as duas finais (tema do post seguinte) e vencemos também a decisão do 3º lugar em 1978 (golaço do Nelinho!). E a Itália triunfou em duas autênticas “decisões”: semifinal de 1938 e em 5 de julho de 1982.Só no ano passado, o Brasil 2×3 Itália do velho estádio do Espanyol e a seleção de Telê foram tema de três livros brasileiros, mais o do colombiano Wilmar Cabrera, “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal“, lançado na Espanha. E agora “82 – Uma Copa – 15 Histórias“ reúne 15 contos de ficção em torno da chamada “tragédia do Sarrià”. Ele fala de uma seleção que não ganhou a Copa, mas conquistou o mundo, como diz o título de outro livro, o de Falcão. O Brasil de Telê poderia empatar, mas perdeu da grande Itália de Zoff, Rossi e Bearzot e saiu fora de um emocionante Mundial.
Dentro do post, o convite para a próxima noite de lançamento do livro organizado por Mayrant Gallo em Salvador, que tem na capa a premiada foto de Reginaldo Manente, primeira página do saudoso “Jornal da Tarde” no dia seguinte da “tragédia“. Continuar lendo ““82 – Uma Copa – Quinze Histórias””→
No dia dos namorados de 1993, o Palmeiras reatou com os títulos, depois de um jejum de quase 17 anos – a última taça foi a do Paulistão de 76, com Ademir da Guia.
O tricolor Paulo-Roberto Andel está lançado o livro “1995 – O Campeonato do Centenário” (editora Multifoco), sobre o Estadual de 95, conquistado pelo Fluminense de Joel Santana com um gol de barriga de Renato Gaúcho no Fla-Flu decisivo. O centenário aí do título é do Flamengo, que tinha Romário e Sávio no ataque e Luxemburgo como treinador. Continuar lendo “O gol de barriga”→
De La Quiaca a Ushuaia. De Corrientes a San Juan. 140 equipes.Todos os torneios oficiais da Asociación del Fútbol Argentino. Três anos de trabalho. Uma vida de paixão. ‘O Outro Futebol’
Nem só de Boca, River e dos outros grandes vive o futebol argentino. O futebol dos bairros, das cidades mais distantes, dos times que lutam pelo acesso à primeira divisão do país vizinho é o tema de filme dirigido por Federico Peretti em 2012. “El Outro Fútbol”foi convocado para a mostra competitiva / longa metragem do festival CINEfoot no Rio (23-28 de maio, Espaço Itaú de Cinema na Praia de Botafogo e CCJF). Puxa, que pena que não vai passar em São Paulo, porque pelo trailer abaixo tenho certeza que o documentário é no mínimo muito interessante. A ver!
Juventus Football Club bicampeã italiana… gancho para falar dos 89 anos do “nosso” Clube Atlético Juventus, que eu deixei passar no mês passado. O clube hoje grená e branco foi fundado em 20 de abril de 1924, como Cotonifício Rodolfo Crespi FC – resultado da fusão do Extra São Paulo FC e do Cavalheiro Crespi FC, clube dos trabalhadores da empresa de Rodolfo Crespi, que entrou com a sede social. As cores eram as do Extra São Paulo: vermelho, branco e preto. O terreno da rua Javari foi doado por Rodolfo Crespi um ano e quatro dias depois da fundação. Só em 19 de fevereiro de 1930 o clube da Mooca adotou seu atual nome. Clube Atlético Juventus – homenagem ao time de coração de Rodolfo Crespi na Itália.
A Vecchia Signora emprestou seu nome ao Moleque Travesso.
Já as cores… como havia muitos alvinegros na liga paulista (Corinthians, Santos, Ypiranga), o bianconero da Juve original da Itália foi trocado no clube paulistano pelo grená e branco do outro grande de Turim: o Torino. O apelido Moleque Travesso surgiu em setembro de 1930, cortesia do jornalista Tomaz Mazzoni. São explicações que estão em painéis na entrada social do clube, na Mooca, tradicional bairro paulistano.
Já falei aqui do emocionante curta-metragem da Oka Comunicações sobre um dia de jogo na Javari, “Juventus Rumo a Tóquio”. O Juventus também é tema de “Glórias de um Moleque Travesso (BB Editora), de Angelo Eduardo Agarelli, Fernando Razzo Galuppo e Vicente Romano Netto. É o primeiro livro a contar a vida esportiva do Juve. E olha que a demanda foi boa. Um dos autores, Fernando Galuppo, me informa que o livro está esgotado. Agora, só pedindo à editora, que deve fazer nova edição.
Em 2014 o Moleque Travesso aprontará na Série A-3 do futebol paulista. Forza, Juve! Continuar lendo ““Glórias de um Moleque Travesso””→
Gullit? Quase! É o jornalista colombiano Wilmar Cabrera, autor do livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal”
O jornalista colombiano Wilmar Cabrera guiou o Rolê do Fut Pop Clube pelo quarteirão onde até 1997 estava o estádio que recebeu uma das maiores partidas da história das Copas. 5 de julho de 1982. O Sarrià, que pertencia ao Espanyol, de Barcelona, viu Brasil 2×3 Itália. O ex-boleiro vive há 5 anos em Barcelona, onde cursou um Master de Criação Literária na Universidade Pompeu Fabra. E seu livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal” (Editorial Milenio), tema do post anterior, mostra a qualidade do texto deste “futbolero” apaixonado pelo Millonarios, de seu país natal, simpatizante do Espanyol e do Europa, ambos de Barcelona – todos blanquiazules. E pela Squadra Azzurra.
