16 de julho

Hoje faz sessenta anos do Maracanazo. Às três da tarde de 16 de julho de 1950, a pelota começou a rolar para Brasil e Uruguai, última partida do quadrangular final da Copa de 1950. O Brasil abriu o placar (Friaça), o Uruguai chegou ao empate, com Schiaffino – que ainda dava o título ao Brasil – mas você conhece o final dessa história. Que não se repita em 2014, mas para isso, 1950 deve servir de lição. Já está nas livrarias Maracanazo – Tragédias e Epopeias de um Estádio com Alma, livro do jornalista Teixeira Heizer (editora Mauad), com crônicas do uruguaio Eduardo Galeano, do poeta Ferreira Gullar, dos jornalistas Luiz Mendes, Maurício Azêdo e Sérgio Cabral e do publicitário Washington Olivetto. Há ainda ficha técnica de todas as partidas da Seleção Brasileira no “Maraca”, até as Eliminatórias para a Copa de 2010.

Um dos muitos gols de Paulo Moura

Gostaria de prestar uma homenagem ainda que tardia ao clarinetista e saxofonista Paulo Moura. 1997. Nome do CD: Pixinguinha – Paulo Moura & Os Batutas, gravado ao vivo no Rio de Janeiro. Pixinguinha… blog sobre futebol… não tem outra. “Um a zero”. Choro clássico. Golaço de Paulo Moura, em disco tributo ao centenário de Pixinguinha, revivendo o octeto, formação dos Batutas.

Vuvuzela, Jabulani, Larissa, polvo…

No último suspiro das vuvuzelas (pelo menos no Mundial 2010), um rápido balanço da Copa.

Troféu E que golaços para golões, surpresas e jogaços da Copa:

  • o futebol coletivo e a linha de passe da Espanha campeã (veja a campanha no post anterior), de Casillas (Luva de Ouro) a Villa, um dos artilheiros, sem esquecer dos monstros sagrados do meio-campo em nosso tempo, Xavi e Iniesta (que calcanhar no começo da jogada do gol!)
  • o jovem time da Alemanha e sua linda camisa preta, uniforme 2 que fez sucesso de público e bilheteria. Thomas Müller, melhor jogador jovem e Chuteira de Ouro. Sem esquecer de Khedira, Scheinsteiger, Özil etc.
  • a campanha do Uruguai, 4º colocado, melhor seleção sul-americana da Copa, jogando bola, sem apelar tanto para a violência, mas com raça de sobra – e sorte, como no último lance da prorrogação contra Gana. Diego Forlán, o 10, Bola de Ouro. Fez golaços e deu assistências.  O bom atacante Suárez virou goleiro na seleção semanal feita pelo caderno Outlook do jornal Brasil Econômico
  • Sneijder, o que joga boa bola na Holanda tri vice-campeã.
  • o espírito de festa e a alegria dos sul-africanos, donos da casa.
  • o show de Maradona à beira do campo, porque como técnico, desperdiçou uma excelente geração.
  • Candidatos a jogos para sempre, ou que sejam lembrados pela emoção ao menos: Estados Unidos 2×2 Eslovênia; Eslováquia 3×2 Itália, na 1ª fase. Alemanha 4×1 Inglaterra, apesar do maior erro de arbitragem desde 1966… A decisão por pênaltis entre Paraguai e Japão. Gana 1x 1 Uruguai. Alemanha 4×0 Argentina. Paraguai 0x1 Espanha, outro jogo de arbitragem confusa. Holanda 3×2 Uruguai. Espanha 1×0 Alemanha. Alemanha 3×2 Uruguai. Espanha 1×0 Holanda, apesar da violência dos laranjas.
  • and last but not the least, as musas (holandesas, dinamarquesas – pena que voltaram para casa tão cedo! – Larissa Riquelme, Sara Carbonero – Casillas, você está de parabéns!)

Lances duvidosos: vuvuzela e Jabulani.

