Perfil dos sócios do Atlético de Madrid

Perfil dos sócios do Atlético de Madrid
facebook.com/AtleticodeMadrid/
facebook.com/AtleticodeMadrid/

O Atlético de Madrid comemorou, neste 23 de fevereiro de 2017, o número de 100.000 sócios. Catorze mil a mais do que na temporada passada.

Quarenta e oito mil atléticos têm abono, ou seja, o carnê para ver todas as partidas da atual temporada, 2016-17. Quarenta mil rojiblancos já garantiram esse tipo de abono para o novo estádio Wanda Metropolitano, para onde o Atleti deve mudar ainda este ano.

E onde estão os sócios colchoneros39% moram na cidade de Madri; 35% na Comunidade de Madri; 24% nas demais regiões da espanholas e 2% fora da Espanha. Há sócios espalhados por 74 países! Continuar lendo “Perfil dos sócios do Atlético de Madrid”

Sir Stanley Matthews e o festival Offside

Lembro-me de uma caricatura que mostrava um jogador com a camisa branca da seleção da Inglaterra, com uma bengala e uma bola – terá sido no Manual do Zé Carioca (de 1974)? Aliás, torço para a editora Abril relançar o Manual do Zé Carioca, como fez com o do Tio Patinhas, do professor Pardal, do Mickey, do Pato Donald… O vovô dominando a bola era uma homenagem a Stanley Matthews (1915-2000), que jogou até os 50 anos! Stan Matthews, ‘o camisa 7 original’,tema de um filme que está sendo lançado em 2017 (atração do festival Offside, em Barcelona), estreou como profissional do Stoke City aos 17, ganhando 5 libras por semana, nos anos 30. No English Team, estreou em 1934, com 19 anos. Com a camisa da seleção inglesa, jogou por 23 anos. No Blackpool, Matthews conquistou a Copa da Inglaterra (FA Cup) de 1953, aos 38 anos. O segredo? A preocupação com a forma física, herança do pai. Aos 46, voltou ao Stoke City, onde pendurou as chuteiras… mas só depois de mais quatro temporadas. Foi nomeado então cavaleiro do imperio britânico e seu jogo de despedida contou com uma seleção de craques. Yashin, Puskas, Eusébio, Di Stéfano…
screenshot_20170201-161944
O doc Matthews – The Original No. 7, de Ryan Scott Warren, é uma produção inglesa de 80 minutos. Está saindo este ano e vai ser uma das atrações do Offside Fest, festival só de documentários de futebol em Barcelona, em março – o brasileiro “Miller & Fried – As Origens do País do Futebol”, já visto aqui, está na seleção do festival catalão. Dentro do post, saiba mais sobre o Offside e veja o trailer de Matthews: Continuar lendo “Sir Stanley Matthews e o festival Offside”

Uma seleção do Nordeste, no novo número da revista “Corner”.

Uma seleção do Nordeste, no novo número da revista “Corner”.

O primeiro brasileiro a jogar no campeonato inglês (e a vestir a camisa de uma seleção da liga inglesa). A conexão Nordeste – Portugal de exportação de jogadores. A relação entre o mangue bit (movimento do saudoso Chico Science, de sua Nação Zumbi e também do Mundo Livre) e o futebol. Almir Pernambuquinho. O número 3 da revista Corner foi lançado agora, no finalzinho de janeiro, e como você pode perceber, o tema dessa edição é o futebol nordestino (saiba como comprar aqui).

E muitas entrevistas: Continuar lendo “Uma seleção do Nordeste, no novo número da revista “Corner”.”

Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, do Sevilla, a ‘bombonera de Nervión’.

Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, do Sevilla, a ‘bombonera de Nervión’.
20160505_215748
RSP, maio de 2016, semifinal da Liga Europa.
20160505_231216
Depois da semifinal contra o Shakhtar, Liga Europa, maio de 2016.

Como fã de futebol, lamento profundamente que o teletransporte da clássica série Jornada na Estrelas não passe de ficção científica. Porque muitas vezes me pego desejando um teletransporte rápido para algum estádio do mundo, para ver alguma partidaça como o Sevilla 2×1 Real Madrid da semana passada. O time de Jorge Sampaoli – que virou, mais do que ídolo, objeto de culto na parte vermelha de Sevilha, o ‘sampaolismo’- quebrou uma invencibilidade de 40 jogos do atual campeão da Europa e do mundo.

O Sevilla de Sampaoli fez a segunda melhor campanha do primeiro turno de La Liga 2016-17. Está nas oitavas da Champions (recebe o Leicester em 22 de fevereiro). Tem cinco títulos recentes de Liga Europa. Um clube que sabe comprar e vender bem seus atletas.