Wilmar Cabrera sabe de cor e salteado onde aconteceu cada um dos cinco gols daquele “partidazo” – pra ele, uma obra-prima. O jornalista colombiano – @WcGullit no Twitter – estudou praticamente cada “take” do vídeo daquele Brasil x Itália, que nós brasileiros chamamos de “tragédia do Sarriá” (grafia do nome do bairro em castelhano). Para os torcedores do Espanyol, tragédia do Sarrià (aí em catalão) certamente foi a demolição do estádio – bem no coração de Barcelona! – por causa das dívidas do clube. O estádio foi demolido… o terreno vendido para incorporadoras imobiliárias que construíram belos prédios (foto abaixo). O clube andou pelas montanhas de Montjuic (estádio olímpico de Barcelona) até a temporada 2008/09 e finalmente inaugurou uma nova e moderna arena, na cidade vizinha de Cornellà-El Prat (confira rolê do blog num dia de Espanyol x Valladolid, com direito aos torcedores “pericos” cantando uma adaptação de um grande sucesso de Gal Costa). Mas o RCDE continua endividado…
No lugar da emoção do futebol – e como teve emoção em 5/7/82 – um condomínio tranquilo.
Do velho estádio Sarrià, sobraram as imagens do You Tube e arquivos da Copa 82 na TV, as memórias de torcedores do Espanyol e de fissurados por bom futebol como Wilmar Cabrera, você e eu… e pouco mais. Uma placa no meio do jardim entre os edifícios residenciais…
Praças com os nomes do goleiro Zamora, ícone da história do Espanyol e de La Roja, a seleção espanhola… e do fundador do clube, Angel Rodríguez.
No bar inaugurado pouco antes do Mundial disputado na Espanha, já com o nome Sarriá 82, o gentil Basilio lembra com saudade da farra que os torcedores brasileiros fizeram antes da “tragédia”. Ele nunca viu tanta alegria antes… mas em compensação, depois do apito final… Pena que o bar Sarriá 82 não tenha uma flâmula, uma foto, um pedacinho de grama… Receio de provocar desavenças entre os torcedores dos rivais catalães.
Bar Sarriá 82, no bairro Sarrià
Foi no bar que o Fut Pop Clube bateu um agradável papo sobre 1982, o futebol de hoje e o jornalismo esportivo com Wilmar Cabrera, craque das letras. Mais fotos dentro do post. Continuar lendo “Rolê por Sarrià com Wilmar Cabrera”→
Pela revista espanhola Mediapunta (ver post anterior), fiquei sabendo do livro do jornalista colombiano Wilmar Cabrera: Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal (lançado em castelhano pela Editorial Milenio, da Catalunha, em junho 2012). É uma elaborada mistura de ficção e realidade, memória e fatos, bolada pelo jornalista colombiano radicado em Barcelona há 5 anos. E como o nome sugere, o futebol brasileiro é um dos personagens principais, já que a derrota da seleção de Telê Santana para a Itália de Bearzot, Zoff, Gentile e Rossi (três vezes Paolo Rossi…) no Mundial de 1982 está em todo o livro. É o que chamamos aqui de a “tragédia do Sarrià” – para Wilmar Cabrera, guardadas as proporções o “11 de setembro do futebol brasileiro”. Sarrià é o nome do bairro de classe média alta de Barcelona, que emprestou seu nome para o estádio do RCD Espanyol, entre 1923 e 1997. Em 21 de junho daquele ano, o Espanyol jogou sua última partida no Sarrià, Dá para imaginar a dor dos torcedores blaquiazules ao testemunhar a demolição de seu estádio. Comparável talvez à dor do torcedor brasileiro, depois da derrota para a Squadra Azzurra. Torcer para a Seleção Brasileira nunca mais foi a mesma coisa. O que o brasileiro precisa entender é que a Itália também tinha um timaço – e contava com a preferência – surpresa!- do autor, Wilmar Cabrera, por razões sentimentais. Na Colômbia, ele é torcedor dos Millonarios. No álbum da Copa de 78, escolheu uma seleção com as cores do seu time de coração. Deu Itália. Preferência mantida em 1982. Se o Brasil de Telê jogava por samba – como o “Voa Canarinho” cantado por Júnior -, para Wilmar Cabrera a Itália era uma orquestra de jazz.
Alguma editora tem a manha de lançar Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándalno Brasil? Continuar lendo “Livro: “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal””→
Para contar a história de um craque de prenome Arthur que não o Zico, mas o neto dos alemães Guilherme Friedenreich e Guilhermina Schroder, filho de Oscar Friedenreich e da mulata Mathilde, o jornalista Luiz Carlos Duarte volta à São Paulo de bondes e maioria de estrangeiros, embora a casa dos Friedenreich em São Paulo tivesse mais catarinenses e paulistas que alemães. Esse Arthur, o Friedenreich ou simplesmente Fried foi o primeiro grande ídolo de massas do nosso futebol.
Em 1914, participou do primeiro jogo da Seleção, contra o Exeter City, no histórico estádios das Laranjeiras. No mesmo ano, com a camisa então branca do Brasil, foi à Argentina e trouxe a primeira taça internacional do futebol penta, a Copa Roca. Em 1919, nas mesmas Laranjeiras, uma conquista ainda maior: o nosso primeiro Sul-Americano. Gol de Fried, na segunda prorrogação contra o Uruguai. Esse gol -que valeu até música, o clássico chorinho “1×0” – merece até desenho no livro de Luiz Carlos Duarte. E está numa lista de 595 gols e 605 jogos, citados um por um, num dos extras do livro “Friedenreich – A Saga de um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro” (Casa Maior Editorial). Bela radiografia do começo do futebol em São Paulo e no Brasil. Continuar lendo ““Friedenreich – A Saga de Um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro””→