Gols contras:

  • os inúmeros erros de arbitragem.
  • a economia de cartões vermelhos.
  • a violência dos holandeses, especialmente na final.
  • a classificação da França para a Copa com gol de mão, a participação ridícula na África do Sul,  o barraco na delegação e a grosseria de Domenech com Parreira, que é um gentleman.
  • Wayne Rooney, Cristiano Ronaldo, Squadra Azzurra.

Espanha campeã do mundo!

Publicado em 11 de julho de 2010

Capa do MARCA, de Madri
Da Espanha ao céu – manchete do AS.
Na Argentina, o OLÉ pediu que os campeões sigam tocando a bola.

¡Campeones!
Casillas (Real Madrid) – capitão, eleito “O” goleiro da Copa. Sérgio Ramos (Real Madrid). PuyolPiqué (Barcelona). Capdevilla (Villarreal). Xabi Alonso (Real Madrid). Busquets Xavi (Barcelona). Villa (ex-Valencia, já apresentado pelo Barça). Pedro (Barcelona). Navas (Sevilla). Torres (Liverpool). Fàbregas (Arsenal). Albiol e Arbeloa (Real), Marchena, Mata e David Silva (Valencia), Valdés (Barça), Llorente e Martinez (Athletic Bilbao), Reina (Liverpool) e, claro, Iniesta (Barcelona) e o bonachão Vicente Del Bosque são os legítimos campeões do mundo em 2010, depois de faturar também a Euro 2008.

Andrés Iniesta, nascido em Fuentealbilla, na província de Albacete, na comunidade de Castilla-La Mancha, ídolo do Barcelona, autor do único gol da nervosa decisão contra a Holanda, já no 2º tempo da prorrogação, foi eleito o melhor em campo. A segunda final europeia seguida em Copas foi amarrada, pegada, violenta demais. Ganhou quem jogou mais. A Espanha, que abusou um pouco do direito de perder chances. Nas duas maiores oportunidades holandesas, Robben esbarrou em Casillas, gigante.

E essa Holanda, hein? Só mesmo o excesso de nervosismo, talvez uma mistura de já-ganhou com revanchismo e vocês-vão-ter-que-me-engolir antes da hora pode explicar a derrota de uma seleção brasileira com uma defesa considerada excelente e jogadores como Kaká e Robinho para esse time laranja, que dá saudade dos tempos de Gullit, Van Basten e Rikjaard e da Laranja Mecânica de 78, para não falar do Carrossel Holandês de Cruyff. Bate demais da conta essa Holanda. Ainda bem que a Espanha ficou com a taça.

Flâmula do “Jabuca” fabricada por AMW, em Santos

Inspirado por uma reportagem de André Argolo na ESPN Brasil, também publico a maneiríssima flâmula do Jabaquara Atlético Clube, o Jabuca, que nasceu Hespanha Foot Ball Club em 15/11/1914 – foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. Durante a Segunda Guerra, o Hespanha passou a se chamar Jabaquara, nome do bairro de Santos onde o clube foi criado. E o estádio do Jabuca chama-se Espanha até hoje.

Aqui dentro do post, as manchetes onlines da hora do título e a campanha da Roja desde as Eliminatórias. Continuar lendo “Espanha campeã do mundo!”

Copa de Filmes: a lista de Mário Marra.

Cartaz original do filme da Copa de 94

Mais uma rodada da copa virtual de cinema aqui do Fut Pop Clube. Agora, os filmes de futebol favoritos do jornalista Mário Marra, comentarista da rádio CBN (agora em SP) e dos jornais Super e O Tempo, de Minas Gerais. E ainda atualiza o Blog do Marra.  Vai que é sua, Marra!