Mas uma coisa que tenho certeza é que, junto com um grande técnico, um elenco muito bom e um ótimo planejamento, joga junto uma afición (torcida) das mais fanáticas da Espanha e o estádio, Ramón Sánchez-Pizjuán, RSP, um caldeirão, tanto que é conhecido também como a “Bombonera de Nervión”, nome do bairro em que está situado. Um estádio que ferve, onde é muito difícil jogar até para dois dos três times mais ricos do mundo. O Sevilla vende caro pontos perdidos para Barça e Real Madrid, isso quando perde esses pontos, em sua casa. Que tem também uma belíssima fachada, um mosaico com um gigantesco distintivo do Sevilla e flâmulas de clubes visitantes do mundo todo, inclusive do Brasil. Obra de Santiago del Campo, para o Mundial de 82.

RSP, maio de 2016
RSP, maio de 2016
Reconhecimento da torcida de Sevilha como jogador 12 da seleção espanhola
Reconhecimento da torcida de Sevilha como jogador 12 da seleção espanhola

E a afición sevillista canta forte o hino do centenário do clube, composto por Javier Labandón, El Arrebato, em 2005. Virou grito de guerra no RSP.

Y es por eso que hoy vengo a verte,
sevillista seré hasta la muerte,
la Giralda presume orgullosa
de ver al Sevilla en el Sánchez Pizjuán

A Giralda, campanário da catedral que é um dos cartões portais de Sevilha, se orgulha de ver o Sevilla no RSP! E como brasileiro, lamento que Paulo Henrique Ganso não tenha ainda maravilhado a Giralda e o RSP. Será que vai emplacar?

O blog Fut Pop Clube fez duas visitas ao caldeirão que é o RSP, por coincidência ambas em partidas de Liga Europa. Em 2011, o dono da casa foi eliminado pelo Hannover 96. Em 2016, depois de quase um dia todo de viagem de ônibus a partir de Lisboa, vi o time de Unai Emeri bater o Shakhtar Donnetsk por 3×1 na segunda partida da semfinal e avançar rumo ao quinto título da Sevilla League, ooops, digo, Europa League.img_20160506_120004

Noite de casa cheia, chuva, tensão no ar e, por fim, festa sevillista.

  • Dos minutitos, senõres – gritava perto de mim um torcedor ansioso para o fim da partida e classificação pra final contra o Liverpool.

Continuar lendo “Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, do Sevilla, a ‘bombonera de Nervión’.”

Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.

Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.
https://www2.deloitte.com/uk/en/pages/sports-business-group/articles/deloitte-football-money-league.html?id=gb:2sm:3tw:4dfml:5awa:6oth:20170119080000:duk2&linkId=33517873
As receitas, em milhões de euros: https://www2.deloitte.com/uk/

Saiu a edição 2017 do Deloitte Football Money League (DFML), e a novidade é a volta do Manchester United ao #1, superando Barça e Real Madrid. Só Real Madrid e Manchester United lideraram o relatório, em duas décadas de DFML. Mas os red devils não chegavam ao topo da ‘liga do dinheiro’ desde a temporada 2003/2004 (foram 11 relatórios seguidos com o Madrid na ponta). Em 2015-16, a receita dos diabos vermelhos foi de 689 milhões de euros – cifra$ recordes. Fruto dos grandes contratos (Chevrolet, adidas), direitos de transmissão, a grana que Old Trafford movimenta em dias de jogos (e fora deles!). E olha que o Man United não ganha a Premier League desde 2012-13 e a Champions desde 2007-08.

Na nova lista dos 20 mais ricos, estão ao todo oito clubes da Premier League: os dois de Manchester, quatro de Londres – Arsenal, Chelsea, Tottenham Hotspur e West Ham – o Liverpool e o Leicester, que entrou no Top 20 pela primeira vez. Há três clubes de La Liga até o 13º lugar (Barça, Real, Atlético). Três da Bundesliga até o 14º (Bayern, Borussia, Schalke). São quatro da série A italiana (Juve em 10º, Roma, Milan, Inter), um da liga francesa (Paris Saint-Germain) e um da liga russa (Zenit). Continuar lendo “Deloitte Football Money League 2017: o Manchester United é o mais rico do mundo.”

Tostão especial no @CasualF00tball #22.

Tostão especial no @CasualF00tball #22.

Ele foi um dos maiores… numa das maiores seleções de todos os tempos. Brilhou com a camisa celeste 5 estrelas (e também com a branca) do Cruzeiro. Não teve muito tempo no Vasco. Teve que parar. Estudou medicina. Virou doutor. Doutor Eduardo. Voltou ao futebol, como comentarista de TV e depois colunista, parada obrigatória para os olhos. Tostão é o tema do novo programa Casual Football, apresentado pelos parceiros Pedro Tattoo e Clayton Fagundes. Direção de Tattoo e Felipe Duarte. Pauta: Júlio César. Clique abaixo para ver.

Continuar lendo “Tostão especial no @CasualF00tball #22.”

“Geraldinos”, na última rodada da Mostra Cinefoot.

“Geraldinos”, na última rodada da Mostra Cinefoot.

