12 do 12… de 1993!

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Capa do livro “Saga de uma Paixão”

Estádio Nacional de Tóquio, 12 de dezembro de 1993.  O São Paulo de Telê Santana, bicampeão da Libertadores, atravessou o mundo outra vez para ganhar o bi do Mundial de Clubes (ou da Copa Intercontinental, conforme o gosto do freguês), já sem o capitão Raí, vendido para o PSG. O adversário era um multinacional Milan de Fábio Capello, vice-campeão europeu (o Olympique de Marselha, campeão da Europa, estava envolvido em escândalos, e foi punido).
O livro “Saga de uma Paixão”, de Ignácio de Loyola Brandão, ganhou na época uma segunda edição (cuja capa ilustra o post) para contar mais um título.
E foi um jogo maluco maluco, carregado de emoção.

Palhinha abriu o placar. No segundo tempo, Massaro empatou. Toninho Cerezo fez 2×1. O Milan empatou de novo,com o francês Papin.
Nos últimos minutos, Müller fez um gol inacreditável. O lance do “questo gol é per te, buffone”. O “buffone” (palhaço) para o habilidoso e aqui muito sortudo atacante brasileiro era o zagueiro Costacurta.
São Paulo, bicampeão mundial. Telê nas alturas. A ficha técnica dentro do post: Continuar lendo “12 do 12… de 1993!”

“1992 – O Mundo em Três Cores”

Publicado originalmente em dezembro de 2012

Ao mestre, com carinho.

Poderia ser esse o título deste post: o livro de Raí com o jornalista André Plihal, “1992 – O Mundo em Três Cores” (Panda Books), sobre o primeiro dos três mundiais do tricolor paulista (o segundo viria quase exatamente um ano depois, em 12/12/93, já sem Raí -negociado com o PSG -contra o Milan).

Num texto leve e de qualidade muito acima da média dos lançamentos comemorativos, o eterno camisa 10 do Morumbi e o excelente repórter da ESPN contam os bastidores da conquista… os detalhes da relação fraternal Raí- mestre Telê Santana (que às vezes pegava no pé demais do Cafu, mas aliviava pro irmão do doutor)…. falam da importância de cada jogador (são destacados Zetti, Adílson, Ronaldão e Pintado) e enaltecem o trabalho em equipe, o clima de respeito e a união dentro do elenco que foi campeão de tudo.

Já havíamos combinado de dividir o prêmio entre toda a delegação. Gostaria apenas de ter ficar com a chave gigante. Acabei não ficando, não guardando, como não guardo nada desta vida. Pelo menos nada material, que fique entendido. O sorriso do Telê em Tóquio está muito bem guardado” – Raí, em “1992 – O Mundo em Três Cores”.

Sob a maestria de Telê, o capitão Raí marcou 87 dos seus 128 gols pelo São Paulo. O trio “RPM” (Raí, Palhinha, Müller) mais o Cafu eram considerados insubstituíveis pelo técnico.

Tem depoimentos de colegas de Raí e a ficha de todos os jogos do ano glorioso de 1992 pro torcedor tricolor. Uma grande sacada desse lançamento da Panda Books é um flipbook, que reproduz os dois gols de Raí no jogão disputado no estádio Nacional de Tóquio. 13/12/1992, o dia em que o Dream Team do Barça (com um “certo” Pep Guardiola no meio-campo), foi “atropelado por uma Ferrari“, nas palavras do seu técnico Johann Cruyff. Raí não tem 100% certeza que o holandês pronunciou a frase, mesmo. Nesse caso, imprima-se a lenda.

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Hoje é aqui: Toyota Stadium

É moderno, muito bonito e todo futurista o estádio de Toyota, onde Al Ahly e Corinthians disputam uma vaga na final do Mundial de Clubes 2012. Comporta 45 mil torcedores, todos sentados. O detalhe é que tem um teto retrátil, que pode ser fechado em coisa de 50 minutos. Repare na foto abaixo, do site World Stadiums – o telhado está recolhido, todo à direita.

/www.worldstadiums.com
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Grêmio 2×1 Hamburgo

GremioMania.com,br
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Flâmula do Grêmio, que venceu o Hamburgo por 2 a 1, no sábado, 8/12/2012, na inauguração do seu novo estádio. André Lima marcou o primeiro gol da moderna e azulada Arena do Grêmio. Westermann empatou para o HSV. Marcelo Moreno deu ao Grêmio sua primeira vitória na casa nova.

Flâmula do Grêmio, que venceu o Hamburgo por 2 a 1, em 11/12/1983, no estádio Nacional de Tóquio. Renato Gaúcho marcou os dois gols tricolores. Grêmio campeão mundial.

