Funk Como Le Gusta, 10 anos!

Funk Como Le Gusta: 10 anos. Cartaz dos shows no Auditório Ibirapuera, 20-22 de março
Cartaz dos shows no Auditório Ibirapuera

“Alô periferia, alô zona sul/Alô Belém do Pará, alô Rio Grande do Sul/Isso aqui é soul
Isso aqui é funk/e nada custa,/Isso aqui é Funk Como Le Gusta“.

O supergrupo paulistano FCLG, que toca nesta quarta, 18/3, em São José dos Campos, comemora 10 anos de roda – de funk, soul, samba-rock, em três shows no Auditório Ibirapuera. De sexta, 20/3, a domingo, 22/2.

Entre os convidados do fim de semana, Simone Sou (ex-FCLG), Thaíde e Marisa Orth. Leia mais sobre o Funk Como Le Gusta aqui.

Filmão: “Frost/Nixon”.

Cartaz do filme de Ron Howar
Cartaz do filme de Ron Howard

Quarta-feira é dia de futebol. E também um dia em que muitos cinemas fazem promoção. Se você ainda não assistiu aFrost/Nixon, aproveite pra ver, porque não deve ficar muito tempo mais em cartaz, não. Adaptado para o cinema da peça de mesmo nome pelo próprio autor, Peter Morgan, foi um dos indicados ao Oscar -época de tantas opções nas telas, que às vezes corremos o risco de deixar passar algum bom filme. David Frost é um apresentador de programas de amenidades sem muita credivilidade que resolve entrevistar Richard Nixon, o presidente que renunciou à Casa Branca depois do escândalo Watergate. Michael Sheen, que encarnou Tony Blair em A Rainha, faz o papel de Frost. E Frank Langella brilha (e sua!) como Nixon.

Se você gostou de filmes como O Informante e Boa Noite e Boa Sorte, pode tentar Frost/Nixon– centrado no esforço de Frost para autoproduzir a entervista sem apoio das redes de TV e nos embates entre entrevistador e entrevistado.  Destaque ainda para a presença luminosa de Rebecca Hall, que já tinha feito Vicky Cristina Barcelona (e como Vicky quase que rouba o show).

O hardcore do Dead Fish. Hardcore mesmo.

Dead Fish: hardcore mesmo. Foto: Luringa/divulgação
Dead Fish: hardcore mesmo. Foto: Luringa/divulgação

Inauguro hoje uma nova seção do blog, FLYER. Para falar de agenda de shows, peças de teatros e o que mais der na telha.

Neste fim de semana, o Dead Fish, bom grupo cabixaba de hardcore, lança seu sexto disco de estúdio, Contra Todos. A página da banda no MySpace, que tem 14 sons. Paulada pura, sem frescura. Só que o vocalista Rodrigo sabe cantar.

P.S. – Leia sobre o novo compacto em vinil do Dead Fish, na minha Coluna de Música.


Pippo Inzaghi, 300 gols

O Décio Lopes chamou atenção domingo no blog Expresso da Bola: o centroavante Filippo Inzaghi (hoje o camisa 9 do Milan) chegou à marca de 300 gols. Vale a pena ler o texto do Décio, entitulado “Elogio ao artilheiro pereba”.

Talvez por torcer para um time que ainda tem Serginho Chulapa como o maior goleador de sua história, eu me identifico bastante com Pippo Inzaghi, que já vi salvar o Milan em várias oportunidades. 300 tentos em 562 partidas, média de 0,53 gol/jogo. Nada mal para quem nem sempre atua 90 minutos.

O Pelé do blues de Chicago

Buddy Guy, em foto de capa do CD anterior, Bring ´Em In (2005)
Buddy Guy, em foto de capa do CD anterior, Bring ´Em In (2005)

Ele detona na canja no filme Shine a Light, tocando com os Stones uma música de Muddy Waters, seu ídolo. O bluesman Buddy Guy (da Lousiana, mas radicado em Chicago desde 1957) está voltando ao Brasil. Toca dias 26 e 27 em São Paulo e dia 28 no Rio.  Uma pena que seja tudo tão caro, porque esse Pelé do blues rasgado sempre faz shows de placa.

Tem letras que falam de mulheres que o deixaram, que alguém mais está dormindo na sua cama, mas você não acredita que esse setentão sorridente, que aparenta alto astral nos shows, dono de bar chique em Chicago, tenha algum problema com isso, acredita? É só temática blues.

A guitarra, ele costuma tocar alto – diz a lenda que Jimi Hendrix matava concertos para ver Buddy tocar. Mas também pode ser suave (Eric Clapton o adora). E ainda canta muito, muito bem.