“Geraldinos”, filme vencedor da Taça Cinefoot 2015 nas seleções carioca e paulista do festival de cinema de futebol, encerra a mostra Cinefoot, no Canal Brasil. Nesta sexta-feira, 22h, com reprise na terça-feira, 13h30. Vale a pena ver ou rever o doc, que também está disponível para aluguel no Now.

Continuar lendo ““Geraldinos”, na última rodada da Mostra Cinefoot.”

Os “Belos Sonhos” de um torcedor do Torino.

Os “Belos Sonhos” de um torcedor do Torino.


Mãe e filho de 9 anos dançam um twist animadamente. A linda relação mãe e filho vai terminar bruscamente. Por quê, Deus? Por quê, pai? Massimo vai passar a vida em busca de respostas. É a história real do jornalista italiano Massimo Gramellini, torcedor do Torino por influência do pai. Não sei se é o melhor filme para ver no período de Festas (estreou às vésperas do Natal”), mas “Belos Sonhos”, dirigido por Marco Bellocchio (“Diabo no Corpo”, “Vincere”, “Bom Dia, Noite”) é, sim, um belo filme. Vi durante a Mostra de Cinema de São Paulo (2016) e quero rever.

Poster italiano de "Belos Sonhos". Classificação: 14 anos.
Poster italiano de “Belos Sonhos”. Classificação: 14 anos.

Os filmes de Bellocchio (homenageado na Mostra 2016) são assim, cheios de questões psicológicas, por cento valem ver e rever. Este aqui (que abriu a Quinzena de Realizadores em Cannes 2016) ainda tem cenas de paixão pelo futebol, especialmente relativas ao Torino, time de Massimo Gramellini, autor do livro que inspirou “Belos Sonhos” – morou ao lado do estádio Comunale e inclusive há uma cena de reencontro entre pai e filho durante uma homenagem às vitimas à tragédia de Superga, que dizimou o Grande Torino.

Dentro do post, sinopse, ficha e uma cena de futebol de “Belos Sonhos”. Quem souber em que estádio foi filmada essa cena, pode deixar comentário no post. Não acredito que seja o Comunale, de Turim, que hoje tem cobertura.
Continuar lendo “Os “Belos Sonhos” de um torcedor do Torino.”

Bola na tela: “Meninos de Kichute’.

Bola na tela: “Meninos de Kichute’.


Raro longa-metragem de ficção nacional sobre futebol. O filme de Luca Amberg inspirado no livro de mesmo nome de Márcio Américo se passa nos anos do “Eu te amo meu Brasil” e parece até feito nos anos 70, de tão cuidada a reconstituição de época. Quem está na faixa dos 40 anos vai se lembrar dos tempos de aulas de Moral e Cívica, álbuns de figurinhas, revistas de mulher pelada, Magiclik, carros Brasília, Kharman Ghia, Dodge Dart, Canal 100, sonorizado com a versão instrumental de ”Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, e claro, a chuteira Kichute do título – e antes que alguém identifique a primeira música do trailer e do filme com o ufanismo do “Brasil gigante”, noto que é possível identificar no papel do pai o Estado violento, repressor e mentiroso. Ótimos diálogos, ótimas atuações (especialmente de Werner Schünemann, Vivianne Pasmanter, Arlete Salles e o protagonista Lucas Alexandre, bem dirigido como todo o elenco “juvenil), boa trilha sonora da época, a cargo de Netinho, dos Incríveis: Casa das Máquinas, Secos e Molhados, Sergio Sampaio, Os Incríveis.

É certamente um dos nossos melhores filmes sobre futebol – e sobre amizade e descobertas. Uma espécie de “Conta Comigo” brasileiro. Prêmio: melhor filme do júri popular na 34ª Mostra de Cinema de São Paulo.

Continuar lendo “Bola na tela: “Meninos de Kichute’.”

Real Madrid é penta, no ano de CR7.

Real Madrid
Flâmula do Real Madrid, pentacampeão mundial de clubes. Os ‘blancos’, que venceram a chamada Copa Intercontinental em 1960 (contra o Peñarol), 1998 (Vasco) e 2002 (Olimpia), ganharam o Mundial de Clubes da Fifa em 2014 (contra o San Lorenzo) e agora em 2016, ao derrotar o Kashima Antlers na prorrogação. 4-2.

Terceiro título madridista em 2016 (ganhou Champions e Supercopa da Uefa). Ano de Cristiano Ronaldo, que ainda conquistou a Euro com Portugal, e a Bola de Ouro (“France Football”) – hoje foi mais uma vez decisivo, ao marcar um triplete em Yokohama.

Mas o destaque do torneio foi o Kashima Antlers (campeão japonês) dirigido por Masatada Ishii. Soube vencer o Atlético Nacional,campeão da Libertadores, por 3×0, é verdade que beneficiado por uma jogada (mal) decidida com ajuda de vídeo. Definiu a semifinal no segundo tempo, com rápidos contra-ataques. Continuar lendo “Real Madrid é penta, no ano de CR7.”