“Heleno” estreou nos EUA e ‘bombou’ no “Guardian”


Estreou nos EUA e repercutiu no jornal inglês Guardian um grande filme brasileiro sobre futebol, ou mais exatamente sobre a fama e a decadência de Heleno de Freitas, badalado jogador dos anos 40. No Brasil, já está disponível em DVD e Blu-Ray.“Heleno”, dirigid0 por José Henrique Fonseca, é uma cinebiografia livre, inspirada no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno“, de Marcos Eduardo Neves – embora com algumas licenças poéticas.
E faz poesia  com o jeito de contar o drama do temperamental craque que “abalou “gramados e noites cariocas, pegou sífilis e foi enlouquecendo, enlouquecendo, até a morte. Rodrigo Santoro – que desde “O Bicho de Sete Cabeças” prova que não é só um galã, mas um excelente ator – acertou novamente num grande papel. Impressionante sua caracterização do Heleno de Freitas doente, em Barbacena. Santoro dá show o filme todo, contracenando com a deslumbrante Alinne Moraes, que faz a mulher; Angie Cepeda, a amante; Othon Bastos, como o cartola botafoguense Carlito Rocha. Veja o trailer.


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A história do Parque Antarctica está no gibi.

/www.almaolivro.com/
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Vi no esporte do Estadão.
O livro em quadrinhos “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País” será lançado hoje, 11/12/12, às 19h, na HQ Mix Livraria, na rua Tinhorão, 124, pertíssimo do estádio do Pacaembu, onde São Marcos se despede.
Com texto de Custódio e ilustrações de Fernandes, a história em quadrinhos do Parque Antarctica tem 64 páginas e custa 35 reais se enviado pelo correio (saiba como comprar aqui ou pelo e-mail contato@almaolivro.com). Outra noite de lançamento: sábado, 15/12/12, às 19h, Pizzaria Prestíssimo, alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1135.

Imperdível!
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Amém, Marcos

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Uniforme criado pela Adidas especialmente para o amistoso de despedida, ou melhor, a “canonização” de um santo para a torcida do Palmeiras.

Sem Marcos, o futebol ‘falado’ vai ficar bem menos espontâneo. Na semana passada, ouvi a entrevista coletiva do goleiro do penta da seleção em 2002 e da Libertadores alviverde de 1999.  Que figura! Vai fazer fazer muita falta – como já fez para o Verdão, neste 2012. Continuar lendo “Amém, Marcos”

Curta “Baghdad Messi”. Esse é pra ganhar prêmio.

Baghad Messi
Baghad Messi

Vi no site do diário Sport, de Barcelona. No curta-metragem “Baghdad Messi”, o diretor Sahim Omar Kalifa conta a história de Hamoudi, um menino de 10 anos que não tem uma perna, mas não desiste de jogar futebol. É goleiro. As muletas servem de traves. A garotada está na expectativa na final da Champions de 2009, entre Barça e Man United,  ansiosa para ver o duelo Messi x Cristiano Ronaldo. Filme de guerra com criança mutilada lutando pelos seus sonhos tem tudo para chamar a atenção, ainda mais envolvendo uma marca poderosa como a do Barcelona. O curta tem 19 minutos já passou num festival belga e é uma das atrações do Dubai International Film Festival. Vamos torcer para chegar logo por aqui. Enquanto isso, veja o trailer.

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A Copa Perdida | Il Mundial Dimenticato

O “Mundial” de 1942 tem até cartaz oficial, no filme italiano

Novas chances para ver A Copa Perdida (ou A Copa Esquecida, Il Mundial Dimenticato), que ganhou um dos prêmios de público da Mostra de SP, passou na Semana Pirelli de Cinema Italiano, e foi convocado para a mostra competitiva / longa-metragem do CINEfoot no Rio de Janeiro. A edição carioca do festival de cinema de futebol será entre 23 e 28 de maio.
A película de Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni buscou inspiração no conto “El Hijo de Butch Cassidy”, do escritor e jornalista argentino Osvaldo Soriano (*1943/+1997), torcedor do Ciclón, o San Lorenzo. Trata-se de um “mockumentário”, um falso documentário sobre a suposta Copa do Mundo disputada na Patagônia, em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial. E o resultado é muitas vezes hilário… como as cenas que mostram as criativas câmeras usadas para “documentar” o “Mundial”… os gols impossíveis… o jeito com que os “juízes” expulsam jogadores de campo… e a figura roliça de certos “jogadores”. Aspas são uma boa mesmo para definir “Uma Copa Esquecida” (como fez o “Estadão”): um “documentário” entre aspas.  E não é indicado apenas pra quem gosta de futebol e de filmes de futebol, não. Basta entender o humor das cenas. Tinha gente se esbaldando de dar gargalhada na sessão que eu vi.
Sessão no CINEfoot: segunda 27 de junho, a partir das 21h15, no Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo.
Veja o trailer do premiado “documentário” italiano.

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