O disco da foto à esquerda é de 2005. buddy1Mas Buddy já lançou outro álbum, Skin Deep (ouça canções no MySpace). A faixa-título é uma balada linda. Em dueto com a blueswoman Susan Tedeschi,  Too Many Tears é cheia de soul. Best Damn Fool é um típico bluesão com a guitarra alta de Buddy (que solo!). Clapton participa de Everytime I Sing the Blues (mais de 7 minutos de espetáculo!). Skin Deep está sendo considerado um dos grandes discos de Buddy, e olha que ele fez vários: Damn Right! I´ve Got the Blues… Feels Like Rain (um dos meus prediletos), Sweet Tea, Blues Singer

(este autógrafo aí à direita foi um mano meu que trouxe de visita ao Legend´s, bar de Buddy em Chicago)

Shine a Light

stones Já reparou como são boas as trilhas de filmes de Martin Scorsese? Pega Cassino. Tem Muddy Waters, Otis Redding, Little Richard, Ray Charles, Cream, Jeff Beck, Devo, BB King e … várias dos Stones. A de Inflitrados também é muito boa. O diretor nova-iorquino já dirigiu filmes sobre Bob Dylan (No Direction Home), The Band (O Último Concerto de Rock/The Last Waltz), produziu série sobre blues … e em 2008 lançou o seu filme concerto sobre os Rolling Stones, Shine a Light.. Sim, porque há vários filmes com os Stones. Let Spend the Night Together, Gimme Shelter, One Plus One/Sympathy for the Devil etc. Nos anos 90, eu me lembro de ter visto Rolling Stones Live at the Max, feito para IMAX, em Nova York, numa sala dessas que só agora há pouco chegaram ao Brasil. Pois acabo de descobrir que nos EUA Shine a Light passou em cinemas IMAX, que raiva! Seria uma boa passar Stones em IMAX em São Paulo (alô Ademar…)
Bom, depois desse nariz de cera, expressão jornalística para começo de textos que fazem firula demais em vez de ir direto ao gol, vamos a Shine a Light, filmado em 2006 num aconhechante teatro de N.York, o Beacon. Seus primeiros 10 minutos servem como uma espécie de making-of: mostram os bastidores dos últimos acertos pra filmagem dos shows e chegada de Bill Clinton com 30 convidados. Depois, aumenta, que isso aí é roquenrol. Pra começar Jumping Jack Flash, que tantos roqueiros tocaram, mas é da dupla Jagger/Richards. Continuar lendo “Shine a Light”

Livro: “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro”

O livro de Maurício Noriega
O livro de Maurício Noriega

Mais um gol para a bibliografia brasileira sobre futebol, que disparou na tabela nos últimos anos. Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro (Editora Contexto) é o primeiro livro do jornalista Maurício Noriega, comentarista de esportes do querido telejornal Bom Dia São Paulo e do Sportv, e autor do Blog do Nori (atalho sempre aqui do lado direito). Chega à livrarias em 20 de março, mas já está à venda nas prateleiras virtuais. Nori explica: “São 11 perfis e 11 entrevistas com personalidades que sustentam uma escolha pessoal feita em análises e entrevistas ao longo de mais de 20 anos de carreira.

Os treinadores escolhidos por Nori são: Oswaldo Brandão, Vicente Feola, o húngaro Bela Gutman (Hungria, São Paulo FC, Benfica), Zagallo, Lula (Santos), Rubens Minelli, Ênio Andrade, Luxemburgo, Telê, Felipão e Muricy Ramalho.

No seu livro, Nori entrevista os campeões mundiais Djalma Santos, Dino Sani, Zito, Muller e Rogério Ceni, mais os craques Leivinha, Falcão, Alex e Arce, além de dois técnicos vencedores: Muricy e Luxemburgo.

Noriega sabe que a lista cria polêmica. Aproveito a deixa para convidar você a escolher seus técnicos preferidos. Pode ser um pouco difícil chegar a 11, entre os que acompanhamos. Eu vou tentar. P.S. – LEIA AQUI ENTREVISTA COM MAURÍCIO NORIEGA.

Livro: “Os Dez Mais do Palmeiras”

O livro de Mauro Beting
O livro de Mauro Beting

Nesta segunda-feira literária, o jornalista Mauro Beting lança o seu “Os Dez Mais do Palmeiras” (Maquinária Editora, coleção Ídolos Imortais). Para eleger o seleto grupo de craques alviverdes, o livro teve os votos de feras: Antero Greco, Claudio Carsughi, Joelmir Beting, Lucas Neto, Maurício Noriega, Paulo Bonfá, PVC, Roberto Avallone, Soninha e Ugo “Boleiros” Giorgetti.

E os dez mais da vida do Palmeiras escolhidos para o livro de Mauro Beting são: Marcos, Oberdan Cattani, Djalma Santos, Luís Pereira, Fiúme, Dudu, Jair Rosa Pinto, Ademir da Guia, Julinho e Evair.

A coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora, já abordou Flamengo e Corinthians.  Vem aí volumes sobre Fluminense, São Paulo, Botafogo, Inter, Grêmio,Vasco, Santos, Cruzeiro e Galo.

Enquanto você aguarda o livro sobre o seu clube, você pode dizer quais são, na sua opinião, os 10 mais da vida do seu time de coração. É só entrar aqui na página de comentários.

Histórias e expressões do arco-da-velha

Novo livro do Alberto Villas
Novo livro do Alberto Villas

“Achei o filme um abacaxi”. “Ela ficou pra titia”. “Quero uma ligação pro Rio”. “Vou ao banco receber meu ordenado”.

Cem histórias sobre expressões que estão desaparecendo estão em Admirável Mundo Velho, quarto livro (terceiro pela Editora Globo) do jornalista Alberto Villas, grande craque de ideias e texto, torcedor do América-MG. A noite de autógrafos é hoje, segunda, 16 de março, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional – Avenida Paulista com rua Augusta, São Paulo.

Ei li o primeiro, O Mundo Acabou, e morri de rir com a crônica sobre a enceradeira escada abaixo…