“Friedenreich – A Saga de Um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro”

(Casa Maior Editorial)
(Casa Maior Editorial)

Para contar a história de um craque de prenome Arthur que não o Zico, mas o neto dos alemães Guilherme Friedenreich e Guilhermina Schroder, filho de Oscar Friedenreich e da mulata Mathilde, o jornalista Luiz Carlos Duarte volta à São Paulo de bondes e maioria de estrangeiros, embora a casa dos Friedenreich em São Paulo tivesse mais catarinenses e paulistas que alemães. Esse Arthur, o Friedenreich ou simplesmente Fried foi o primeiro grande ídolo de massas do nosso futebol.
Em 1914, participou do primeiro jogo da Seleção, contra o Exeter City, no histórico estádios das Laranjeiras. No mesmo ano, com a camisa então branca do Brasil, foi à Argentina e trouxe a primeira taça internacional do futebol penta, a Copa Roca. Em 1919, nas mesmas Laranjeiras, uma conquista ainda maior: o nosso primeiro Sul-Americano. Gol de Fried, na segunda prorrogação contra o Uruguai. Esse gol -que valeu até música, o clássico chorinho “1×0” – merece até desenho no livro de Luiz Carlos Duarte. E está numa lista de 595 gols e 605 jogos, citados um por um, num dos extras do livro “Friedenreich – A Saga de um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro” (Casa Maior Editorial). Bela radiografia do começo do futebol em São Paulo e no Brasil.
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Vai começar o Paulistão…

Atualizado em 22 de abril
Aleluia! Finalmente, depois de 3 meses de (pouco) futebol, vai começar o Campeonato Paulista... Não dá mais… não dá mais para aguentar 19 rodadas para definir apenas em que lugar os grandes vão ficar e quais serão os outros quatro clubes que vão brigar para tentar aprontar uma surpresa. 19 rodadas… Agora, um tropeço e adeus.. Péssimo esse regulamento. Eis os confrontos do mata-mata, perdão, do mata, só, já que as quartas de final são em partidas únicas, com mando do clube de melhor campanha.

  1. São Paulo x Penapolense – Morumbi – domingo, 18h30
  2. Ponte Preta x Corinthians – Campinas – domingo, 16h
  3. Mogi Mirim x Botafogo de Ribeirão Preto – em Mogi – sábado, 18h30
  4. Santos x Palmeiras – Vila Belmiro – sábado, 16h15  Continuar lendo “Vai começar o Paulistão…”

9º Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol

Alguém aí tem camisa da seleção do Taiti?
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O Museu do Futebol faz mais um Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol, em parceria com o site Minhas Camisas. É neste sábado, das 9 às 17h, no foyer externo do museu, que fica no querido estádio do Pacaembu. A novidade é que este encontro tem como tema a Copa das Confederações. Os organizadores pedem para os interessados levarem uniformes das seleções participantes deste evento-teste do Mundial 2014: Brasil, Espanha, Uruguai, Itália, Nigéria, Japão, México e Taiti. Não precisa colecionar nada para colar lá e dar uma olhadinha no varal.

Copa Catalunya

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O site do diário Marca, que é de Madri, mostrou os uniformes especiais que o time da U.E. Llagostera vai usar na Copa Catalunya, contra o Espanyol. Lllagostera fica na província de Girona, na comunidade autônoma da Catalunha, onde existe um forte movimento pela independência da Espanha. E a camisa feita para a copa catalã manteve as cores do clube, mas num design que lembra a bandeira preferida pelo movimento de independência. Bandeira que aparece no detalhe abaixo, das costas da camisa.
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Por sinal, é muito difícil andar por Barcelona e não se deparar com essa bandeira independentista pendurada numa janela ou varanda.
Já o Barça (que é claramente pró-independência e vai lançar uma camisa 2 com as cores da Catalunha) entra na competição com a filial. É o Barcelona B que joga contra o Gimnàstic de Tarragona.
ATUALIZANDO:

  • Barça e Espanyol vão decidir a Copa Catalunya.
  • O Espanyol derrotou o Llagostera por 3 a 0.
  • O Barça B venceu o Nàstic por 1×0. Ambas as partidas foram na bela Tarragona.

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“Sí, se puede!”, versão são-paulina.

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Vi no Futebol Marketing que o São Paulo lançou uma campanha de marketing que ajudará a lotar o Morumbi (até terça-feira, mais de 40 mil ingressos vendidos) no jogo contra o Atlético de Ronaldinho Gaúcho – partida de vida ou morte para o atual campeão da Copa Sul-Americana na Libertadores 2013. Continuar lendo ““Sí, se puede!”, versão são-paulina.”