  1. Boleiros – Era Uma Vez o Futebol [mais um voto para o delicioso filme de Ugo Giorgetti, com Otávio Augusto, Lima Duarte, Marisa Orth, Denise Fraga e companhia bela]
  2. Todos os Corações do Mundo [de Murilo Salles. É o filme oficial da Copa de 1994 nos EUA. Pode ser encontrado nas bancas, em DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa, da Abril, com capa diferente do cartaz original da película. Excelente escolha. Já foi tema de post aqui no blog]
  3. Barbosa, com Antônio Fagundes [curta-metragem de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, inspirado no livro Anatomia de uma Derrota de Paulo Perdigão. Veja ou reveja Barbosa no Porta Curtas]
  4. Garrincha, Alegria do Povo[clássico do Cinema Novo dirigido por Joaquim Pedro de Andrade. Passa de quando em vez no Canal Brasil e saiu como DVD bônus numa caixa com os filmes de Joaquim Pedro. Site da produtora Filmes do Serro tem fotos e muita informação]

Valeu, Marra! Listas anteriores:

Uruguai 2×3 Alemanha

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Interrompo a série Copa de Filmes para falar dessa partidaça que decidiu o 3º lugar do Mundial 2010. Duas viradas, gols bonitos, frangos, emoção até o último minuto, como se caracterizam os jogos da Celeste ultimamente (ultimamente?). E não é que o tal do polvo Paul acertou de novo? Alemanha, terceira colocada – por isso, publico a flâmula, imagem da loja online da federação deles, a Deutscher Fussbal-Bund.  Essa seleção do Joachim Löw – com tantas caras novas -, assim como a Espanha com base nas canteras de Barcelona, especialmente, e Real Madrid, deveriam servir de exemplo para os que comandam o futebol no Brasil – e não me refiro só á Seleção Canarinho. É preciso valorizar as categorias de base. Alemanha ficou pela segunda vez seguida com o 3º lugar diante de um Uruguai que deu gosto de ver nesta Copa. Por isso, tem seu escudo publicado aqui também. Talvez com um goleirinho melhor…

Atualizado no domingo, 19h45: o uruguaio Diego Forlán foi eleito o melhor jogador da Copa. Bola de Ouro merecida demais!

Copa de Filmes: Sérgio Duarte, do Rock Flu.

Mais uma lista de filmes sobre futebol, nesta copa virtual de cinema: agora, dicas de Sérgio Duarte, do programa Rock Flu (que nestes 30 dias de Mundial 2010 botou no ar, na internet, duas edições especiais). Vai mais Serginho!
Documentário nacional: Pelé Eterno.

Ficção nacional: O Casamento de Romeu e Julieta [direção de Bruno Barreto. Comédia romântica sobre o relacionamento do corintiano Romeu com a palmeirense Julieta (Julinho + Echevarrieta, dois grandes nomes que passaram pelo Palestra, sacou?). A donzela tem um pai que fica uma fera ao descobrir o que o Romeu fez para conquistar a simpatia do candidato a sogrão, em plena viagem de volta do Mundial de Clubes de 1999 em Tóquio. Mario Prata – que escreveu Palmeiras um Caso de Amor para a coleção Camisa 13, da DBA – participou do roteiro. Rara oportunidade para ver os tricolores Luiz Gustavo e Luana Piovani com a camisa do Palmeiras, não é, Serginho? ]

Ficção estrangeira: O Milagre de Berna [de Sönke Wortmann. Drama ambientado no pós-guerra, que se desenvolve numa família alemã e na Copa do Mundo da Suíça, 1954. Cenas de jogos muito bem encenadas. A final daquele Mundial, em que a Alemanha de Rahn e Fritz Walter derrotou a Hungria de Puskas, empresta o rótulo – O Milagre de Berna – à película. Com certeza, é um dos melhores filmes em que o futebol tem papel importante].
Curta-metragem nacional/ficção: Ernesto no País do Futebol, de André Queiróz, Thaís Bologna [um menino argentino e seus coleguinhas… brasileiros! Dá para ver o filme no Porta Curtas].
Curta-metragem nacional/documentário: Geral, de Anna Azevedo [o show dos geraldinhos no Maraca].

Valeu Serginho!