Ronaldinho Gaúcho | R49 – O Meteoro Atleticano


Impressionante como deu “liga” o casamento entre o Atlético Mineiro e o seu camisa 49.
Um voltou a jogar muita bola. O outro, a cantar de Galo. Para celebrar esse “love affair” entre craque, time e torcida, está sendo preparado um documentário, Ronaldinho Gaúcho – R49 – O Meteoro Atleticano. Como dá para perceber no trailer acima, com legendas em inglês, o diretor Diego Lisboa e a Movimento Filmes já estão de olho no mercado internacional. Continuar lendo “Ronaldinho Gaúcho | R49 – O Meteoro Atleticano”

“Dico, o Artilheiro”. Um gibi que entrou para a história.

Publicado em abril de 2013

Dico, Poli e Jeff as estrelas do Estrela - o time do artilheiro dos gibis
Dico, Poli e Jeff as estrelas do Estrela – o time do artilheiro dos gibis
Capa da edição brasileira de “Dico, o artilheiro” nº 1, da extinta RGE
Capa da edição brasileira de “Dico, o artilheiro” nº 1, da extinta RGE

“Dico, o Artilheiro” foi um gibi que chegou às bancas brasileiras em 1975, através da extinta RGE – Rio Gráfica e Editora (hoje Editora Globo)., Fez grande sucesso com o público juvenil. Suas origens remontam, no entanto, a 1971, quando a King Features Syndicate (poderosa distribuidora de tiras de quadrinhos para jornais, do mundo inteiro) encomendou ao renomado quadrinista argentino José Luis Salinas uma série que tivesse o nobre esporte bretão como tema, na tentativa de fisgar o público norte-americano para o “soccer”, aproveitando todo o então forte impacto midiático da Copa de 70, realizada no México. O veterano Salinas (um dos principais nomes dos quadrinhos argentinos de todos os tempos) mostrou realmente que foi a escolha acertada para desenvolver “Dick the Gunner”, o nome original da série. Gunner

Todas as imagens são da coleção de Gustavo Valladares
Todas as imagens são da coleção de Gustavo Valladares

O artista começou sua carreira como ilustrador ainda na década de 30 do século passado, porém, foi em 1949 que ocorreu a grande virada em sua carreira, através de Cisco Kid, personagem que o acompanharia por quase 20 anos. Ganhou todos os prêmios possíveis na Argentina. Também foi homenageado, em 1976, no festival de Lucca (Itália), com o troféu Yellow Kid, conhecido como o ‘Oscar dos quadrinhos’, ou seja, a distinção máxima para quadrinistas do mundo todo.
Cisco Kid, obra máxima de Salinas, saiu no Brasil em alguns jornais, nas páginas da revista Eureka, da extinta Editora Vecchi, e ainda num álbum especial da coleção de quadrinhos da L & PM Editora (capa ao lado). No total, a série foi publicada em 360 jornais, espalhados por dezenas de países.

Cisco Kid, de Salinas, na coleção de Gustavo Valladares
Tira de Cisco Kid, de Salinas, na coleção de Gustavo Valladares

José Luis Salinas tinha experiência de décadas como quadrinista. Seu traço invariavelmente limpo, sereno, expressivo em cada quadrinho, em cada detalhe, combinou perfeitamente com os roteiros elaborados por seu compatriota Alfredo Julio Grassi.

Dico estreou oficialmente nos gramados, digamos assim, em 1973, inicialmente em alguns jornais dos Estados Unidos. Pouco depois, foi traduzido em vários países. Argentina, Portugal, Inglaterra, México e o Brasil foram os países onde o nosso herói obteve maior acolhida entre os leitores.


A revista portuguesa “Mundo de Aventuras” foi a responsável pelo enquadramento da série em novo formato, mais adequado para a publicação de revistas, adaptando as tiras de jornais para novas diagramações de páginas inteiras, com o objetivo de publicar cada história completa da saga de modo separado e organizado.
Portugal
Brindes grátisFoi este material, batizado de “Dick, o Avançado-Centro”, que chegou até nós como “Dico, o artilheiro”. Em revista própria, Dico e seus companheiros Jeff, Poli e toda a equipe do Estrela Futebol Clube apareciam ao lado de reportagens sobre futebol e muitos brindes, como figurinhas e adesivos para times de botão, por exemplo, que faziam a alegria da molecada: os primeiros exemplares da revista, em especial, foram disputados a tapa, nas bancas de jornais, esgotando sua tiragem rapidamente.

Adesivos do Estrela, time do Dico, para o futebol de botão.
Adesivos do Estrela, time do Dico, para o futebol de botão.

“Dico, o Artilheiro” foi o último projeto de quadrinhos desenvolvido por José Luis Salinas – e, quando Salinas deixou a série, o gibi continuou, por breve período, pela pena de outro ótimo ilustrador argentino: Lucho Olivera.

Número 16, com desenhos de Lucho Olivera
Número 16, com desenhos de Lucho Olivera

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